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WhatsApp vai bloquear usuário que não aceitar nova política de privacidade

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Usuários que não aceitarem a nova política de privacidade do WhatsApp não poderão mais enviar mensagens pelo aplicativo.

 

De acordo com a plataforma, a partir de 15 de maio, quem não aderir aos termos atualizados poderá receber chamadas e notificações por um curto período, que deve durar semanas, mas não conseguirá ler nem enviar textos, áudios, vídeos ou imagens por meio da ferramenta.

Essas pessoas também serão consideradas inativas e terão a conta deletada em até 120 dias.

Inicialmente, a nova política de privacidade entraria em vigor no dia 8 de fevereiro, mas o temor de usuários e a repercussão na imprensa fez a empresa adiar a implementação para 15 de maio.

Agora, o WhatsApp tenta esclarecer as mudanças e evitar uma debandada ainda maior para aplicativos concorrentes, como o Telegram e o Signal.

A empresa tem reforçado que o aplicativo continuará sem acesso a mensagens pessoais dos usuários, mas destaca que conversas entre pessoas físicas e empresas serão acessadas pela plataforma gerenciada pelo Facebook.

“Nosso compromisso com sua privacidade continua exatamente o mesmo. Suas conversas pessoais são protegidas com a criptografia de ponta a ponta. O WhatsApp não pode ler nem ouvi-las”, garantiu o WhatsApp, por meio do recurso status, aba inserida no app semelhante aos Stories do Instagram.

Nas próximas semanas, o aplicativo exibirá um aviso anunciando que oferecerá mais tempo para os usuários lerem a atualização. Eventualmente, também serão enviados lembretes para que todos possam ler e aceitar as mudanças para continuar usando o WhatsApp.

 

FONTE: CNN

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TRABALHOS REALIZADOS NA SEMANA, INFORMADOS PELA SECRETARIA DE OBRAS DE PORTO XAVIER

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Confira abaixo os trabalhos realizados pela Secretaria de Obras no decorrer da semana, trabalhos estes, com o objetivo de melhorar a infraestrutura do município, proporcionando melhor qualidade de vida aos munícipes.

-Terraplanagem no pátio de galpão de recebimento de grãos para Cooperativa local;

-Abertura de açude para criação de peixes e bebedouro de animais;

-Ligação de caixa d’água à rede hidráulica instalada em Linha São Francisco.

 

Pode ser uma imagem de ao ar livre e texto que diz "PORTO XAVIER GVE. ABERTURA DE AÇUDES PARA CRIAÇÃO DE PEIXES E BEBEDOURO DE ANIMAIS"

Pode ser uma imagem de árvore, ao ar livre e texto

Pode ser uma imagem de ao ar livre e texto que diz "TERRAPLANAGEM EM PÁTIO DE GALPÃO DE RECEBIMENTO DE GRÃOS PORTO PORTOXAVIER XAVIER GOVERNO GV."

 

FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO XAVIER

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Jovem com câncer morre 10 dias após realizar sonho de se casar; ‘O amor verdadeiro existe’, diz irmão

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Adarlele Andrade de Lara, de 26 anos, e Ruan Pablo de Lara, de 27 anos, celebraram o casamento no início de fevereiro, em União da Vitória, no sul do Paraná; ela encarava a doença pela terceira vez.

 

As dores não deram conta de esconder o sorriso de Ada. Em cuidados paliativos por causa do câncer, levantou-se da cadeira de rodas na metade do trajeto até o altar e seguiu em pé ao encontro do noivo, Ruan Pablo de Lara, de 27 anos, que tentou — em vão — segurar as lágrimas.

Nenhum dos presentes na Paróquia Nossa Senhora da Salette, em União da Vitória, no sul do Paraná, conteve a emoção. Adarlele Ribas Andrade de Lara, de 26 anos, viveu em 6 de fevereiro a realização do sonho que alimentou entre os vestidos de noivas na loja em que trabalhava.

