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Vale oferece R$ 33 bi a menos de indenização por Brumadinho

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(Arquivo AFP)


A Vale quer pagar R$ 33 bilhões a menos em acordo para indenização por prejuízos provocados pelo rompimento da barragem de Brumadinho. A ação movida na Justiça pelo poder público pede R$ 54 bilhões. A mineradora, no entanto, oferece R$ 21 bilhões, conforme informações do secretário-geral de Estado, Mateus Simões. O acordo, inicialmente, era negociado entre o Executivo mineiro e a mineradora sem a participação das vítimas da tragédia.

A barragem em Brumadinho se rompeu em 25 de janeiro de 2019 e matou 272 pessoas. Onze corpos continuam desaparecidos. A ação de R$ 54 bilhões é movida pelo governo do estado, Defensoria Pública e Ministério Público, e envolve ressarcimento por perdas tributárias, destruição de infraestrutura e danos morais coletivos. Não estão incluídas no processo indenizações pessoais

Dos R$ 54 bilhões, R$ 26 bilhões são para indenização do estado e R$ 28 bilhões para danos morais coletivos e sociais. A proposta da Vale de pagar R$ 21 bilhões foi recusada em audiência de conciliação realizada na última terça-feira, 17, no Tribunal de Justiça Minas. Uma nova sessão será realizada provavelmente em dezembro.

“Não faz nenhuma sentido. O Estado perdeu R$ 10 bilhões só em arrecadação”, afirma o secretário Simões, sobre a proposta da Vale. O representante do governo de Romeu Zema (Novo) afirma que projetos para aplicação dos recursos já estão prontos, mas que haverá debate com os atingidos para destinação dos recursos. Uma das iniciativas prevê R$ 1,5 bilhão para reconstrução do sistema de fornecimento de água e esgoto para cidades ao longo do Rio Paraopeba, atingido pela lama que desceu da barragem.

O Estado pretende ainda construir com os recursos um rodoanel, ligando Brumadinho a Sabará, contornando, portanto, cidades como Betim, Contagem e Belo Horizonte, fazendo a ligação até a BR 381, na saída para Vitória, no Espírito Santo.

As obras levantaram críticas. Simões afirma que tudo o que será feito terá como alvo a população atingida pela barragem. No caso do rodoanel, conforme o secretário, 40% do percurso previsto está na calha do Paraopeba.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) afirma que as vítimas do rompimento não participam das negociações e não estão sendo consultadas sobre o que será feito com os recursos, caso o acordo seja fechado. “O governo fala que não aceitou o acordo, mas a informação que temos é que aceitaria sim. Não aceitou porque botamos a boca no mundo, falamos com a imprensa, e fizemos manifestação com mil pessoas na porta do Tribunal de Justiça na terça-feira”, afirma Joceli Andreoli, coordenador do MAB.

A tentativa de acordo envolvendo Brumadinho corre sob segredo de Justiça. Após pressão, foi aberta a possibilidade de participação de indicados por entidades dos atingidos. Eles, no entanto, não poderiam dar opinião sobre as negociações, conforme afirma Andreoli. A participação foi recusada, disse do MAB.

“A Vale permanece empenhada em reparar, integralmente, os danos causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho. O acordo entre a empresa, o Governo de Minas e as instituições de Justiça segue em negociação no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, órgão de mediação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ainda não há definição de valores para um eventual acordo”, informou a Vale em nota.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Rússia acusa navio de guerra americano de violar suas águas territoriais

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A Rússia afirmou nesta terça-feira, 24, que um de seus navios de guerra identificou e afastou um destróier americano que operava ilegalmente em suas águas territoriais no Mar do Japão (Mar do Leste). A Marinha dos EUA negou irregularidades nas manobras de seu navio e acusou Moscou de fazer reivindicações marítimas excessivas.

O Almirante Vinogradov, um caça-submarino russo, advertiu verbalmente o USS John S. McCain, um destróier da Marinha dos EUA, e o ameaçou para forçá-lo a deixar a área, levando-o a retornar às águas neutras, informou Moscou.

O navio USS John S. McCain, que navegava havia vários dias no Mar do Japão, “violou as águas territoriais da Federação Russa no Golfo de Pedro o Grande”, afirmou em um comunicado o Ministério da Defesa de Moscou.

