Tratamento para tuberculose é recorde, mas 3 milhões não têm acesso – Portal Plural
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Medicina & Saúde

Tratamento para tuberculose é recorde, mas 3 milhões não têm acesso

Pável Bauken

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Em 2018, o número de pessoas que receberam tratamento para a tuberculose bateu um recorde histórico em grande parte devido a uma melhor detecção e diagnóstico da doença. Em todo o mundo, sete milhões de pessoas foram diagnosticadas e tratadas, contra 6,4 milhões em 2017. Isso permite que o mundo cumpra com um dos marcos da declaração política das Nações Unidas sobre tuberculose.

O novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que o mundo deve acelerar o progresso para alcançar a meta de acabar com a tuberculose até 2030.

A maior carga da doença em 2018 se concentra em oito países: Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e África do Sul. Brasil, China, Rússia e Zimbábue, todos com altos índices da doença, alcançaram níveis de cobertura de tratamento de mais de 80%.

O novo Relatório Global de Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), lançado nesta quinta-feira (17), também revela que houve uma redução no número de mortes por tuberculose: 1,5 milhão de pessoas morreram da doença em 2018, ante 1,6 milhão em 2017.

Baixa renda

Além disso, o total de novos casos vem diminuindo nos últimos anos. No entanto, a carga da doença permanece alta entre populações de baixa renda e em situação de vulnerabilidade: cerca de 10 milhões de pessoas desenvolveram a tuberculose em 2018.

“Hoje marcamos a passagem do primeiro marco no esforço de alcançar pessoas que estão perdendo serviços para prevenir e tratar a tuberculose”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde – OMS.

“Isso é uma prova de que podemos alcançar metas globais se unirmos forças, como fizemos por meio da iniciativa conjunta Find.Treat.All.EndTB entre OMS, Stop TB Partnership e Fundo Global de Combate à Aids, TB e Malária”, disse Tedros.

O novo relatório global da OMS destaca que o mundo deve acelerar o progresso para alcançar a meta de desenvolvimento sustentável de acabar com a tuberculose até 2030. O documento também observa que cerca de 3 milhões de pessoas com a doença ainda não estão recebendo os cuidados dos quais precisam.

O papel da cobertura universal

Atualmente, em muitos países, a frágil infraestrutura de saúde e a escassez de força de trabalho no setor dificultam o diagnóstico oportuno e os tratamentos adequados para a tuberculose.

Sistemas de notificação frágeis são outro problema: prestadores de serviços de saúde podem tratar as pessoas, mas não relatam casos às autoridades, deixando uma imagem incompleta das epidemias e das necessidades de serviços nacionais.

Além disso, até 80% dos pacientes com tuberculose em países de alta carga gastam mais de 20% de sua renda familiar anual no tratamento da doença.

Tedros acrescentou que “o progresso sustentado da doença exigirá sistemas de saúde fortes e um melhor acesso aos serviços. Isso significa um investimento renovado na atenção primária à saúde e um compromisso com a cobertura universal”.

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Medicina & Saúde

Aeronaves das forças de segurança do Estado garantem agilidade no transporte de vacinas contra a Covid-19

Avião e helicópteros da Brigada Militar e Polícia Civil levaram doses da CoronaVac para cinco municípios na manhã desta terça

Pável Bauken

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Primeira decolagem transportando vacinas ocorreu às 9h10min, rumo a Caxias do Sul - Foto: Grégori Bertó / SSP

A esperança por dias melhores neste momento de pandemia chegou pelo ar em municípios do interior do Estado. Na manhã desta terça-feira (19/1), três aeronaves de instituições da Secretaria da Segurança Pública (SSP) apoiaram o transporte dos primeiros lotes da vacina contra a Covid-19 para Caxias do Sul, Carazinho, Erechim, Palmeira das Missões e Santo Ângelo. As 37.480 doses são parte das 341,8 mil recebidas pelo Estado na noite da segunda-feira (18/1).

