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União gasta 118 vezes menos em segurança do que estados e municípios

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Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que cidades e estados investiram R$ 59 bi em policiamento e inteligência entre 2018 e 2019

 

Relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que a União gastou 118 vezes menos em policiamento e em inteligência na segurança pública em relação aos municípios e estados brasileiros nos últimos dois anos.

Segundo o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o governo federal desembolsou, entre 2018 e 2019, R$ 5,8 bilhões com policiamento e informação e inteligência em segurança pública. No mesmo período, os municípios investiram R$ 6,2 bilhões, enquanto os estados, R$ 52,8 bilhões.

O relatório atribui essa queda de despesas da União com a área ao agravamento da crise fiscal. “Essa redução das despesas da União com a área reforça um quadro que se delineia pelo menos desde 2014, quando do agravamento da crise fiscal que assola o país, e que tem a ver com a participação cada vez mais tímida do governo central no financiamento das políticas de segurança pública”, diz o texto.

O estado que mais apresentou despesas com policiamento e inteligência na segurança pública foi São Paulo. O estado investiu mais deR$ 20,5 bilhões em policiamento e inteligência entre os anos de 2018 e 2019, de acordo com o levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública

O documento também aponta que a queda de investimentos da União em segurança pública caíram mesmo diante do incremento das despesas de dois fundos sob a gestão do governo federal, como o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário Nacional (FPN). De acordo com o levantamento do Fórum Brasileiro de Seguranção Pública, o crescimento dosvalores do FNSP entre 2018 e 2019 foi de 33,6%. Já do FPN, de quase 131% no mesmo período.

“Enquanto os municípios vão assumindo o esforço fiscal também na segurança, a União vai se afastando de todo o arcabouço incremental criado a partir de 2001, com a criação do Fundo Nacional de Segurança Pública. Aqui, a máxima utilizada na campanha eleitoral, de que era preciso ‘mais Brasil, menos Brasília’ vai sendo colocada em prática a passos largos sem que a opinião pública perceba“, aponta o anuário.

 

 

SBT

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Seminário discute violência financeira contra idosos e fake news

Secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Regina Becker, foi convidada para abertura do seminário

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- Foto: Divulgação Stas

A violência financeira através das fake news contra as pessoas idosas foi tema do Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, realizado na tarde desta terça-feira (15/6) pelo Conselho Estadual da Pessoa Idosa (CEI).

“Leis e normas justas, temos. Setores da sociedade lutaram desde sempre, na história do país, por um Brasil com cidadania para todos, o que inspirou nossa Constituição, onde se concretizaram as mais humanitárias garantias dos direitos humanos. Para que estas normas legais sejam cumpridas em sua plenitude, há uma luta da mesma dimensão, agora com o auxílio das novas tecnologias de comunicação, que formam redes poderosas e que podem transformar uma cultura perversa, como a que temos hoje”, observou a secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Regina Becker. “Estamos aqui para combatermos um silêncio e trabalharmos para a sensibilização e a conscientização da sociedade. O coletivo aqui é o que mais importa. Com ele vem a vigilância, a notificação, o cumprimento à lei, o reconhecimento do problema pela sociedade, a pressão social e política”, acrescentou.

Junho Violeta

O dia 15 de junho, Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, foi oficialmente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2021, após solicitação da Rede Internacional de Prevenção ao Abuso de Idosos (Inpea), que estabeleceu a comemoração em 15 junho de 2006.

O Junho Violeta é um mês de mobilização da sociedade para a proteção das pessoas idosas. Conforme dados do Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos, o número de denúncias de violência e de maus-tratos contra a pessoa idosa cresceu 59% no Brasil durante a pandemia. A negligência, a violência psicológica e o abuso financeiro ou econômico estão entre as violências mais praticadas.

No Brasil, 20% dos lares têm na pessoa idosa a principal fonte de renda da família, no caso dos vulneráveis o torna ainda mais suscetível à violência doméstica. “Sabemos o quanto o preconceito contra idosos cresceu na pandemia. Foram as primeiras vítimas do vírus, com suas comorbidades muitas vezes precoces, produto de uma vida de privações. Cabe ressaltar que, no âmbito da administração pública, um número significativo de iniciativas já implementadas, dizem respeito ao zelo que a família, a sociedade e o Estado devem à pessoa idosa”, disse a secretária Regina.

Rede de proteção

O preconceito contra idosos cresceu na pandemia, pois foram as primeiras vítimas do vírus, com suas comorbidades muitas vezes precoces, produto de uma vida de privações. Cabe ressaltar que, no âmbito da administração pública, um número significativo de iniciativas já implementadas, dizem respeito ao zelo que a família, a sociedade e o Estado devem à pessoa idosa.

Também o governo federal lançou em 2020 o Pacto Nacional de Implementação da Política de Direitos da Pessoa Idosa, ao qual o Rio Grande do Sul foi o primeiro a aderir.