O incidente ocorreu no início da madrugada desta terça-feira (hora de Brasília), quando o navio americano penetrou mais de 2 km em águas russas sem respeitar as fronteiras marítimas, de acordo com o ministério.

O Almirante Vinogradov, da Frota russa do Pacífico, enviou uma mensagem de advertência ao navio americano, ameaçando-o com “uma manobra de estocada para expulsá-lo de suas águas jurisdicionais”, de acordo com o comunicado. O navio americano retornou imediatamente às águas neutras, acrescentou.

Por sua vez, a Frota do Pacífico americana afirmou em um comunicado que o USS John S. McCain “fez valer seus direitos de navegação” nesta área disputada desde 1984, que seu país não reconhece como parte das águas russas.

Esses incidentes entre navios dos dois países, acusando-se mutuamente de realizar manobras perigosas, ocorrem com frequência, mas principalmente no Mar Báltico e no Mediterrâneo.

No verão (hemisfério norte) de 2019, um navio de cruzeiro americano e um destróier russo se aproximaram perigosamente no Mar da China, de acordo com as marinhas russa e americana, que se culparam reciprocamente pelo incidente.

Os incidentes também destacam as fracas relações diplomáticas e militares entre a Rússia e os Estados Unidos, cujos laços têm chegado ao mais baixo nível desde o fim da Guerra Fria.

O último grande pacto de controle de armas entre os antigos adversários deve expirar em fevereiro, apesar de meses de negociações para encontrar um substituto. Além disso, o presidente Vladimir Putin ainda não deu os parabéns ao presidente eleito dos EUA, Joe Biden, por sua vitória nas eleições de 3 de novembro contra o presidente Donald Trump.

(COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
Por Redação

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Mundo

China reage a Eduardo Bolsonaro e diz que Brasil poderá ‘arcar com consequências’

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A Embaixada da China em Brasília reagiu nesta quarta-feira, 24, à acusação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, de que praticaria espionagem por meio de sua rede de tecnologia 5G. Pequim acionou o Itamaraty para reclamar de uma publicação de Eduardo nas redes sociais, posteriormente apagada por ele.

Para a diplomacia chinesa, o parlamentar “solapou” a relação amistosa entre os países com declarações “infames”, e o Brasil poderá “arcar com consequências negativas”. Esse é o segundo atrito diplomático com a China criado pelo deputado, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, por causa de militância virtual.

Na mensagem, Eduardo Bolsonaro fez menção à adesão simbólica do Brasil à Clean Network (Rede Limpa), iniciativa diplomática do governo Donald Trump para tentar frear o avanço de empresas chinesas no mercado global de 5G. O filho 03 de Bolsonaro, como é chamado pelo pai, celebrou o fato como um sinal de que o Brasil “se afasta da tecnologia da China”. “O governo Jair Bolsonaro declarou apoio à aliança Clean Network, lançada pelo governo Trump, criando uma aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”, escreveu o parlamentar, nesta segunda-feira, dia 23. Ele também listou o Partido Comunista Chinês como “entidade agressiva e inimiga da liberdade”.

“Na contracorrente da opinião pública brasileira, o deputado Eduardo Bolsonaro e algumas personalidades têm produzido uma série de declarações infames que, além de desrespeitarem os fatos da cooperação sino-brasileira e do mútuo benefício que ela propicia, solapam a atmosfera amistosa entre os dois países e prejudicam a imagem do Brasil”, escreveu a embaixada, em nota.

“Acreditamos que a sociedade brasileira, em geral, não endossa nem aceita esse tipo de postura. Instamos essas personalidades a deixar de seguir a retórica da extrema direita norte-americana, cessar as desinformações e calúnias sobre a China e a amizade sino-brasileira, e evitar ir longe demais no caminho equivocado, tendo em vista os interesses de ambos os povos e a tendência geral da parceria bilateral. Caso contrário, vão arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil.”

O programa de Washington tenta convencer governos estrangeiros – por meio de pressão política e até com oferta de financiamento – a somente permitir em suas redes 5G equipamentos de fornecedores não-chineses, que eles consideram “confiáveis”. O governo norte-americano acusa as empresas de origem chinesa, como Huawei e ZTE, de serem obrigadas a permitir acesso do governo comunista a suas redes, o que supostamente abriria uma brecha para vigilância. Os Estados Unidos trabalham para que Bolsonaro decrete o banimento da Huawei como fornecedora após o leilão do 5G previsto para 2021, o que ainda não foi decidido pelo Palácio do Planalto.

