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Variedades precoces de pêssego estão na maturação e colheita

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Variedades precoces de pêssego estão maturação e colheita


Na região de Soledade, variedades precoces de pêssego estão em maturação e colheita. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e publicado pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (29/10), as variedades de ciclo médio e tardio encontram-se em fase de formação de frutos e está sendo feito o raleio de frutos, favorecendo a qualidade dos mesmos e o processo de comercialização. Em função das geadas tardias houve o abortamento de frutos em algumas variedades e localidades, o que pode acarretar em redução da produção.

Na região de Pelotas, as condições do clima favorecem a cultura, alguns dias com chuvas seguidos de outros ensolarados, com temperaturas em elevação durante o dia, impactam o bom desenvolvimento e a frutificação plena dos pomares. Colheita em finalização para as cultivares Precocinho, Pampeano e Libra. Na sequência, começará a das cultivares Bonão e Sensação. Na região de Porto Alegre, a colheita chega a 10% da safra no município sede, com indicadores de boa qualidade de frutas. A maioria dos pomares de pêssego continuam na fase de crescimento do fruto. Os períodos de sol facilitaram os tratos culturais. No Vale dos Sinos, foi relatado que as frutíferas começam a apresentar sintomas da escassez de água no solo, preocupando produtores; muitas plantas estão enrolando as folhas, para diminuir a insolação e perda de água.

CULTURAS DE INVERNO

A ausência de chuvas durante mais uma semana favoreceu a colheita do trigo no Rio Grande do Sul, avançando 29% e chegando à colheita de 60% do total da área cultivada no Estado, equivalente a 550 mil hectares. Além de favorecer a colheita, a falta de chuvas também acelerou o ciclo da cultura. Na regional de Santa Rosa, a colheita se encaminha para o final, chegando a 82%. O restante das áreas deve ser colhido nesta semana.

Está concluída a colheita dos 1.729 hectares na regional de Frederico Westphalen. A falta de chuva no ciclo final da cultura causou perdas de 40% na produtividade, ficando em 917 quilos por hectare. O município com maior área foi Palmeira das Missões, com 900 hectares. Na de Soledade, também está finalizada, com produtividade consolidada de 1.100 quilos por hectare.

CULTURAS DE VERÃO

O tempo seco na maioria das regiões produtoras de soja no Estado paralisou a implantação da cultura; a atividade foi retomada apenas naquelas onde ocorreram precipitações na semana. As lavouras apresentam redução no crescimento e o plantio está atrasado, chegando apenas a 7% da área total estimada, sendo que no mesmo período do ano passado o plantio já atingia 11%.

Em regiões do Estado localizadas mais a Oeste e ao Sul, onde ocorreram precipitações, já há sinais de recuperação das condições de umidade do solo e agricultores podem dar continuidade ao plantio do milho, que já chega a 72% da área total estimada. Já nas regiões onde o tempo seco continuou, a cultura apresenta redução no potencial produtivo, principalmente nas lavouras em floração. Segue a semeadura de arroz nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. As condições são favoráveis à atividade, que chegou a 78% do total da área estimada.

OLERÍCOLAS

Na região de Ijuí, o clima quente e seco da semana prejudicou o desenvolvimento das olerícolas cultivadas a campo, culturas como mandioca, abóbora e batata-doce apresentam crescimento lento e morte de plantas. Reduz a produção de folhosas, em especial alface, com várias estufas danificadas pelo granizo ocorrido em setembro no município de Ijuí, que concentra a maior área cultivada em ambiente protegido. Inicia a colheita da cebola, com boa produtividade; área pouco expressiva. Aumentou a incidência de ataque de tripes, mosca branca e ácaros em todas as culturas. As atividades de semeadura e transplante das culturas planejadas demandam grande necessidade de suprimento de irrigação e proteção inicial das plantas para evitar morte de mudas. A diminuição do volume dos reservatórios de água para irrigação é uma situação que preocupa os produtores.

BOVINOCULTURA DE LEITE

A atividade segue apresentando duas realidades distintas em função das condições do tempo no último período. Nas regiões mais ao Norte do Estado, a produção de leite apresentou declínio devido às altas temperaturas, que causaram uma condição de estresse térmico aos animais durante o dia e prejudicaram a qualidade das pastagens. Com isso os produtores utilizam as reservas de silagem de milho destinadas ao próximo outono.

Nas regiões mais ao Sul do Estado, a produção de leite se manteve crescente. As chuvas, apesar da pouca quantidade, auxiliaram na recuperação das pastagens, aumentando a disponibilidade de alimento. Porém as temperaturas acima dos 30 graus causaram desconforto térmico aos animais, que reduziram o tempo de pastoreio.

