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Agro

Segue o preparo de áreas e plantio dos cultivos de verão

Foto do extensionista rural de General Câmara, João Guahyba Neto

Pável Bauken

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Os plantios dos cultivos de verão (soja, milho, arroz e feijão) avançaram nas regiões em que as precipitações não acarretaram em excesso de umidade do solo. De acordo com o Informativo Conjuntural, elaborado pela Gerência de Planejamento e divulgado nesta quinta-feira (24/09) pela Emater/RS-Ascar, na região de Soledade há áreas de milho sendo semeadas, em emergência e em desenvolvimento vegetativo. Lavouras estabelecidas mais no cedo apresentam ótimo crescimento e desenvolvimento. E estão sendo realizados os tratos culturais de adubação nitrogenada em cobertura e o controle de plantas daninhas com produtos pós-emergentes.

Na região de Ijuí, segue lento o preparo das áreas de soja nas quais há cultura de cobertura de inverno. No momento, a atenção está voltada para o controle de ervas daninhas antes do plantio, conforme o manejo planejado das culturas antecessoras.

Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Bagé, Pelotas, Soledade e Porto Alegre, produtores de arroz intensificam os preparos do solo e dão continuidade aos plantios. Na de Bagé, a água disponível nos reservatórios é fator limitante para o desenvolvimento da safra 2020-2021. As chuvas das três últimas semanas trouxeram pequena melhora nos volumes acumulados, mas ainda são insuficientes para atingir os volumes ideais.

Nas regiões de Frederico Westphalen, Ijuí, Pelotas e Porto Alegre, segue o plantio do feijão. Na de Frederico Westphalen, parte da cultura semeada está em germinação, com as demais áreas em desenvolvimento vegetativo. Os produtores realizam adubações em cobertura.

FRUTÍCOLAS

Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, produtores de citros realizam tratos culturais nas áreas, como roçadas e aplicação de produtos agroecológicos para manter a sanidade dos pomares. Colheita da laranja Valência em andamento; a venda é realizada em residências, bares e restaurantes dos municípios produtores e arredores. Em Porto Xavier, a produção de abacaxi será bastante afetada, o que influenciará na oferta da fruta na região. Segue a implantação de melancia e melão.

OLERÍCOLAS

Na regional de Ijuí, as condições de alta umidade e baixa insolação diminuíram o ritmo de crescimento das olerícolas, mas sem comprometerem a qualidade. A queda de granizo ocorrida com mais intensidade na sede do município, provocou estragos maiores nas plantações e estruturas, e nos demais municípios da região houve pequenos danos nas olerícolas. O retorno da umidade no solo proporcionou novos transplantios e semeaduras entre sexta e sábado, dando continuidade ao escalonamento de plantio planejado. Folhosas seguem com boa produção, principalmente em ambiente protegido, atendendo a demanda da região. Produto de boa qualidade, boa sanidade e baixa incidência de pragas.

PASTAGENS

Em todo o Estado, as condições da semana foram muito favoráveis ao desenvolvimento das pastagens, permitindo o rebrote das forragens nativas e das pastagens cultivadas, como as aveias e o azevém, que já estão em final de ciclo. O calor ameno e a chuva trouxeram a umidade necessária ao solo nas áreas de pastejo, principalmente nas áreas onde foi feita a sobressemeadura de azevéns de ciclo mais longo, proporcionando maior oferta forrageira.

As temperaturas mais amenas têm estimulado a retomada do crescimento das espécies de clima quente, como os campos nativos e cultivados perenes (com espécies de braquiárias, panicuns e tíftons) e o plantio de espécies anuais de verão, como capim sudão e milheto. Apesar das condições favoráveis, ainda há riscos de excesso de chuvas ou de geadas, como ocorreu em alguns locais nos últimos dias.

O clima da semana foi favorável ao pastoreio, e a redução do excesso de umidade beneficia principalmente as áreas de descanso nos potreiros, diminuindo os danos ao solo encharcado. Em diversas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, os produtores estão iniciando o plantio do milho para silagem e já realizam o ensilamento do trigo.

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Agro

Eleição dos EUA, clima e Covid na Europa afetam o mercado de café

Reporter Plural

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Ilustração Google

Segundo o analista, a depender de quem vença a eleição norte-americana, é possível que ocorram elevações dos juros nos Estados Unidos, que pode resultar em uma aversão ao risco no mercado especulativo

A segunda onda de Covid-19 na Europa, as eleições norte-americanas e o clima estão no radar do mercado de café, que deve ser impactado por estas condições no curto prazo. De acordo com o analista da MM Cafés Marcus Magalhães, os grandes acumulados de chuva em regiões produtoras de arábica têm impactado os negócios do grão.