Segundo Pequim, a iniciativa do governo Donald Trump “discrimina a tecnologia 5G da China”. A empresa Huawei é uma das principais fornecedoras de estrutura de telecomunicações no Brasil, usada pelas maiores operadoras de telefonia, tendo por isso vantagens no entendimento de executivos do setor.

“O governo chinês incentiva empresas chinesas a operar com base em ciência, fatos e leis enquanto se opõe a qualquer tipo de especulação e difamação injustificada contra empresas chinesas. Os EUA têm um histórico indecente em matéria de segurança de dados. Certos políticos norte-americanos interferem na construção da rede 5G em outros países e fabricam mentiras sobre uma suposta espionagem cibernética chinesa, além de bloquear a Huawei visando alcançar uma hegemonia digital exclusiva. Comportamentos como esses constituem uma verdadeira ameaça à segurança global de dados”, reagiu a China.

A diplomacia reativa orientada pelo presidente chinês Xi Jinping afirmou que as declarações de Eduardo Bolsonaro são “infundadas” e “prestam-se a seguir os ditames dos EUA no uso abusivo do conceito de segurança nacional para caluniar a China e cercear as atividades de empresas chinesas”. “Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento. A parte chinesa já fez gestão formal ao lado brasileiro pelos canais diplomáticos”, informou o porta-voz da embaixada.

Parceiro brasileiro

É a segunda vez que a diplomacia chinesa reage a publicações de Eduardo Bolsonaro. Ele chegou a culpar o governo do país e o Partido Comunista Chinês pela pandemia da covid-19. Na ocasião, o embaixador Yang Wanming reagiu na rede social e disse que o deputado estava infectado por um “vírus mental”. Na ocasião, o chanceler Ernesto Araújo, porém, repreendeu a atitude do embaixador.

A embaixada chinesa citou dados da relação bilateral entre os países, como a condição de maior parceiro comercial de Brasília há 11 anos, e o fornecimento de materiais e compartilhamento de experiências durante a pandemia da covid-19. Entre janeiro e outubro, afirmou Pequim, as exportações brasileiras foram de US$ 58,4 bilhões, ou 33,5% do total de exportado pelo Brasil.

“As cooperações na telecomunicação e em outros setores foram construídas sobre bases sólidas e alcançaram avanços a passos largos. A China é um amigo e um parceiro do Brasil e que a cooperação bilateral impulsiona o progresso de ambos os países e traz benefícios para os dois povos”, afirmou a embaixada.

O deputado Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, disse que Eduardo é “irresponsável” e cobrou providências no Legislativo e no Judiciário. Crítico da ideologia na política externa bolsonarista, ele preside a Comissão de Agricultura na Câmara e vê riscos a produtores brasileiros que têm a China como principal mercado.

“Até quando vamos dar asas a esse irresponsável? O pior é que o pai nada faz. Estão colocando em risco o País com essa ideologia insana. 5G e vacina chinesa. Os Bolsonaros vão perder ambas batalhas, pois perderam o instrutor de loucos chamado Trump, e a cada dia os Bolsonaros perdem credibilidade e apoio, tanto no Brasil, como no mundo”, reclamou Pinato. “Acho que chegou a hora de a Câmara dos Deputados e o STF tomarem providências urgentes. Não é crível que um deputado federal irresponsável e sem noção possa colocar em risco a já combalida economia do Brasil e ninguém faz nada para cessar as calúnias postadas contra nossa maior parceira comercial, a China.”

Por Felipe Frazão – Estadão

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Mundo

O desenvolvimento econômico sustentável continua a ser um assunto primordial no IFF, em Nansha

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O International Finance Forum (Fórum Financeiro Internacional – IFF) teve sua reunião anual de 2020 realizada em Nansha, Guangzhou, na China. Com o tema “Desenvolvimento abrangente e sustentável – ampla consulta, cooperação e resposta a crises”, o evento atraiu quase 200 representantes financeiros, líderes de negócios e especialistas, que discutiram tópicos como Políticas monetárias e fiscais no novo cenário: oportunidades e desafios, Reforma da OMC e o futuro sistema global de comércio, Preço do carbono, Cooperação e desenvolvimento para a área metropolitana da baía (Greater Bay Area – GBA), entre outros.

