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Um filtro contra a imbecilidade – Portal Plural
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Paulo Schultz

Um filtro contra a imbecilidade

Paulo Schultz

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Crianças indígenas nas portas dos supermercados vendem seus artefatos, e, entre eles, plumas coloridas em um arranjo, que chamam ” filtro dos sonhos”.

Um artefato que teria o poder de purificar as energias, separando os “sonhos bons” dos “sonhos ruins”.

Estendendo a ideia para outro campo da vida, bem que deve haver também o “filtro das redes”.

A cobrir redes sociais, e internet, de modo amplo.

É muita gente opinando sobre o que não sabe, com domínio escasso ou inexistente de tantos temas, passando recibo ilimitado de imbecilidade.

Claro que é possivel se distanciar ao máximo disso, formando a própria rede de afetos, contatos e assuntos, mas como as interações podem se dar por inúmeras vias, sempre tem um momento, ou mais de um, em que aquela pérola de imbecilidade e ignorância acaba chegando na sua frente.

Aí, você lê, se apavora, e vem na mente aquela velha música do Fábio Júnior ….. ” O que é que há? O que é que tá se passando com essa cabeça? ”

E, na verdade, provavelmente não está se passando nada de estranho – a pessoa só tá passando o recibo em rede daquilo que ela é e pensa.

Repare, por exemplo, na opinião expressa em uma postagem feita por um seguidor do Bolsonaro.

Carece de raciocínio lógico, porque geralmente é uma coisa desconexa com o texto que gerou essa postagem ou comentário, e invariavelmente vem com os mesmos argumentos curtos, prontos e rasos.

O texto, a postagem, pode ser sobre formigas, mas o comentário do bolsonarista será sempre sobre Lula ou o PT.

Incrível a pobreza das ideias dessa gente, e a limitação cognitiva.

Que tempo estranho é esse, em que se tem orgulho de se mostrar e deixar registrado em rede, o quanto a pessoa é imbecil ?

Claro, a gente tem que levar em conta uma coisa….

Eles, os imbecis, sempre estiveram por aí, só que até um tempo atrás não havia redes por onde desfilar sua “sabedoria berrante”.

Só que, dentro das redes, ninguém é democraticamente obrigado a ter que aturar isso.

Óbvio que não se deve cogitar censurar ou cercear a liberdade em rede de alguém manifestar sua imbecilidade.

Mas podemos evitar a fadiga causada pela exposição à leitura de opiniões estúpidas.

E a melhor forma de fazer isso é não dar relevância, nem comentário, nem publicidade.

Deixar a estupidez exposta nas redes quieta, sem Ibope, sem alcance, sem comentários, sem likes ou dislikes.

Funciona.

E aos poucos, vendo que não tem sucesso, nem repercussão, os imbecis vão se recolhendo.

Sendo reto: o filtro contra a imbecilidade nas redes já existe e está presente em cada pessoa não- estúpida : é só não dar repercussão nenhuma, e, aos poucos, a estupidez há de diminuir, pelo menos até níveis toleráveis.

A humanidade agradece.

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Paulo Schultz

Dias melhores

Paulo Schultz

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Só quem sabe se colocar no lugar de quem sofre por alguma situação ou condição, sabe o que é proporcionar dignidade.

Somente quem se dispõe a ouvir para decidir, sabe o que é consideração.

O tempo que virá no pós pandemia será de dificuldades, carências e ausências, tanto no aspecto econômico, quanto no social.

Por isso, é preciso que os governos locais sejam tocados por quem tem uma sensibilidade de gerenciamento de políticas públicas focadas, principalmente, nas pessoas.

Com uma amplitude de quem vê o humano em primeiro lugar.

Com a amplitude de quem quer que resultados de uma retomada do desenvolvimento econômico seja alcançável para todos.

Com a amplitude de quem quer, por exemplo, que uma obra de pavimentação de uma rua seja comemorada pelo benefício estendido às pessoas, e não pelo negócio feito pela empreiteira que executou a obra.

Essa é uma diferença vital.

Entre quem promove obras e serviços tendo o humano, a dignidade e a cidadania como fim, e quem promove obras e serviços celebrando os negócios de quem realizou estas obras ou serviços.

Uma diferença sutil e ao mesmo tempo colossal de visão de sociedade, de conceito de cidadania.

É preciso que, pelo país afora, desde as pequeníssimas cidades até as maiores metrópoles, se estabeleçam vitórias populares, se rompa com os vícios do clientelismo que só gera dependência, se faça sobrepor a participação e a construção coletiva sobre o egoísmo, se mitigue fortemente a cultura do ódio e se apresente uma cultura de respeito às diferenças.

O país como um todo entrou em um ciclo descendente, nos últimos anos recentes.

Preponderou a crise, a retirada, a precariedade, a estupidez, a ignorância fundamentalista e o ódio promotor de violência e morte.

A partir dos municípios, a partir dos governos locais, esse ciclo ruim deve ser gradativamente extinto.

Porque não há mal, nem desconforto ou sofrimento que deva durar para sempre.

E as pessoas, sobretudo quem mais precisa, merecem mais, merecem outra condição.

Por isso, eu creio: construir vitórias populares nas eleições municipais é dar um passo firme em direção a dias melhores.