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Agro

Alta dos grãos leva avicultores e suinocultores a buscar alternativas para reduzir custo de produção. Estratégia requer cuidado

Especialistas da Trouw Nutrition listam cuidados para uso de dietas alternativas para driblar aumento da soja e do milho.

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Foto: Pixabay

“A explosiva alta dos insumos é motivo de preocupação não só para os produtores, mas também para nós como indústria de nutrição animal. O cenário mudou radicalmente no último ano e o mercado está tentando reagir de forma eficiente para lidar com essa adversidade, que compromete o resultado econômico da avicultura, suinocultura e pecuária de leite e de corte”, alerta Mauricio Andrino, diretor de Premix da Trouw Nutrition. Em um ano, o milho dobrou de preço e a soja aumentou 75%, de acordo com o CEPEA. Atualmente, os grãos representam mais de 80% dos custos da alimentação de aves e suínos.

Andrino informa que, há um ano, o custo de produção do kg de suíno estava entre R$ 3,80 a R$ 4,00. Agora chega em torno de R$ 7,00/kg. “Em algumas regiões, como o interior de São Paulo, os suinocultores conseguiram ligeira recuperação, enquanto em outras as granjas estão trabalhando no vermelho. Essa situação se repete na avicultura de corte e de postura“.

O diretor de Premix da Trouw Nutrition explica que, nesse contexto, os produtores devem trabalhar para redução dos custos da alimentação, utilizando ingredientes alternativos, mas precisam se preocupar com a qualidade e o valor nutricional. “Com conhecimento técnico, nosso papel é apoiar avicultores e suinocultores na elaboração de formulações adequadas, que não resultem em queda do desempenho animal. Ao pensar no uso de insumos alternativos, os produtores devem levar em conta a disponibilidade em sua região e avaliar os custos para introdução nas dietas”.

Aleixo Pinheiro, diretor técnico da Trouw Nutrition, complementa que “a utilização de materiais alternativos, com certeza terá impacto no preço da ração, mas o importante é a produtividade: o quanto os animais vão produzir consumindo uma dieta alternativa. Com baixa qualidade e menor valor nutricional, aves e suínos passam a ter desempenho menor, elevando o custo final da produção”.

Entre as alternativas viáveis, está o sorgo, que pode substituir o milho em alta em associação com enzimas e aminoácidos. Aleixo destaca que há disponíveis soluções nutricionais que podem ser usadas em maior quantidade, reduzindo o volume de grãos e com valor energético equivalente.

Segundo o diretor técnico da Trouw Nutrition, o alto preço dos grãos afeta todas as fases de desenvolvimento de aves e suínos. “As fases de crescimento e terminação são as mais afetadas. Tanto para aves quanto suínos, as fases iniciais e pré-iniciais exigem dieta de qualidade superior, pois os primeiros dias de vida vão determinar o desempenho futuro”.

As necessidades nutricionais variam de acordo com a idade de aves e suínos. Por isso, uma alternativa é ajustar a dieta e baratear os custos conforme eles forem superando as primeiras fases de vida. Para poedeiras, a Trouw Nutrition apresenta o conceito Split Feeding, estratégia para alimentação com foco no atendimento das exigências nutricionais ao longo do dia. “Para a produção de ovos, é possível fornecer os nutrientes necessários para diferentes horas do dia, de acordo com as necessidades fisiológicas das aves. Isso reduz os custos com a nutrição e produção e torna o fornecimento de ração mais eficiente, diminuindo a excreção de nutrientes”, destaca Aleixo Pinheiro.

Outra ferramenta ao alcance de avicultores e suinocultores é a análise instantânea de matérias-primas e rações, que podem ser realizadas através do NIR (Espectrômetro de Infravermelho Próximo) ou pelo equipamento portátil NOA (NutriOpt on-Site Adviser). Esses aparelhos determinam a composição e qualidade das matérias-primas e rações com precisão e rapidez, permitindo ajustes nas formulações e otimização dos resultados econômicos e produtivos.

“Na cadeia de proteínas animais, as margens para erros estão cada vez mais estreitas. Ao adotar a nutrição de precisão, os produtores sabem a composição das matérias-primas em detalhes, o que possibilita ajustes assertivos na formulação das rações, maior controle de qualidade, otimização das estratégias nutricionais e, consequentemente, melhor retorno econômico”, acrescenta Mauricio Andrino.