O desenvolvimento sustentável foi destaque no IFF

A pandemia da COVID-19 faz com que seja mais urgente a criação de uma comunidade visando um futuro compartilhado para a humanidade. Gao Yan, Presidente do Conselho chinês para a promoção do comércio internacional, disse que: “O mundo passa por mudanças de maneira que não vimos há um século, que agora são aceleradas devido à pandemia. A economia mundial está em profunda recessão. A cadeia global industrial e de suprimentos foi prejudicada. Observamos a ocorrência de medidas unilaterais e protecionistas, e a globalização econômica passou a encontrar uma corrente de resistência. A reunião deste ano tem como foco o desenvolvimento sustentável, que compartilha metas e ideias similares com a criação de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, beneficiando os humanos e o planeta”.

De acordo com António Guterres, secretário geral da ONU, os países precisam de maior liquidez e recursos para lidar com a crise e promover a recuperação. Ele afirmou que o financiamento público global deve prestar atenção aos países e setores que passam por dificuldades, promovendo o desenvolvimento sustentável.

Han Seung-soo, Co-Presidente do Conselho do IFF, ex-primeiro ministro da Coreia do Sul e ex-presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, tem pontos de vista parecidos. “Não podemos sacrificar os interesses da humanidade em nome de um crescimento econômico a curto prazo. Esta mensagem importante deve ser passada neste evento. O setor financeiro pode desempenhar seu próprio papel ao promover futuros investimentos de maneira mais sustentável”.

Início do prêmio de inovação ecológica no segmento financeiro global (Global Green Finance Innovation Award)

Em setembro, o líder chinês fez um discurso importante no Debate geral da 75º sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, convocando todos os países a buscarem um desenvolvimento inovador, coordenado, ecológico e aberto, além de aproveitar as oportunidades históricas trazidas pela nova revolução científica e transformação industrial, alcançando uma recuperação sustentável para a economia mundial na era do pós-COVID.

Neste ano, o IFF inaugurou o Global Green Finance Innovation Award para homenagear as soluções inovadoras no financiamento global ecológico, de maneira a aprofundar trocas internacionais e a cooperação no setor, promovendo uma experiência de sucesso no seu desenvolvimento e contribuição para o desenvolvimento sustentável. O comitê de análise e premiação é formado por 15 importantes líderes com influência e autoridade global, juntamente de elites na área das finanças e meio ambiente, instituições de premiação por contribuição especialmente selecionadas e projetos relevantes.

Em Nansha, demonstram-se sinais de confiança no desenvolvimento financeiro

Por três anos consecutivos (de 2017 a 2019) a reunião anual do IFF foi realizada em Guangzhou. Há apenas fois meses, ocorreu a cerimônia de colocação da pedra fundamental da sede permanente do IFF em Nansha, sede esta que será desenvolvida como a plataforma para o financiamento global inovador, e onde recursos financeiros serão alocados.

Por que escolher Nansha? Recentemente, foi lá que respostas foram obtidas em aspectos como a otimização do ambiente de negócios, incentivo às inovações financeiras e suporte aos serviços financeiros.

Em julho, a Agência Financeira de Nansha anunciou medidas otimizadas para apoiar o setor financeiro, ampliando o alcance das recompensas, aumentando os tipos das mesmas e seus valores, além de elevar o nível de atratividade de suas políticas. Tais medidas visam aprimorar o ambiente de negócios do setor financeiro, e tiveram êxito em obter recursos financeiros de maior qualidade.

Além disso, Nansha ativamente promove reformas e inovações financeiras, de modo a injetar novos ímpetos na economia real. Atualmente, Nansha possui um total de 42 práticas de inovação financeira ou projetos-piloto. Dentre eles, a plataforma inteligente de prevenção e monitoramento local de riscos financeiros, selecionada como o melhor caso prático na zona comercial Pilot free trade zone (SHFTZ).

Em setembro de 2020, Nansha abrigava um total de 6.559 de empreendimentos financeiros e similares, número que é 52 vezes superior ao número antes do lançamento desta zona comercial

FONTE The International Finance Forum 2020 Annual Meeting

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