Zé Ricardo promete Inter ofensivo, mas sem mudanças radicais na forma de jogar – Portal Plural
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Zé Ricardo promete Inter ofensivo, mas sem mudanças radicais na forma de jogar

Pável Bauken

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Zé Ricardo revelou na primeira entrevista coletiva como técnico do Inter que quer uma equipe ofensiva nos 11 jogos que irá comandar o time no clube no Campeonato Brasileiro. Apesar de garantir que não irá alterar profundamente a forma como o Colorado joga, o treinador promete recuperar a parte mental dos jogadores e fazer pequenas alterações para lutar pela vaga na Libertadores.

“Pela pontuação que queremos, temos que buscar pontos dentro e fora de casa. São seis jogos fora e cinco no Beira-Rio. Então, temos que ser um time agressivo, que queira vencer as partidas, mas, lógico, com muita organização. Às vezes, determinadas partidas necessitam mais cuidados em alguns setores ou um comportamento diferente, mas, de uma forma geral, vamos sempre buscar os gols”, destacou.

O profissional destacou ainda que, independente da formação tática que o time irá jogar, é preciso ser ofensivo para buscar o objetivo. “Precisamos ter um comportamento agressivo. Gostar de ficar com a bola. Porém, em alguns momentos, vamos ter que jogar de acordo com o nosso adversário. Atuar como a situação exige. Precisamos ser efetivos e ganhar jogos”, afirmou.

O presidente Marcelo Medeiros abriu a coletiva desejando sucesso ao treinador e, na sequência, o executivo Rodrigo Caetano falou sobre a escolha. Revelou que havia conversado com Zé Ricardo na última semana e que teria ficado esperando uma resposta, já que o técnico tinha planos de intercâmbio nos últimos meses do ano.

O profissional revelou que aceitou o convite, mesmo com um período curto de contrato, pela clareza que os dirigentes tiveram com ele durante a negociação, pelo desempenho demonstrado pelo time durante o ano e pelo grupo experiente e de qualidade. Zé ainda fez questão de destacar o excelente trabalho feito por Odair Hellmann no Inter.

“Não queremos nenhuma mudança de forma radical, o que tem um risco muito grande. Queremos aproveitar o que o Inter tem de bom, potencializar nossos atletas, que são de alto nível, para que possamos, lógico, com as particularidades do trabalho que vamos desenvolver, chegar na vaga para a Libertadores”, declarou.

Confira o histórico de Zé Ricardo
O treinador começou a carreira na base do Flamengo e chegou a conquistar a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016. Em maio do mesmo ano, assumiu a equipe principal do rubro-negro. No clube carioca ficou à frente da equipe em 89 jogos. Foram 47 vitórias, 25 empates e 17 derrotas, com mais de 62% de aproveitamento, e um título, o Campeonato Carioca de 2017.

Entre o final de 2017 e início de 2018, foi técnico do Vasco da Gama onde teve 22 vitórias, 13 empates e 15 derrotas, com aproveitamento de pouco mais de 52% dos pontos disputados. No segundo semestre de 2018, acertou com o Botafogo. Acabou demitido em abril de 2019, ao cair na Copa do Brasil para o Juventude, após 41 partidas, com 17 vitórias, 11 empates e 13 derrotas, com aproveitamento de pouco mais de 55%.

O último trabalho de Zé Ricardo foi no Fortaleza. E ele não empolgou. Pelo contrário: são os piores números da carreira do treinador. Após assumir no lugar de Rogério Ceni, contratado pelo Cruzeiro, teve uma passagem de pouco menos de dois meses. Estreou com derrota para o Inter, por 1 a 0, no Castelão, e durou apenas sete partidas, com uma vitória, dois empates e quatro derrotas, e aproveitamento de 23,8%.

• A carreira de Zé Ricardo em números

187 jogos
87 vitórias
51 empates
49 derrotas
55,6% de aproveitamento

CP

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Esportes

Depois da paralisação, Dupla Gre-Nal deve enfrentar acúmulo de partidas

Calendário será apertado após a confirmação do Gauchão em julho, Brasileirão em agosto e Libertadores em setembro

Pável Bauken

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Excesso de partidas sempre foi uma das grandes dificuldades do futebol brasileiro | Foto: Fabiano do Amaral / CP

Até o momento, o grande problema era a falta de jogos e os treinos precários. A partir de agora, porém, o obstáculo da Dupla Gre-Nal será justamente o contrário: o acúmulo de partidas e o excesso de viagens que as competições, que estavam represadas e agora estão prestes a voltar, irão impor aos times. A receita para driblar o calendário é aproveitar todos os jogadores do grupo, inclusive alguns jovens das categorias de base, revezando formações diferentes.

O excesso de partidas sempre foi uma das grandes dificuldades do futebol brasileiro. Mas ele ficou muito pior em 2020 com a parada das competições desde o dia 15 de março, quando foi disputada a terceira rodada do returno do Campeonato Gaúcho. Nos próximos meses, Grêmio e Inter terão pela frente, além do restante do Gauchão, que recomeça em 23 de julho, o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Libertadores, levando os compromissos de 2020 para o começo do ano seguinte.

Nesta sexta-feira, a Conmebol confirmou, após reunião da entidade no Paraguai, que pretende retomar a Libertadores da América em 15 de setembro, estendendo o torneio até janeiro. Na primeira rodada do Grupo E após a parada, o Inter recebe o América de Cali, no Beira-Rio, e o Grêmio vai ao Chile enfrentar a Universidad Católica. Já o Brasileirão, segundo a programação da CBF, começa em 9 de agosto.

