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3 boas notícias da economia argentina podem beneficiar próximo presidente

Javier Milei venceu as eleições presidenciais da Argentina neste domingo (19/11), deixando para trás as duas forças que governaram o país nas últimas duas décadas: o macrismo, e a coalizão peronista-kirchnerista representada pelo ministro da Economia Sergio Massa, derrotado em segundo turno.
Mas quando o dia amanhecer na segunda-feira, os argentinos continuarão fazendo as mesmas perguntas.
Quanto custará um quilo de carne no próximo mês?
Que reajustes as tarifas públicas terão com o novo governo?
Este ano foi difícil para o bolso dos argentinos, com a inflação ultrapassando os 140% ao ano, uma queda real de 5,5% nos salários nos primeiros nove meses do ano, uma moeda local que perdeu entre metade e 60% do seu valor frente ao dólar americano, dependendo da taxa de câmbio praticada.
Vale lembrar que 2022 também já não tinha sido favorável.
O governo atual atribui isso à falta de dólares no país, tanto para fazer frente aos pagamentos como para acumular reservas que lhe permitam defender o valor de sua moeda.
Mas tudo indica que o próximo presidente da Argentina terá melhores rendimentos nos cofres do Estado em 2024.
“No próximo ano, a balança comercial da Argentina poderá aumentar em cerca de US$ 25 bilhões (R$ 120 bilhões)” a favor do país sul-americano devido ao aumento das exportações, diz o economista argentino Miguel Kiguel.
Antes que essas receitas de exportação comecem a fluir, a economia argentina deverá cair ainda mais, com uma possível aceleração da inflação, preveem os especialistas.
Apesar disso, as receitas geradas por grãos, combustíveis e lítio oferecem três boas notícias a médio prazo para o próximo presidente.
1. Produção agrícola
Considerado um dos maiores celeiros do mundo, a Argentina possui vastas extensões de terra onde se cultivam principalmente soja, milho e trigo, cujo principal destino é a exportação.
Dois a cada três dólares que entraram no país em 2022 foram provenientes de exportações relacionadas com o setor agroalimentar.
Como a venda desses cereais no exterior é fortemente tributada, a agricultura alimenta os cofres do país com cifras consideráveis todos os anos.
Mas durante a safra de 2022/2023 (que começa em junho), a Argentina registrou uma das piores secas da sua história, o que reduziu substancialmente sua produção agrícola e, como resultado, a entrada de dinheiro na economia do país sul-americano.
A situação começou a se reverter no segundo semestre de 2023, quando o fenômeno meteorológico La Niña — que causou a seca — terminou e deu lugar ao El Niño, período em que predominam as chuvas na região.
A Bolsa de Rosário, localizada no interior argentino e especializada em produtos agrícolas, estima que na safra 2023/2024 serão colhidas 136 milhões de toneladas de grãos na Argentina, muito acima dos 80 milhões de toneladas do ano agrícola anterior.
“Considerando em dólares, isso nos dá uma estimativa de que as exportações atinjam US$ 34,3 bilhões (R$ 165 bilhões)”, diz Franco Ramseyer, analista de mercado da Bolsa de Valores de Rosário.
Esse valor é superior em quase US$ 10 bilhões (R$ 48 bilhões) às exportações do ano anterior.
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires tem projeções semelhantes e afirma que o setor renderá US$ 14 bilhões (R$ 68 bilhões) aos cofres do Estado, 50% a mais que um ano antes.
“Estamos diante de uma colheita razoável, que não vai ser das melhores porque temos todo um ambiente macroeconômico que tem feito com que muitos não desenvolvam o seu potencial, mas a colheita não vai ser ruim”, assinala o presidente da Bolsa de Valores de Cereais de Buenos Aires, José Martins, ao apresentar as projeções em setembro.
Ramseyer destacou que, “se a melhora se concretizar — porque ainda não se materializou — seria uma contribuição importante para a reconstrução das reservas internacionais”.
O Banco Central tem reservas de cerca de US$ 20,9 bilhões (R$ 101 bilhões), segundo dados oficiais. O saldo líquido, ao descontar seus passivos (dívidas), é negativo em US$ 10,6 bilhões (R$ 51 bilhões), segundo estimativas da consultoria Ecolatina.
