'Workation': A nova tendência que combina viagem de lazer com trabalho já é adotada por empresas no Brasil
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‘Workation’: A nova tendência que combina viagem de lazer com trabalho já é adotada por empresas no Brasil

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O “workation”, um termo derivado das palavras inglesas “work” (trabalho) e “vacation” (férias), é um benefício oferecido por algumas empresas que combina trabalho remoto com viagens de lazer.

Esse benefício não tem regras específicas e não está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Cada empresa pode definir a duração do teletrabalho de acordo com suas políticas internas. No Brasil, esse período costuma variar entre 30 e 90 dias. Empresas como CI&T, uma brasileira de tecnologia da informação e desenvolvimento de software, e o Google Brasil já aderiram a essa tendência.

Diferença entre “workation” e home office

O “workation” permite que os profissionais desempenhem suas funções de qualquer lugar do mundo por um período determinado, adaptando a jornada de trabalho ao fuso horário do país de destino. Isso possibilita que os funcionários façam viagens nas quais possam conciliar momentos de lazer com o cumprimento do expediente.

Algumas empresas permitem que o tempo de “workation” seja emendado com férias ou feriados, como no caso da designer Giovana da CI&T, que comenta: “É legal porque a gente cria uma rotina em outro país, mas sabe que é temporário. É o tipo de experiência que você só teria abandonando toda a sua vida no Brasil… E, ao mesmo tempo que tenho uma rotina, faço os passeios turísticos.”

Custos da viagem

As empresas não são obrigadas a cobrir os custos das viagens no “workation”, mas devem fornecer todos os equipamentos necessários para que os profissionais desempenhem suas funções. Vistos, hospedagem e passagens são responsabilidades dos trabalhadores, enquanto as empresas devem fornecer documentos para comprovar a posse das ferramentas de trabalho durante o embarque.

Salário e pagamento

Mesmo trabalhando em outro país, estado ou cidade, a remuneração deve ser paga em reais (R$) se o contrato de trabalho for firmado no Brasil. Além disso, o salário do funcionário não pode ser reduzido, conforme o princípio da irredutibilidade salarial previsto na Constituição Federal.

Jornada de trabalho e fuso horário

As empresas podem definir a jornada de trabalho mais adequada, podendo adaptá-la ao fuso horário do país de destino ou manter o horário de Brasília, conforme acordado no Termo Individual de Compromisso entre empregador e empregado.

O que dizem as empresas?

No Google Brasil, as regras para o “workation” foram atualizadas durante a pandemia da Covid-19 em 2021, passando de 14 dias para até quatro semanas. A empresa adotou essa política para promover um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos colaboradores.

Na CI&T, o benefício foi implantado para facilitar a ida de funcionários ao exterior, oferecendo uma oportunidade anteriormente restrita a profissionais em transferência para outras unidades. A empresa, que possui escritórios em oito países, permite que o “workation” dure até 90 dias, podendo ser fracionado e programado para mais de um país, além de ser emendado com férias.

Vantagens do “workation”

A união do trabalho remoto com viagens de lazer pode ajudar a reter talentos e atrair novos profissionais. Luana Lourenço, especialista em carreiras e comunicação, afirma que flexibilizar o modelo de trabalho vai ao encontro das necessidades das novas gerações, que valorizam a independência e a saúde mental. Giovana Gabriel, designer da CI&T, relata que trabalhar por um mês em Barcelona a deixou mais empolgada e motivada em sua função na empresa.

Riscos e cuidados

O “workation” acompanha a ascensão de modelos de trabalho flexíveis, mas as empresas devem estar preparadas para sua implementação. Preparar a liderança, estabelecer regras claras e treinar os funcionários para atividades à distância são passos importantes. A empresa precisa entender que o resultado é mais importante que a presença física e a quantidade de horas trabalhadas.

Implementação do “workation”

Embora a CLT não imponha regras específicas para o “workation”, as empresas podem determinar suas próprias políticas internas. Informações sobre setores elegíveis, prazo de vigência e esquema de entregas devem ser claras. A advogada especialista em direito trabalhista Juliana Roque reforça a importância de firmar um termo individual com o empregado beneficiado.

Viagens no home office

No home office, assim como no “workation”, não há previsão legal específica, mas a legislação menciona “teletrabalho” para profissões exercidas à distância. As empresas podem exigir que o trabalho seja realizado exclusivamente em casa, desde que isso esteja previsto no contrato de trabalho e seja aceito por ambas as partes.

Fonte: CNN Brasil

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Pesquisa revela presença de álcool em pães de forma

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De acordo com um levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), diversos produtos de marcas populares de pães de forma contêm álcool.

Se esses pães fossem bebidas, cinco marcas seriam consideradas alcoólicas, com teor de álcool superior a 0,5%: Visconti (3,37%), Bauducco (1,17%), Wickbold 5 Zeros (0,89%), Wickbold Sem Glúten (0,66%), Wick Leve (0,52%) e Panco (0,51%).

Dependendo da quantidade consumida, alguns desses pães poderiam resultar em uma leitura positiva em um teste do bafômetro. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) estabelece que a quantidade segura de álcool no sangue seja abaixo de 3,3 gramas (g). Segundo a pesquisa, duas fatias de pão de forma da marca Visconti contêm o equivalente a 1,69 g de álcool; da Bauducco, 0,59 g; e da Wickbold 5 Zeros, 0,45 g.

O texto da pesquisa alerta que, para grávidas e lactantes, a ingestão recorrente de álcool, mesmo em baixas doses, pode afetar o aprendizado e causar problemas de memória, além de potencialmente levar à síndrome alcoólica fetal (SAF).

