Vacina contra Dengue no SUS: Indicações, restrições, eficácia e possíveis efeitos colaterais
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Saúde

Vacina contra Dengue no SUS: Indicações, restrições, eficácia e possíveis efeitos colaterais

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O Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) e está programado para iniciar a vacinação a partir de fevereiro. Com isso, o  Brasil se torna o primeiro país do mundo a disponibilizar esse imunizante no sistema público universal.

A vacina, conhecida como “Qdenga”, será inicialmente administrada de forma restrita devido à capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante, Takeda. A vacinação terá foco em públicos prioritários, como idosos, e em regiões com maior incidência da doença. Devido à restrição na capacidade de produção, apenas 6,2 milhões de doses estarão disponíveis em 2024 para atender a 3,1 milhões de pessoas.

A vacina Qdenga é tetravalente, abrangendo uma cepa 2 do vírus da dengue atenuado e três cepas recombinantes de vírus da dengue 2 atenuado que expressam antígenos de superfície correspondentes aos sorotipos 1, 3 e 4 da dengue. Ela induz uma resposta semelhante à infecção natural, mas sem causar a doença.

O cronograma de entrega proposto inclui 460 mil doses em fevereiro, 470 mil em março, 1.650 milhão em maio e agosto, 431 mil em setembro e 421 mil em novembro.

A segurança e eficácia da vacina foram comprovadas pela Anvisa, demonstrando uma eficácia geral de 80,2% contra a dengue causada por qualquer sorotipo em 12 meses após a administração da vacina.

O ciclo completo de imunização é alcançado com duas doses, com um intervalo de 3 meses. A vacina é indicada para a prevenção da dengue em pessoas de 4 a 60 anos, inclusive para aqueles que nunca tiveram a doença.

Entretanto, algumas restrições se aplicam. Não podem receber a vacina aqueles que apresentaram hipersensibilidade a qualquer componente da formulação ou após dose anterior de QDenga, pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas, indivíduos que vivem com o vírus HIV (sintomáticos ou assintomáticos), gestantes e mulheres que estão amamentando.

Quanto aos efeitos colaterais, a bula da vacina menciona reações como dor no local da injeção, dor de cabeça, dor muscular, vermelhidão no local da injeção, mal-estar geral, fraqueza, infecções do nariz ou garganta, febre, diminuição do apetite, irritabilidade e sonolência. Outras reações comuns incluem inchaço no local da injeção, dor ou inflamação do nariz ou garganta, hematoma no local da injeção, coceira no local da injeção, inflamação da garganta e amígdalas, dor nas articulações e sintomas semelhantes à gripe.

Fonte: Sbt News

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Dengue em Santa Rosa: Vila Planalto é o bairro mais afetado

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A Vila Planalto lidera o ranking da dengue em Santa Rosa, com 1.256 casos confirmados, representando um terço da população local infectada. Os dados foram divulgados pela Fundação Municipal de Saúde, que aponta a atual epidemia como a maior da história da cidade.

Outras áreas também registraram números elevados de casos, como o Centro (1.297), Esperança (1.178), Cruzeiro (1.169) e Vila Cruzeiro do Sul (1.054).

Apesar do cenário preocupante, a Fundação registrou apenas 34 casos confirmados na última semana, uma queda significativa em comparação com o pico da crise, quando foram registradas mais de 1.700 ocorrências semanais.

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Ciência

Tecnologia inovadora regenera tecido cardíaco

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Foto: Divulgação/BBC Brasil
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Um estudo recente sugere que ondas de choque suaves podem promover a regeneração do tecido cardíaco em pacientes submetidos a cirurgias de revascularização, como pontes de safena ou mamária.

Realizado com 63 pessoas na Áustria, o estudo revelou que os pacientes que receberam esse novo tratamento apresentaram melhorias significativas em comparação aos que não receberam. Eles conseguiram caminhar distâncias maiores e seus corações demonstraram uma capacidade aumentada de bombear sangue.

