Voltam os atores principais – Portal Plural
Connect with us

Paulo Schultz

Voltam os atores principais

Publicado

em



O retrato político do país, mesmo sem os resultados do 2o turno, é claro.

Volta a se postar no cenário a dualidade centro -direita x esquerda.

Numericamente a centro-direita levou vantagem, mas o conjunto da esquerda, teve no primeiro turno, e terá no segundo, vitórias encorpadas e importantes.

Há o vigor obtido pelo PSOL, a resiliência forte do PT, e a presença sempre importante do PC do B e outros da esquerda do país.

Há que se considerar também o germinar de novos quadros dentro da esquerda, candidaturas vitoriosas vindas da periferia, das minorias, da juventude, das mulheres.

Do lado da centro-direita, que parece ter retomado o espaço político perdido em 2018, vemos a emergência numérica de velhos partidos de direita clássica (PP, Dem) e do fisiológico centrão.

Um misto de raposas antigas, com filhotes novos da mesma espécie.

Este cenário posto remete à uma conclusão:
Sai da cena principal a extrema-direita, o bolsonarismo.

Que saiu minguadíssimo das urnas, o que aponta para o retorno ao seu tamanho de gueto.

Dada esta condição, somada a inaptidão e falta de habilidade para governar e dar conta da complexidade econômica e social do país, bem como a crise que se projeta para 2021, temos um indicativo que o fenômeno bizarro e destrutivo chamado Bolsonaro será uma andorinha de um verão só.
Para o bem da nação, afirmo.

Evidentemente trata-se de um indicativo.
Mas é o rumo apontado pelos resultados.

Aquele que sempre foi coadjuvante, e por uma circunstância infeliz foi alçado ao cenário principal, deve voltar ao seu papel de figurante.

E voltam os atores principais.

Primeiro, voltam dentro da realidade dos municípios, nas disputas locais de políticas públicas e na implementação de linhas ideológicas de governo bem distintas.

Segundo, se aponta para uma disputa, no horizonte, de projeto de país.

De um lado, subserviência ao poder econômico e ao capital, e migalhas conformadoras para o aspecto social.

De outro, um projeto de país soberano, com forte indução de crescimento social e construção de cidadania.

Foi o quadro que se firmou no cenário do país nas últimas décadas, não de maneira artificial, mas de maneira enraizada, social e politicamente.

Cenário apontado, atores principais a postos.

Vamos ao embate, que começa no plano local e desemboca no nacional.

Parece que a vida real da política do país está retornando.

Com direito à elencos parcialmente renovados, mesclados aos mais experientes.

Ao trabalho, cada qual com suas perspectivas.

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Paulo Schultz

Sirvam nossas façanhas: nosso baixo clero é de cair os butiás do bolso

Publicado

em



A direita e a centro-direita gaúcha nunca foram um primor no sentido de oferecer quadros de qualidade para o parlamento gaúcho.

Mas suas bancadas atuais na Assembléia Legislativa superam, com louvor e horror, as anteriores, em termos de falta de qualidade.

Sem mencionar nomes, até para não ser injusto esquecendo alguém, a quantidade absurda de cabeças de bagre ocupando cadeiras na atual legislatura é uma coisa de apavorar.

Não perde em nada para o famoso baixo clero da Câmara dos Deputados.

Não formulam nada de substancial, ou de relevância.

Pouco, ou raramente ocupam a tribuna, e quando o fazem, é de arrepiar a debilidade política.

Agem, dentro de seus mandatos, como se fossem algo do tipo vereadores regionais, ocupados com miudezas que atendam municípios de suas bases eleitorais.

E, compoẽm base do atual governo do Estado.

Nas mãos/ cabeças de quem está o povo gaúcho, cruzes !

E aí, é baixo clero prá valer, em todos os sentidos.

Votos a favor trocados por kit asfalto, obras e serviços em suas bases, um punhado de CCs prá chamar de seus, e vai descendo.
O fundo do poço é longe.

E aí, nesse quadro, é que vem a pergunta:

É essa gente que vai decidir o futuro da Corsan, da Procergs e do Banrisul ?

Agora que a PEC que retirava a obrigatoriedade de plebiscito para vender estatais foi aprovada, o governo do Estado virá com o prato pronto dos projetos para torrar parte do patrimônio essencial para o desenvolvimento social e econômico mais justo dos gaúchos.

Para serem, obviamente, carimbados com um sim pela sua base na Assembléia.

Tchê !

É este ajuntamento de energúmenos, de anões políticos, que vai, teoricamente, analisar este tema absolutamente definidor do futuro do Estado, enquanto ente promotor ou indutor de desenvolvimento social e econômico ?

Tem gente ali que não conseguiria pontuação mínima em avaliação de nível de ensino médio.

Muito menos entender de visão estratégica de Estado.

Mas que barbada para o governo uma base de apoio dessas.

É só colocar interesses localizados em bases eleitorais desta turma no balcão, que sai negócio na hora.

Olha… no fundo…. acho que uma boa parcela da população gaúcha tem que rever esta falsa afirmação de que somos o povo mais politizado no país.

Porque para eleger uma quantidade tão grande de cabeças de bagre para ocuparem cadeiras no parlamento gaúcho, não pode ter muita consciência política.

E neste quadro atual de coisas, e projetando 2022, dá para se pensar em como fazer uma mudança drástica, para melhor, na composição da próxima legislatura da Assembléia gaúcha ?

Vai sair lasca..