A operação teve início às 7h, com emprego de três aeronaves – um helicóptero e um avião da Brigada Militar (BM) e um helicóptero da Polícia Civil – a partir do hangar do Batalhão de Aviação da BM (BavBM), ao lado do aeroporto Salgado Filho. As decolagens rumo aos destinos começaram às 9h10 – o primeiro lote posou em Caxias do Sul às 9h35min. A cidade da Serra recebeu 14 mil doses. Para Erechim e Palmeiras das Missões, foram enviadas 9.720, e para Carazinho e Santo Ângelo, outras 13.760.

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Vice-governador e secretário da SSP, Ranolfo Vieira Júnior acompanhou embarque das vacinas no hangar da BM, na capital – Foto: Grégori Bertó / SSP

Vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior acompanhou o embarque das caixas com as vacinas e celebrou a participação das forças de Segurança no apoio para levar a imunização aos gaúchos. “Não tenho dúvida da importância deste momento, estamos começando a vacinação no nosso Estado. Mas é importante lembrar: devemos manter todos os protocolos sanitários, usar a máscara, evitar aglomerações, lavar as mãos ou usar o álcool gel. Iniciamos, desde a noite de ontem (segunda-feira), uma nova fase da pandemia”, disse Ranolfo.

Além do transporte aéreo, são encaminhadas doses por via terrestre para as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) em todo o Estado. Do total recebido pelo RS, estão sendo distribuídas inicialmente 170,8 mil doses. A quantidade remanescente das vacinas ficará armazenada para o posterior envio da segunda dose do público-alvo inicial, cuja previsão para aplicação é entre duas e quatro semanas após a primeira.

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Policiais militares carregam caixa térmica com as doses logo após o pouso em Caxias do Sul – Foto: Grégori Bertó / SSP

Ainda nesta terça (19) serão definidas as quantidades por município, após o trabalho nas coordenadorias regionais de saúde (CRS) de separar as caixas para cada cidade, seguindo os critérios populacionais dos grupos prioritários. Após, as prefeituras dos 497 municípios devem retirar na respectiva CRS o quantitativo proporcional à população a ser vacinada.

Inicialmente, o público a ser vacinado são os profissionais de saúde da linha de frente em hospitais, Atenção Básica e rede de urgência e emergência; pessoas acima de 60 anos que vivem em Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI) – asilos – e população indígena aldeada.

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Helicóptero da Polícia Civil também foi utilizado no transporte – Foto: Raquel Barcellos / Polícia Civil

Ainda no final da noite de segunda (18), em ato simbólico no saguão do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), foram vacinados os cinco primeiros gaúchos, representando os grupos de risco prioritários do Plano Nacional de Imunizações. Receberam a imunização Eloina Gonçalves Born, 99 anos, moradora do Residencial Geriátrico Donna Care; Jorge Amilton Hoher, 68 anos, médico-chefe do serviço de Medicina Intensiva da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre; Carla Ribeiro, 32 anos, da etnia kaingang e residente da Aldeia Fag Nhin, na Lomba do Pinheiro; Joelma Kazimirski, 48 anos, auxiliar de higienização do Grupo Hospitalar Conceição; e Aline Marques da Silva, 40 anos, técnica de Enfermagem CTI Covid do HCPA.

Texto: Carlos Ismael Moreira/Ascom SSP
Edição: Marcelo Flach/Secom

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Medicina & Saúde

Cartão de vacinação vai trazer lote da vacina, fabricante e data da próxima dose

Portaria do Ministério da Saúde torna obrigatório o registro da aplicação de vacinas contra covid-19

Pável Bauken

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Cartão de vacinação - foto: Vinicius Luiz /UFMG Educativa

O Ministério da Saúde publicou nesta segunda-feira (18.jan) no Diário Oficial da União uma potaria que torna obrigatório o registro de aplicação de vacinas contra a covid-19. A portaria vale para serviços de vacinação públicos e privados.

O registro das vacinas contra a COVID-19 adquiridas ou recebidas deverão ter identificação dos lotes e laboratórios, por meio de sistema do Ministério da Saúde e também dados cadastrais de residência do cidadão vacinado no SUS.

A portaria também determina que no cartão de vacinação conste o nome da vacina, dose aplicada, data da vacinação, lote da vacina, fabricante e data da próxima dose.

