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Turismo internacional pode cair entre 60% e 80% este ano

Pável Bauken

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Turismo pode cair até 80% em 2020, segundo organização mundial | Foto: Alain Jocard / AFP / CP


O volume de turistas internacionais pode cair entre 60% e 80% em 2020, em consequência da pandemia de coronavírus e das restrições de movimentos em todo o planeta, anunciou a Organização Mundial do Turismo (OMT).

No primeiro trimestre do ano, as chegadas de turistas internacionais caíram 22%, indica um comunicado da OMT, que cita a “pior crise” desde o início de seus registros, em 1950. A queda dos três primeiros meses representa no momento “67 milhões a menos de turistas internacionais”, ou seja, “80 bilhões de dólares em exportações perdidas”, afirma a agência da ONU com sede em Madri.

A redução do turismo internacional nas Américas foi de 15,2% nos primeiros três meses do ano, após um mês de janeiro estável, fevereiro com alta de 3% e um mês de março com a queda de 465 das chegadas em ritmo anual. Por sub-regiões, as chegadas caíram 13% no primeiro trimestre na América do Norte, 19% na América do Sul e 20% no Caribe.

No relatório publicado nesta quinta-feira, a OMT revisou drasticamente e reduziu uma projeção apresentada no fim de março, na qual previa uma queda do turismo internacional em 2020 de entre 20 e 30%. Em 2019, 1,5 bilhão de turistas internacionais viajaram pelo globo, dado que representa um aumento de 4% na comparação com o ano anterior, de acordo com a OMT, que em janeiro esperava uma evolução similar para 2020.

“O turismo recebeu um golpe duro. Milhões de postos de trabalho estão em perigo em um dos setores da economia que mais empregam mão de obra”, afirmou o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili. Somente em março, as chegadas de turistas internacionais em todo o mundo caíram 57%, aponta a OMT.

A agência elaborou três cenários para 2020, em função do momento de retirada das restrições de viagens que estão em vigor em praticamente todo o mundo. As chegadas de turistas internacionais cairiam entre 60 e 80%, dependendo do momento do fim das restrições, em julho (primeiro cenário), setembro ou dezembro, o pior cenário.

“A demanda interna pode registrar uma recuperação antes da demanda internacional”, destaca a OMT, que cita uma pesquisa com analistas. “A maioria espera começar a ver sinais de recuperação no último trimestre de 2020, mas sobretudo em 2021”, acrescenta a organização, antes de indicar que “os especialistas das Américas são os menos otimistas e estão menos dispostos a acreditar na recuperação em 2020”.

Correio do Povo
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Geral

Argentina estende por 14 dias a quarentena mais prolongada do mundo.

Reporter Global

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O presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou ontem uma nova extensão, sem modificações, da quarentena para tentar conter a epidemia de coronavírus. A medida foi prolongada até 8 de novembro. A Argentina já acumula 233 dias de um regime que, mesmo sob fortes restrições, mantém o país entre os piores do ranking global de contágios.

“Vamos continuar por mais 14 dias como estamos hoje”, anunciou Fernández. O chefe de Estado comunicou sua decisão aos argentinos durante uma visita à província de Misiones, na fronteira com o Brasil e com o Paraguai.

O novo coronavírus agora avança pelo interior do país, especialmente por oito províncias que concentram 55% dos cerca de 15 mil contágios diários: Córdoba, Santa Fé, Tucumán, Mendoza, Neuquén, Río Negro, Chubut e San Luis.

Ao contrário do interior, na área metropolitana de Buenos Aires, que inclui a capital argentina mais 13 municípios ao redor da cidade, a curva de contágio tem diminuído nas últimas duas semanas, embora ainda seja considerável.

“Vamos ver os frutos que deram os 14 dias em que declaramos o último isolamento sanitário. Por esse motivo, vamos continuar nas mesmas condições que estamos hoje. Apesar da baixa na área metropolitana de Buenos Aires, ainda não podemos dizer que estamos tranquilos porque há um número de contágios significativo”, apontou.

Apesar da mais prolongada quarentena do mundo, a Argentina tem escalado posições no ranking global de contágios. Com 1,07 milhão de infectados, o país ocupa o sétimo lugar na lista de países com maior número de contaminados em proporção à população, mesmo quando é um dos que menos testes faz. Durante a última semana, o país chegou a ocupar a quinta posição.

O físico Jorge Aliaga, pesquisador da Universidade de Buenos Aires e do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet), calcula que o número de casos positivos seja até oito vezes maior do que o registrado pelas autoridades.

