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Técnicos da Emater/RS-Ascar buscam qualificação do trabalho em irrigação – Portal Plural
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Agro

Técnicos da Emater/RS-Ascar buscam qualificação do trabalho em irrigação

Pável Bauken

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Técnicos de 43 escritórios municipais da Emater/RS-Ascar, da região de Santa Rosa, participaram durante esta semana de treinamento em Manejo de Irrigação. A Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) nesta área resultou na elaboração de 3.474 projetos no Estado, por meio de políticas públicas do Programa Estadual de Irrigação, no período de 2011 a 2019, contemplando uma área irrigada de 8.931 hectares. Destes, 819 projetos, ou seja, 23,5% foram elaborados na região de Santa Rosa, envolvendo a irrigação de 2.521 hectares.

O Assistente Técnico Estadual da Emater/RS-Ascar, José Enoir Daniel, que conduziu a capacitação de 03 a 05/09 na região de Santa Rosa, destaca também que este volume de projetos elaborados pela Instituição no Estado representa o montante de mais de R$ 63,8 milhões injetados na economia, somente com a implantação dos sistemas. Deste total, em torno de R$ 15 milhões foram movimentados na Fronteira Noroeste e Missões. “A irrigação tem papel primordial em um Estado que tem precipitação anual média aproximada entre 1500 e 1600 milímetros, porém mal distribuídas, em alguns anos, principalmente nos meses do verão. É preciso armazenar e aproveitar este potencial a nosso favor, além de utilizar a irrigação de uma forma complementar à chuva, otimizando ainda mais os resultados”, reitera Daniel. A instalação de sistemas automatizados e semiautomatizados também pode ser importante aliado em situações de mão-de-obra escassa, favorecendo as condições de trabalho e de vida.

O primeiro dia de treinamento ocorreu em Campina das Missões, com o envolvimento de técnicos de 14 municípios. “A Emater tem a preocupação constante de capacitar seus técnicos para qualificar sua ação junto aos produtores da região, neste caso, nas diferentes etapas do processo desde a análise de viabilidade do projeto até a assistência técnica após a implantação do sistema”, explica o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, em Sistemas de Manejo de Recursos Naturais, Marco André Junges, ao citar a finalidade da capacitação. O grupo visitou as propriedades de Edemir Zenzen e Paulo Webler, que possuem 14 hectares que recebem fertiirrigação, aproveitando dejetos da suinocultura, para beneficiar as culturas anuais de milho, trigo e soja.

Também foi visitada a propriedade de Sinécio Butzen, que junto com a esposa, se dedica à atividade leiteira na propriedade de 22 hectares, dos quais, 8 hectares são de pastagem perene com sistema de irrigação através de sistema auto propelido. Ainda na Linha Butiá Sul, o roteiro seguiu na propriedade de Elson Mentges, que irriga 4,1 hectares de pastagem perene através de sistema automatizado de irrigação por aspersão.

A campo avaliou-se aspectos como a qualidade na montagem, eficácia dos sistemas e condições que potencializam o retorno do investimento.

O grupo com outros 13 técnicos da região das Missões foi recebido na quarta-feira (04/09), no Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de São Luiz Gonzaga, onde as discussões também foram realizadas com o intuito de nivelar e atualizar conhecimentos sobre a operacionalização de sistemas de irrigação, com a finalidade de qualificar a assistência às famílias rurais.

Um dos principais temas em pauta foi o monitoramento de sistemas de irrigação já instalados a fim de acompanhar sua utilização adequada e o máximo retorno do investimento às propriedades. Com isso foram realizadas visitas técnicas a duas propriedades rurais de São Luiz Gonzaga, onde já estão instalados sistemas de irrigação, com projetos elaborados pelo Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar. Uma das propriedades é de Leopoldo Clarimundo Hamerski, que possui sistema de aspersão voltado ao cultivo de plantas bioativas. Outra propriedade é do produtor de grãos e leite José Olinto Machado Ramos, que possui sete hectares de área irrigada.

