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Clima/Tempo

Tempo fica firme na maior parte do RS nesta quinta

Reporter Plural

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PRODUÇÃO PORTAL


O dia vai começar friozinho, mas aos poucos a temperatura vai subir no Estado.

Santa Rosa, mínima de 17°C e máxima de 26°C.   Dia de sol com algumas nuvens e névoa ao amanhecer. Noite com poucas nuvens.

A massa de ar seco e fria vai continuar atuando sobre o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (29). O dia vai começar com frio, mas aos poucos a temperatura deve subir no Estado.

Na maior parte do RS, o tempo vai ficar firme nesta quinta. Conforme a previsão, podem ocorrer pancadas fracas e isoladas de chuva durante a tarde no Litoral Norte, na Serra e na Região Sul.

 

 

 

 

FONTE CLIMA TEMPO

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Clima/Tempo

RIO GRANDE DO SUL REGISTRA 41,3°C EM DIA TÓRRIDO

Reporter Global

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em

Douglas Becker/Arquivo

 

Esta quarta-feira foi um dos dias mais quentes em novembro em décadas no Estado

 

 

O Rio Grande do Sul teve uma quarta-feira escaldante com marcas históricas de calor para o mês de novembro em diversas estações meteorológicas. A temperatura máxima na estação do Instituto Nacional de Meteorologia em São Luiz Gonzaga, nas Missões, chegou a 40,6ºC. Já na estação do órgão federal em São Borja a máxima foi de 40,5ºC.

A maior temperatura máxima observada no Estado, entretanto, se deu na estação automática particular de Santa Rosa, no Noroeste, onde os termômetros indicaram 41,3ºC. A marca é a maior na estação desde os 42,9ºC de 9 de fevereiro de 2014. A máxima na estação governamental do município foi de 39,9ºC.

Grande parte do Estado teve máximas hoje superiores aos 35ºC. No Centro gaúcho, os termômetros indicaram 37,0ºC em Tupanciretã, 37,5ºC em São Vicente do Sul e 38,3ºC em Santa Maria. No Alto Jacuí, Cruz Alta foi a 37,9ºC e Ibirubá 37,6ºC. No Vale do Rio Pardo, a máxima foi de 38,7ºC em Rio Pardo. No Vale do Taquari, os termômetros indicaram 39,3ºC em Lajeado e 39,8ºC em Teutônia. No Sul gaúcho, a máxima bateu em 38ºC no aeroporto de Pelotas.

A tendência é que o tempo siga quente e muito abafado nos próximos dias no Rio Grande do Sul, mas sem os extremos de calor de hoje. A chuva será frequente no Estado até o começo da próxima semana com alto risco de temporais isolados de vento forte e queda de granizo. Os acumulados de chuva devem ser altos em algumas regiões com marcas superiores a 100 mm, mas a distribuição das precipitações será irregular. Justamente o ar quente e úmido favorecerá a chuva e os temporais.

 

Metsul

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Clima/Tempo

Temporais da argentina vão chegar ao Rio Grande do Sul

Pável Bauken

Publicado

em



Fortes áreas de instabilidade se formaram nas últimas horas no Centro de Argentina, trazendo muitos temporais. Houve registro de vendavais e queda de granizo.

As nuvens muito carregadas trouxerem fortes tempestades na província argentina de Santa Fé. Na cidade de El Trébol, um vendaval causou estragos. Os temporais foram precedidos por calor de quase 40°C na região.

A MetSul Meteorologia alerta que os temporais da Argentina vão avançar para o Rio Grande do Sul e que os próximos dias serão de muita instabilidade no Estado com chuva freqüente e um alto risco de tempo severo. O tão esperado e necessário alívio para a estiagem virá ao custo de temporais que podem trazer estragos e transtornos em alguns municípios.