“O ano de 2020 não é para iniciantes. Os prejuízo nas lavouras têm afetado os preços do café, principalmente em regiões produtoras de arábica em Minas Gerais”, comenta o analista.

Na Europa, a segunda onda da Covid-19 causa preocupação devido ao elevado nível de contágio, ainda que os níveis de letalidade não estejam elevados. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou números recordes de contágio nos últimos dias e algumas lideranças mundiais já pensam em implementar um isolamento mais rígido. Esse desenrolar da segunda onda no velho continente com certeza será um grande divisor de águas pra os negócios do café, porque mesmo que o consumo doméstico cresça, o consumo na rua irá cair”, diz Magalhães.

Segundo o analista, a depender de quem vença a eleição norte-americana, é possível que ocorram elevações dos juros nos Estados Unidos, que pode resultar em uma aversão ao risco no mercado especulativo. “Independente de quem assuma, os desdobramentos após a candidatura podem impactar não só o café, mas como todas as commodities. Então o momento é de conservadorismo nas apostas, até que saibamos o que vai acontecer nos Estados Unidos daqui 15 dias”, afirma Magalhães.

Preços 

Para Magalhães, os preços em reais não devem sofrer nenhuma alteração positiva. “Acredito que vamos terminar o ano com preços firmes nos atuais patamares, o mercado entrou em uma calmaria muito grande”, finaliza.

FONTE CANAL RURAL

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Agro

Soja: preço da saca tem alta no Rio Grande do Sul; valores estabilizam em Mato Grosso

Reporter Plural

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Asscom/Appa

Sem oferta do grão no mercado brasileiro, o foco do produtor se volta para o avanço nos trabalhos de plantio

O mercado brasileiro de soja abriu a semana com poucos negócios e com preços entre estáveis e mais altos. Sem oferta, o foco do produtor se volta para o avanço nos trabalhos de plantio. Com o retorno das chuvas, o período é de recompor o tempo perdido. Em Chicago, o dia foi de volatilidade, com leve alta no final. O dólar comercial encerrou em baixa.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 169. Na região das Missões, a cotação subiu de R$ 167 para R$ 168. No porto de Rio Grande, o preço avançou de R$ 166,50 para R$ 168.

Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 170 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 155.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 173. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 170 para R$ 171. Em Rio Verde (GO), a saca ficou permaneceu em R$ 170.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira, 26, com preços mistos. Em dia de volatilidade, as primeiras posições tiveram leve alta devido a sinais de demanda pelo produto americano. As mais distantes seguiram outros mercados e a retomada da semeadura no Brasil.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.173.521 toneladas na semana encerrada no dia 15 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 1,7 milhão de toneladas.

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 2.396.908 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 1.330.909 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções estão em 11.518.836 toneladas, contra 6.493.771 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

O USDA anunciou ainda a venda de 120,7 mil toneladas de soja em grãos por parte de exportadores privados a destinos não revelados e 135 mil toneladas de farelo para as Filipinas. As operações têm entrega marcada para a temporada 2020/21.

As posições mais distantes foram pressionadas pelo retorno das chuvas e o avanço do plantio no Brasil e pela queda do petróleo no mercado internacional.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 4 centavos de dólar por libra-peso ou 0,36% a US$ 10,87 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,83 por bushel, com ganho de 2,50 centavos ou 0,23%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,20 ou 0,82% a US$ 389,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 34,46 centavos de dólar, alta de 0,35 centavo ou 1,02%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,6130 para venda e a R$ 5,6110 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6130 e a máxima de R$ 5,6640.

 

FONTE CANAL RURAL

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Agro

BRS Kurumi e Capiaçú atendem a necessidades de produtores do Noroeste gaúcho

Pável Bauken

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em



A distribuição de mudas de BRS Kurumi e de BRS Capiaçú, desenvolvidos pela Embrapa, ganhou força nos últimos dois anos na região de Santa Rosa com o apoio da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Suas características têm permitido que se adaptem bem à necessidade de alguns produtores de leite da região, demonstrando resistência mesmo no período de escassez de chuvas.

