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Paulo Schultz

Um sorriso é uma vitória, e por isso seguimos

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Não precisa ser sem teto para defender os sem teto…. não precisa ser sem terra para defender os sem terra….. não precisa estar desempregado para defender os desempregados…. não precisa ser da periferia para defender as pessoas que lá vivem.

É preciso ter somente fervilhando nas veias a indignação de quem não se conforma com a ausência e a carência de cidadania e oportunidades para milhões de pessoas.

E não se trata apenas de uma questão de empatia.

Nem tampouco de ser apenas pena ou compaixão.

Nem de dizer que sente o que o outro sente.

Menos ainda medir dores e angústias de maneira a querer tabular o que se passa em cada vida humana.

É uma questão pura e simples de concepção de vida, de percepção social e humana, de respeitar a diversidade, e se dispor a enfrentar aquilo que provoca o desigual, o injusto e o não-aceitável.

É uma opção que acumula mais derrotas do que vitórias.

Mas que traz em si, para além da dureza necessária do enfrentamento, a sutileza persistente, e a intensidade necessária de quem se joga para defender a vida, a cidadania, a dignidade.

E isso tudo cabe num sorriso.

Porque a gente sabe que depois de amanhã, vem outro amanhã, e outro, e outro.

E a gente não desiste.

Às vezes cansa, e se permite a ressaca.

Mas aí, vem um sorriso quando ninguém espera, e a disposição volta…

É por isso que a gente tá aí.

É por isso que outros virão.

E tudo cabe em um sorriso que alivie qualquer ausência ou carência, ou que expresse que o possível venceu alguma injustiça.

Esse é o sentido militante de tudo.

E por isso, seguimos.

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Paulo Schultz

Se empanturrando de palavras, ódio e vento

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Objetivamente falando – essa horda imbecilizada que segue e se identifica como bolsonarista – se alimenta de palavras, ódio e vento. Somente.

Há um governo que não produz quase nada de concreto em termos de políticas públicas construtivas.

Que se ocupa diariamente com a compulsão por mentir, deturpar, provocar conflito, atrito e caos.

Um governo que tem com mola propulsora a intenção de destruir e uma pulsão doentia por promover a morte, em todos os sentidos.

E é disso, exatamente disso, que essa horda toda se alimenta e se empanturra.

Tal qual filhotes de passarinho no ninho, que esperam diariamente a ave mãe lhes colocar alimento dentro do bico, a horda espera pelo seu alimento diário, vindo do seu mito – palavras e ações destrutivas para empanturrar suas mentes simplórias e/ou tortas.

Não há índice social positivo, não há índice econômico com resultado positivo, exceto para alguns poucos segmentos.

Não há política pública, que não seja aquelas contaminadas por um viés torto e insano.

Nada disso importa para essa gente.

Nem mesmo se, para uma parcela dessa horda, a vida ficou pior, ficou mais dura, nem essa realidade suplanta a sua fixação em alimentar suas mentes e vidas com o nada.

Porque, no final de toda essa torrente de morte e destruição, de todo esse ideário torto e destrutivo, não há nada.

É como uma seita doentia que se ocupa dela mesma.

Com que facilidade o bolsonarismo manipula e movimenta mentes simplórias.

Independente de classe social e de nível de estudo.

Tirando uma pequena parcela, que talvez (talvez) tenha consciência, todo o restante dessa horda não tem clareza, nem perspectiva de nada.

Só a perspectiva de, no dia seguinte, receber mais um tanto de informações deturpadas, e de palavras, que imbecilizam mais, entorpecem mais, e fomentam mais ódio e mais ignorância.

Nessa narrativa, tudo que se combate diariamente é aquilo que supostamente é contrário às palavras e ações do líder da “seita”.

“Ele só não faz mais, porque não o deixam”. – é o mantra.

Agora, cá entre nós…

Não tem conserto isso, não.

Ainda bem que é um segmento minoritário da sociedade brasileira, embora ruidoso e amedrontador.

Vai dar trabalho para colocá -los de volta de ontem não deveriam ter saído.

Mas o tempo de convivência não- pacífica com essa gente, nos ensinou muita coisa.

E a primeira delas é como não se deve ser.

Porque nenhum ser humano razoavelmente são, mentalmente falando, há de ser realizar alimentando-se somente de palavras, de ódio e, ao final de tudo, literalmente de vento.

E um vento destrutivo, apenas.

Passaremos por eles, e por esse tempo.

Mas será com muita dureza.

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Paulo Schultz

Sirvam nossas façanhas: nosso baixo clero é de cair os butiás do bolso

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A direita e a centro-direita gaúcha nunca foram um primor no sentido de oferecer quadros de qualidade para o parlamento gaúcho.

Mas suas bancadas atuais na Assembléia Legislativa superam, com louvor e horror, as anteriores, em termos de falta de qualidade.

Sem mencionar nomes, até para não ser injusto esquecendo alguém, a quantidade absurda de cabeças de bagre ocupando cadeiras na atual legislatura é uma coisa de apavorar.

Não perde em nada para o famoso baixo clero da Câmara dos Deputados.

Não formulam nada de substancial, ou de relevância.

Pouco, ou raramente ocupam a tribuna, e quando o fazem, é de arrepiar a debilidade política.