E aqui não se trata de esperar, se trata de construir junto, com alegria e protagonismo.

Temos pouco mais de duas árduas semanas até lá.

E os dias melhores virão.

Ao trabalho.

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Paulo Schultz

Abram alas que a alegria vai passar

Paulo Schultz

Publicado

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É com imenso prazer que eu digo: a alegria e a esperança vão vencer o poder e o ódio.

Tirem seu dinheiro limpo ou sujo da frente… Engulam suas fake News. Se engasguem com suas mentiras ..
Vão vender suas miragens de empreendimentos fabulosos no deserto… Coloquem seu patriotismo fajuto e picareta no traseiro…
Se envenenem com suas coações e ameaças ao povo mais humilde…

Façam isso porque esse povo trabalhador e humilde quer voltar a sorrir, quer voltar a ter cidadania e dignidade.

De ódio chega o que vem dos ventos de Brasília.

E nós somos o contravento que vai dissipar isso tudo para trazer novos ares.

No passo firme e alegre de quem caminha ou circula com paciência e confiança pelas ruas da cidade, sabendo o que propor, e sabendo para quem.

Na bandeira que tremula, e no aceno que saúda, vem a mensagem “olha eles aí”.

E esse “olha eles aí” magnetiza, porque na verdade ele significa “olha nós aí”.

Olha nós que queremos mais cidade, mais cidadania.

Olha nós, que queremos ser tratados de forma igual e altiva.

Olha nós, que queremos ser protagonistas daquilo que vai nos fazer bem, e fazer bem para o lugar onde a gente vive.

Olha nós que queremos, muitas vezes, o que é simples, e nos é negado.

Olha nós, que queremos ter rosto e voz.

E assim será.

Por isso, senhores do ódio e do poder, tirem sua estrutura monetizada da frente, porque a alegria quer passar.

E ela vai passar, mesmo que se tente obstruí-la, ou que se tente atacá-la.

Porque ela vem forte, leve e confiante.

Abram alas.

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Paulo Schultz

Cidadania e inclusão x vendedores de miragens

Paulo Schultz

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Dados estatísticos confiáveis apontam que o *Brasil terá em 2021 algo em torno de 1/3 de sua população em uma condição de vida precária ou pior que isso.

Obviamente que isso vai gerar um problema social muito grave.

E por certo que irá se manifestar, aflorar, onde as pessoas vivem, ou seja, nos municípios.

Será a combinação do pós-pandemia com o resultado do governo federal do pandemônio.

Mesmo sem a pandemia, o indicativo no final do ano passado era de estagnação, desemprego e empobrecimento de milhões.

A pandemia, com todos os seus efeitos, se soma e piora esse quadro.

Bolsonaro e seu governo, especialmente a equipe econômica, não tem possibilidade programática, e nem capacidade de promover ou induzir uma reversão desse quadro.

Então o que se espera é um quadro duro de desemprego, dificuldade, fome e carências.

Por isso tenho reafirmado que, a partir de 2021, a grande tarefa dos governos municipais que assumem será a de resgatar cidadania e dignidade para milhões.

Nesse sentido é que a população, especialmente aqueles que mais precisam amparo e estímulo do poder público, devem ser e estar conscientes de qual governo, que tipo de governo, vai ser melhor para que possam não só suportar a crise que virá, mas também serem promovidos no sentido cidadão.
Um governo que lidere, induza um novo ciclo de desenvolvimento onde esta população esteja incluída.

Basta olhar o que era o Brasil antes de 2016 e depois.

O que era o desenvolvimento econômico e social nos municípios antes de 2016 e depois.

E lembrar quem estava à frente do governo federal, antes de 2016, e depois.

A conclusão é bastante evidente.

E quando puxamos para a realidade dos municípios, a mesma linha de comparação vale.

Quem governou municípios invertendo prioridades, desenvolvendo e incluindo a população?

E quem governou somente para uma minoria privilegiada?

Faltando praticamente um mês para as eleições municipais, isso é o que se tem a considerar.

Isso, somado a outro aspecto, e aqui vou direto no ponto..

É preciso dar um basta, é preciso dar um passa fora nos candidatos e em seus “padrinhos”, que operam como vendedores de miragens no deserto.

Que de tempos em tempos vem com ofertas e anúncios grandiosos, mirabolantes.
De um desenvolvimento fabuloso, que vai gerar empregos, e show de fogos no ar.

Sempre a promessa de algo melhor, vida melhor, que nunca é real.

Fábrica disso, empreendimento daquilo,obra que vai sair, etc…

A produção de miragens não pára.

Vem de tempos em tempos, sempre para turvar a visão, especialmente de quem precisa de clareza para perceber que sua vida precisa ser mudada com sua participação e com a promoção de políticas públicas dignas vindas do poder público local.

E vem sempre com o mesmo objetivo: poder.

É disso que estamos falando afinal: quem vai ocupar o poder público para governar para todos, especialmente para aqueles que mais precisam, e quem vai me internar para manter o privilégio e o acúmulo indecente de poucos.

É a cidadania e a inclusão contra os vendedores de miragens.

Que vença a inclusão.

Ao trabalho.

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