Adarlele de Lara, de 26 anos, levantando-se da cadeira de rodas durante a cerimônia de casamento, em União da Vitória — Foto: Arquivo pessoal

Dez dias depois da cerimônia, a vendedora perdeu a batalha contra a doença que encarava pela terceira vez. A caçula de cinco irmãos estava ao lado da mãe, Lúcia Glaab de Andrade, de 60 anos, no Hospital de Clínicas, em Curitiba.

“Rezou o Pai Nosso, a Ave Maria, cantou pra mãezinha do céu duas vezes. Na terceira não conseguiu e foi com Deus”, recordou-se a mãe. “Está sendo muito difícil”, desabafou.

Dos parabéns ao casamento

Ada fazia aniversário em 22 de maio. No último, em 2020, um desconhecido decidiu parabenizá-la em uma rede social. Antes que o mês acabasse, ela e Ruan, que trabalha como programador, tiveram o primeiro encontro.

“A gente se deu muito bem desde primeira conversa [pela internet]. Um começava a escrever, o outro escrevia a mesma frase. Foi de primeira”, contou o viúvo. “Vivemos muito em pouco tempo”, indicou.

Dali em diante, os cerca de 20 km entre União da Vitória e Porto Vitória (SC), onde a jovem estava morando, pareciam cada vez mais próximos. Tanto que começaram a namorar em 12 de junho, Dia dos Namorados.

“Ela falava que ele era o príncipe encantando dela. É uma história de filme, uma prova que o amor verdadeiro existe”, afirmou o irmão da jovem Adnilson de Andrade, de 32 anos.
Quando o casal se conheceu, Ada se considerava curada de um tumor no braço esquerdo descoberto aos 23 anos — e que a deixou com dificuldades para movimentá-lo. Vencer a doença não era novidade para ela. Aos sete, já havia superado um tumor no rim.

Adarlele e Ruan em ensaio de fotos antes do casamento — Foto: Arquivo pessoal

Atenta, a jovem percebeu os sinais do corpo. Foi uma bolinha que surgiu na testa. Em agosto, os médicos diagnosticaram a metástase do tumor. A doença reapareceu na cabeça, na coluna e na bacia.

“Desistir jamais. Nunca passou nem pela minha cabeça nem pela dela. Ela lutou até o fim. A gente sempre acreditou no milagre”, disse Ruan.
No decorrer do tratamento, eles se uniram ainda mais. A decisão de casar foi bem recebida pelas famílias. Do mesmo jeito que as dores não a impediam de viver, a doença não barrou o sonho.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a organização da cerimônia foi cercada de cuidados. Não houve festa, e a igreja recebeu um terço da capacidade. A primeira data era dezembro, embora Ada quisesse antes. Com o aumento de casos de Covid-19, ficou para fevereiro.

Ada gostava de organizar festas. Além dos aniversários, tinha ajudado no casamento de uma prima. Segundo a mãe, os cinco afilhados da jovem foram agraciados com a capacidade que ela tinha de deixar tudo no capricho.

Ao passo que fevereiro se aproximava, o quadro da noiva se agravava. Às vésperas da cerimônia, ela encarou dez dias de internação por causa da forte anemia e das dores. Ada queria alta para provar o vestido, os médicos não liberavam.

Adarlele de Lara com o vestido de noiva — Foto: Arquivo pessoal

A família não esconde a gratidão pela equipe do hospital. Uma ambulância com médico e enfermeiro levou a jovem, que estava internada na capital, para provar o vestido ao lado da mãe. Algumas pessoas que participaram do tratamento estavam na cerimônia.

“A hora que estavam saindo da igreja, o Ruan levando ela sentada na cadeira de rodas. Os dois chorando, todo mundo aplaudindo. Ela aplaudia junto com o sorriso mais lindo do mundo”, contou o irmão.

Os últimos dias

O casamento não era o único sonho de Ada, que se dividia entre trabalho e faculdade de administração, interrompida pelo tratamento. O curso de radiologia ficou por terminar. Já a carteira de habilitação, não. Tirou mesmo sem o braço estar bom.
Sonhou em ser mãe, ela adorava crianças. Impedida pelos tratamentos agressivos, adotou o cãozinho Snow — um shih-tzu de um ano e meio que agora mora apenas com Ruan na casa onde o casal vivia desde dezembro.