Texto Comunicação Corporativa
Fabio S. Lu Huaqiang (11) 95913-2091

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Agro

Restauração de ecossistemas é tema central do Dia do Meio Ambiente

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Foto em Canguçu, divulgação Emater/RS-Ascar

Plantar árvores e tornar as cidades mais verdes, restaurar jardins e praças, mudar a alimentação, priorizando alimentos orgânicos e produzidos localmente, favorecendo as cadeias curtas, e promover a limpeza de rios e suas margens, assim como de praias e oceanos. Essas são algumas atitudes defendidas na Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas, lançada para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), que neste ano tem como tema a Restauração de Ecossistemas. O objetivo é prevenir, deter e reverter a degradação dos ecossistemas em todo o mundo, contribuindo inclusive para erradicar a pobreza, combater as mudanças climáticas e prevenir a extinção da biodiversidade.

A Década da ONU vai de 2021 a 2030, que é também o prazo final para que o Planeta atinja os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a linha do tempo que os(as) cientistas identificaram como a última chance de evitar mudanças climáticas catastróficas.

Pela importância e urgência de frear a degradação e investir na restauração dos ecossistemas e dos demais ambientes urbanos e rurais, muitas ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) têm visibilidade nesse momento, como os Sistemas Agroflorestais (SAF), em que árvores frutíferas, energéticas e fibrosas são cultivadas no mesmo espaço de outras produções, como abóboras, mandioca, verduras e legumes, e também plantas de cobertura de solo, como gramíneas e leguminosas. Toda essa “mistura” respeita diversos princípios e busca “imitar” a natureza em suas interações e, através da diversidade, possibilita diversas fontes de renda às famílias rurais, pela comercialização de seus produtos.

Aqui no Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar incentiva a implantação e manejo de SAF há muitos anos e tem várias experiências em diversos municípios, envolvendo famílias de agricultores, de pecuaristas, de quilombolas e mesmo de indígenas.

Na recomposição florestal, o desenvolvimento da cadeia produtiva da araucária com sustentabilidade pode garantir a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal e ecossistemas naturais, incentivando o desenvolvimento de produtos da sociobiodiversidade, como agroindustrialização e o Turismo Rural.

“Toda essa preservação pretendida com a data acontece no dia a dia dos extensionistas, que estimulam a adequação ambiental das propriedades rurais, consolidando, conservando e preservando os remanescentes das florestas nativas, resgatando e incentivando a utilização do pinhão, por exemplo, na segurança alimentar, na culinária e sua presença na cultura familiar, na preservação de fontes e nascentes, tanto nas propriedades rurais como nas comunidades tradicionais, orientando as famílias para as práticas conservacionistas de solos, tratamento adequado de esgotos e dejetos, na redução do uso de agrotóxicos, na conservação de nascentes, na manutenção de remanescentes de vegetação nativa, entre outras práticas”, ressalta o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri.

A Emater/RS-Ascar executa projetos na esfera ambiental, como o de Manejo Conservacionista de Campo Nativo por Meio de Pastoreio Rotativo em Estabelecimentos da Pecuária Familiar do RS e o projeto Restauração Ecológica da Área de Preservação Ambiental (APA) do Ibirapuitã (Restaura APA), que visam conciliar a produção sustentável com a manutenção dos campos nativos e seus serviços ecossistêmicos, como o abastecimento dos aquíferos.

Além disso, a Emater/RS-Ascar incentiva a reservação de água, principalmente para os períodos de estiagem, a partir do Programa Estadual de Apoio e Ampliação da Infraestrutura Rural (Peaair), iniciativa vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), orientando os agricultores e pecuaristas familiares na construção de estruturas de reservação de água para usos múltiplos e para a expansão da prática da irrigação.

“ Preservar para conservar. Com ações como essas contribuímos para que o Rio Grande do Sul siga referência na busca contínua pela qualidade de vida de todas as famílias urbanas e rurais”, avalia Sandri.

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Agro

Encontros com as comunidades do interior de Santa Rosa

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A Secretaria de Agricultura de Santa Rosa, tem feito reuniões com as comunidades do interior. Além do trabalho desenvolvido pela equipe da prefeitura, encontros nas comunidades estão acontecendo com objetivo de discutir necessidades, demandas e possíveis melhorias. A intenção é estar cada vez mais próximo dos moradores do interior.

No último fim de semana, foi a vez de reunir representantes das comunidades: Lajeado Tigre, km10 e Esquina Louro. Durante o encontro, ocorreu eleição da nova diretoria da associação dos consumidores de água, e também, foram debatidas ações e metas do governo para essas comunidades. Para o Secretário Paulo Roberto dos Santos, “Queremos com nosso Planejamento Estratégico, que está no nosso Plano de Governo, estar cada vez mais perto das comunidades, para melhorar a qualidade de vida do produtor rural e essas reuniões são fundamentais para isso”.

Os encontros ocorrem desde o início do ano, até o momento mais de 5 foram realizados. Todas as comunidades serão contempladas dentro de um plano de reuniões. O agricultor que quiser saber mais sobre o roteiro de encontros pode entrar em contato com a Secretaria de Agricultura.

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