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Seis cidades do RS definem uso obrigatório de máscaras contra Covid-19

Reporter Cidades

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Laura Gross / Rádio Guaíba | Foto: Alina Souza


Pelo menos seis prefeituras gaúchas emitiram, nesta semana, decretos municipais tornando obrigatório o uso de máscaras como medida de enfrentamento à pandemia de Covid-19. Em Cachoeirinha, na região Metropolitana, o prefeito Miki Breier assinou a decisão nesta terça. O documento determina a obrigatoriedade do uso de proteção facial pelos trabalhadores de setores autorizados ao funcionamento ao público e moradores que precisem sair de casa.

Medidas semelhantes já haviam sido tomadas, na segunda-feira, em Ivoti, no Vale do Sinos. O prefeito Martin Cesar Kalkmann estabeleceu o uso massivo de máscaras descartáveis ou de tecido. Os itens podem ser produzidos de forma caseira, conforme orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A partir de quinta, também devem usar máscara os usuários de táxi e transporte coletivo ou compartilhado, clientes de serviços essenciais, como supermercados, mercados e farmácias, e de estabelecimentos comerciais que tiverem a atividade liberada.

Em São Sepé, na região Central, o uso obrigatório de máscaras também começou a valer nessa segunda-feira. O decreto, assinado pelo prefeito Leocarlos Girardello, permite o modelo de fabricação doméstica, e vale para o acesso a estabelecimentos públicos e privados da cidade.

Em Restinga Sêca, na mesma região, o prefeito Paulo Ricardo Salerno determinou, da mesma forma, o uso dos acessórios de proteção. O decreto obriga o uso de máscaras cirúrgicas e caseiras em ambientes públicos e privados, em toda a cidade, principalmente em locais que tenham filas de espera.

Em Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo, o prefeito Artigas Teixeira da Silveira emitiu um decreto, na manhã de hoje, determinando o uso de máscaras, sobretudo em em via pública.

Já o prefeito de Lajeado, no Vale do Taquari, informou na segunda-feira que o decreto que obriga o uso de máscaras entra em vigor ainda durante a semana. De acordo com Marcelo Caumo, o município espera a publicação do decreto do governo estadual, que regulamenta o funcionamento do comércio, para adequar a legislação.

Correio do Povo

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Dezembro terá fenômeno astronômico que não ocorre desde a Idade Média

Reporter Global

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Divulgação/Nasa

 

Um fenômeno astronômico que não acontece desde a Idade Média poderá ser observado no dia 21 de dezembro.

 

* Fenômeno Errado

 

 

 

É a proximidade entre Júpiter e Saturno, parecendo um planeta duplo

 

Logo após o pôr do Sol: a proximidade entre Júpiter e Saturno fará com que esses dois corpos celestes pareçam um planeta duplo.

 

A proximidade entre os dois planetas já está ocorrendo e, entre os dias 16 e 25 de dezembro, a percepção será de que eles estarão separados por menos do que um diâmetro de lua cheia. “Na noite de maior aproximação, em 21 de dezembro, eles se parecerão com um planeta duplo, separados por apenas um quinto do diâmetro da lua cheia”, explica o astrônomo da Rice University, Patrick Hartigan.

Embora as melhores condições de visualização sejam próximas ao Equador, o fenômeno poderá ser observado em qualquer lugar da Terra, se o clima permitir. Hartigan explica que a dupla planetária aparecerá baixo no céu ocidental por cerca de uma hora após o pôr do sol todas as noites. “Para a maioria dos observadores do telescópio, cada planeta e várias de suas maiores luas estarão visíveis no mesmo campo de naquela noite”, acrescentou.

Segundo o astrônomo, alinhamentos entre esses dois planetas são bastante raros. “No entanto, esta conjunção é excepcionalmente rara por causa da maior proximidade entre eles. Você teria que voltar até um pouco antes do amanhecer de 4 de março de 1226 para observar um alinhamento mais próximo entre esses objetos visíveis no céu noturno”, complementou.

A próxima vez que esse vento ocorrerá será no dia 15 de março de 2080. Depois, só depois do ano 2400.