Na propriedade de Pedro Babeski e Rosângela Carmem Milbradt, moradores de Lajeado Vargas, interior de Doutor Maurício Cardoso, o BRS Kurumi é a pastagem que mais resistiu diante de 34 dias sem chuvas expressivas. “De 16 de setembro a 23 de outubro foram registrados apenas 14 milímetros de chuva na localidade”, observa o extensionista da Emater/RS-Ascar em Doutor Maurício Cardoso, Diego Monteiro, que relata estar recebendo o relato de boa resistência de outras das mais de 20 famílias para as quais foram distribuídas mudas de BRS Kurumi e de BRS Capiaçú no município, através do escritório da Emater/RS-Ascar.

Resultados a campo

A produção diária média na propriedade de Pedro e Rosângela é de aproximadamente 300 litros de leite. O estabelecimento é característico de agricultura familiar e se divide em cultivos de soja, milho e trigo. O leite é protagonista e recebe grande importância econômica na propriedade em épocas sem produção de grãos. Como forma de valorizar a importância da atividade leiteira, a família busca fazer um bom planejamento da dieta dos animais.

O milho é cultivado para a produção de silagem de grão, a soja é triturada para a composição da dieta dos animais, no inverno são destinadas áreas para cultivo de aveia preta, aveia branca e azevém e no verão é cultivado capim sudão com sorgo. Ainda há uma pequena área, de menos de um hectare, com a pastagem Aries. “Tínhamos um porém, quando acabava a pastagem de inverno até implantar a pastagem de verão se tinha um vazio primaveril de pastagem, por isso buscamos novas alternativas”, relata Rosângela. Muitos agricultores também usam o Kurumi para enfrentar o vazio forrageiro outonal.

No ano de 2019 um dos filhos do casal, Cristhian Milbradt Babeski, que é estudante de Agronomia, propôs a implantação de Kurumi. “Então no início do ano passado ele trouxe toletes de Kurumi da Unijuí e implantamos em um pedaço para posteriormente ter maior quantidade para transplante, começamos os transplantes em março e parte em agosto do ano passado. Hoje temos um hectare para pastejo e mais meio hectare em desenvolvimento”, relata a agricultora.

O Capiaçú chegou à propriedade através de mudas distribuídas pela Emater/RS-Ascar, que orientou e incentivou a implantação de culturas rentáveis e baixo custo de produção. “Também foi analisado que só uso de grãos em alto custo e que a produção de silagem pode ser usada para suplementação e uso para vacas secas e gado de corte para subsistência. E o capiaçu parece trazer bastante biomassa para silagem”, observa o agricultor.

Características das pastagens

Uma iniciativa com início em Senador Salgado Filho se intensificou na região de Santa Rosa a partir do final de 2018. Mudas de BRS Capiaçu, forragem que pode ser oferecida para alimentação do rebanho leiteiro e de corte e para pequenos ruminantes, foram multiplicadas sob intermédio da Emater/RS-Ascar.

A cultivar BRS Capiaçu foi obtida a partir do Programa de Melhoramento do Capim-Elefante, conduzido pela Embrapa Gado de Leite, resultando em um híbrido com um excelente potencial produtivo, de bom valor nutricional e de baixo custo em relação às cultivares tradicionais. As mudas atingem em média 4,2 metros de altura com 110 dias e possuem touceiras de formato ereto, resistentes ao tombamento e com boa tolerância ao estresse hídrico. Este material possui um potencial médio de produção de 100 toneladas de matéria verde por hectare a cada corte, sendo possível realizar de dois a cinco cortes por ano.

Os agricultores contam com as vantagens de oferecer aos animais um pasto com bom valor nutritivo, facilidade para a colheita mecanizada e ausência de pelos nas folhas, facilitando o manejo.

Já a cultivar BRS Kurumi apresenta alta produção de forragem e excelente estrutura do pasto, já que possuí características que favorecem o consumo de forragem pelos animais em pastejo, além de facilitar o manejo do pasto, sem necessidade de roçadas frequentes. O valor nutritivo também é um dos pontos fortes desta cultivar.

Rosângela e Pedro relatam que em sua propriedade os animais preferem o Kurumi para pastejo “porque possui boa palatabilidade, sendo muito macio e com menos pelos que os capins elefantes de cor roxa”. Também destacam que com quase 40 dias de estiagem, a forrageira vem respondendo em quantidade de forragem mesmo sob pressão de pastejo das vacas leiteiras, com bom rebrote. “Vem aumentando a produção em uma época na qual em outros anos se tinha uma redução na quantidade de litros no vazio forrageiro”, relatam os agricultores, que comentam que a única dificuldade que encontraram foi na implantação, que precisou de um maior período de tempo, compensado pelos resultados que se tem ao implantar um pasto em que não é preciso comprar sementes, auxiliando no aumento de produção e redução de custos.

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