O sol aparece em todo o Rio Grande do Sul nesta quarta-feira que será um dia tórrido no Estado, mas a nebulosidade aumenta. Frente fria ingressa no Sul e no Oeste gaúcho com chuva, localmente forte a intensa com risco de vendavais localizados e granizo isolado. A instabilidade ocorre da tarde para a noite nestas regiões, mas em locais da fronteira já não se afasta de manhã. Por isso, aquece menos no Oeste e no Sul. Nas demais regiões, sol e nuvens com tarde escaldante e máxima ao redor de 40ºC em diversas cidades. Mesmo que os modelos não indiquem instabilidade nestas áreas na quarta-feira, devido ao calor muito intenso não se descarta que se formem áreas de instabilidade muito localizadas na segunda metade do dia.

A instabilidade deve alcançar um maior número de regiões, inclusive a de Porto Alegre e área metropolitana, no decorrer da quinta-feira. O sol até aparece com nuvens ao menos em parte do dia na maioria das áreas do Estado, mas novas áreas de instabilidade devem se formar no decorrer do dia com expectativa de chuva na maior parte do Estado até o fim do dia. Como a atmosfera estará muito quente e abafada, há risco de chuva localmente forte a intensa com temporais isolados de vento forte e granizo. Algumas áreas já devem ter chuva entre a madrugada e de manhã, mas a instabilidade maior deverá ocorrer da tarde para a noite.

Na sexta-feira, o Rio Grande do Sul deve ter ainda chuva. A instabilidade se concentrará principalmente do Centro para o Norte do Estado ainda com risco de pancadas isoladas de forte intensidade e de temporais localizados. Só que a chuva não vai parar por aí. No fim de semana, que deve ser de alternância de sol, nuvens e chuva, a formação de áreas de instabilidade será freqüente no território gaúcho com tendência de chuva na maior parte do Estado. Vários dados indicam a possibilidade de chuva forte com altos volumes em algumas regiões. A atmosfera quente e úmida manterá o risco de ocorrência de tempo severo com tempestades localizadas em que podem ocorrer vendavais e queda de granizo.

MetSul

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Clima/Tempo

ENTREVISTA – Estael Sias esclarece dúvidas sobre o calor

Meteorologista da MetSul e do SBT responde os principais questionamentos do público pelas redes sociais sobre este calor extremo em novembro

Pável Bauken

Publicado

em

Alguns bairros de Porto Alegre terão perto de 40°C na tarde de hoje | Fernando Oliveira/Arquivo

O Rio Grande do Sul enfrenta uma quarta-feira de muito calor e um dos dias de novembro mai quentes das últimas décadas no Estado. A tendência é de máximas na tarde de hoje entre 39ºC e 41ºC nos pontos mais quentes do território gaúcho. O site da MetSul conversou com a meteorologista Estael Sias da MetSul para esclarecer algumas das principais dúvidas que chegam pelas redes sociais.

MetSul.com: Estael, existe uma explicação para tanto calor?

Estael Sias: O Rio Grande do Sul está sob influência de uma massa de ar seco e quente, o que favorece a forte elevação da temperatura. Nesta quarta-feira, atua no Estado o que se denomina de uma corrente de jato, uma espécie de corredor de vento a cerca de 1.500 metros de altitude que se origina na Bolívia e vem até o território gaúcho, trazendo não apenas ar muito quente como vento do quadrante Norte que sopra moderado a forte nos vales e em áreas de encostas. Justamente nestas regiões se produz o que se chama de aquecimento adiabático à medida que, com o vento, o ar escoa pelas encostas do morros e se comprime, gerando um efeito de superaquecimento.

MetSul.com: Tanto calor assim nesta época do ano é normal?

Estael Sias: Já estamos em novembro. Falta menos de uma semana para o que é chamado de verão climático, o trimestre de dezembro a fevereiro. O verão pelo critério astronômico tem início somente na segunda metade de dezembro, neste ano no dia 21 de dezembro, mas em climatologia o trimestre de dezembro a fevereiro é o de verão para os cálculos da média em critério usado mundialmente. Assim, dias de muito calor são muito normais nesta época do ano.

MetSul.com: Mas vocês meteorologistas têm dito que o calor de hoje pode ser um dos mais intensos em novembro já registrados neste século e nas últimas décadas. Como isso pode ser normal?