“Na Argentina, já devem ter sido contagiadas entre 5 e 8 milhões de pessoas, apesar de os testes só terem confirmado 1 milhão”, afirmou Aliaga.

Se observadas apenas as últimas cinco semanas, a Argentina se encontra entre os países com maior número de mortes diárias. São 8 por milhão de habitantes, segundo dados dos Centros de Controle Epidemiológico Europeus.

Vírus avança pelo interior

“Vemos que, no interior do país, o vírus está disseminado para além das cidades. Está também nos pequenos povoados”, indicou o presidente, como argumento para justificar a saturação de hospitais de cidades do interior.

“Além dos contágios, […] notamos um estresse no atendimento médico. Hospitais saturados, pessoal de saúde que se cansa. Há lugares específicos em todas as províncias em que o nível de saturação está num ponto limite”, admitiu Fernández, explicando que a saturação nesses hospitais acontece porque eles “atendem a todos os povoados próximos”.

Sondagens indicam que a maioria dos argentinos é contra a continuidade da quarentena após 217 dias de estritas restrições. Segundo a consultora Giacobbe, por exemplo, 58,2% dos argentinos reprovam uma nova extensão. O número tem crescido a cada 14 dias. Na sondagem anterior, eram 55%.

“Longe estamos de querer cortar direitos e liberdades. Só procuramos preservar a saúde de todos nós”, argumentou o presidente. “Pouco a pouco, vamos abrir as atividades, porque a economia também precisa”, prometeu Fernández, indicando ao mesmo tempo que o país “está longe de ter resolvido este problema”.

25.mai.2020 - Homem protesta pelo fim da quarentena em Buenos Aires após o governo argentino decidir estender o isolamento - Getty Images - Getty Images

Buenos Aires flexibiliza restrições

No sentido contrário aos anúncios do presidente, o governador do Distrito Federal, Horario Larreta, anunciou novas flexibilizações na capital do país.

Bares, restaurantes e academias poderão ocupar 25% das suas capacidades máximas internas, dependendo da ventilação. Até agora, só podiam usar espaços ao ar livre. Museus poderão abrir com reserva prévia, assim como piscinas ao ar livre poderão funcionar com número limitado de frequentadores e sem acesso aos vestiários.

Depois de sete meses, os casamentos civis serão permitidos com um máximo de 20 pessoas, pacientes poderão voltar ao tratamento de reabilitação e crianças do pré-escolar poderão ter atividades pedagógicas e recreativas ao ar livre.

A Argentina ainda não permite aulas presenciais nem o uso dos transportes públicos para quem não for trabalhador considerado essencial. Os voos domésticos foram retomados apenas para atividades essenciais. As pessoas não podem atravessar de uma província para outra nem de um município ao outro. A circulação de pessoas e de veículos dentro das cidades requer permissão especial. Estão proibidas as reuniões de amigos e familiares que não convivam no cotidiano.

 

 

UOL

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Mundo

Brasil e outros 31 países assinam declaração sobre saúde da mulher

EUA, Egito, Hungria, Indonésia, Brasil e Uganda lideraram iniciativa

Reporter Global

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Trinta e dois países, incluindo o Brasil, assinaram, nesta quinta-feira (22), a chamada Declaração de Consenso de Genebra, um documento no qual as nações signatárias defendem, entre outras coisas, a importância de garantir o acesso feminino aos últimos avanços em termos de promoção da saúde, em particular da saúde sexual e reprodutiva, excluindo o aborto. O documento não especifica procedimentos para os casos em que a prática é permitida por lei. No Brasil, o aborto é autorizado em casos em que há risco de vida para a gestante; a gravidez resulte de estupro ou seja atestado tratar-se de feto anencéfalo. 

Além dos seis países (Brasil, Estados Unidos, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda) que lideraram a iniciativa, assinaram o documento os representantes da Bielorrússia; República Democrática do Congo; Haiti; Iraque; Kuwait; Paquistão; Arábia Saudita; Senegal; Emirados Árabes, entre outros.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, afirmou que o objetivo da iniciativa é “defender o direito das mulheres aos mais altos padrões de saúde, promover a contribuição essencial das mulheres para a saúde, reforçar o papel da família para uma sociedade próspera e bem sucedida e enfatizar a necessidade de se proteger o direito à vida”.

De acordo com o texto (disponível, em inglês e espanhol, no site do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos), os representantes das nações signatárias concordam que os direitos reservados às mulheres e meninas são “parte inalienável, integral e indivisível dos direitos humanos e das liberdades fundamentais”, e que mulheres e meninas devem ter igual acesso à educação de qualidade, aos recursos econômicos, à participação política, ao emprego e a postos de liderança.

