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Sulfato de cálcio granulado impulsiona produção na região Noroeste do RS – Portal Plural
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Agro

Sulfato de cálcio granulado impulsiona produção na região Noroeste do RS

Pável Bauken

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O Brasil deve assumir o posto de maior produtor de soja na próxima safra, ultrapassando os EUA. Dentro dessa meta, o Rio Grande do Sul tem papel fundamental, sendo que o estado é o terceiro maior produtor do grão no país.

De acordo com dados da consultoria Céleres, o RS deve ser o segundo estado com maior área cultivada no país, com 6 milhões de hectares, atrás apenas do Mato Grosso (com 9,8 milhões de hectares destinados à soja).

No estado gaúcho, a região noroeste é uma das principais produtoras de soja. Porém, apesar de produtivo, o solo da região é bastante argiloso. A soja, por sua vez, embora seja uma planta adaptável a diferentes tipos de solo, necessita de um solo com fertilidade média e que não seja muito ácido ou mal drenado, para desenvolver todo seu potencial produtivo.

Por isso, o equilíbrio do solo é a chave para uma estabilidade produtiva e a garantia de qualidade na lavoura. O sulfato de cálcio atua tanto nas camadas superficiais quanto nas mais profundas do solo, combatendo o vilão alumínio tóxico e melhorando o ambiente radicular, colaborando com a construção do perfil. Na forma granulada, apresenta grandes ganhos para o produtor em termos de redução de custo e quantidade de aplicação.

A partir da ajuda do cálcio e do enxofre, nutrientes presentes no sulfato de cálcio (também conhecido como gesso agrícola), o solo fica mais permeável, permitindo que as raízes se nutram com mais facilidade. Assim, o sulfato de cálcio entra como protagonista na adubação, principalmente onde há plantio direto, sendo aplicados uma parte no inverno e o restante no verão, como explica o especialista em solos Eduardo Silva e Silva. “O sulfato de cálcio é uma das principais composições para equilibrar o solo, fornecendo cálcio e enxofre desde a raiz até a parte aérea da planta”, afirma Silva e Silva, que também é diretor técnico da SulGesso, empresa catarinense líder no fornecimento de sulfato de cálcio no sul do Brasil, e que tem registrado resultados surpreendentes em produtividade junto aos produtores gaúchos através do produto granulado, à base de cálcio e enxofre, chamado SulfaCal.

No município de Giruá, por exemplo, no noroeste do estado, o produtor Cássio Bernardo Conrad aplica sulfato de cálcio há 4 anos nas lavouras de soja e milho, com 200kg misturado com adubo na linha na hora do plantio. “Em todas as safras, seja no milho ou na soja, temos observado uma melhoria no sistema radicular da planta, principalmente em casos de estresse hídrico, ajudando para uma melhor produtividade”, ressalta Conrad.

Para a obtenção do máximo potencial produtivo das cultivares é preciso que a planta esteja bem nutrida e um solo descompactado. “O solo da região é muito argiloso, sendo necessário aplicação de sulfato de cálcio para afrouxar e ajudar a flocular a argila”, explica ainda o agrônomo.

Também em Giruá, na propriedade de André Kuhn, o SulfaCal será utilizado pela terceira vez nesta safra. “Usei no milho e comecei usar na soja também porque tem cálcio e enxofre, exatamente o que a nossa terra está pedindo. O resultado são raízes mais profundas e resistência à seca, possibilitando um bom incremento, principalmente, onde está faltando mais cálcio”, destaca o produtor, que este ano deve utilizar 12 toneladas em 70 hectares de soja na linha, para repetir os números da última safra, onde colheu cerca de 67 sacas / ha.

Para o produtor Roberto Gustavo Conrad, que produz também na região de Giruá, os resultados nos três anos de uso têm sido satisfatórios na soja e, também, no cultivo de milho. “Utilizamos de 180 a 200 kg na linha misturado com adubo e temos notado melhor enraizamento, bom perfil de solo e boas produtividades”, destaca Roberto.

Atendendo toda a região de Giruá e Santa Rosa há 25 anos, a TrevoSul fornece, além dos produtos, o auxílio e orientação técnica para o uso correto e adequado dos produtores, sempre com acompanhamento nas áreas de aplicação, como destaca o diretor da empresa, Auri Francisco Neves Brum.