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Medicina & Saúde

Tratamento precoce de Covid em Londrina apresenta resultados surpreendentes

Nenhum paciente que usou medicamentos do tratamento precoce teve qualquer reação grave

Reporter Cidades

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O projeto Paraná Vencendo a Covid-19, que consiste no tratamento precoce da doença com um coquetel de medicamentos de baixo custo e acompanhamento diário dos pacientes, atendeu 1.175 pessoas entre 23 de setembro e 8 de dezembro do ano passado. Os resultados do projeto desenvolvido por médicos voluntários, com apoio da Universidade Filadélfia (Unifil), e contribuições da sociedade civil, são surpreendentes. De todos os pacientes que foram atendidos pela equipe de médicos e enfermeiros da Unifil, apenas um acabou falecendo. Todos os demais se recuperaram e, a maioria absoluta deles, sem necessidade de internação.

A Unifil cedeu o ambulatório, a infraestrutura para o agendamento telefônico e a equipe de enfermagem para o atendimento dos pacientes. Os médicos trabalharam voluntariamente tanto no atendimento presencial quanto no atendimento em telemedicina até a alta de cada paciente.

O desenvolvimento do projeto foi possível, também, porque “a sociedade civil contribuiu generosamente com doações e estas foram revertidas em equipamentos de proteção individual aos profissionais e medicação aos pacientes, que nada pagaram pelos medicamentos ou atendimento”, conforme consta do relatório final dos trabalhos.

Para oferecer o tratamento precoce aos pacientes do projeto Paraná Vencendo a Covid, a equipe médica atendeu pacientes até no máximo o quinto dia do início dos sintomas, embora não tenha negado socorro aqueles que procuraram o ambulatório em estado mais grave.

Resultados

Dos 1.175 pacientes atendidos, 190 não foram tratados como pacientes contaminados por coronavírus, porque o diagnóstico foi afastado pela equipe. Os 985 pacientes restantes receberam tanto a prescrição do tratamento como a doação dos medicamentos, mas 10 deles não usaram os medicamentos. Dos 975 pacientes que usaram os medicamentos do tratamento precoce, apenas 11 foram internados, sendo 2 em UTI e 9 em enfermaria. Isso perfaz um índice global de internação de 1,1%; apenas 6 pacientes (0,6%) evoluíram para fase 2B da doença, necessitando de oxigenoterapia. As outras 5 internações foram por motivos diversos ao acometimento pulmonar, de curta duração, sem necessidade de cuidados intensivos.

Considerando apenas os pacientes que tiveram o diagnóstico de Covid-19 confirmado, o índice de internações vai para 3,3% e ainda é muito baixo em comparação com a taxa de 19% que a literatura a respeito da doença causada pelo novo coronavírus tem demonstrado.

A primeira internação em UTI se deu por complicações tromboembólicas pulmonares, mas não houve intubação e o paciente obteve alta hospitalar. A segunda internação em UTI foi de paciente de 68 anos. Segundo o relatório, paciente e familiares recusaram a internação imediata apesar da insistência do grupo médico e assim persistiram por mais 36 horas em casa, quando levado ao hospital foi intubado logo na chegada e infelizmente após longa internação veio a falecer. Foi o único caso de óbito de paciente atendido pelo ambulatório da Unifil.

Medicamentos usados

De acordo com o relatório equipe, o tratamento precoce básico foi composto pelas medicações hidroxicloroquina, azitromicina, zinco quelado, vitamina D e ivermectina. Nos casos que eram atendidos em estágio avançado da doença ou evoluíram para estágio avançado (segunda fase) em geral utilizou-se outros tipos de medicação, como enoxaparina, bromexina, colchicina, corticóides e antibióticos. Tanto as medicações de primeira quanto de segunda fase tem respaldo em ampla literatura mundial e inúmeros trabalhos científicos positivos em relação ao benefício de seu uso no tratamento da doença.