As 32 nações signatárias endossam o compromisso com a “gestação e com os partos sem risco”, assumindo o compromisso de oferecer aos casais “a máxima possibilidade de terem filhos saudáveis”. Para o grupo de nações, “não se deve promover o aborto como método de planejamento familiar em nenhum caso”, e qualquer medida ou mudança relacionada à pratica deve ser decidida em nível nacional, conforme o processo legislativo de cada Estado. O grupo ainda afirma que não existe um “direito internacional ao aborto”, e que nenhum país tem a obrigação internacional de financiar  a medida, pois cada Nação tem “o direito soberano de implementar programas e atividades coerentes com suas próprias leis e políticas”.

Em suas redes sociais, o secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Alex Azar, comentou que o documento negociado pelo Brasil, em conjunto com o governo norte-americano e os de outras quatro nações, representa uma “coalização” de 32 países que, juntos, somam mais de 1,6 bilhão de habitantes. Além de Azar, o secretário de Estado, Mike Pompeo, assinou o documento representando o governo dos Estados Unidos.

“Assinamos a Declaração de Consenso de Genebra para apoiar uma saúde melhor para as mulheres, preservar a vida, proteger as famílias e preservar a soberania nacional na política global”, comentou Azar. “A declaração de hoje [22], em parceria com os co-patrocinadores Brasil, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda, aprofunda nosso compromisso de fortalecer nossas nações, famílias e crianças, apoiando e protegendo a saúde de mulheres e meninas em todo o mundo.”

Em nova divulgada na noite desta quinta-feira, o Itamaraty afirmou que o governo brasileiro orgulha-se de fazer parte da Declaração de Consenso de Genebra, e que esta “visa à promoção dos direitos humanos das mulheres e ao fortalecimento do papel da família, temas de grande importância para o Brasil. Ainda segundo a pasta, os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, gravaram uma mensagem de vídeo que foi exibida durante a cerimônia virtual.

Para a organização não governamental (ong) Conectas, a medida é fruto de uma aliança internacional contra os direitos das mulheres. Na avaliação da entidade, sob pretexto de estabelecer princípios básicos na questão da saúde da mulher, a medida reafirma a rejeição de um grupo de países ao aborto seguro.

Segundo a Conectas, a declaração se soma a outras iniciativas que visam a impor barreiras ao aborto legal. O que, no caso brasileiro, contraria os acordos globais dos quais o país é signatário e que recomendam a prevenção de abortos inseguros, a revisão das leis punitivas e o pleno respeito pelo direito das mulheres à autonomia sexual e reprodutiva, a exemplo dos programas de ação da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento, aprovado em 1994, e da IV Conferência Mundial de Mulheres, de 1995.

ebc

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Mundo

Pesquisa CNN: Biden vence último debate presidencial

Reporter Global

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Foto: Reprodução/CNN (22.out.2020)

 

Joe Biden foi melhor no debate desta quinta-feira (22), de acordo com a pesquisa instanânea da CNN com telespectadores. Ao todo, 53% dos votantes que assistiram ao debate disseram que Biden venceu, enquanto 39% afirmaram que o presidente Donald Trump foi quem ganhou.

 

Os eleitores novamente consideraram que as críticas de Biden a Trump foram, em sua maioria, justas, com 73% considerando elas justas e 26% injustas. Também voltaram a se dividir a respeito das falas de Trump sobre Biden, sendo que 50% consideram justas e 49% injustas.

Esse foi um resultado mais positivo para Trump. Na pesquisa instantânea após o primeiro debate, apenas 28% haviam dito que pensavam que o presidente havia vencido o debate e 67% tinham achado injustas as críticas a Joe Biden.

Tudo isso dito, o debate não fez muito para mudar as impressões a respeito de cada candidato. As visões positivas sobre Biden estava em 55% e ficou em 56% nas entrevistas pós-debate. Da mesma forma, a visão favorita sobre Trump se manteve estável, de 42% para 41%.

A pesquisa pós-debate da CNN foi conduzida pela SSRS por telefone e incluiu entrevistas com 585 eleitores registrados que assistiram ao debate presidencial de 22 de outubro. Os resultados têm margem de erro de 5,7 pontos percentuais.

Os entrevistados foram ouvidos pela primeira vez por telefone ou online no início do mês, afirmaram que planejavam assistir ao debate e estariam disponíveis para ser entrevistados novamente após o programa. Os entrevistados inicialmente procurados online fazem parte do Painel de Opinião SSRS, painel de probabilidade representativo do país.

 

 

CNN

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