Mas…. quem sabe conseguimos essa façanha, para servir de modelo a toda terra.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Paulo Schultz

O amor é um risco, o ódio uma certeza

Publicado

em



Na vida ou na política, há riscos e certezas, erros e acertos.

Investir em algo/ alguém com intensidade, doando atenção e tempo, pode gerar alegrias e satisfações, ou não.

É o risco inerente ao movimento feito.

A gente vai ver isso lá na frente, embora durante o caminho se possa ter sinais do que possa ser o resultado.

E claro, durante o caminho, se pode ter alegrias e resultados parciais, que são do próprio fazer o caminho.

No andar dos 13 anos em que o PT esteve à frente do governo do país se viu isso inúmeras vezes, em diversas áreas, com diversos setores da sociedade.

Mesmo que o seu término em 2016 tenha sido um desfecho que foi, em parte, uma punhalada, ou uma ingrata incompreensão do que se tinha em termos de políticas públicas, do que se ofereceu a quem sempre ficou de fora de tudo, e do que se colocaria a perder.

Foi o risco, que, agora se vê, era relativamente fácil de prever.

Mas o que se fez naquele tempo de 13 anos, foi feito com intensidade, com doação, com vontade de acertar, com
vontade de mudar a vida de milhões.

O que de fato aconteceu.

Embora com a falha de não ter promovido a devida consciência do que representava proporcionar o que nunca era estendido ou oferecido à milhões de brasileiros.

Foi o risco de ter investido amor, intenção, projetos, mesmo que com erros.

É sempre assim.

E será de novo – com acertos, erros e riscos.

O amor sempre será um risco.

Certeza mesmo, só tem quem se movimenta com ódio.

A certeza de que a sua disseminação vai provocar reações que inevitavelmente farão voltar e atingir de forma definitiva quem só agiu baseado nele.

E aqui eu vou ser mais específico…

É nítido como será o final de Bolsonaro e seu governo.

Há uma expressão diária, uma gritaria, um ruído que se pretende amedrontador, mas que na verdade é um barulho terminal.

Independente de terminar antes do prazo, ou no final do ano que vem, o governo feito do ódio e do intuito destrutivo está politicamente morto.

Fará barulhos e ameaças para tentar mostrar que não.

Mas é terminal – mesmo que vá até dezembro de 2022.

Ainda reúne uma porção razoável de gente, porque, afinal, 20% dentro de 210 milhões, é um número bem considerável.

Mas não é maioria.

Circunstancialmente foi, em 2018.

Mas não vai acontecer de novo.

A única certeza que o ódio traz é que ele destrói(ou tenta) primeiro o objeto odiado, mas em seguida retorna certeiro contra quem o promoveu.

Implacável.

Algum tirano, ou aspirante a tal, teve um fim feliz ?

A história mostra que não.

Quando cessa o barulho ensurdecedor e, até certo ponto, ameaçador, do ronco de milhares de motos, vem a calmaria e aquela conclusão simples…

Era só um bando de doidos enfurecidos querendo chamar atenção, mas terminou…

A vida segue…com erros, acertos e riscos.

Para os haters, fica a certeza: plantaram vento, colheram tempestade, e se foram voando.

Daqui a pouco, ninguém lembra mais deles.

Se alguém lembrar, vai logo pensar..

” que bom que terminou..era só incômodo”.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Paulo Schultz

A grande verdade é que era tudo mentira

Publicado

em



São fracos.
Muito fracos.

Os 3 ex-Ministros do governo Bolsonaro, co-responsáveis pela gestão equivocada, torta e criminosa do governo federal em relação à pandemia, e que já depuseram na CPI em andamento do Senado, tornaram nítido em seus depoimentos o quanto são fracos, despreparados e/ou bizarros os membros do governo Bolsonaro.

Na mão de quem ficamos expostos.

Credo !

Um país com a grandeza e a complexidade do Brasil, entregue a uma gestão torta, despreparada, incapaz, de pessoas inaptas para algo dessa magnitude, a começar pelo próprio ocupante da presidência.

São fracos de fundamento.

São fracos de conhecimento da área em que atuavam ou atuam.

São leões dentro de seus cercadinhos virtuais bolsonaristas.

São meninos assustados fora desse ambiente.

Mentem, gaguejam, usam de uma narrativa infantil, negam sem corar o que foi feito e foi dito , e publicamente exposto através da mídia ou das redes sociais.

Algo como ser pego em flagrante comendo sorvete escondido na cozinha à noite, estar todo lambuzado, com a colher na mão, e negar o que está escancaradamente explícito.

Se por lado causa indignação..por outro dá até constrangimento… tamanha a debilidade.

Foi para essa gente despreparada e torta que foi dada uma condição de poder e de comando de um país com a magnitude e a complexidade do nosso.

Ainda vamos penar mais um tempo.

Sobretudo a grande maioria da população brasileira que precisa, e muito, de governo.

Mas como não há mal que dure para sempre…

ele termina em 31 de dezembro do ano que vem.

Até lá vamos nos indignando ou nos tornando nítidos… de como esse período e essa gente foi alçada a uma posição que jamais deveria ocupar.

Na hora H… no dia D…

Ninguém assume o que disse…

Ninguém assume o que postou…

Ninguém assume o que fez..

É a covardia, o despreparo… explícitos…

Afinal de contas, nessa verdade que é o período de Bolsonaro, o que predomina e comanda é a mentira.

Tudo não passou, e não passa, de uma grande mentira.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

ENQUETE

Trending

© 2021 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×