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Sulfato de cálcio granulado impulsiona produção na região Noroeste do RS

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O Brasil deve assumir o posto de maior produtor de soja na próxima safra, ultrapassando os EUA. Dentro dessa meta, o Rio Grande do Sul tem papel fundamental, sendo que o estado é o terceiro maior produtor do grão no país.

De acordo com dados da consultoria Céleres, o RS deve ser o segundo estado com maior área cultivada no país, com 6 milhões de hectares, atrás apenas do Mato Grosso (com 9,8 milhões de hectares destinados à soja).

No estado gaúcho, a região noroeste é uma das principais produtoras de soja. Porém, apesar de produtivo, o solo da região é bastante argiloso. A soja, por sua vez, embora seja uma planta adaptável a diferentes tipos de solo, necessita de um solo com fertilidade média e que não seja muito ácido ou mal drenado, para desenvolver todo seu potencial produtivo.

Por isso, o equilíbrio do solo é a chave para uma estabilidade produtiva e a garantia de qualidade na lavoura. O sulfato de cálcio atua tanto nas camadas superficiais quanto nas mais profundas do solo, combatendo o vilão alumínio tóxico e melhorando o ambiente radicular, colaborando com a construção do perfil. Na forma granulada, apresenta grandes ganhos para o produtor em termos de redução de custo e quantidade de aplicação.

A partir da ajuda do cálcio e do enxofre, nutrientes presentes no sulfato de cálcio (também conhecido como gesso agrícola), o solo fica mais permeável, permitindo que as raízes se nutram com mais facilidade. Assim, o sulfato de cálcio entra como protagonista na adubação, principalmente onde há plantio direto, sendo aplicados uma parte no inverno e o restante no verão, como explica o especialista em solos Eduardo Silva e Silva. “O sulfato de cálcio é uma das principais composições para equilibrar o solo, fornecendo cálcio e enxofre desde a raiz até a parte aérea da planta”, afirma Silva e Silva, que também é diretor técnico da SulGesso, empresa catarinense líder no fornecimento de sulfato de cálcio no sul do Brasil, e que tem registrado resultados surpreendentes em produtividade junto aos produtores gaúchos através do produto granulado, à base de cálcio e enxofre, chamado SulfaCal.

No município de Giruá, por exemplo, no noroeste do estado, o produtor Cássio Bernardo Conrad aplica sulfato de cálcio há 4 anos nas lavouras de soja e milho, com 200kg misturado com adubo na linha na hora do plantio. “Em todas as safras, seja no milho ou na soja, temos observado uma melhoria no sistema radicular da planta, principalmente em casos de estresse hídrico, ajudando para uma melhor produtividade”, ressalta Conrad.

Para a obtenção do máximo potencial produtivo das cultivares é preciso que a planta esteja bem nutrida e um solo descompactado. “O solo da região é muito argiloso, sendo necessário aplicação de sulfato de cálcio para afrouxar e ajudar a flocular a argila”, explica ainda o agrônomo.

Também em Giruá, na propriedade de André Kuhn, o SulfaCal será utilizado pela terceira vez nesta safra. “Usei no milho e comecei usar na soja também porque tem cálcio e enxofre, exatamente o que a nossa terra está pedindo. O resultado são raízes mais profundas e resistência à seca, possibilitando um bom incremento, principalmente, onde está faltando mais cálcio”, destaca o produtor, que este ano deve utilizar 12 toneladas em 70 hectares de soja na linha, para repetir os números da última safra, onde colheu cerca de 67 sacas / ha.

Para o produtor Roberto Gustavo Conrad, que produz também na região de Giruá, os resultados nos três anos de uso têm sido satisfatórios na soja e, também, no cultivo de milho. “Utilizamos de 180 a 200 kg na linha misturado com adubo e temos notado melhor enraizamento, bom perfil de solo e boas produtividades”, destaca Roberto.

Atendendo toda a região de Giruá e Santa Rosa há 25 anos, a TrevoSul fornece, além dos produtos, o auxílio e orientação técnica para o uso correto e adequado dos produtores, sempre com acompanhamento nas áreas de aplicação, como destaca o diretor da empresa, Auri Francisco Neves Brum.

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Agro

Três municípios da Região Celeiro estão entre os 15 municípios em situação de emergência no RS

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Lavoura prejudicada em Espumoso — Foto: Reprodução/RBS TV

A falta de chuvas no Rio Grande do Sul está provocando grandes prejuízos nas lavouras. A Emater informou que ainda está levantando oficialmente os prejuízos, porém diversas cidades já registraram perdas de mais de 80% nas produções.

Até a noite desta terça-feira (21), 15 municípios haviam decretado situação de emergência em razão da estiagem, conforme a Defesa Civil. Outras cinco cidades registraram perdas significativas mas ainda não decretaram emergência. A maioria delas é do Norte ou Noroeste do estado. Veja lista abaixo.

Das 15, apenas uma teve teve a situação homologada pelo estado e pela União até esta terça. Júlio de Castilhos decretou situação de emergência no dia 6 de dezembro e teve homologação no dia 16. As outras cidades ainda tem prazo de 180 dias para comprovar a situação, apresentando laudos de pessoas afetadas, situação da agricultura, entre outros aspectos.

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Agro

SEAPDR detecta gafanhotos nativos em Coronel Bicaco e outros quatro municípios da região

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Fiscais estaduais agropecuários e engenheiros agrônomos da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) realizaram na sexta-feira (17), fiscalização de áreas agrícolas para monitoramento de gafanhotos.
Nesta fiscalização, realizada através de denúncia, foram feitas vistorias nas áreas agrícolas do município de Ajuricaba. Os gafanhotos, das espécies Zoniopoda iheringi e Chromacris speciosa, são nativos do Rio Grande do Sul, não se tratando de gafanhotos migratórios presentes na Argentina.
“As culturas comerciais de grãos, como milho e soja, atualmente implantadas em condições de estresse hídrico, não apresentam danos significativos causados pelo inseto. No entanto, a incerteza em relação ao clima e o desconhecimento dos hábitos dos gafanhotos podem gerar preocupação entre os agricultores”, destaca Rita Grasselli, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.
A recomendação para os agricultores é para permanecer em alerta em relação a novos focos e que, em caso de alta infestação associada a danos verificados nas lavouras, entrar em contato com a Inspetoria de Defesa Agropecuária do seu município ou com a Emater. E também através do email: [email protected]
Além de Ajuricaba, foram feitas 19 vistorias nos municípios de Coronel Bicaco, Nova Ramada, Santo Augusto e São Valério do Sul neste ano de 2021.
A SEAPDR é participante do Comitê de Emergência Fitossanitária para Schistocerca cancellata, conforme Portaria de Emergência MAPA nº 201/2020 e Instrução Normativa SEAPDR nº 17/2020 e, por isso, tem realizado vistorias de monitoramento de populações acridianas em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul.
Fonte: SEAPDR
Foto: André Ebone/Divulgação SEAPDR
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Agro

Preço ao produtor de leite teve queda real de 5% neste ano

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A pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida, uma retração de 2,5%, em comparação ao mesmo mês do ano passado.

É a segunda queda consecutiva dos preços no campo. Com isso, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”.

Os dados mostram que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

CUSTO DE PRODUÇÃO
De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra.

Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Segundo o Cepea, outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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