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Semestre tem menor número de mortes em acidentes de trânsito no RS dos últimos 12 anos

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O balanço da acidentalidade no primeiro semestre aponta para o menor número de mortes no trânsito do RS desde 2007, quando o DetranRS estabeleceu a metodologia atual que contabiliza as vítimas que morrem até 30 dias após o acidente. Foram 806 mortes de janeiro a junho nas vias gaúchas, um número ainda muito alto, mas 7% menor do que no mesmo período do ano passado, quando morreram 865 pessoas.

A violência no trânsito vem diminuindo desde 2010, quando foi registrado o pico da acidentalidade no Estado (1.147 mortes no 1º semestre). Com algumas inflexões nos anos 2014 e 2017, a redução é constante, como mostra o gráfico. O número de acidentes fatais também caiu 5% em relação ao primeiro semestre de 2018, passando de 772 ocorrências para 733.

Mortes no RS primeiro semestre

– – Foto: Detran

Acidentes

Análise dos acidentes no primeiro semestre define as colisões frontais ou traseiras como responsáveis por 34,5% das ocorrências com mortes, seguidas pelos atropelamentos (23%) e colisões laterais (12%). Os automóveis são os mais frequentes nas tragédias, representando 36% do total de veículos envolvidos nos acidentes fatais. Relativamente à frota, é um percentual baixo, considerando que são 61% dos veículos em circulação. As motocicletas e motonetas, ao contrário, representam 17% da frota e foram 22% dos veículos envolvidos em acidentes fatais.

Veiculos envolvidos em acidentes janjun2019   detran

– – Foto: Detran

Finais de semana concentraram a maioria das ocorrências (51% se somadas as sextas, sábados e domingos) e o turno da noite foi o mais perigoso, acumulando 36% dos acidentes fatais. Cinquenta e oito por cento das ocorrências com mortes ocorreu em rodovias.

Acidentes por dia da semana janjun2019

– – Foto: Detran

Vítimas

A maioria das vítimas fatais no trânsito no período de janeiro a junho deste ano estava na condição de condutor de veículo (27%). Somando-se aos 16% que morreram na condição de passageiros, quase metade morreu dentro de carros. Os motociclistas também preocupam, representeando quase 25% do total de mortes, assim como os pedestres (21%).

Seguindo um padrão histórico, os homens são os mais vitimados, representando 79% do total de mortes. Trinta e sete por cento das vítimas tinha entre 21 e 39 anos. Depois dessa idade a participação em acidentes começa a cair, voltando a crescer na faixa dos 65 aos 74 anos.

vítimas fatais detran

– – Foto: Detran

Para ver o relatório completo do diagnóstico da acidentalidade, acesse a seção de Estatística no site do DetranRS.

Avanço ameaçado

O resultado do trânsito menos violento da história recente vem ao mesmo tempo em que o uso de radares móveis nas rodovias federais é suspenso, medida que pode ameaçar parte do avanço conquistado no Estado. Junto com o controle do álcool e do celular, do uso do cinto de segurança, cadeirinhas e capacetes, a gestão da velocidade é uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde para reduzir a mortalidade no trânsito.

“Os radares são instrumentos importantes para o controle da velocidade nas estradas. Retirar os radares das rodovias é dar carta branca para os maus motoristas pisarem ainda mais fundo, provocando tragédias que seriam evitáveis caso houvesse algum tipo de controle. Não há dúvidas de que os radares inibem o comportamento inadequado, e que a rigidez na punição é, muitas vezes, a única forma de ‘educar’ determinados motoristas”, avalia o diretor-geral do DetranRS, Enio Bacci.

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Terapeutas Ocupacionais do CER realizam atividades diferenciadas