Agem, dentro de seus mandatos, como se fossem algo do tipo vereadores regionais, ocupados com miudezas que atendam municípios de suas bases eleitorais.

E, compoẽm base do atual governo do Estado.

Nas mãos/ cabeças de quem está o povo gaúcho, cruzes !

E aí, é baixo clero prá valer, em todos os sentidos.

Votos a favor trocados por kit asfalto, obras e serviços em suas bases, um punhado de CCs prá chamar de seus, e vai descendo.
O fundo do poço é longe.

E aí, nesse quadro, é que vem a pergunta:

É essa gente que vai decidir o futuro da Corsan, da Procergs e do Banrisul ?

Agora que a PEC que retirava a obrigatoriedade de plebiscito para vender estatais foi aprovada, o governo do Estado virá com o prato pronto dos projetos para torrar parte do patrimônio essencial para o desenvolvimento social e econômico mais justo dos gaúchos.

Para serem, obviamente, carimbados com um sim pela sua base na Assembléia.

Tchê !

É este ajuntamento de energúmenos, de anões políticos, que vai, teoricamente, analisar este tema absolutamente definidor do futuro do Estado, enquanto ente promotor ou indutor de desenvolvimento social e econômico ?

Tem gente ali que não conseguiria pontuação mínima em avaliação de nível de ensino médio.

Muito menos entender de visão estratégica de Estado.

Mas que barbada para o governo uma base de apoio dessas.

É só colocar interesses localizados em bases eleitorais desta turma no balcão, que sai negócio na hora.

Olha… no fundo…. acho que uma boa parcela da população gaúcha tem que rever esta falsa afirmação de que somos o povo mais politizado no país.

Porque para eleger uma quantidade tão grande de cabeças de bagre para ocuparem cadeiras no parlamento gaúcho, não pode ter muita consciência política.

E neste quadro atual de coisas, e projetando 2022, dá para se pensar em como fazer uma mudança drástica, para melhor, na composição da próxima legislatura da Assembléia gaúcha ?

Vai sair lasca..

Mas…. quem sabe conseguimos essa façanha, para servir de modelo a toda terra.

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Paulo Schultz

O amor é um risco, o ódio uma certeza

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Na vida ou na política, há riscos e certezas, erros e acertos.

Investir em algo/ alguém com intensidade, doando atenção e tempo, pode gerar alegrias e satisfações, ou não.

É o risco inerente ao movimento feito.

A gente vai ver isso lá na frente, embora durante o caminho se possa ter sinais do que possa ser o resultado.

E claro, durante o caminho, se pode ter alegrias e resultados parciais, que são do próprio fazer o caminho.

No andar dos 13 anos em que o PT esteve à frente do governo do país se viu isso inúmeras vezes, em diversas áreas, com diversos setores da sociedade.

Mesmo que o seu término em 2016 tenha sido um desfecho que foi, em parte, uma punhalada, ou uma ingrata incompreensão do que se tinha em termos de políticas públicas, do que se ofereceu a quem sempre ficou de fora de tudo, e do que se colocaria a perder.

Foi o risco, que, agora se vê, era relativamente fácil de prever.

Mas o que se fez naquele tempo de 13 anos, foi feito com intensidade, com doação, com vontade de acertar, com
vontade de mudar a vida de milhões.

O que de fato aconteceu.

Embora com a falha de não ter promovido a devida consciência do que representava proporcionar o que nunca era estendido ou oferecido à milhões de brasileiros.

Foi o risco de ter investido amor, intenção, projetos, mesmo que com erros.

É sempre assim.

E será de novo – com acertos, erros e riscos.

O amor sempre será um risco.

Certeza mesmo, só tem quem se movimenta com ódio.

A certeza de que a sua disseminação vai provocar reações que inevitavelmente farão voltar e atingir de forma definitiva quem só agiu baseado nele.

E aqui eu vou ser mais específico…

É nítido como será o final de Bolsonaro e seu governo.

Há uma expressão diária, uma gritaria, um ruído que se pretende amedrontador, mas que na verdade é um barulho terminal.

Independente de terminar antes do prazo, ou no final do ano que vem, o governo feito do ódio e do intuito destrutivo está politicamente morto.

Fará barulhos e ameaças para tentar mostrar que não.

Mas é terminal – mesmo que vá até dezembro de 2022.

Ainda reúne uma porção razoável de gente, porque, afinal, 20% dentro de 210 milhões, é um número bem considerável.

Mas não é maioria.

Circunstancialmente foi, em 2018.

Mas não vai acontecer de novo.

A única certeza que o ódio traz é que ele destrói(ou tenta) primeiro o objeto odiado, mas em seguida retorna certeiro contra quem o promoveu.

Implacável.

Algum tirano, ou aspirante a tal, teve um fim feliz ?

A história mostra que não.

Quando cessa o barulho ensurdecedor e, até certo ponto, ameaçador, do ronco de milhares de motos, vem a calmaria e aquela conclusão simples…

Era só um bando de doidos enfurecidos querendo chamar atenção, mas terminou…

A vida segue…com erros, acertos e riscos.

Para os haters, fica a certeza: plantaram vento, colheram tempestade, e se foram voando.

Daqui a pouco, ninguém lembra mais deles.

Se alguém lembrar, vai logo pensar..

” que bom que terminou..era só incômodo”.

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