Dos 975 pacientes que usaram os medicamentos do tratamento precoces, nenhum apresentou qualquer reação grave, como arritmia cardíaca ou qualquer outro sintoma preocupante. O médico Laércio Abrahão Ceconello, plantonista em Londrina e Rolândia, disse que tem receitado os medicamentos desde março, sem qualquer intercorrência mais grave. Em artigo publicado em coautoria com o promotor Erinton Cristiano Dalmaso, da 3ª Promotoria de Justiça de Cornélio Procópio, intitulado Tratamento precoce da Covid-19: medicina e Ministério Público em defesa da vida, os autores afirmam que a “medicação (cloroquina), equivocadamente atacada, é utilizada largamente no país há 76 anos, não necessitava de receita médica até o advento da pandemia, nunca foi citada como droga “perigosa” em livros acadêmicos e utilizada para tratamento de lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, várias doenças dermatológicas e também malária”.

De acordo com Ceconello, países que adotaram o tratamento precoce tem índice de mortalidade muito inferiores aos que não usaram o procedimento. Mesmo no Brasil, segundo ele, é possível observar que a taxa de mortalidade é muito inferior entre cidades que adotaram o tratamento precoce e as que seguiram como protocolo a recomendação para o paciente esperar em casa a melhora ou a falta de ar, hipótese em que deve voltar à unidade de saúde. Ele citou como exemplo União da Vitória e Curitiba. “A capital tem uma rede hospitar muito melhor, mas o índice de mortalidade é muito maior do que União da Vitória, que adotou o tratamento precoce como protocolo de atendimento”, disse o médico.

No relatório final do trabalho de atendimento precoce, os médicos deixam claro que “o objetivo único do ambulatório era o de diminuir a dor e sofrimento dos pacientes e familiares acometidos pela doença, tentando minorar as internações e óbitos, não tendo vínculo político de qualquer ordem, tampouco ajuda de qualquer órgão estatal, sendo, portanto, um projeto exclusivamente de cunho privado e filantrópico”.

No artigo escrito em parceira com Dalmaso, Ceconello concluiu: “Realmente a epidemia trouxe sentimentos paradoxais: um orgulho imenso de ser médico e estar junto a um grupo de batalhadores que lutam arduamente pelo seu paciente e pelo bem de seu país e de outro lado um sentimento de vergonha de pertencer a uma classe em sua maioria inepta, incompetente, covarde, que se deixou influenciar por ideologia política e por veiculações da imprensa na sua conduta médica em detrimento da saúde de seu paciente. A classe médica será cobrada pela sociedade no pós-pandemia, tenham certeza disso”.

Equipe

O Paraná Vencendo a Covid teve a participação de 21 médicos, 2 enfermeiras e 3 estudantes de enfermagem. Ao todo 6 médicos atenderam presencialmente e 15 médicos participaram do atendimento via telemedicina até a alta dos pacientes. O cardiologista Luiz Carlos Miguita foi um dos entusiastas e incentivador do projeto, além de ter trabalhado no atendimento dos pacientes. A coordenação ficou por conta dos médicos Laércio Abrahão Ceconello e Débora R. M. Kakitani, que também fizeram parte da equipe de atendimento.

Além desses três, fizeram parte da equipe médica Alcione de Mello e Silva, Alexandre Barros P. Barbosa, Cristina Mara da Silva, Daniele Fernanda Cleto, Fábio Adriano Pieralise Sambatti, Flávio Lucio dos S. Zanoni, Kessae Hara Miguita, , Magali Santiago da S. Losso, Maira Cristina S. Ceconello, Márcia de Lima Brito, Maria Stela L. Paganeli, Maria Aparecida Sanz F. Azevedo, Mariane Barrueco T. Pelisari, Regina C. Villela Lemos, Sueli A.Kubiack Gorla, Tomoe Ito, Vânia Brum Moraes Cen e Wilson Torres e Souza. Da equipe de enfermagem fizeram parte as enfermeiras Carolina Santana Siqueira e Thaise Castanho da Silva e as acadêmicas Antônia L. Bueno da S. Kislk, Fernanda Gonçalves da Silva e Mariana Carolina A. F. Elias.

Jornalismo Paiquerê FM News

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