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Tecnologias são apresentadas no Encontro do Milho em Santa Rosa

Pável Bauken

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Do Grão à Nutrição, as principais etapas para o êxito na produção, manutenção da qualidade e aproveitamento do milho foram apresentadas desde terça-feira (11/02) até esta quinta-feira (13/02), na propriedade da família Racho, linha 15 de Novembro, em Santa Rosa. Agricultores vindos de 25 municípios participaram do Encontro do Milho, que contemplou dois dias de campo por dia, promovidos pela 2R Representações Agrícolas, com o apoio da Emater/RS-Ascar, Mimara Nutrição, De Heus, LG Sementes e Timac Agro.

Um dos organizadores do evento, o engenheiro agrônomo Roberto Racho destaca que se buscou mostrar o que de mais novo existe em tecnologia para a produção e manejo do milho, com informações alicerçadas na pesquisa.

Do pré-plantio à nutrição animal

Na primeira estação, orientações sobre fertilidade do solo e adubação para altas produtividades apresentadas por técnicos da Timac Agro. Os primeiros passos, segundo os técnicos, são a análise do solo e o planejamento de acordo com a expectativa de produtividade. Com a clareza do quanto se pretende produzir parte-se para a recomendação de uma adubação eficiente, levando-se em conta fatores como quantidade e disponibilidade de nutrientes, equilíbrio nutricional e uniformidade de distribuição.

Os participantes dos dias de campo também tiveram a oportunidade de conhecer híbridos de milho para produção de grão e silagem, na estação organizada pela LG Sementes.

Importante para a eficiência na redução de duplos e falhas no plantio, a tecnologia de semeadura foi abordada na estação de responsabilidade da J.Assy Agrícola. Cuidados na escolha dos aneis e dos discos, condições de plantabilidade e velocidade do plantio estiveram em pauta.

A irrigação como aliada para a manutenção e ampliação da produção foi apresentada na estação conduzida pelo extensionista rural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, Marco André Junges. Melhorar a distribuição de água, permitir uma agricultura econômica, sustentável e estratégica, minimizar o risco do investimento, aumentar a produtividade das culturas, agregar valor à propriedade, possibilitar maior eficiência e facilitar a aplicação de alguns fertilizantes, permitir dois ou mais cultivos por ano numa mesma área, permitir a introdução de culturas com maior valor comercial e melhorar as condições econômicas da família foram algumas das razões apresentadas para investir em irrigação. Acesso ao crédito, políticas da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e questões técnicas também foram destacadas.

É preciso ainda manter a qualidade do que foi produzido, por isso, uma das estações abordou a temática da secagem e armazenagem de grãos. Os extensionistas da Emater/RS-Ascar Jonas da Silveira e Vanderlei Neuhaus apresentaram o protótipo de um silo secador de alvenaria, cuja proposta já foi implantada em mais de 300 propriedades da região.

Sob a ótica de uma produção de qualidade falaram também os técnicos das empresas De Heus e Mimara. O ponto ideal de corte e os cuidados para a qualidade da silagem do milho foram apresentados de forma didática, com orientações para o alto desempenho animal.

Técnicos da Cotrirosa e da Diamaju também destacaram a importância de uma silagem de qualidade, que passa, entre outros aspectos, pela correta armazenagem do alimento em lonas duráveis e com proteção contra o superaquecimento do silo.

Uma das grandes novidades apresentadas nos dias de campo foi a pulverização agrícola com drones para controle de pragas e doenças, prestação de serviços que está chegando à região através do técnico Diego Berthé, da Dronagro, empresa de Frederico Westphalen.

O extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar, Guilherme Dahmer, aproveitou a oportunidade para orientar sobre a vacinação e controle da febre aftosa, sendo que outras informações podem ser obtidas junto às Inspetorias Veterinárias dos municípios, vinculadas à Seapdr.

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Agro

Colheita do milho avança no Estado e atinge 43% da área cultivada

Pável Bauken

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De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), nesta quinta-feira (13/02), a colheita do milho avança no Estado.

É boa a produtividade obtida nas áreas semeadas no cedo e mais ao Norte do RS, e, decorrente do déficit hídrico, é menor a produção estimada nas lavouras mais tardias, localizadas em regiões específicas. O baixo volume e a má distribuição das chuvas continuam preocupando os produtores. As lavouras estão 12% em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, 9% em floração, 19% em enchimento de grãos, 17% maduro e 43% já foram colhidos.