Após o casamento, em um sábado, a jovem ficou bem até a terça-feira, contou o marido. Sentia dores, mas a medicação controlava. No dia seguinte, ela foi de ambulância para uma consulta em Curitiba e ficou internada.

A mãe, mais uma vez, estava junto. Dessa vez, ela ficou no hospital o tempo todo. A filha, que comia doces como uma formiga, já não tinha tanto apetite.

O pai, o marido e os irmãos iriam para visitas, conciliando horários com os trabalhos. Na semana seguinte ao internamento, eles foram chamados às pressas do sul para a capital.

“Na metade do caminho o Ruan disse que não adiantava a gente correr, que a gente já estava atrasado”, lembrou o irmão. “Eu estava sozinha com ela. Só eu e ela. E Deus comigo”, disse a mãe.

 

FONTE: G1

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Auxílio Emergencial: ‘Surpresa e decepção’; com IR, 3 milhões de brasileiros terão que devolver a ajuda recebida do governo

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Professor de Minas Gerais vive a mesma realidade de muitos brasileiros nesta pandemia.

 

“Sou professor de história, tenho 48 anos e moro no interior de Minas Gerais. Recebo por ano um pouco mais de R$ 22 mil, então tenho que declarar renda. Tenho dois filhos e uma neta que moram comigo, pago faculdade para eles e plano de saúde.”

“Meu filho tem 23 anos e trabalhava na construção civil, mas não consegue nem bicos desde o início da pandemia. Minha filha tem 20 anos, foi mãe aos 15 e não trabalha, porque tem que cuidar da filha dela. Os dois receberam o auxílio emergencial ano passado. Agora, se eu incluí-los na minha declaração como meus dependentes, eles vão ter que devolver o valor recebido.”

“Ficou uma situação muito difícil. Achávamos que os rendimentos do auxílio seriam isentos de tributação, porque não é uma renda, é um auxílio para manutenção das condições mínimas de vida. Então ficamos surpreendidos e decepcionados.”

“Vou ter que fazer a declaração sem incluí-los, apesar de mantê-los. Se não, é um problema que vou tentar resolver e vou criar outros dois. Eles continuam desempregados e estamos vivendo só com o meu salário, não teríamos nem condições de devolver o valor.”

O caso do professor mineiro, que pediu para ter seu nome preservado, é similar ao de muitos brasileiros neste começo de ano.

Com o início do período de declaração do Imposto de Renda (IR) 2021, que vai desta segunda-feira (1/03) até 30 de abril, são muitas as dúvidas dos contribuintes sobre como informar corretamente seus dados, após um ano de 2020 tão atípico.

 

O que diz a Receita Federal

Na semana passada, ao apresentar as regras para declaração do IR 2021, referente aos rendimentos recebidos no ano anterior, a Receita Federal informou que “o auxílio emergencial e o auxílio emergencial residual são considerados rendimentos tributáveis e devem ser declarados como tal na ficha de rendimentos recebidos de pessoa jurídica”.

O governo chama de “auxílio emergencial” o pagamento de R$ 600 ou R$ 1.200 feito aos trabalhadores informais entre abril e agosto de 2020. Quando o benefício foi reduzido à metade, entre setembro e dezembro, passou a ser chamado de “auxílio emergencial residual”. Rendimentos tributáveis são aqueles sobre os quais é preciso pagar imposto de renda, como salário, pensões, renda de aluguel e ganhos de capital de investimentos.

A Receita esclareceu ainda que “o contribuinte que tenha recebido rendimentos tributáveis em valor superior a R$ 22.847,76 no ano-calendário 2020 deve devolver os valores recebidos do auxílio emergencial, por ele e seus dependentes”.

Caso a devolução não tenha sido feita até 31 de dezembro de 2020, o próprio sistema da Receita Federal vai gerar um DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) para pagamento dos valores a serem devolvidos.

De acordo com o Fisco, a expectativa é de que 3 milhões de pessoas que receberam o auxílio emergencial em 2020 devolvam o benefício através da declaração do imposto de renda.

