Vítima de tentativa de feminicídio desabafa sobre medida protetiva: “Não adianta nada um papel!” – Portal Plural
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Vítima de tentativa de feminicídio desabafa sobre medida protetiva: “Não adianta nada um papel!”

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Mais um caso de tentativa de feminicídio desperta questionamentos sobre a eficácia do sistema policial e judiciário na região Noroeste. Neste fim de semana o jornalista Luciano Belinaso conversou com Marivani Anchete da Silva, vítima de 33 anos atingida por tiros disparados pelo ex-marido no dia 1º de outubro de 2019, em Catuípe.

Após 27 dias do ocorrido, Marivani afirmou a nossa reportagem que ainda tem pesadelos com o dia em que seu ex-marido tentou matá-la. Segundo a vítima, ela estava sentada no sofá da própria casa quando Edison da Silveira Buzeto entrou e perguntou sobre a filha do casal. Marivani respondeu que a menina estava na escola. Ela relatou ainda que o homem estava com fotos da família na mão.

Quando se virou para pegar o celular e ligar para a polícia, o ex-marido levantou a camiseta e pegou a arma. “Pedi que saísse ou iria chamar a polícia, quando girei meu tronco para pegar o celular, olhei para ele, que ergueu a camiseta, onde estava a arma e começou me atirar. Eu gritei ‘não!’ e me virei, e fiquei quieta. Quando acabaram os disparos ele saiu pela porta da frente correndo” lembrou Marivani.

Lutando pela vida, a jovem gritou por ajuda da prima que mora na mesma residência. “Pedi que me socorresse porque ia morrer!”. Em choque, a prima e vizinhos conseguiram enrolar Marivani em uma manta e levá-la até o hospital. “Eu lembro que gritava de dor, pois parecia que meu corpo estava em chamas. Era horrível! E pedia a Deus que não me deixasse morrer pela minha filha”, relatou Marivani, recordando os momentos de desespero que passou naquela terça-feira.

Segundo ela, o atendimento no hospital foi rápido e muito eficiente. Após o ocorrido, ela agradece pela vida e ainda não sabe como os tiros não atingiram órgãos importantes. “Eu passei muita dor e ainda sinto. Mas agradeço a Deus todos os dias por estar viva. Pois como os médicos mesmo falaram, nem eles entendem como não perfurou nem um órgão, não precisei de sangue, nada.” contou Marivani.

Passado quase um mês do crime, Marivani relata que já havia feito diversos boletins de ocorrência e que tinha medida protetiva para que o ex-marido Edison da Silveira Buzeto não se aproximasse dela. Indignada, ela desabafou: “Não era para se aproximar 100 metros e ele me atirou em menos de 2 metros. Não adianta nada um papel!”. O caso de Marivani reascende um antigo debate acerca da lei Maria da Penha e do papel dos órgãos de segurança em relação a crimes de violência contra a mulher. Até que ponto uma medida protetiva é eficaz e impede a ação de homens obstinados em matar?

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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Destaque

DRACO SANTA ROSA com novidades

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Uma novidade foi lançada em Santa Rosa/RS a DRACO agora conta com um número de whats próprio para denúncias e informações, 24hrs, 7 dias por semana.

”A idéia é proporcionar um canal para a comunidade se comunicar com a Polícia Civil de forma fácil e sigilosa.” destacou o delegado Tiago Tescke.

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Ensino

O CRA/RS promove a interiorização e discute a sua inserção nas comemoração dos 100 anos da Setrem

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Capitaneados pelo Delegado Regional do CRA, o Administrador Carlos Norberto Filipin, a Setrem sediou reunião de interiorização do Conselho Regional de Administração do RS, e discutiram junto com a Amufron ações para comemoração dos 100 anos da instituição.

No último dia 01 de outubro de 2021, as 14 horas, realizou-se uma reunião de interiorização do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul – CRA/RS na cidade de Três de Maio, capitaneados pelo Delegado Regional do CRA/RS, o administrador Carlos Norberto Filipi, tendo como local o Campus da Setrem, e teve a representação da Direção da instituição, citando a presença dos administradores, Sandro Ergang, Mauro Alberto Nuske e Alexandre Chapoval Neto, e ainda contou com a presença de toda a Diretoria do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul – CRA/RS, liderados pela presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, na oportunidade este participando o prefeito de Boa Vista do Buricá e Presidente da Amufron, Joãozinho Sehnem, onde se discutiu a inserção do CRA/RS nos 100 anos da Setrem, reafirmando a importância do trabalho da representação do Conselho, que registra um marco importante para a profissão.

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Câmara aprova repasse adicional a municípios; impacto em 2022 é de R$ 1,6 bilhão

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Porcentual vai se elevando ano a ano até atingir 1% em 2025, quando o repasse será o equivalente a R$ 4,6 bilhões

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (6) um repasse adicional de 1% das receitas com Imposto de Renda e IPI aos municípios. Como a proposta de emenda à Constituição (PEC) foi votada em segundo turno e já foi aprovada pelos senadores, o texto vai à promulgação. Não cabe possibilidade de veto do presidente da República.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) celebrou a aprovação da proposta, que significará um incremento de R$ 1,6 bilhão no caixa das prefeituras em setembro de 2022, o equivalente a 0,25% das receitas com IR e IPI. O porcentual vai se elevando ano a ano até atingir 1% em 2025, quando o repasse será o equivalente a R$ 4,6 bilhões (em valores de hoje).

A proposta teve apoio massivo no plenário da Câmara, inclusive da base governista. O texto foi aprovado por 456 votos a três. O resultado da votação, porém, foi considerado ruim pela área econômica, pois resulta em menos receitas para a União.
Os municípios já recebem hoje um repasse de 22,5% das receitas com IR e IPI por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Além disso, nos últimos anos foram aprovados 1% adicional nos meses de dezembro e mais 1% nos meses de julho.

As investidas das prefeituras para abocanhar mais 1% de FPM nos meses de setembro vêm desde 2015. O texto foi aprovado no Senado em 2017 e recebeu aval dos deputados em primeiro turno no fim de 2019.
Em dezembro do ano passado, a proposta foi pautada para o segundo turno de votação a pedido da própria base do governo, o que levou a uma mobilização no Ministério da Economia para barrar a medida.

Fonte : estadão

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