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Agro

CMN flexibiliza regras para crédito rural a pequenos produtores

Medida vale para operações de algumas linhas do Pronaf

Pável Bauken

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) retirou a exigência de apresentação de coordenadas geodésicas para contratação de operações de crédito rural no âmbito de algumas linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

A mudança vale para os financiamentos destinados ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), ao Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), ao Programa Cadastro de Terras e Regularização Fundiária (PCRF) e às operações contratadas ao amparo do Microcrédito Produtivo Rural.

A decisão do colegiado, presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, aprovou a medida em reunião ordinária realizada ontem (22).

A assessoria do BC explicou que desde junho era necessária a apresentação das coordenadas geodésicas para todas as operações de crédito rural de custeio e de investimento vinculadas a uma área delimitada do imóvel rural. “No caso específico desses financiamentos, a apresentação das coordenadas agrega custos ao processo de concessão sem o respectivo benefício, uma vez que os agricultores podem utilizar os recursos em uma gama de atividades não vinculadas à exploração agropecuária, como o artesanato e o turismo rural. Além disso, tais operações possuem ticket médio baixo, em torno de 2 mil reais, configurando financiamentos com forte cunho social. O entendimento do CMN é que, apesar dos custos reduzidos e da ampla difusão do uso das tecnologias de sensoriamento remoto, a exigência de fornecimento das coordenadas geodésicas nesses financiamentos encarece o processo de concessão sem ganhos para a fiscalização dessas operações”, diz a nota oficial.

Captação externa

Em outra medida aprovada ontem, o CMN decidiu que os recursos obtidos por meio de empréstimos com bancos multilaterais ou agências internacionais de desenvolvimento destinados a operações de repasse poderão também ingressar no país a partir de contas especialmente designadas, tituladas pela instituição financeira nacional, que são abertas no exterior exclusivamente para depósito dos recursos do empréstimo ou financiamento concedido por esses agentes internacionais. A medida, segundo o conselho, tem como objetivo dar mais eficiência ao mercado financeiro, facilitando as captações externas para os agentes econômicos financiarem seus projetos no país.

Portabilidade de crédito e débito em conta

Também foi aprovada, na reunião do CNM, a prorrogação da entrada em vigor das novas regras para portabilidade de crédito nas operações com cheque especial e para a autorização de débito em conta de depósitos e de pagamento. Essas regras estavam previstas para valerem a partir de novembro deste ano, mas só vão entrar em vigor em março do ano que vem.

“Esses ajustes decorrem da necessidade de as instituições reguladas concentrarem esforços, especialmente em tecnologia, nos projetos prioritários e estruturantes para o Sistema Financeiro Nacional, o Pix e o Sistema Financeiro Aberto (Open Banking). No caso da portabilidade de crédito, o adiamento trata das regras envolvendo inclusão das operações com cheque especial, possibilidade de operações de crédito imobiliário contratadas originalmente fora do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) serem enquadradas no SFH na portabilidade e criação do ‘Documento Descritivo de Crédito’ (DDC)”, informou o BC, em nota.

ebc

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Agro

Tempo seco reduz intensidade de plantio da soja que atinge 5% da área total estimada

Reporter Plural

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Ilustração Google

O tempo seco fez produtores de soja reduzirem a intensidade da implantação da cultura no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento (GPL) da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), e divulgado nesta quinta-feira (22/10), em algumas regiões, foi necessária inclusive a paralisação do plantio que já atinge 5% da área total estimada.
A umidade dos solos foi o fator condicionante para a continuidade dos plantios nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Soledade, Santa Rosa, Bagé, Frederico Westphalen, Santa Maria, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre e Caxias do Sul. Na de Ijuí, a semeadura praticamente paralisou, sendo realizada apenas nas áreas com irrigação, ainda pouco expressivas em relação à área total a ser cultivada na região.
Com vários dias sem precipitações, a umidade do solo está muito abaixo da ideal para a semeadura e germinação das sementes. Assim, os produtores não realizam semeadura para evitar perda de sementes. Nas áreas com irrigação, os cultivos estão com bom desenvolvimento inicial. Nas de sequeiro, a emergência é desuniforme e já ocorre morte de plântulas.
Na região de Soledade, a semeadura está paralisada; alguns produtores semearam durante a semana na perspectiva do retorno das chuvas, sob o risco de a semente iniciar a germinação e não ter as condições de umidade para o início do desenvolvimento vegetativo. Na região de Santa Rosa, os agricultores esperam a retomada da umidade para efetivar a semeadura; alguns já o fizeram na expectativa de que houvesse chuva, o que não aconteceu. A baixa umidade do ar e do solo tem impedido a realização da dessecação das áreas que receberão a oleaginosa. Os produtores aproveitam o momento de paralisação dos plantios para intensificar a colheita do trigo e liberar as áreas para a semeadura da soja.
A sequência de dias com tempo seco reduziu a umidade do solo e, em algumas regiões do Estado, já há lavouras de milhho com sintomas de estresse hídrico. O plantio da cultura já chega a 70% a área total estimada. O predomínio de tempo bom, com temperaturas médias entre 13 e 25°C, permitiu a execução das atividades de semeadura do arroz, principalmente em áreas de maior dificuldade de drenagem, que agora se encontram com umidade ideal. O plantio da cultura já atinge 50% da área total estimada. Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Ijuí e Porto Alegre, os plantios da primeira safra de feijão foram concluídos. Na de Frederico Westphalen, 5% das áreas já alcançam a fase de enchimento de grãos. A escassez de chuvas nos últimos dias está prejudicando o desenvolvimento da cultura. Produtores realizam adubação em cobertura, tratamento fúngico e controle de pragas e ervas daninhas.