Devido à estiagem na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, são esperadas perdas significativas tanto na produtividade quanto na qualidade do milho para silagem, o que deverá interferir no desempenho futuro das criações. Na de Ijuí, vem sendo finalizada a implantação das lavouras destinadas à confecção de silagem em segundo cultivo, com boa emergência e desenvolvimento inicial satisfatório em áreas com melhor umidade do solo.

Na de Erechim, há perdas na produtividade e na qualidade do grão das lavouras destinadas ao milho silagem; 15% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 85% da área já foi colhida. A qualidade da silagem ficou prejudicada devido à falta de precipitação no período de enchimento de grãos; além disso, a proporção de grãos foi menor, com reduzida concentração de açúcares e aumentado o teor de fibra.

Já as lavouras de soja, em geral, apresentam bom desenvolvimento, mas a restrição hídrica aponta para a diminuição da produtividade da cultura. Os produtores estão preocupados e aguardam a ocorrência de chuvas adequadas. As lavouras estão 12% na fase de desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 51% na fase de enchimento de grãos e em 5% das lavouras a cultura está madura e por colher.

As lavouras de arroz estão com bom desenvolvimento; os produtores dedicam-se às práticas de manejo. Até o momento, os reservatórios têm níveis adequados de água para as necessidades da cultura na maior parte das regiões, mas alguns produtores esperam o aumento das precipitações para manter os níveis de água na irrigação e o potencial produtivo. A cultura encontra-se nas seguintes fases: 15% em germinação/desenvolvimento vegetativo, 36% em floração, 36% em enchimento de grãos, 11% em maturação e 2% foram colhidos.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, toda a área das lavouras de feijão da primeira safra está colhida, com produtividade entre 1.200 e 1.650 quilos por hectare, esta última obtida em Salvador das Missões. Já está praticamente finalizado o plantio do feijão segunda safra (safrinha); as primeiras lavouras apresentam boa germinação e desenvolvimento, porém já estão sofrendo o ataque de pragas, que exigem a realização precoce de pulverizações com inseticidas. Está em andamento a capina para controle de inços.

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Agro

Câmara aprova texto-base de MP sobre crédito rural

Reporter Cidades

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© Wilson Dias/Agência Brasil

O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira (11), por 329 favoráveis e 58 contrários, o texto-base da Medida Provisória 897/19, conhecida como MP do Agro. A proposta pode ampliar em R$ 5 bilhões os créditos de financiamento para o agronegócio no Brasil.

Com a aprovação, os deputados devem analisar os destaques para concluir a votação na quarta-feira (12), após sessão do Congresso Nacional. Ao todo, foram propostas 340 emendas ao texto enviado pelo Poder Executivo. Em seguida, caberá ao Senado discutir a MP.

Segundo o governo, além de dar condições para a redução de juros, por meio da ampliação e da melhoria das garantias para operações de crédito rural, a MP ampliará financiamentos e aumentará a competição no crédito rural.

Editada em outubro do ano passado, a medida vai permitir que outros agentes financeiros, além dos bancos, também possam financiar a produção agrícola. Ao instituir o Fundo de Aval Fraterno (FAF), a MP pretende dar aos produtores “garantias solidárias” para a renegociação de dívidas e para a construção de estruturas para a armazenagem de cereais.

Crédito
Pelo projeto de lei de conversão do deputado Pedro Lupion (DEM-PR), não haverá limite para a participação de produtores rurais em um fundo, que contará ainda com cotas dos credores. O texto prevê vários fundos, chamados de Fundos Garantidores Solidários (FGS), sendo que cada um deles deve ter um mínimo de dois devedores, contribuindo com 4% dos saldos devedores. Igual percentual incidirá para os credores. Caso exista um garantidor da dívida, sua contribuição será de 2% do saldo devedor.

Segundo Lupion, medida vai “desburocratizar o setor e facilitar o acesso ao crédito”. “É um avanço para todo agronegócio, toda produção agrícola”, argumentou.

Contrários à proposta, parlamentares de partidos da oposição tentaram retirar a medida da pauta de votação do plenário. Para o deputado Bohn Gass (PT-RS), a medida pode enfraquecer os bancos públicos. Segundo o congressista, não está claro se os subsídios voltados ao agricultor familiar serão ampliados para os grandes produtores.