2. Mudança na equação dos hidrocarbonetos
Até o ano passado, a Argentina era importadora de hidrocarbonetos — gás e petróleo — porque, embora possuísse uma boa quantidade desses recursos naturais, eles não eram suficientes para suprir a demanda interna.
A conclusão neste ano das obras no campo petrolífero de Vaca Muerta, no oeste do país, permitiu aumentar a produção de gás e petróleo, e a equação passou a ser de equilíbrio em 2023 e superávit comercial de energia em 2024, ou seja, mais exportações do que importações desses combustíveis.
Segundo a secretária de Energia, Flavia Royón, em 2024 haverá um superávit na balança comercial de energia de US$ 3,7 bilhões, enquanto em 2022 o saldo foi negativo em US$ 4,4 bilhões.
O diretor da consultoria Economía y Energía, Nicolás Arceo, diz que as estimativas dele são um pouco mais conservadoras.
Em suas estimativas, o superávit da balança comercial de energia será de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,1 bilhões) no próximo ano — mas concorda em apontar que a transformação do setor terá um impacto positivo na necessidade de moeda estrangeira do país.
“Sejam US$ 2,5 bilhões ou US$ 3,7 bilhões, o que marca é uma mudança estrutural no setor, que esteve cronicamente deficitário desde meados da primeira década do século 21 e que vai se tornar um setor com excedentes em termos comerciais ao longo da próxima década”, explica.
“Há uma longa discussão sobre se o problema da economia argentina é fiscal ou externo. Estou mais inclinado para o externo e, nesse sentido, o aumento das exportações do setor dos hidrocarbonetos vai ser decisivo para moderar (reduzir) a restrição externa na próxima década”, observa.
Arceo diz que o impacto da expansão da rede de gasodutos na Argentina será visto “com toda a sua intensidade” no próximo inverno austral e que isso não significará apenas a substituição das importações de gás natural liquefeito, mas também uma menor importação de combustíveis líquidos, particularmente o diesel, para o sistema de geração de energia elétrica.
3. Extração de lítio
A Argentina possui uma das maiores reservas mundiais de lítio, mineral utilizado na fabricação de baterias e que hoje é muito demandado pela indústria de carros elétricos. O país é o quarto maior produtor do mundo, atrás apenas da Austrália, Chile e China.
“A indústria do lítio na Argentina atrai atualmente investimentos muito importantes”, explica Patricia Vásquez, pesquisadora do centro de estudos Wilson Center, nos Estados Unidos.
Além dos dois projetos de exploração que já existiam, um terceiro iniciou operações em meados deste ano e prevê produzir 40 mil toneladas em 2024, o que representará exportações adicionais para o país de cerca de US$ 820 milhões (R$ 4 bilhões), se o preço no mercado internacional permanecer o mesmo.
Outros dois projetos anunciaram o início da produção em 2024 e, no total, a indústria planeja aumentar seu volume de exportação de 37,5 mil toneladas para 141,5 mil. Isso significa receitas adicionais de mais de US$ 2,1 bilhões (R$ 10,2 bilhões) por ano.
“O lítio é importante para uma economia como a Argentina, que precisa de dinheiro, mas também não é o que vai salvar o país”, ressalva Vásquez.
Fonte: BBC
Mundo
Justiça determina que governo Trump recontrate dezenas de milhares de funcionários

Dois juízes dos Estados Unidos ordenaram que agências federais reintegrassem dezenas de milhares de trabalhadores em estágio probatório que foram demitidos em 19 agências como parte da iniciativa de enxugamento do governo do presidente Donald Trump.
Um dos juízes, James Bredar, do Tribunal Distrital dos EUA em Maryland, também restringiu temporariamente o governo de realizar quaisquer “reduções de força de trabalho” planejadas nas 18 agências afetadas por sua ordem. Isso inclui um corte planejado que o Departamento de Educação anunciou esta semana, que o deixaria com cerca de metade da equipe que tinha quando Trump assumiu o cargo.
