Sororidade e luta por direitos são pauta de Encontro de Mulheres de Santo Cristo – Portal Plural
Connect with us

Geral

Sororidade e luta por direitos são pauta de Encontro de Mulheres de Santo Cristo

Publicado

em



Em uma oportunidade de discutir temas que possam contribuir com o desenvolvimento da sociedade, como sororidade e luta por direitos que promovam o respeito e a dignidade humana, o Encontro alusivo ao Dia Internacional da Mulher reuniu mais de 400 pessoas, no CTG Rancho da Amizade em Santo Cristo. O evento, realizado nesta quinta-feira (05/03), é resultado da parceria entre Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Emater/RS-Ascar e Cresol, com apoio da Paróquia Ascenção do Senhor, Pastoral da Criança, Conselho Municipal dos Clubes do Lar e de Mães, Assistência Social, Simusc, Coopasc, Saúde Alternativa, Sicredi, Cotrirosa e Coopermil.

A professora doutora da Escola Superior de Teologia, Márcia Blasi, uma das palestrantes, explica que a palavra sororidade deriva do latim sóror, que significa “irmãs”, e, em sua prática, pressupõe a união e aliança entre mulheres, baseadas na ética, na empatia e no companheirismo. Com essa menção, destacou a importância de as mulheres zelarem pela própria vida e dignidade, assim como das demais, em relações recíprocas de respeito e autocuidado.

Neste contexto, a agricultora Genoveva Haas, uma das principais lideranças regionais, relembrou que por muitos anos as mulheres não tinham CPF próprio. “Inclusive eu carreguei por muito tempo o número do CPF do meu marido, não tinha minha cidadania reconhecida. E, mais, para sermos reconhecidas como agricultoras, tivemos que lutar”, relatou, ao rememorar a organização que culminou na fundação do Movimento de Mulheres Rurais, no dia 7 de novembro de 1984, em Santo Cristo. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Pedro Almiro Ullrich, destacou que foi necessária muita luta para conquistar espaços não somente de igualdade, mas de equidade, em um contexto de justiça e de oportunidades iguais independentemente do gênero.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Ademir Renato Nedel, reconheceu que o sucesso recorrente do Encontro de Mulheres e da luta ao longo dos anos é resultado da união entre as instituições locais, “que contribuem para que a mulher sinta-se verdadeiramente valorizada”. Sob esta ótica, a vice-prefeita, Loreci Finger Riewe, expressou essa valorização, ao enfatizar que “nós mulheres somos muito especiais e estamos muito felizes por participar de momentos como este, atuantes, porque cada vez mais temos a certeza que podemos fazer a diferença na nossa sociedade”.

A agente de crédito da Cresol de Santo Cristo, Dirce Schreiner relatou uma pesquisa realizada sobre a participação da mulher no cooperativismo. No caso da Cresol, em 2013, 4% dos associados da cooperativa de crédito, no município, eram mulheres. “De dois anos para cá houve um salto e hoje 36% do quadro de associados da Cresol de Santo Cristo e suas agências é formado por mulheres, mostrando que os projetos de estímulo não foram em vão”, avaliou. O assessor parlamentar José Luís Seger destacou que o dia é também de “gratidão às mulheres que lutaram por suas conquistas e protagonizaram importantes momentos como a caminhada contra o feminicídio”.

A presidente da Associação Regional dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da Grande Santa Rosa, Marta Wolkmer, lembrou que para que o Dia Internacional da Mulher existisse ocorreram muitas tragédias e muita luta. “Ele não surgiu em vão, mas todos esses desafios, somente nos fortalecem e nos permitem uma organização para assegurar nossos direitos. A luta não pode parar”, afirmou. Maria Sueli Engel, coordenadora municipal do Movimento de Mulheres, acrescentou que os desafios são bons e importantes, no entanto, destacou a preocupação com as mulheres que, pressionadas pela discriminação e pelas múltiplas responsabilidades que lhe são impostas culturalmente, sofrem com momentos de angústia e situações mais graves como a depressão. “Mas mesmo sendo discriminada, a mulher não para, e assume a responsabilidade de ser o alicerce da família e da luta por maior dignidade e respeito em nossa sociedade, no nosso país”.

A valorização das diferentes culturas e crenças também esteve presente na participação plural, com falas do padre Carlos José Griebeler, hino entoado por Marlete Valenzuela, da Igreja Assembleia de Deus e palestra da também pastora da Igreja Luterana, Márcia Blasi.

A música de Marcelo e Neli Rademann trouxe alegria e descontração em diferentes momentos da programação, com ênfase maior no sarau dançante realizado durante a tarde.

Sororidade e amor

Uma das principais atrações do Encontro foi protagonizada pelas professoras doutoras, Rosângela Angelin, do curso de Direito da URI, e Márcia Blasi, do curso de Teologia, em São Leopoldo.  Em sua palestra abordaram o ser mulher na sociedade contemporânea, destacando aspectos de sororidade, respeito e amor. “Ser mulher não é tarefa fácil. O exercício da sororidade, de abrir a janela e ver as demais, compreender quando é necessária ajuda, permite que os desafios e as dificuldades sejam superadas de uma forma menos difícil”, afirmou Márcia.