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Proporcionar vivências do cotidiano também faz parte do trabalho desenvolvido no CER II – Santa Rosa. Os Terapeutas Ocupacionais do Centro Especializado em Reabilitação Intelectual e Auditiva, Douglas Utzig e Lígia Junges, realizaram nesta segunda-feira (23), uma atividade externa com o grupo de reabilitação intelectual. Eles conduziram 05 pacientes que fazem parte do grupo, para uma experiência de Mobilidade Funcional e Condutas Sociais.
Para a realização da atividade, as crianças saíram do CER, caminhando com orientação de mobilidade urbana, trânsito seguro e orientação sobre os espaços que compõem o cenário da cidade, até a rodoviária. Ao chegarem no centro, no hotel Rigo, foram recebidos pela gerente e aprenderam sobre as rotinas de hospedagem: check-in, mobilidade interna do hotel – elevador, uso do quarto, higiene, café da manhã, salão de eventos, recepção e check-out. Logo após, caminharam até a rodoviária, onde foi simulado um roteiro de viagem, com a compra de passagem, identificação do box e ônibus a ser utilizado e a apresentação de todos os espaços que compõem a rodoviária: restaurante, lojas, sala de espera e banheiro. O Terapeuta Ocupacional Douglas Utzig ressaltou a importância de realizar a atividade externa com as crianças em atendimento no CER, “A reabilitação é multifatorial, decorre da interação entre família, escola, criança, sociedade e profissionais. Por isso, experiências como essas do cotidiano, contribuem muito para melhorar o desenvolvimento dos pacientes”.
Cada paciente do grupo teve a oportunidade de conduzir a travessia das ruas em faixa de segurança, sempre com a supervisão dos profissionais. Para a Terapeuta Ocupacional Lígia Junges, as atividades realizadas na prática, ofertam experiências sensoriais e sociais que potencializam o aprendizado, “Percebemos que através das experiências vivenciadas, os indivíduos desenvolvem habilidades. O grupo demonstrou boa compreensão e interesse no aprendizado”. O Centro Especializado em Reabilitação Auditiva e Intelectual (CER II) é um serviço oferecido pela Fundação Municipal de Saúde e funciona de segunda à sexta-feira.
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Destaque

1005 casos de dengue em Santa Rosa

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O boletim atualizado da Secretaria Estadual de Saúde aponta que já são 1.005 casos confirmados de dengue em Santa Rosa, incluindo uma morte.

Os dados apontam que há ainda 1.036 casos em investigação, aguardando o resultado oficial do Laboratório Central de Saúde Pública do RS.

Ao todo são 2.206 notificações desde o início do ano.

No estado já são 28.056 casos confirmados, com 35 mortes registradas. Igrejinha é a cidade com o maior número de óbitos (06), seguida de Horizontina (04) e Novo Hamburgo (03).

Na região, além de Santa Rosa, houve o registro de um óbito nas cidades de Boa Vista do Buricá, Independência e Nova Candelária.

Segundo o Estado, o número de mortes por dengue em 2022 já é mais do que o triplo observado em 2021, quando 11 óbitos pela complicação ocorreram. A maior parte das pessoas que morreram este ano tinha 70 anos ou mais (25). Outras dez que morreram estavam com idade entre 10 e 59 anos.

A dengue está presente em 446 municípios gaúchos.

Nesta semana a Secretaria Estadual da Saúde lançou um novo painel para o monitoramento da dengue. No mesmo ambiente, é possível acompanhar o registro dos casos, óbitos e internações pela doença.

painel dispõe de uma série de informações do Estado ou por município: notificações, confirmados, em investigação, incidência, descartados, autóctones e óbitos. Os registros são ainda apresentados por sexo, faixa etária e com na linha do tempo (por semana epidemiológica) ano a ano ou na série histórica desde 2015.

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Aquecimento global: temperatura pode aumentar em 1,5°C até 2026

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que o planeta deve atingir o aumento de 1,5 ºC da sua temperatura média dentro dos próximos cinco anos. Segundo o órgão, existe quase 50% de chance de que a marca seja ultrapassada.
 
Esse limite foi estipulado no Acordo de Paris, em 2016, como crucial para frear os impactos das mudanças climáticas sobre a vida das pessoas e sobre os ecossistemas no globo. Especialistas afirmam que depois desse ponto, o problema já não será mais reversível.
 
Essa previsão foi recebida com apreensão pelos ambientalistas. Ela revela que estamos muito perto de falharmos com as metas climáticas e com os acordos que estabelecemos anos atrás. Também mostra que é preciso redobrar os esforços na busca de soluções.
 
As chances de atingir o aumento de 1,5 ºC na temperatura era de apenas 10% na última década. Ela aumentou em decorrência de muitos fatores, sendo o principal a emissão contínua de gás carbônico na atmosfera.
 
Os efeitos colaterais do aquecimento também favorecem fenômenos com o El Niño, um evento atmosférico natural do planeta capaz de elevar ainda mais os valores nos termômetros, em até 0,3 unidades.
 
Em abril, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) emitiu um relatório constatando que existem alternativas capazes de evitar esse desastre que parece iminente. Ainda assim, outro órgãos, como o Serviço Nacional de Metereologia do Reino Unido, Met Office, levantaram dúvidas sobre as conclusões.
 
Muitos ambientalistas também contam com o fato de que o acréscimo temporário de menos de um ano do limite estabelecido não levarão aos perigos descritos no Acordo de Paris. Essa pode ser uma maneira da humanidade ganhar tempo, mas que ainda assim serão inevitáveis se nada continuar a ser feito. 
Fonte:TecMundo
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