Juntas, as decisões formaram um amplo, ainda que temporário, alívio para funcionários em grande parte do governo, incluindo grandes agências como os Departamentos de Defesa, Tesouro, Assuntos de Veteranos e Interior. E elas representaram a mais significativa resistência judicial até agora contra os esforços de Trump e Elon Musk para cortar a força de trabalho federal.
A ordem do juiz Bredar, na quinta-feira à noite (13), seguiu uma semelhante no início do dia do juiz William H. Alsup, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. O juiz Alsup concluiu que a demissão de trabalhadores em estágio probatório pelo governo Trump foi essencialmente feita ilegalmente por decreto do Gabinete de Gestão de Pessoal, o braço de recursos humanos do governo. Somente as próprias agências têm amplos poderes de contratação e demissão, disse Alsup.
O juiz da Califórnia ordenou que o Tesouro e os Departamentos de Assuntos de Veteranos, Agricultura, Defesa, Energia e Interior cumprissem sua ordem e se oferecessem para reintegrar quaisquer funcionários em estágio probatório que tivessem sido indevidamente demitidos. Alsup acrescentou que estava aberto a expandir sua decisão mais tarde para aplicar a outras agências onde a extensão dos danos não tivesse sido tão completamente documentada.
A decisão do juiz Bredar, em um processo aberto há uma semana por 19 procuradores-gerais estaduais, também se aplicava a todas essas agências, exceto o Departamento de Defesa, junto com outras 13. Embora ele tenha ordenado que os trabalhadores em estágio probatório fossem reintegrados, ele disse que isso poderia incluir licença administrativa remunerada.
Alegação “frívola”
Nenhuma das ordens foi uma decisão final no caso. A decisão do juiz Alsup foi uma liminar (provisória), com a intenção de permanecer em vigor enquanto o caso é julgado e uma decisão final é proferida. A decisão do juiz Bredar é ainda mais curta, apenas uma medida de duas semanas com o objetivo de pausar quaisquer cortes mais drásticos nessas agências enquanto o processo se desenrola.
O juiz Bredar disse em sua longa decisão que a alegação do governo de que as demissões dos funcionários em estágio probatório foram por justa causa, e não uma demissão em massa, “beira o frívolo”. O juiz Alsup, em uma audiência na quinta-feira anterior, concluiu praticamente o mesmo e deixou claro que achava que a maneira como o governo Trump demitiu os trabalhadores em estágio probatório era uma “farsa”.
Nesse caso, os sindicatos de funcionários federais contestaram a legalidade de como essas agências haviam demitido trabalhadores em estágio probatório. Os sindicatos, argumentando que esses trabalhadores haviam sido envolvidos em um esforço maior de Trump e Musk, que lidera a iniciativa conhecida como Departamento de Eficiência Governamental, para devastar arbitrariamente o governo federal e desmoralizar seus funcionários, estavam buscando uma liminar.
Fonte: O Sul.
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Papa Francisco completa um mês de internação; entenda quadro de saúde

O papa Francisco passou mais uma noite tranquila, segundo informou a Santa Sé sobre o estado de saúde do pontífice nesta sexta-feira (14). O argentino de 88 anos foi levado em 14 de fevereiro ao Hospital Gemelli, em Roma para tratar de uma pneumonia bilateral e completa agora um mês de internação.
Na tarde dessa quinta-feira (13), a equipe médica levou um bolo com velas ao quarto do papa para comemorar o 12º aniversário de sua eleição. Jorge Mario Bergoglio foi eleito na quinta votação do conclave de 2013, convocado após a renúncia do papa Bento XVI.
Também à tarde, ele participou dos exercícios espirituais para a Cúria Romana em conexão de vídeo com a Sala Paulo VI.
Em seguida, Francisco retomou a terapia respiratória. “Francisco continua alternando a ventilação mecânica não invasiva à noite com oxigenação de alto fluxo com cânulas nasais usadas durante o dia”, disse, na quinta-feira, o Vaticano.
No mesmo dia, também foram entregues ao pontífice centenas de mensagens de crianças e jovens enviadas ao Vaticano por escolas, associações e instituições religiosas.
Fonte: O Sul.
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