Se nos últimos três meses, os jogadores colorados e gremistas se restringiram aos treinos físicos, sem qualquer contato entre si, a partir desta segunda-feira eles retomam os coletivos e os trabalhos táticos. E depois que a bola rolar pela primeira vez, não haverá trégua, nem semana sem jogos, até fevereiro, pelo menos.

“O calendário brasileiro sempre foi bastante apertado. Ficará mais um pouco agora, mas é uma dificuldade que deverá ser comum a todos os grandes clubes brasileiros nesta temporada atípica”, afirmou o vice-presidente de futebol do Inter, Alessandro Barcellos.

O dirigente não promete reforços, devido à crise financeira, e defende que o grupo colorado é qualificado. “Temos que treinar bastante e estar preparados para o que vem pela frente. Serão muitos jogos mesmo, mas a gente acredita que o Inter tem um grupo qualificado, com pelo menos dois bons jogadores por posição, além de alguns jovens que estão subindo. São 39, 40 jogadores. Aqueles que estiverem melhor preparados para cada partida vão ao campo”.

No Grêmio, a direção também não pretende reforçar o grupo, mesmo que em meio à pandemia a equipe tenha perdido o lateral-esquerdo Caio Henrique, que voltou para o Atlético de Madrid. A reposição será caseira, a não ser que aconteça algum negócio de ocasião. Antes da pandemia, o presidente Romildo Bolzan Júnior já havia trabalhado no sentido de montar um grupo mais numeroso e qualificado para o técnico Renato Portaluppi, com pelo menos dois bons jogadores para cada posição.

Isso ocorreu justamente porque, nas temporadas anteriores, em algum momento do ano, o clube acabou tendo que optar por uma ou outra competição, poupando titulares em partidas importantes para priorizar os campeonatos de mata-mata. É bem provável que o clube recorra ao grupo de transição para socorrer o profissional em meio ao acúmulo de jogos.

“Nossa preocupação é sempre grande com as lesões. Mas tivemos uma pré-temporada de verdade, e essa base física que fizemos nos dá uma segurança para não haver lesões”, diz o preparador físico Márcio Meira.

Correio do Povo

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Esportes

Fifa adia início das eliminatórias sul-americanas para outubro

Decisão foi tomada após consulta à Conmebol

Pável Bauken

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© REUTERS/Arnd Wiegmann/Direitos Reservados

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou nesta sexta (10) que adiou para outubro o início das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022, que acontece no Catar. Inicialmente, os jogos classificatórios seriam realizados em março, mas foram adiados por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Recentemente, em declaração pública, o presidente da Fifa, o ítalo-suíco Gianni Infantino, chegou a cogitar o início da competição em setembro, mas mudou de opinião após consulta a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e a outras confederações do continente.

Na primeira janela das eliminatórias da Copa, dentro de três meses, o Brasil estreia contra a Bolívia.

ebc

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Esportes

Conflito de datas ameaça conclusão do Gauchão

Inter não abre mão de jogar o estadual e acredita que a CBF irá acomodar as datas

Pável Bauken

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Para completar o Gauchão, a FGF precisa de sete datas, mas a entidade pode ter dificuldades devido ao início do Brasileirão e da Copa do Brasil | Foto: Pedro Trindade / FGF / Divulgação / CP

Inter e Grêmio querem o fim do Campeonato Gaúcho dentro de campo. Quanto a isso, não há nenhuma dúvida, principalmente porque a Dupla ainda tem uma cota de televisão a receber da emissora que detém os direitos de transmissão. Mas o desejo de ambos os clubes parece estar longe de se concretizar. E há vários motivos que levam a essa conclusão.

A perspectiva de início do Brasileirão em 9 de agosto certamente criará um conflito de datas. O calendário, que normalmente já é apertado, ficará ainda mais difícil. Além disso, o Rio Grande do Sul, no momento, apresenta números da pandemia de coronavírus em franco crescimento.

O governador Eduardo Leite já disse que o futebol, agora, não é uma prioridade. Nos bastidores, há um certo temor de que o possível cancelamento do campeonato possa trazer consequências mais sérias, como um rompimento de contrato com a TV pelo fato de o produto não ter sido entregue.

“A CBF já disse que vai dar um jeito de acomodar e arranjar datas para a finalização de todos os principais regionais do Brasil. O Gauchão tem que terminar. O Inter não abre mão disso”, afirma o 1º vice-presidente do clube, João Patrício Hermann.

“A gente vê o futuro com muita preocupação. Nunca houve uma situação tão grave do ponto de vista financeiro para os clubes. E não há perspectiva de melhorar”, completa o dirigente colorado.

A opinião do Grêmio segue na mesma linha. A direção sempre foi a favor da definição do Campeonato Gaúcho dentro de campo. “Nós torcemos que sim (Gauchão termine no campo), estamos confiantes que isso possa acontecer, mas já temo que as datas possam conflitar com o início do Brasileiro. Como temos sete datas ainda para cumprir, a coincidência de datas nessas duas situações poderá ser um fator complicador”, avalia o presidente Romildo Bolzan Júnior.

Romildo também diz que é preciso levar em consideração o estágio da pandemia no Estado. “Se por acaso não tivermos condições sanitárias no Rio Grande do Sul de avançarmos no sentido dos treinos e dos próprios jogos, creio que talvez seja melhor declararmos o Caxias campeão”, comentou o mandatário do clube. O time da Serra foi o vencedor do primeiro turno.

A ideia da Federação Gaúcha de Futebol era retomar o campeonato no dia 19 deste mês, mas o cenário atual da pandemia no Rio Grande do Sul impede não só o reinício como   uma nova projeção de data.

Correio do Povo
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