 

O que dizem os tributaristas

A advogada Rafaela Franceschetto, sócia da área tributária do FAS Advogados, lembra que o critério para receber o auxílio emergencial era ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135), e não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

Assim, quem não se encaixa nesses critérios teria recebido o auxílio de forma indevida.

A tributarista afirma, porém, que não há irregularidade se o contribuinte optar por não declarar um dependente que recebeu o auxílio, como planeja o professor de história mineiro.

“Quem recebeu indevidamente é responsável por si próprio, não é o pai ou qualquer parente que vai ser responsabilizado por isso”, diz Franceschetto. “O contribuinte pode optar por não declarar o dependente.”

Ao declarar um dependente, o contribuinte pode se beneficiar de restituições referentes a gastos com educação e saúde. Mas a inclusão do dependente na declaração é facultativa.

“O contribuinte só precisa declarar o dependente se pretende se beneficiar das devoluções”, explica a advogada, acrescentando que não se trata de nenhum “jeitinho” ou incentivo à irregularidade, mas sim, como funciona normalmente a declaração de renda.

Outra dúvida que tem sido frequente entre os contribuintes é, se o auxílio será considerado tributável e deve ser declarado como rendimento recebido de pessoa jurídica, qual CNPJ deverá ser utilizado nessa declaração e onde obter o informe de rendimentos.

O advogado Rodrigo Pinheiro, sócio coordenador da área tributária do Leite, Tosto e Barros Advogados, explica que, para obter o informe de rendimentos referente ao auxílio emergencial, é preciso se cadastrar neste link.

Pinheiro também esclarece que não será possível parcelar o valor do auxílio a ser devolvido, conforme informações da Receita e do Ministério da Cidadania.

No auxílio, ‘errar para mais’ era melhor do que ‘errar para menos’

O economista Daniel Duque, pesquisador do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), avalia que o pagamento do auxílio emergencial a pessoas que não se encaixavam nos critérios definidos pelo governo era quase “inevitável” em uma situação em que foi preciso chegar rapidamente a um grande número de pessoas que não constavam dos cadastros sociais do governo.

“O auxílio acabou sendo muito apropriado por jovens desempregados de famílias de classe média, porque nunca foi feita uma divulgação muito clara das regras de elegibilidade e era razoavelmente fácil para essas pessoas pedir e receber o benefício”, diz Duque.

“Além disso, diferentemente de um pensionista do INSS ou de um trabalhador formal, não era tão simples o governo verificar se esse recebimento era indevido.”

Na avaliação do economista, no primeiro momento de agravamento da pandemia, em abril do ano passado, o governo tomou a decisão correta ao fazer um processo de verificação simples, o que permitiu que o dinheiro chegasse rapidamente a quem precisava.

“Não tem muito jeito, erros vão acontecer quando se quer que o dinheiro chegue a pessoas que nunca estiveram em bancos de dados do governo e vão acontecer ainda mais se é necessário que esse dinheiro chegue rápido.”

Para Duque, esses problemas poderiam ser mitigados na provável renovação do auxílio em 2021. Mas o fato de o governo não ter se programado para a retomada do benefício, que terá que ser recriado agora novamente com a pandemia em situação gravíssima, deve dificultar uma melhor focalização do programa.

“Estamos na mesma situação que em abril do ano passado. As pessoas estão há quase dois meses sem receber nenhum recurso do auxílio, muitas delas numa situação de vulnerabilidade muito grande, e piorada por essa segunda onda”, diz Duque. “Então, infelizmente, por falta de planejamento, o governo está na mesma situação em que precisa escolher ‘o quanto quer errar’, porque novamente o dinheiro precisa chegar rápido às pessoas.”

O professor de Minas Gerais conta que seus filhos esperam novamente poder contar com a ajuda do governo esse ano.

“Temos essa esperança, que eles possam receber, para poder passar esse período de pandemia e, quando a economia voltar a crescer, eles possam estar no mercado de trabalho de novo.”

“Somente eu estou recebendo renda. E a situação por aqui está muito complicada. Aqui na região, só começa a gerar renda a partir de maio, quando começa a colheita de café e começa a ter emprego. Até lá, não há perspectiva nenhuma de trabalho.”

 

FONTE: G1

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