 

 

Agencia Brasil

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Geral

Volume de pagamentos com Pix quase dobra na 2ª semana e já soma mais de R$ 24 bilhões

Reporter Global

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Foram R$ 14,8 bilhões na segunda semana contra R$ 9,3 bilhões na primeira | Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil / CP

 

Foram R$ 14,8 bilhões na segunda semana contra R$ 9,3 bilhões na primeira

 

 

O volume financeiro movimentado pelo Pix, sistema de pagamentos instantâneos, alcançou R$ 24,144 bilhões em duas semanas desde o seu lançamento, em 16 de novembro, conforme dados atualizados pelo Banco Central nesta segunda-feira. Foram registradas até o momento mais de 28 milhões de transações com a nova modalidade.

Na segunda semana de uso do Pix, que já caiu no gosto dos brasileiros, a cifra diária praticamente dobrou à medida que mais pessoas começam a aderir à solução. Quando considerado o volume financeiro nos dois períodos, o montante teve incremento de 59%. Foram R$ 14,8 bilhões na segunda semana contra R$ 9,3 bilhões na primeira. Os dados do Pix são atualizados diariamente pelo BC até às 18 horas.

O maior volume financeiro, ao menos até aqui, ocorreu na Black Friday, dia 27, importante data para o varejo, principalmente em um cenário de pandemia. Na ocasião, o Pix movimentou cerca de R$ 3,314 bilhões em mais de três milhões transações feitas com a modalidade.

Até o momento, a nova forma de pagar e transferir dinheiro no Brasil atraiu mais de 40 milhões de usuários, mostram dados do BC. O número cresceu frente à primeira semana de uso do Pix, quando a novidade somava 36,635 milhões de adeptos. Do total da base de usuários, 38,024 milhões são pessoas físicas e 2,416 milhões jurídicas.

O número das chamadas “chaves” também cresceu na segunda semana. Tratam-se dos dados que permitem o pagamento por meio da nova tecnologia lançada pelo BC. Cada usuário pode ter até cinco chaves dentro do Pix. Assim, o total já passa dos 93,240 milhões, segundo a autoridade monetária. São cerca de 89,115 milhões de chaves de pessoas físicas e mais de 4.125 milhões de pessoas jurídicas.

Com tamanha adesão, o Pix deve fazer a modalidade de débito sofrer no médio prazo, na opinião do analista da Genial Investimentos, Eduardo Nishio. “Vai depender muito do uso por parte do lojista, o ritmo de adoção do Pix e o quanto ele vai ou não fomentar o débito, que é mais rentável aos bancos”, avalia.

Nos estabelecimentos comerciais, cresce a oferta de pagamento em três modalidades: débito, crédito ou Pix. O maior uso do Pix, observa Nishio, deve impactar as receitas de conta corrente dos grandes bancos uma vez que tornam outros instrumentos como boleto, transferências eletrônicas (TED e Doc) obsoletas. Tanto é que os bancos avançam na oferta de pagamento de contas via Pix. Nishio lembra, contudo, que muitos clientes já não pagam pacote de serviços ou optam por bancos com gratuidade.

“O Pix vem na linha de atuação do Banco Central de promover uma maior inclusão financeira no Brasil”, avalia o diretor sênior de instituições financeiras da Fitch Ratings para América Latina, Claudio Gallina.

Para ele, a centralização do Pix no guarda-chuva da autoridade monetária é positiva a despeito das críticas de alguns de uma eventual ‘estatização’ nos meios de pagamentos. Essa é, conforme Gallina, a grande diferença do Brasil e da China. “Aqui, o sistema é centralizado. Tem alguém que controla, o que é muito positivo. Lá na China, o controlador não terá uma visão forte como o BC”, explica, em entrevista ao Broadcast.

 

 

Correio do Povo

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O modelo matemático que diz ser possível voltar ao passado

Reporter Global

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Por enquanto, viajar é apenas um exercício mental que nos ajuda a entender as leis do universo — Foto: Getty Images via BBC

Viajar no tempo talvez seja teoricamente possível, mas um paradoxo pode complicá-la. Um novo estudo afirma que resolveu esse problema, pelo menos no mundo da matemática.

Imagine que você tem uma máquina do tempo com a qual pode viajar ao passado.

Nesse momento, você teria a possibilidade de voltar ao final de 2019 e evitar o desencadeamento da pandemia do coronavírus. Sua missão seria encontrar o paciente zero, pouco antes de ele ser infectado.

Parece bom, não? O problema é que um pequeno detalhe o impediria de completar essa missão.

