Zé Ricardo promete Inter ofensivo, mas sem mudanças radicais na forma de jogar

Na coletiva de apresentação, Zé Ricardo prometeu um Inter ofensivo nos últimos 11 jogos da temporada | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
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Zé Ricardo revelou na primeira entrevista coletiva como técnico do Inter que quer uma equipe ofensiva nos 11 jogos que irá comandar o time no clube no Campeonato Brasileiro. Apesar de garantir que não irá alterar profundamente a forma como o Colorado joga, o treinador promete recuperar a parte mental dos jogadores e fazer pequenas alterações para lutar pela vaga na Libertadores.

“Pela pontuação que queremos, temos que buscar pontos dentro e fora de casa. São seis jogos fora e cinco no Beira-Rio. Então, temos que ser um time agressivo, que queira vencer as partidas, mas, lógico, com muita organização. Às vezes, determinadas partidas necessitam mais cuidados em alguns setores ou um comportamento diferente, mas, de uma forma geral, vamos sempre buscar os gols”, destacou.

O profissional destacou ainda que, independente da formação tática que o time irá jogar, é preciso ser ofensivo para buscar o objetivo. “Precisamos ter um comportamento agressivo. Gostar de ficar com a bola. Porém, em alguns momentos, vamos ter que jogar de acordo com o nosso adversário. Atuar como a situação exige. Precisamos ser efetivos e ganhar jogos”, afirmou.

O presidente Marcelo Medeiros abriu a coletiva desejando sucesso ao treinador e, na sequência, o executivo Rodrigo Caetano falou sobre a escolha. Revelou que havia conversado com Zé Ricardo na última semana e que teria ficado esperando uma resposta, já que o técnico tinha planos de intercâmbio nos últimos meses do ano.

O profissional revelou que aceitou o convite, mesmo com um período curto de contrato, pela clareza que os dirigentes tiveram com ele durante a negociação, pelo desempenho demonstrado pelo time durante o ano e pelo grupo experiente e de qualidade. Zé ainda fez questão de destacar o excelente trabalho feito por Odair Hellmann no Inter.

“Não queremos nenhuma mudança de forma radical, o que tem um risco muito grande. Queremos aproveitar o que o Inter tem de bom, potencializar nossos atletas, que são de alto nível, para que possamos, lógico, com as particularidades do trabalho que vamos desenvolver, chegar na vaga para a Libertadores”, declarou.

Confira o histórico de Zé Ricardo
O treinador começou a carreira na base do Flamengo e chegou a conquistar a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016. Em maio do mesmo ano, assumiu a equipe principal do rubro-negro. No clube carioca ficou à frente da equipe em 89 jogos. Foram 47 vitórias, 25 empates e 17 derrotas, com mais de 62% de aproveitamento, e um título, o Campeonato Carioca de 2017.

Entre o final de 2017 e início de 2018, foi técnico do Vasco da Gama onde teve 22 vitórias, 13 empates e 15 derrotas, com aproveitamento de pouco mais de 52% dos pontos disputados. No segundo semestre de 2018, acertou com o Botafogo. Acabou demitido em abril de 2019, ao cair na Copa do Brasil para o Juventude, após 41 partidas, com 17 vitórias, 11 empates e 13 derrotas, com aproveitamento de pouco mais de 55%.

O último trabalho de Zé Ricardo foi no Fortaleza. E ele não empolgou. Pelo contrário: são os piores números da carreira do treinador. Após assumir no lugar de Rogério Ceni, contratado pelo Cruzeiro, teve uma passagem de pouco menos de dois meses. Estreou com derrota para o Inter, por 1 a 0, no Castelão, e durou apenas sete partidas, com uma vitória, dois empates e quatro derrotas, e aproveitamento de 23,8%.

• A carreira de Zé Ricardo em números

187 jogos
87 vitórias
51 empates
49 derrotas
55,6% de aproveitamento

CP

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