Na quinta-feira (05/09), técnicos de outros 16 municípios tiveram a oportunidade de participar da capacitação em Santo Cristo. Na propriedade de Wilson Braun, na Linha Larga, observaram-se os mesmos aspectos na irrigação de 2,5 hectares de pastagem Jiggs e Tifton consorciada com azevém. A escolha pela irrigação de pastagem se deve ao fato de que a atividade principal da propriedade é a produção de leite a pasto. “O retorno do investimento do leite em pasto irrigado é muito alto. A produção de feno pode triplicar com a irrigação adequada”, destaca Daniel. Foi justamente a produção de feno irrigado que foi observada na outra propriedade visitada, de João Nicolau Hipler, na Linha Divisa. Atualmente produz feno de Jiggs e Tifton para comercialização, sendo que 2.1 hectares da área são irrigados. O produtor avalia instalar um sistema de fertiirrigação, aproveitando dejetos da suinocultura, para assim levar água e adubação à grama.

Também foram visitadas as propriedades de Ademar e Genoveva Haas, que irriga a produção de alimentos para subsistência, e de Sérgio Diel, que investiu na irrigação para maior segurança na oferta de alimentos para o rebanho leiteiro.

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Agro

Do campo para a tela: setor agro se reinventa em tempos de pandemia

Reporter Global

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O digital facilita a distribuição de conteúdo e conecta mais pessoas aos negócios do setor agro | Foto: Max Cenci

 

Agricultores e empresas encontram na comunicação digital uma aliada contra a crise

 

O agronegócio é um dos setores que mais movimentam a economia no país. O ano começou com previsões positivas para empresas da área e proprietários rurais, mas, assim como para outros setores, a pandemia trouxe novos desafios. Neste cenário, a comunicação digital surgiu como uma aliada para empresas que não estavam habituadas a comunicar seu negócio nas redes sociais.

A adaptação das empresas para o mundo digital deu ainda mais espaço para o crescimento e a consolidação de agências de comunicação estratégica para o agro. A Estratégia Agrocomunicação, agência de Passo Fundo, no norte gaúcho, carrega no nome o seu propósito. A diretora da agência, Fabiana Lima, destaca que são 15 anos de experiência no mercado, com objetivo de ressignificar a comunicação para o agronegócio. “Posso dizer que o nosso real propósito é fazer comunicação e marketing com estratégia e arquitetar jogadas inteligentes para o agronegócio. Promovemos uma comunicação eficaz entre empresas e produtores”, conta Fabiana.

A bandeira #OAgroNãoPara, levantada durante a pandemia, se confirma nas palavras de Fabiana. “Em meio a instabilidade, o agro realmente não parou, continuou firme, sustentando a economia e cumprindo sua missão de produzir alimentos. Nós, como agência do agro, sentimos o peso dessa responsabilidade. Não só continuamos atendendo nossos clientes nesse período como também recebemos muitos novos buscando ajuda para comunicar seu propósito ao mercado”, lembra a diretora.

Da mesma forma que grandes e pequenas empresas reinventaram a forma de trabalhar neste período, os produtores também se adaptaram ao novo formato. Eventos, orientações técnicas e acompanhamentos de produção agora são majoritariamente digitais. Fabiana conta que as visitas presenciais diminuíram consideravelmente, mas que o produtor passou a ver o digital como evolução, não empecilho. “Vimos muitos produtores acompanhando lives, participando de dias de campo e feiras online. Era algo que não se imaginava para esse público, mas que realmente aconteceu e teve boa aceitação pela maior parte dele”, destaca Fabiana.

Mesmo após a pandemia, o digital tende a continuar facilitando a distribuição de conteúdo e conectando mais pessoas aos negócios do setor agro. Conforme Fabiana, a chamada “agricultura 4.0” representa uma revolução digital no campo, elevando as perspectivas de produção a cada nova safra. “Vejo o aumento da produtividade e a melhora da gestão agrícola como sendo os principais benefícios trazidos pela transformação digital. Para as empresas, a possibilidade de oferecer essa gama de tecnologias ao produtor é um grande salto”, finaliza a diretora. A tendência é que, cada vez mais, aumente a conexão entre a tela e o campo, pois essa nova forma de comunicar chegou para ficar no agro.

 

 

Correio do Povo

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Agro

Prefeitura de Santo Cristo concentra esforços para lutar contra a estiagem

Reporter Global

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Município sofre com a seca e prioriza abertura e limpeza de bebedouros | Foto: Prefeitura de Santo Cristo/Divulgação

 

Poder municipal decretou estado de emergência e trabalha para minimizar prejuízos

 

Em Santo Cristo, cidade no noroeste gaúcho, a preocupação com a relação à estiagem fez com que o poder municipal tomasse providências. O prefeito Adair Philippsen decretou estado de emergência no município. O decreto já conta com parecer favorável da Defesa Civil estadual e já foi encaminhado para homologação pelo Governador do Estado.