A medida permite que o produtor rural desmembre sua propriedade para dar como garantia em operações de crédito. Atualmente, o produtor precisa oferecer todo o imóvel como garantia, que, por vezes, vale mais que o valor do financiamento. O chamado patrimônio de afetação dará maior segurança ao sistema financeiro na concessão de crédito aos produtores rurais, ampliando o acesso aos recursos financeiros e permitindo melhor negociação do financiamento. São preservados os direitos de terceiros, a pequena propriedade rural, as áreas inferiores ao módulo rural e os bens de família.

O fundo poderá ser criado com a participação de dois a dez produtores. Também podem participar credores e até instituições financeiras. A ideia é que o fundo sirva de garantia subsidiária para o pagamento de dívida, ou seja, depois que as garantias reais ou pessoais do devedor sejam acionadas.

A MP trata também do patrimônio de afetação de propriedades rurais; da Cédula Imobiliária Rural (CIR); de títulos de crédito do agronegócio; e de subvenção econômica para empresas cerealistas em operações de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, equaliza taxas de juros para instituições financeiras privadas.

Garantia
A MP permitirá ao produtor rural desmembrar sua propriedade como forma de dar, como garantia para as operações de crédito, apenas um pedaço de sua propriedade. A partir do desdobramento do patrimônio de afetação, a MP institui a chamada Cédula Imobiliária Rural, que será emitida por proprietários de imóveis rurais e que poderá ser negociada no mercado de títulos e valores mobiliários. A CIR será registrada em entidade autorizada pelo Banco Central.

A medida também permite a utilização de diversos títulos agrícolas para expandir o financiamento do agronegócio. A proposta é buscar o dinheiro no mercado de capitais, usando, entre outros títulos, a Cédula de Produto Rural (CPR).

A MP prevê ainda a subvenção econômica (uma forma de ajuda) para que empresas que produzem cereais possam financiar obras, adquirir máquinas e equipamentos necessários à construção de armazéns e a expandir a capacidade de armazenagem de grãos.

EBC

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Encontro do Milho mobiliza agricultores e técnicos da Fronteira Noroeste e Missões

Reporter Cidades

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Do Grão à Nutrição, o Encontro do Milho deve reunir agricultores de aproximadamente 25 municípios da Fronteira Noroeste e das Missões, entre os dias 11 e 13/02, na propriedade da família Racho, linha 15 de Novembro, em Santa Rosa. O evento promovido pela 2R Representações Agrícolas, conta com o apoio, em sua organização, da Emater/RS-Ascar, parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Mimara Nutrição, De Heus, LG Sementes e Timac Agro.

Segundo o engenheiro agrônomo Milton Racho, um dos organizadores, os agricultores terão a oportunidade de optar pela data e melhor horário para participar do evento. “Serão realizados dos dias de campo por dia, um às 9 horas e outro às duas horas da tarde, para que se possa receber com maior atenção a cada grupo de participantes e se ofereça diferentes possibilidade de participação”, explica.

O evento busca apresentar informações que contribuam para a melhoria do manejo e aproveitamento do milho, presente em aproximadamente 150.800 hectares da região administrativa de Santa Rosa, segundo dados da Emater/RS-Ascar, que atua em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Nas estações serão abordados os temas adubação para altas produtividades, híbridos de milho, tecnologia de implantação de lavouras, irrigação, silo secador de baixo custo, silagem de qualidade, nutrição animal e agricultura 4.0. Também haverá uma estação com mostra de máquinas, organizada pela CV Bieger, Agrofer Stara e SLC Comercial.

Estão sendo organizados ônibus de excursões com deslocamento gratuito dos agricultores. Já estão confirmadas comitivas de Novo Machado, Tucunduva, Porto Vera Cruz, Santo Cristo, Porto Mauá, Tuparendi, Nova Candelária, Boa Vista do Buricá, São José do Inhacorá, Doutor Maurício Cardoso, Horizontina, Alecrim, Roque Gonzales, São Pedro do Butiá, São Paulo das Missões, Campinas das Missões, Guarani das Missões, Cerro Largo, Ubiretama, Santo Ângelo, Sete de Setembro e Giruá. Também devem estar presentes produtores de Santa Rosa, Senador Salgado Filho e Cândido Godói.

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