Ela também destacou a importância da mulher na construção das relações afetivas e da identidade individual e coletiva. “Muito do que temos, referência de carinho, afetividade, até mesmo representados em peças artesanais de nossa infância, é resultado de nosso convívio com mulheres”, afirmou.

Ao observar uma colcha de retalhos que ganhou, ainda criança, de sua avó, relatou que fica refletindo sobre o que a avó “pensava enquanto a costurava no sótão da casa. O quanto ela chorou sobre a máquina de costura, analfabeta, sem CPF, numa vida de submissão ao marido”. Diante dos desafios que foram sendo superados ao longo das últimas décadas, “precisamos de conhecimento para nos defender e coragem para viver e fazer as coisas de uma forma diferente”, incentivou Márcia. Ela ainda reiterou que não significa que mulheres são melhores do que homens ou vice-versa. “Mulheres e homens foram ensinados a viver desta forma e há muitos paradigmas a serem quebrados com respeito e dignidade”, reiterou.

Rosângela também destacou a importância de não confundir amor com desamor, de não ser refém das contradições sociais. Também incentivou a homenagem às mulheres presentes que protagonizaram importantes conquistas, desde a década de 80. “É difícil encontrar um exemplo maior de amor do que a luta que muitas destas mulheres protagonizaram pelas demais. Ao pensar no coletivo, não desistiram, e conquistaram muita coisa que reflete na vida de mulheres do Brasil inteiro”.

Compartilhe
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Geral

50 anos da Casa da Amizade Santa Rosa

Publicado

em



Em uma entrevista muito especial nesse mês de junho, o programa D’Life, apresentado pela âncora Marli Zorzan, teve a honra de receber as Sras. Olga Liberali, Claudete Mallmann, Roslaine Smaniotto e Sônia Barili, para falar sobre os 50 anos da Casa da Amizade em Santa Rosa.

Entidade que há 50 anos vem demostrando, através de ações, todo seu amor, luta, garra, voluntariado, projetos sociais em um valioso envolvimento voluntário para o bem de Santa Rosa e seus cidadãos, contribuindo muito para nosso desenvolvimento.

Seguindo a Sra. Claudete Mallmann, 1ª e 2ª presidente da Casa da Amizade, “esta instituição começou em Bauru, São Paulo, e está completando quase 100 anos de existência. Naquela época nós éramos simplesmente as rosas que enfeitavam os jantares, aquelas mulheres que se reuniam de vez em quando para conversa e trocar ideia, quando a Sra. Violeta Loureiro, de Bauru-SP, se rebelou e disse que isto não era o nosso papel, porque nos reunimos para ficar falando de figurinhas, filmes, cinema, roupas, receitas. Então ela chamou as esposas dos rotaryanos da época e expôs a elas que precisava que o coração delas, que era tão grande, mas não para fazer este tipo de trabalho e sim algo mais, olhar para frente, os outros, as pessoas que estão a nossa volta.

Uma coisa muito interessante ela disse, começando até por nós, quantas de nós precisam umas das outras. Se quisermos fazer alguma coisa, em primeiro lugar, temos que ser amigas, olhar o grupo onde estamos, a nossa família, não só a biológica, de casa, mas famílias que irão aprender a serem amigas e se querer bem, então assim poderemos fazer um belo trabalho na nossa comunidade. Os rotaryanos ficaram encantados e o Rotary Internacional sabendo deste trabalho,  deu os parabéns a elas, e disse, para os Rotarys da época, que suas esposas começassem a divulgar estes trabalhos que as mulheres estavam fazendo no Brasil.

E assim foi aqui em Santa Rosa, o Sr. Sérgio Mallmann foi presidente do Rotary Santa Rosa Junior, o Governador do Distrito fazia visita aos clubes, e quando aqui chegou, a esposa dele, encantada com a cidade, perguntou como estava a nossa Casa da Amizade, eu não sabia o que dizer, pois na época não conhecia também,  quando ela me disse, não pode ser, vocês como uma cidade progressista precisam ter uma Casa da Amizade, vou te mandar todos os papéis e tudo que precisa ser feito para vocês possam fundar a Casa da Amizade, Santa Rosa merece. E assim começou nosso trabalho.

A Casa da Amizade começou com 38 afiliadas e possui hoje 50 afiliadas.

Para a Dra. Sônia Barili, “eu estava lendo sobre a Casa da Amizade e uma coisa chamou a minha atenção, dizia assim, que Casas da AmIzade como associação, surgiram do sentimentalismo do povo latino-americano, porque o Brasil é o local onde mais tem Casas da Amizade, Brasília é o centro destas Casas, nós somos um povo solidário e generoso.”