A falta de chuvas nos últimos meses está causando impacto no interior da cidade. Agricultores passam por dificuldades com plantações e criação de animais, que sentem diretamente o impacto da seca. A forte estiagem já afetou a perda da lavoura de milho, com expectativa de dificultar o plantio de soja, resultando em graves prejuízos econômicos aos agricultores.

O poder municipal também tomou outras iniciativas para tentar amenizar os efeitos do clima. O setor de obras está trabalhando com foco no interior, uma forma de concentrar esforços na execução de serviços que podem auxiliar a minimizar os prejuízos. O prefeito destaca que o fornecimento de água aos animais é um dos serviços essenciais neste momento.

“Temos o maior rebanho suíno do Rio Grande do Sul e também produzimos muito leite, tendo uma das maiores bacias leiteiras do Estado. Para minimizar os efeitos da estiagem, depois de decretado estado de emergência, determinamos a execução de abertura e limpeza de bebedouros. Além disso, continuam os trabalhos de recuperação e manutenção de estradas para facilitar o acesso às propriedades e o escoamento da produção”, explica Philippsen.

Para conseguir dar conta do serviço, foi autorizado que os funcionários realizem horas extras aos sábados. Quatro equipes trabalham constantemente nesse serviço, salienta o prefeito. A gestão municipal também encaminhou correspondência aos senadores e aos deputados federais gaúchos solicitando o empenho dos parlamentares para obtenção de socorro financeiro, a exemplo do que foi concedido em função da pandemia provocada pelo coronavírus.

 

Correio do Povo

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Agro

Parte dos pacotes com sementes não solicitadas contém praga inexistente no Brasil

Pável Bauken

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O Ministério da Agricultura analisou, até o momento, 36 amostras de pacotes de sementes não solicitadas que chegaram via Correios na casa dos brasileiros. As análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA-GO), referência em sanidade vegetal, indicam que parte das amostras apresenta mais de uma praga em seu conteúdo. Conforme comunicado do ministério, no total, 47% das amostras já analisadas apresentaram risco fitossanitário ao País.

Após avaliação de risco fitossanitário, realizada pela área técnica do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do ministério, foi identificado que uma amostra continha a espécie Myosoton aquaticum, praga ausente no Brasil e com potencial para ser considerada quarentenária, ou seja, com risco de estabelecimento no País e de causar danos fitossanitários. Essa espécie apresenta resistência a herbicidas, o que torna seu controle difícil. A introdução dessa planta daninha no País pode ter impacto econômico negativo.

Em quatro amostras foram identificadas uma espécie quarentenária ausente – Descurainia sophia – considerada como planta daninha nos Estados Unidos e Canadá, além de planta invasora no México, Japão, Coreia, Chile e Austrália. Já a Myosoton aquaticum é considerada daninha nos campos de trigo da China.

Outras 15 amostras continham gêneros que têm espécies quarentenárias ou espécies com potencial quarentenário, como sementes de Cuscuta; de Brassica; de Chenopodium; de Amaranthus; e dos fungos Cladosporium; Alternaria; Fusarium; e Bipolaris.

O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Carlos Goulart, disse no comunicado que “após análises laboratoriais, pode-se avaliar que a introdução de material propagação (sementes ou mudas), mesmo em pequenas quantidades, sem atender aos requisitos fitossanitários e de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, coloca em risco a agricultura brasileira”.

O Ministério da Agricultura mantém o alerta aos cidadãos brasileiros para que tenham cuidado e não abram encomendas recebidas pelos correios de pacotes de sementes não solicitadas.

Caso o cidadão venha a receber em casa sementes provenientes do exterior, o governo orienta a entrega do material para uma das unidades do ministério em seu Estado ou órgão estadual de defesa O pacote não deve ser aberto ou descartado no lixo, a fim de evitar o contato das sementes com solo e prejuízos para as áreas agrícolas e o meio ambiente.

A orientação também vale para o cidadão que recebeu e plantou as sementes. Neste caso, entre em contato com o Ministério da Agricultura ou o órgão estadual de defesa para agendar o recolhimento do material.

Estadão

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