Participaram do encontro virtual a presidente do CEI, Iride Caberlon; chefe de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Paula Hofmeister; presidente Emater/RS, Geraldo Sandri; presidente da Federação Estadual do Clubes de Terceira Idade do Rio Grande do Sul (Fectirgs), Afonso Kotz; deputado estadual Gerson Burmann; gerente de Educação, Assistência Social e Cultura do Sesc/RS, Sílvio Bento; coordenadora da Comissão de Apoio aos Conselhos Municipais, Jussara Rauth; e coordenadora da Comissão de Monitoramento e avaliação da Violência à Pessoa Idosa, Joana Veras.

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Segunda etapa da Campanha Compre Aqui 2021 já começou

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‘Meu Pai Merece’, este é o tema da segunda etapa da Campanha Compre Aqui 2021. A dinâmica é a mesma para os consumidores: A cada R$100 em compras cumulativas nas lojas participantes, uma cautela virtual é gerada. Nesta etapa, os clientes têm até o dia 7 de agosto para realizarem suas compras, data que antecede o Dia dos Pais.

Nesta etapa serão sorteados 80 vales-compras de R$200 a R$5.000. As lojas participantes da ação estão listadas no site: www.sindilojasfronteiranoroeste.com. O consumidor também pode identificar as lojas pelo cartaz oficial da Campanha que está exposto nos estabelecimentos.

Acesse o Portal do Consumidor: www.cliente.compreaqui2021.com.br, faça o login e confira as cautelas adquiridas através das suas compras.

Fique ligado – No dia 22 de junho ocorrerá o sorteio de 80 vales-compras referentes às compras feitas até o dia 11 de junho, da etapa ‘’Meu Amor Merece’’. Acompanhe pelas redes sociais do Sindilojas Fronteira Noroeste.

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Médico canta para mulher internada com Covid-19 horas antes do falecimento

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O momento foi registrado por volta das 15h de sexta (11), no Hospital Regional de Corrente. Cerca de 12 horas depois, durante a madrugada, a paciente morreu.

Ao perceber que presenciava os últimos momentos de vida de uma mulher internada com Covid-19, o médico Matheus Rocha, de 24 anos, decidiu “tocar o coração” da paciente, como diz a letra da música, e cantou para confortá-la (assista ao vídeo acima). O momento foi registrado no Hospital de Corrente, nesta sexta-feira (11), por uma fisioterapeuta que acompanhava a cena. A mulher morreu horas depois, na madrugada de sábado (12).

No vídeo, o médico aparece sentando ao lado do leito da paciente e canta uma versão, em português, da música “Hallelujah”, de Leonard Cohen. A letra cantada pelo médico ficou famosa na voz da cantora Patrícia Souza.

Ao perceber que presenciava os últimos momentos de vida de uma mulher internada com Covid-19, o médico Matheus Rocha, de 24 anos, decidiu “tocar o coração” da paciente, como diz a letra da música, e cantou para confortá-la (assista ao vídeo acima). O momento foi registrado no Hospital de Corrente, nesta sexta-feira (11), por uma fisioterapeuta que acompanhava a cena. A mulher morreu horas depois, na madrugada de sábado (12).

No vídeo, o médico aparece sentando ao lado do leito da paciente e canta uma versão, em português, da música “Hallelujah”, de Leonard Cohen. A letra cantada pelo médico ficou famosa na voz da cantora Patrícia Souza.

Segundo Matheus, a paciente, uma mulher de pouco mais de 60 anos que não teve o nome divulgado, se emocionou durante a homenagem e tentou cantar junto com ele. O médico cantou mais algumas canções, até que a paciente adormeceu.

Ao G1, o médico disse que a situação da paciente era crítica, e que a equipe médica já esperava que ela não sobrevivesse.

“A psicóloga do hospital havia passado o dia inteiro com ela, porque ela tinha perdido um familiar dias antes. Então, ela estava muito abalada, chorosa, e a situação física dela estava deteriorando. Nossa expectativa era de que ela viesse a óbito nas próximas horas”, contou.

Cantar, segundo ele, foi uma maneira que ele disse ter encontrado para se aproximar da paciente no momento.

“Foi muito emocionante. Ela ficou com os olhos marejados, cantou junto, teve sua experiência com o Divino” afirmou o médico.

Música como abraço

Cantor de coral e filho de uma regente de coral, o jovem médico já havia usado a música para confortar pacientes em outras situações, como durante o período em que atendeu idosos, na ala de geriatria, e gestantes e puérperas, em maternidades.

“Na maternidade, a gente não só cantava como também dançava com as mães, para aliviar dores das contrações”, disse.

Além de servir como um abraço nos pacientes, para Matheus, a música também acalma e reaproxima a equipe médica, que também sofre com o cansaço e com a morte de pacientes.

“Quando a gente perde um paciente, a equipe inteira sofre. E como sofre junto, é bom que a gente se apoie. Quando a gente entende que fez tudo que era possível pelo paciente, passa a ver aquele momento como uma etapa daquela vida”, disse.

 

FONTE: G1

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