É verdade que algumas interpretações da física teórica afirmam que a viagem no tempo é possível. Albert Einstein, por exemplo, estava ciente de que suas equações permitiam, em princípio, viagens no tempo.

Essa possibilidade teórica, entretanto, esbarra no que os cientistas chamam de “paradoxo”, que tornaria logicamente impossível que a viagem acontecesse.

Esses paradoxos são um desmancha prazeres para os entusiastas de viagens no tempo, mas agora novas pesquisas afirmam que eles podem ser evitados.

 

Quais são esses paradoxos e por que este novo estudo afirma que é possível evitá-los para viajar ao passado?

Ideia de viajar ao passado cria paradoxos que desafiam a lógica — Foto: Getty Images via BBC

 

Um neto que mata seu avô

Para entender o que é um paradoxo, vamos voltar à história da pandemia

Se você viajar ao passado e evitar que o paciente zero seja infectado, um paradoxo é criado imediatamente.
Ou seja, se você conseguisse impedir o início da pandemia, hoje não teríamos uma pandemia, portanto, não haveria motivo para viajar ao passado. Assim, você não viajaria ao passado e não poderia evitar que a pandemia se desencadeasse.

Esse é o paradoxo, um ciclo infinito que cria uma inconsistência lógica e destrói a ilusão da viagem no tempo.

Existem muitos paradoxos, mas este é um dos mais famosos. É chamado de “paradoxo do avô”, porque sua versão original apresenta um cenário em que um neto viaja ao passado para matar seu avô antes de ele ter seu pai.

O problema é que se ele matasse o avô, o viajante jamais poderia ter nascido. E, se ele não nascesse, sua viagem no tempo também não seria possível.

 

A partir da física teórica, vários exercícios foram propostos para explicar a possibilidade de viagem no tempo — Foto: Getty Images via BBC

 

Evitar o paradoxo

Para resolver este paradoxo, vários exercícios mentais foram propostos, mas agora, dois pesquisadores na Austrália propõem uma solução matemática para evitá-lo.

Os pesquisadores queriam analisar como a dinâmica de um corpo, ou seja, seu movimento no espaço-tempo, se comporta ao entrar em uma curva de viagem ao passado.

Para isso, criaram um modelo matemático com o qual calcularam que um “agente” que entra em um ciclo de viagem ao passado poderia seguir caminhos diferentes sem alterar o resultado de suas ações.

O exercício abstrato mostra que vários agentes podem se comunicar no passado e no presente, sem uma relação de causa e efeito.

Isso significa que “os eventos se ajustam, de modo que sempre haverá uma solução única e consistente”, diz Germain Tobar, estudante de física da Universidade de Queensland, na Austrália, e autor do estudo, supervisionado pelo professor Fabio Costa, filósofo e físico teórico.

Você acha que um dia poderemos viajar no tempo? — Foto: Getty Images via BBC

 

E o que isso significa?

Voltando ao exemplo da pandemia, o que o estudo diz é que se você viajar ao passado, poderia fazer o que quiser, mas seria impossível mudar o resultado dos eventos.

Ou seja, você teria livre arbítrio, mas não conseguiria evitar que a pandemia se desencadeasse.

Poderia acontecer, por exemplo, que enquanto você estivesse tentando deter o paciente zero, outra pessoa se contagiaria, ou mesmo você.

De acordo com o modelo de Tobar, os eventos mais relevantes seriam calibrados constantemente para evitar qualquer inconsistência (paradoxo) e, assim, atingir sempre o mesmo resultado, neste caso, o início da pandemia.

 

Entendendo o universo

O estudo de Tobar é aplicável apenas de forma abstrata no campo da matemática.

“É um trabalho interessante”, diz Chris Fewster, professor de matemática da Universidade de York, no Reino Unido, que estuda modelos de viagem no tempo.

Fewster, no entanto, adverte que agora “resta saber se as condições abstratas que (os autores) impuseram são satisfeitas nas teorias da física atualmente conhecidas”.

Segundo Tobar, esse é exatamente o desafio que eles têm agora: colocar seu modelo à prova.

Por enquanto, embora seu trabalho esteja longe de tornar a viagem no tempo uma realidade, Tobar argumenta se tratar de um passo rumo à compreensão das leis que governam o Universo.

 

 

G1

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