CULTURA DE INVERNO – TRIGO
Foi aberta oficialmente na última sexta-feira (16/10), em Cruz Alta, a colheita do trigo no Rio Grande do Sul, que já está com mais de 30% da área colhida, e o tempo seco e as altas temperaturas favoreceram a maturação e colaboraram com o avanço da colheita.
A produtividade das lavouras apresenta grande variabilidade devido aos danos causados pelas geadas correlacionados com o período de semeadura, a localização das lavouras e ciclo das cultivares. Nas áreas plantadas mais tarde, a tendência é de redução da produtividade devido à falta de chuvas, que resulta em grãos miúdos e chochos. O trigo tem se apresentado no atual momento como uma boa alternativa entre as culturas de inverno, especialmente quando implantado com vistas a melhorar a fertilidade do solo.
A cultura do trigo, integrada em sistemas de rotação de culturas, contribui efetivamente para a manutenção e melhoria da fertilidade química e física do solo, para o controle de doenças, pragas e plantas daninhas e para uma maior eficiência de maquinário, mão de obra e insumos na propriedade rural, condições fundamentais para a sustentabilidade da agricultura brasileira.

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Agro

Sicredi libera R$ 7,6 bi para custeio nos três primeiros meses da safra 20/21

Reporter Plural

Publicado

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Foto: Pixabay/montagem

De acordo com a entidade, produtores da região que abrange os Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, já contrataram R$ 1,8 bilhão para custeio, 86% do volume planejado para o período.

A instituição financeira cooperativa Sicredi liberou R$ 7,6 bilhões para custeio agropecuário nos três primeiros meses da safra 2020/2021 – julho a setembro -, 17% a mais do que em igual período da safra 2019/20. Produtores da região que abrange os Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, já contrataram R$ 1,8 bilhão para custeio, 86% do volume planejado para o período.

“Os números reforçam o excelente desempenho do agronegócio nacional, mesmo durante o cenário adverso enfrentado pela economia devido à pandemia (de covid-19). A fase positiva do setor se reflete na procura por crédito”, disse em nota o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias.

“Estamos conseguindo atender 100% da demanda para custeio agropecuário”, acrescentou. Para investimentos em máquinas agrícolas, equipamentos e projetos avícolas, de bovinos e suínos, o Sicredi emprestou R$ 2,6 bilhões a agricultores associados, o equivalente a 61% do valor planejado para os três meses. Os resultados positivos das safras recentes estimulam produtores a se planejarem para o longo prazo e fazerem investimentos, segundo Farias.

O montante concedido a associados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, de pouco mais de R$ 1 bilhão, representa 82% do estimado pela instituição financeira cooperativa para linhas de investimento no período. Farias informou no comunicado que não tem sido possível atender integralmente à demanda por crédito para investimentos, em virtude do esgotamento de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Sicredi lembrou que o banco suspendeu, a partir de 9 de outubro, pedidos de novos financiamentos para o Moderagro, alegando altos índices de comprometimento de recursos ofertados para a safra 2020/21. No fim de setembro, o BNDES já havia bloqueado novas solicitações de financiamento ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), ao Inovagro e à linha com taxa de juros prefixada de 4% ao ano do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), destinada à aquisição de máquinas e implementos agrícolas.

 

FONTE   CANAL RURAL

 

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