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‘Todos tiram uma casquinha do setor público’, diz Elena Landau – Portal Plural
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Economia

‘Todos tiram uma casquinha do setor público’, diz Elena Landau

Pável Bauken

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Para a economista Elena Landau, a discrepância dos salários das estatais em comparação com os da iniciativa privada revela como a política de gestão de pessoal dessas empresas é engessada, com promoções automáticas e dificuldade de se demitir os funcionários com desempenho ruim. Ex-diretora da área de privatizações do BNDES durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Elena, colunista do Estadão, afirma que os altos salários contribuem para aumentar o lobby contra as privatizações, já que são os políticos que indicam os diretores e conselheiros das estatais.

Por que essa discrepância nas remunerações das estatais com empresas similares?

O problema, para mim, não é o nível salarial, mas a política de gestão de pessoal, que é muito engessada. Assim como no serviço público, as estatais têm salários elevados e promoções automáticas. Há uma grande dificuldade de promover os bons e uma enorme dificuldade de demitir aqueles com desempenho ruim. A justiça trabalhista não permite demissões imotivadas, embora os funcionários sejam celetistas, e é preciso recorrer a Planos de Demissão Voluntária (PDVs). Tem de gastar para demitir, e quase sempre são os melhores que vão embora.

Os salários dos diretores e funcionários das estatais são muito elevados?

Não acho que diretor ou funcionários de estatal têm de ganhar mal. A questão é que a média salarial é muito alta. Em empresas de economia mista e capital aberto, como Petrobrás e Eletrobrás, é uma forma de atrair executivos do mercado. A questão é que há uma enorme discrepância entre as estatais, justificada supostamente por ativos, função ou histórico das empresas. O Banco Central não é uma estatal, mas, a título de comparação, um diretor lá ganha R$ 17,3 mil se vier do setor privado. É justo que ganhe menos que a média da Codevasf? É fato que algumas estatais foram criadas para pagar salários a técnicos que não viriam para o setor público devido à baixa remuneração.

O que pode ser feito para corrigir as distorções nas estatais?

O governo deveria se empenhar em fazer valer a CLT para demitir os empregados. Deixar fazer greve e a Justiça julgar a legalidade. Ser mais duro nos acordos coletivos. Quer fazer um ajuste na Eletronorte? Basta mudar a sede de Brasília para Tucuruí. Você faz uma gestão de recursos rapidinho.

Os altos salários aumentam o lobby dos servidores contra as privatizações?

Claro. A grande resistência às privatizações vem de políticos, por meio de indicações a diretorias e conselhos, e de empregados e sindicatos. Os conselheiros ganham 10% do salário do presidente; quanto mais conselheiros, mais indicações e complementações salariais. Todos tiram uma casquinha do setor público. Há quem acredite que as estatais, se dão lucro, não devem ser privatizadas. Mas lucro é obrigação. É preciso observar indicadores de eficiência, qualidade, benefícios, gastos com plano de saúde e previdência.

Faz sentido empresas que dependem do tesouro pagar salários tão altos?

Algumas estatais dependentes têm razão de ser. É o caso da Embrapa. É preciso pagar salários bons em uma empresa que revolucionou o agronegócio. Mas essas estatais deveriam ser a exceção, não a regra.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

Estimativa apresenta o perfil brasileiro de investidores do mercado de bitcoin

Pável Bauken

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O Bitcoin tem ganhado destaque, com um aumento exponencial na procura, proporcionado pela taxa SELIC em baixa. Em épocas de crise os maiores investimentos são: o ouro e a terra, atualmente o Bitcoin é o terceiro maior investimento no país. Segundo estimativa feita pela ABCripto em 2019, o mercado de bitcoin tem por volta de 2 milhões de clientes, sendo um mercado de 4 bilhões de tradings, que atuam na compra e venda, 700 milhões na custódia, equiparados à bolsa de valores onde há no último levantamento cerca de 1,7 milhões de clientes, sendo 2.000 trabalhadores, o mercado supera em diversos pontos. A valorização do Bitcoin foi de 110% no último ano no Brasil, com um aumento de 65% durante a crise, números que admiram e assustam. Mas o que realmente é importante para ser um investidor neste mercado?

De acordo com Bernardo Srur — Executivo responsável por Riscos e Compliance e Representante do Mercado Bitcoin no Conselho Fundador da ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia) — o perfil brasileiro dos investidores ainda é muito conservador: “Para este negócio é necessário ter escalabilidade, capacidade de retroalimentação e alavancagem de valuations, que potencializa a rentabilidade dos capitais próprios e traz novos investidores. A operação no mercado financeiro exige conhecimento técnico, capacidade de negociar e agressividade na forma, o investidor deve ter know how, conhecer bem o mercado para conseguir enxergar um panorama geral e unir as pontas, e dessa forma, capitalizar o recurso. O Bitcoin é uma potência digital, 100% conectado as bases de dados e diferente do mercado regulador da bolsa, a falta de regulação no mercado de Bitcoin não impede a prevenção das práticas ilícitas. As exchanges possuem rastreamento do capital inserido, é possível identificar todas as transações com uma ação de monitoramento muito mais rápida e mais integrada, do que dos bancos tradicionais. Trata-se de tecnologia e Inteligência”.

As criptomoedas operam hoje 10 bilhões ao ano. Neiva Gonçalves, diretora de carreira da Success People — empresa de desenvolvimento pessoal e gestão de pessoas — que promoveu um encontro com Bernardo no último mês questiona o modelo de operação das exchanges durante a crise: “O grande diferencial do Bitcoin é que a plataforma opera por si só. Este mercado é apaixonante, nossa operação não sofreu nenhum impacto durante a pandemia, já que o nosso grande diferencial sempre foi operar digitalmente”, comenta Bernardo.