Hoje, 50 anos depois do surgimento da Casa da Amizade Santa Rosa, ela é presidida pela Sra. Roslaine Smaniotto, que disse, “hoje eu sinto a mesma emoção de quando foi fundada a Casa, pois cada mulher que passou ou esteve sempre por lá, mostrou que seu intuito é realmente a solidariedade. Estas mulheres que estão aqui hoje são  algumas das fundadoras da instituição. Quanto entrei para este grupo, em 2007 o que me chamou muito a atenção foi a união de personalidades que cresce sem barreiras, A gente se sente poderosa pela capacidade que a mulher tem de fazer o que quiser, abrirmos os caminhos que sonharmos.

É preciso saliente que antigamente tudo era mais difícil, as ações delas não tinham as estruturas que temos hoje, elas iam até as casas ensinar as pessoas. A realidade de hoje é bem diferente, mas seja no começo ou agora, o que sempre prevaleceu foi a força da mulher”

Conforme Olga Liberqali, “lembro-me que iam até nas casas ensinar a cozinhar, limpar, costurar entre tantas outras atividades. Naquela época a instituição juntou um dinheiro e construiu umas casinhas de madeira na Vila Auxiliadora. Foram construídas duas casas e escolhemos as pessoas que achamos mais necessitadas e ainda com crianças, as colocamos na casa, mas elas não tinham noção de como manter a casa, então foi preciso ensinar tudo para que pudessem ter uma vida melhor e conservando seu patrimônio. Além de cuidar da casa, ensinar plantar, colher”

“Você não imagina e emoção que é para nós, pois parece que não se passaram 50 anos, isso foi ontem. E hoje em dia na Casa, quase 50% das nossas associadas, há 50 anos ou estavam nascendo ou com poucos anos de vida, e isso é uma coisa que nos encanta, é um orgulho saber que trouxemos mulheres competentes, jovens que estão aí e vão continuar fazendo por mais 50 anos este trabelho, isso é extremamente gratificante” disse emocionada a Sra. Claudete Mallmann.

 

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Geral

Estado vive vazio sanitário da soja entre julho e outubro

Publicado

em



No período de 13 de julho a 10 de outubro, produtores de soja do Rio Grande do Sul não podem plantar, nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento.

É o vazio sanitário da cultura no Estado, definido pela Portaria nº 516, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A finalidade é reduzir a quantidade de inóculo na área. Conforme a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Rita de Cássia Antochevis, o fungo causador da ferrugem asiática se espalha pelo vento, e a doença não é transmitida por semente.

“É um parasita obrigatório ou biotrófico, porque vive apenas em hospedeiros vivos. Portanto, para sobreviver, depende de hospedeiros alternativos ou da própria soja, através das plantas voluntárias, guaxas ou tigueras, que nascem a partir de grãos perdidos na colheita”, explica Rita.

Ela alerta que é importante identificar a ferrugem em sua fase inicial. Portanto, o monitoramento deve ser constante, desde a germinação das sementes até o período próximo à floração. “Para detectar a praga ainda no início da doença, o agricultor deve observar as folhagens utilizando uma lupa, procurando pontos escuros ou pequenas saliências. Também pode ser constatada pela análise laboratorial”.

A ferrugem asiática da soja é uma doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Foi identificada no Brasil em 2001, em lavouras de soja no estado do Paraná. É uma praga de fácil disseminação, pois se espalha pelo vento. É considerada uma das doenças mais severas que atacam a cultura da soja, com redução da produtividade da lavoura devido à desfolha precoce, impedindo que os grãos se desenvolvam completamente.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Geral

Nerison Paveglio assume a presidência do SIMMME.SR

Publicado

em



Associados do SIMMME.SR – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Santa Rosa elegeram e empossaram na terça-feira (21) o empresário Nerison Antonio Paveglio para presidir o Sindicato Patronal. A gestão será de dois anos.

Nerison é diretor da Metalúrgica Industrial Ltda e já presidiu a entidade na gestão 2006/2008. Atualmente, também ocupa um cargo na FIERGS, como diretor. Ele substituirá o empresário Nestor Neitzke, que estava à frente da entidade que representa as Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico dos municípios de Santa Rosa, Giruá, Horizontina, Santo Cristo, Três de Maio, Tucunduva e Tuparendi.

A diretoria completa ficou assim constituída: Presidente: Nerison Antônio Paveglio; Vice-presidente: Júlio César Weschenfelder; 1º Secretário: Rosnei Silveira; 2º Secretário: Darci de Godoy; 1º Tesoureiro: Moacir Maronez; 2º Tesoureiro: Édio Antônio Papalia. CONSELHO FISCAL – EFETIVOS: Irálcio José Motta Amorim, Moacir Antônio Locatelli e Nerci Linck. CONSELHO FISCAL – SUPLENTES: Nestor Neitzke, José Finkler e Sidnei Aquino Vargas.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

PORTAL PLURAL LTDA
ME 33.399.955/0001-12

© 2022 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×

Entre em contato

×