O estudo também aponta que, se os pães fossem medicamentos fitoterápicos, oito marcas brasileiras necessitariam de advertências em suas embalagens devido à presença de álcool. Segundo diretrizes pediátricas europeias, a taxa limite de álcool para crianças é de 6 miligramas por quilo (mg/kg) de peso corporal. Uma fatia de pão excede esse limite nas marcas Visconti (843 mg de etanol), Bauducco (293 mg), Wickbold 5 Zeros (233 mg), Wickbold Sem Glúten (165 mg), Wickbold Leve (130 mg), Panco (128 mg), Seven Boys (125 mg) e Wickbold (88 mg).

A contaminação dos pães com álcool pode ocorrer durante a adição de conservantes. O álcool usado para diluir o conservante deve evaporar antes do consumo, mas um excesso na quantidade de antimofo ou na sua diluição pode resultar em um pão com teor elevado de etanol.

Em nota, a Pandurata Alimentos, fabricante dos produtos Bauducco e Visconti, afirmou adotar rigorosos padrões de segurança alimentar e possuir a certificação BRCGS (British Retail Consortium Global Standard). A empresa segue toda a legislação e regulamentações vigentes.

Fonte: Agência Brasil

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Candidato perde vaga em processo seletivo por demorar mais de 15 minutos para responder recrutadora

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Reprodução/Victor Bairros
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O consultor de projetos Victor Barrios desabafou nas redes sociais sobre sua experiência frustrante com um processo seletivo. Ele relatou ter sido reprovado por demorar mais de 15 minutos para responder a uma mensagem da recrutadora.

Victor explicou que recebeu um convite para participar do processo seletivo para uma vaga de Gestão de Projetos (PMO). No entanto, a mensagem não continha informações detalhadas sobre a vaga, como descrição das atividades, benefícios ou requisitos. Aproximadamente uma hora depois, Victor respondeu solicitando mais informações e expressando seu interesse.

Após sua resposta, Victor não recebeu nenhum retorno e, depois de cerca de uma semana, decidiu contatar a recrutadora novamente para saber se ainda havia interesse em seu perfil. A recrutadora respondeu que a empresa tinha optado por seguir com outros candidatos. Intrigado, Victor questionou o motivo de seu descarte e pediu feedback.

Victor publicou uma captura de tela da conversa, onde a recrutadora justificou que a empresa buscava “perfis proativos e com senso de urgência”, selecionando apenas candidatos que responderam à primeira mensagem em até 15 minutos.

“Esse foi o retorno que eu obtive, mesmo sem ninguém sequer solicitar meu currículo ou conversar comigo, decidiram que eu não sou proativo e que não tenho senso de urgência, afinal demorei uma hora para responder a mensagem”, escreveu Victor.

Victor, que é consultor de projetos há cinco anos, formado em Segurança da Informação e pós-graduado em Gestão Estratégica de Projetos e Metodologias Ágeis, disse que se sentiu indignado com a resposta da recrutadora e optou por encerrar a conversa.

Em sua publicação, ele destacou que a avaliação das qualificações de um candidato não deve se basear no tempo de resposta a uma mensagem. Ele também argumentou que estar “open to work” (aberto a trabalhar) não significa que os candidatos possam estar disponíveis 24 horas por dia para responder prontamente, pois têm outras responsabilidades e obrigações.

Fonte: CNN Brasil

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Álcool interfere na eficácia dos antibióticos?

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É comum surgir a dúvida se é seguro consumir álcool enquanto se está em tratamento com antibióticos. Embora não haja uma interação que anule diretamente o efeito dos antibióticos, combinar álcool e esses medicamentos pode representar alguns riscos significativos.

Segundo a médica endocrinologista Milena Miguita Paulino, não existem estudos abrangentes sobre a interação de todas as classes de antibióticos com o álcool. Contudo, é sabido que doses elevadas de álcool podem interferir na metabolização dos antibióticos pelo organismo, potencialmente reduzindo sua eficácia. Além disso, certos antibióticos não devem ser combinados com álcool devido a efeitos colaterais severos.

O uso simultâneo de álcool e antibióticos pode prejudicar o sistema imunológico do paciente, comprometendo a capacidade de combater infecções bacterianas. A ingestão de álcool também pode intensificar a desidratação, especialmente em casos de febre, o que agrava ainda mais o estado do paciente.

Ambas as substâncias são metabolizadas pelo fígado, e o consumo conjunto pode sobrecarregar esse órgão vital. Isso não apenas aumenta o risco de danos hepáticos, mas também pode causar sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e dor abdominal.

A infectologista Lorena Faro alerta que a combinação de álcool e antibióticos pode potencializar efeitos colaterais comuns a ambos, como tontura, confusão mental e fraqueza, além de aumentar o risco de complicações graves como o efeito antabuse, especialmente associado ao metronidazol, que pode levar a sintomas como palpitações, hipotensão e até mesmo dificuldade respiratória.

Por fim, especialistas recomendam evitar o consumo de álcool por até três dias após a última dose do antibiótico. Da mesma forma, é aconselhável não ingerir álcool nas 24 horas que antecedem o início do tratamento, para minimizar os riscos de interação negativa entre as duas substâncias.

Assim, é crucial que pacientes sigam as orientações médicas específicas para cada tipo de antibiótico e evitem o consumo de álcool durante o tratamento, garantindo a eficácia do medicamento e a saúde geral do organismo.

Fonte: CNN Brasil

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