Durante a consultoria, Bernardo trouxe diversas dicas de como quebrar estes paradigmas, falou sobre abordagens e competências necessárias para inovar, fez uma leitura do cenário do mercado atual e das novas tecnologias. Compartilhou suas vivências pessoais, realizando uma análise das empresas por onde passou e deixando todos os participantes ávidos pelo desejo de empreender. “A tecnologia transformou o mundo e vai continuar transformando. Neste negócio é preciso conhecimento técnico, não se trata de experimentar, mas de ousar no terreno que se conhece. Vejo que as Startups, são dominadas pelos jovens, mas os “startupeiros”, estão acima dos 35 anos. O mercado de Bitcoin gerou uma contratação exponencial durante a pandemia, ainda é uma moeda cara para se manusear no mercado, e tem a característica de renda variável, o mercado brasileiro é resistente, mas vamos continuar avançando, pensando em inovar com segurança. Para ser um inovador é necessário ter o espírito empreendedor, a cultura brasileira é muito conservadora, este conservadorismo atrapalha a inovação, precisamos correr mais riscos”.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

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Economia

Prazo para contestar o FAP encerra no próximo dia 30

Pável Bauken

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Encerra na próxima segunda-feira, 30, o prazo para empresas contestarem o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), aplicado pela Previdência Social para 2021. O FAP varia de 0,5 a 2 e incide sobre o valor da folha salarial das empresas.

“Em tempos de pandemia, a contestação do FAP pode ser uma importante fonte geradora de receita, que faz diferença no fluxo de caixa. Por isso um número crescente de empresas tem utilizado esse recurso”, afirmou Alfredo Rodriguez, diretor técnico da BMS Projetos & Consultoria

O fator definido para uma empresa é aplicado nas folhas de pagamento ao longo de todo o ano. O FAP é utilizado para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho.

Quanto maior o registro de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais, maior será o índice e o valor pago. O problema é que muitas vezes as empresas deixam de contestar erros de registros de acidentes – ocorridos por equívocos da própria empresa ou eventualmente da Previdência – e acabam pagando mais do que deveriam.

Se a empresa tiver uma boa política de medicina do trabalho e segurança, ela poderá ter uma redução na alíquota. O FAP é um flexibiliza as alíquotas de 1%, 2% ou 3% dos Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) e é calculado sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social.

Por Marcio Dolzan – Estadão

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Economia

Dólar cai a R$ 5,37 com exterior positivo, mas fiscal pesa

Pável Bauken

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O dólar teve dia de queda nesta terça-feira, 24, e fechou perto da mínima da sessão, a R$ 5,37. Mas o mercado de câmbio foi menos contaminado pela euforia vista nas bolsas, com o Ibovespa encostando em 110 mil pontos e o Dow Jones superando os 30 mil pontos pela primeira vez na história. Operadores destacam que o risco fiscal segue como principal limitador de uma valorização mais consistente do real mas, nesta reta final de novembro, há ainda a preocupação com a demanda forte por dólar pela frente, sensação agravada esta semana com o anúncio feito pela Petrobras de que pretende recomprar ao redor de US$ 2 bilhões em bônus em meados de dezembro. Este movimento deve ocorrer em um cenário já sazonalmente marcado pelo aumento de remessas para as matrizes lá fora e ainda a necessidade de os bancos desfazerem o excesso de hedge no exterior (overhedge).

No fechamento, o dólar à vista encerrou em queda de 1,06%, cotado em R$ 5,3753. No mercado futuro, o dólar que vence em dezembro fechou em baixa de 1,23%, aos R$ 5,3740.

O mercado vai precisar de ao menos US$ 20 bilhões em dezembro, considerando o desmonte do overhedge (US$ 15,5 bilhões) e as remessas, estimadas em US$ 5 bilhões pela gestora Armor Capital. Isso fora a operação da Petrobras. Neste ambiente, traders contam que alguns bancos já vêm antecipando compras de dólar, o que ajuda a limitar o recuo da moeda americana. Com o aumento da procura por dólar, o leilão de rolagem de linha do Banco Central hoje ajudou a aliviar a pressão pela moeda, ressaltam operadores A instituição vendeu a oferta total de US$ 1,26 bilhão em leilão de linha, que é a venda de dólares com compromisso de recompra.

O dólar operou toda a terça-feira em queda, com o real acompanhando as demais moedas emergentes, mas com o fiscal no radar. O sinal verde do governo de Donald Trump para o início da transição de governo nos Estados Unidos contribuiu para a redução da incerteza política e estimula a busca por risco, enfraquecendo o dólar, ressalta o diretor em Nova York da BK Asset Management, Boris Schlossberg. Além disso, houve mais notícias positivas sobre vacinas contra o coronavírus e os mercados gostaram da possível nomeação da ex-presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, para o comando do Tesouro americano no governo de Joe Biden. “Yellen recentemente defendeu publicamente mais estímulos fiscais”, comentam os estrategistas do Rabobank.

Com o aumento da procura por ativos de risco, os emergentes tiveram fluxo perto de US$ 20 bilhões este mês, para os mercados de bolsas e renda fixa, estima a consultoria inglesa Capital Economics. É o maior valor desde 2014 e a avaliação da consultoria é que o ritmo tende a seguir forte pela frente. O economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, destaca que o risco fiscal é um limitador importante para a melhora do câmbio e o governo precisa demonstrar mais atividade para os projetos andarem no Congresso. Se persistir o quadro de indefinição sobre o ajuste fiscal, esse fluxo recente que entrou no Brasil sairá rapidamente, diz ele.

Por Altamiro Silva Junior – Estadão

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