Estael Sias: É absolutamente normal à medida que dias quentes são comuns nesta época do ano. Ocorre que alguma vezes estes dias podem acabar sendo muito quentes e aí se dão estes extremos pontuais de calor. Se tivéssemos uma sequência de dias de calor de 40ºC por uma semana aí estaríamos diante de algo fora do comum, mas um dia ou outro de calor mais extremo nesta época não foge ao normal.

MetSul.com: Então não se pode relacionar com aquecimento global?

Estael Sias: Não, o que se denomina de atribuição em eventos extremos é um dos temas de maior complexidade em mudanças climáticas. Como separar influência humana de variabilidade natural do clima quando da análise de um evento extremo de chuva, frio, calor, vento, etc. Estava verificando dados antigos e tivemos máximas de 38ºC ou mais em novembro em anos como 1933 e 1955 em Porto Alegre. Desta forma, já tivemos dias piores de calor em novembro no passado.

MetSul.com: Muita gente comenta em nossas postagens nas redes sociais que tanto calor em novembro já seria um prenúncio de ainda mais calor no verão e uma estação quente de castigar. Isso procede?

“Calor extremo em novembro não é indicador de que o verão será extremamente quente. Pode acabar sendo muito quente, mas não em razão de um dia de muito intenso calor na primavera”

Estael Sias: Olha como são as coisas, calor extremo em novembro não é indicador de que o verão será extremamente quente. Pode acabar sendo muito quente, mas não em razão de um dia de muito intenso calor na primavera. Em alguns anos, as maiores temperaturas não se deram no verão e sim na primavera. Olha o recorde de Campo Bom. A maior máxima da cidade do Vale do Sinos de 41,9ºC desde que começaram os registros em 1984 foi em 16 de novembro de 1985, logo não teve nenhum dia no verão de 1985 que foi mais quente, apesar de dezembro de 1985 e janeiro e fevereiro de 1966 terem sido muito quentes.

MetSul.com: É ótimo que você toque neste ponto. Teremos um verão quente?

Estael Sias: É a tendência. Todos os modelos de clima indicam a perspectiva de que o verão de 2020/2021 seja de temperatura acima da média no Rio Grande do Sul com muitos dias de calor e alguns de calor excessivo.

MetSul.com: Então, teremos ondas de calor fortes no verão, certo?

Estael Sias: É quase uma certeza. O que não se pode dizer hoje, porque isso entra em previsão do tempo que é curto prazo, quantas ondas de calor teremos, suas durações e e a intensidade, mas que teremos ondas de calor com quatro ou cinco dias de temperatura altíssima é quase uma certeza, ainda mais com La Niña.

“La Niña favorece períodos secos e períodos secos no verão favorecem ondas de calor mais fortes”

MetSul.com: Mas La Niña traz mais frio como regra?

Estael Sias: Verdade, mas favorece também extremos de calor no verão. Por quê? Com o fenômeno La Niña cresce o risco de períodos secos mais longos durante o verão e são nestes períodos secos mais prolongados que ocorre o que se chama de cúpula de calor em que há forte movimento de subsidência na atmosfera com alta pressão em altitude que traz muitos dias seguidos de tempo seco e sol com o calor aumentando cada vez mais. E lembro que os recordes históricos de calor do Rio Grande do Sul, de 1917 e 1943, ambos se deram durante severas estiagens no Estado. Assim, La Niña favorece períodos secos e períodos secos no verão favorecem ondas de calor mais fortes.

MetSul.com: Agora este período de calor extremo está perto do fim, certo?

Estael Sias: Certo, hoje será o pico de intensidade deste evento de temperaturas altas, mas com a chegada da instabilidade as máximas declinam a partir desta quinta. Se por um lado escaparemos de dias de 40ºC, por outro o restante da próxima semana e o fim de semana serão muito abafados e é muito provável que as pessoas sintam mais desconforto pelo abafamento dos próximos dias que pelo calor de 40ºC muito seco de hoje.

Fonte MetSul

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