“Pela primeira vez, estamos testemunhando a regeneração do músculo cardíaco em um ambiente clínico, o que pode beneficiar milhões de pessoas”, afirmou o professor Johannes Holfeld, da Universidade Médica de Innsbruck.

O dispositivo, apelidado pelos pesquisadores de “secador de cabelo espacial”, está agora pronto para ensaios maiores, visando incluir um grupo mais diversificado de pacientes. Esse tratamento visa estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos ao redor de áreas danificadas ou cicatrizadas após cirurgias cardíacas.

As ondas de choque, semelhantes às usadas em outras terapias médicas, são aplicadas logo após a cirurgia de revascularização, num procedimento rápido de cerca de 10 minutos.

Os resultados mostraram que, um ano após a cirurgia, os pacientes tratados com as ondas de choque apresentaram um aumento de 11,3% na quantidade de sangue oxigenado bombeado pelo coração, enquanto no grupo de controle esse aumento foi de 6,3%. Além disso, os pacientes do grupo de tratamento conseguiram realizar atividades diárias com mais facilidade e relataram uma melhor qualidade de vida.

O estudo foi financiado por entidades governamentais austríacas, pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos EUA e por uma empresa associada à Universidade Médica de Innsbruck, parcialmente propriedade dos próprios pesquisadores.

Fonte: BBC Brasil

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Saúde

Saúde mental: quem procurar se você está pensando em pedir ajuda?

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Foto: Canva
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Buscar ajuda para questões de saúde mental pode ser um desafio. Apesar de o estigma estar diminuindo, ele ainda persiste, levando muitas pessoas a enfrentarem suas dificuldades sozinhas ou acreditarem que o problema desaparecerá por conta própria. Alguns até confiam exclusivamente em medicação para resolver suas questões.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia revelou que quase metade dos homens só procura um médico quando já apresenta sintomas físicos. Quando se trata da mente, o processo é ainda mais complicado. Para muitos, especialmente homens, a vergonha é uma barreira significativa na busca por ajuda.

Se você decidiu que é hora de pedir ajuda, com quem deve falar? Aqui estão algumas sugestões:

  1. Alguém de Confiança: Procure uma pessoa em quem você confie verdadeiramente, alguém com quem possa compartilhar suas dores mais profundas. Muitos profissionais de saúde mental observam que a falta de alguém para ouvir é uma causa comum de sofrimento. Desabafar pode ter um grande efeito terapêutico. Lembre-se de que as relações são uma via de mão dupla, então esteja preparado para também ser um ombro amigo quando necessário.
  2. Familiares e Parceiros: Familiares próximos ou parceiros de vida podem ser uma boa opção, desde que a relação seja sólida e de confiança mútua.
  3. Profissionais de RH: No ambiente de trabalho, os profissionais de Recursos Humanos (RH) podem ser um bom ponto de partida. Com a pandemia de Covid, as equipes de RH têm lidado mais com questões de saúde mental. Consultorias como a Caliandra, que trabalha com saúde mental em organizações, frequentemente envolvem líderes e times de RH.
  4. Médicos: Você pode buscar ajuda com seu médico de confiança, mesmo que ele não seja um especialista em saúde mental. Muitas vezes, um médico generalista pode ajudar com problemas pontuais ou episódicos e encaminhá-lo a um psiquiatra, psicólogo ou psicanalista se necessário.
  5. Grupos de Ajuda Mútua: Dependendo da sua questão, grupos como Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos podem ser úteis. Esses grupos são gratuitos e baseiam-se na ideia de pertencimento e ajuda mútua entre os membros.

Existem muitas opções de suporte, e não há uma escolha certa ou errada. Diferentes tipos de apoio funcionam para pessoas diferentes em momentos variados de suas vidas. O importante é dar o primeiro passo e procurar a ajuda que você precisa.

Fonte: Forbes Brasil

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