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Saúde alerta para cuidados com alimentos na ceia de final de ano

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A organização para a festa de final de ano deve contemplar, além da escolha do cardápio, alguns cuidados com a segurança dos alimentos, sejam eles preparados em casa, comprados no comércio ou sob encomenda. A Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), alerta para algumas medidas básicas que podem evitar casos de doenças transmitidas por alimentos nesta época.

A primavera e o verão são as estações do ano em que ocorre maior número de surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) em virtude do aumento nas temperaturas. As bactérias são as maiores causadoras de surtos de doenças transmitidas por alimentos, caso não sejam tomados os devidos cuidados por quem manipula os alimentos. Os principais sintomas causados pela ingestão de alimentos contaminados são: diarreia, vômitos, febre e dor de cabeça.

Número recorde de casos em novembro deste ano

Novembro deste ano registrou um número recorde de pessoas acometidas por doenças de transmissão por alimentos: 232 em 10 surtos notificados. Historicamente observa-se no Rio Grande do Sul um aumento no número de surtos nos meses mais quentes do ano, assim como maior número de pessoas doentes. O fato está relacionado com o processamento inadequado do alimento por meio do calor, conservação inadequada pelo frio e o intervalo de tempo longo entre o preparo e o consumo.

Até agora, no ano já foram 1.226 casos em 65 surtos. O ano passado encerrou com 916 casos em 44 surtos. A maioria dos registros, contudo, não é notificada, pois muitos microrganismos presentes nos alimentos causam sintomas brandos, fazendo com que a população não procure auxílio.

Como escolher alimentos de forma segura

É importante conhecer a procedência dos alimentos que serão adquiridos, com atenção especial aos produtos de origem animal, por serem os de maior risco de transmissão de doenças. Carnes, embutidos, peixes, aves, leites, queijos, ovos e mel devem ser provenientes de estabelecimentos registrados nos órgãos da agricultura. Este registro constará na rotulagem destes produtos através de carimbos como Serviço de Inspeção Federal (SIF), Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (CISPOA) e Serviços de Inspeção Municipais (SIM).

Na escolha dos alimentos também deve ser observada a integridade das embalagens, o prazo de validade, os modos e temperaturas de conservação.

Como preparar alimentos de forma segura

– Sempre higienizar as mãos antes de manipular os alimentos;

– Não misturar alimentos crus com cozidos. Ao cortar um frango cru, por exemplo, deve-se higienizar muito bem a faca e a tábua de corte antes de utilizar novamente para cortar outro alimento, pois as bactérias do alimento cru podem ser transferidas para o alimento cozido e assim recontaminá-lo (este processo é chamado de contaminação cruzada);

– Proteger alimentos de vetores e pragas (moscas, abelhas, baratas, ratos), por meio da utilização de lixeiras com tampas, telas nas janelas e portas, porque eles transportam micro-organismos aos alimentos e podem contaminá-los.

Os ovos utilizados em preparos devem obedecer aos seguintes critérios:

– Utilizar ovos limpos, íntegros e com registro no órgão de agricultura competente (SIF, CISPOA ou SIM);

– Observar o prazo de validade;

– Consumir ovos com gema dura e não utilizar ovos crus em preparações, como maionese caseira.

Alimentos sob encomenda

Atenção para os alimentos encomendados para festas de final de ano, como salgadinhos, torta fria, peru, pernil, farofas, e sobremesas. Não mantenha alimentos preparados, prontos para o consumo, em temperatura ambiente por tempo maior que duas horas.

Se o consumidor receber esses produtos através de sistema entrega, os que forem de consumo imediato (pastéis, salgadinhos, peru, pernil, risoto e outros) devem ser entregues em temperatura acima de 60°C. Alimentos prontos para consumo que contenham maionese e produtos de origem animal no recheio (como as tortas frias, canapés e salpicões) devem ser entregues resfriados a 5°C. Os preparos que devem ser aquecidos, fritos ou assados para o momento em que serão servidos também devem ser entregues refrigerados.

Orientações em caso de doença por alimentos

No caso de adoecimento por consumo de alimentos, informe imediatamente à Secretaria Municipal de Saúde do seu município para que a vigilância epidemiológica e sanitária possam iniciar as investigações para identificar a causa do surto e prevenir novas ocorrências.

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde também pode dar orientações através do Disque Vigilância. Basta ligar para o número 150, de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 22h30, e aos sábados, domingos e feriados das 8h às 20h.

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Medicina & Saúde

HCor testará nova vacina contra Covid-19 e abre pré-inscrições para voluntários

Meta dos pesquisadores é iniciar o estudo ainda neste mês e encerrar as pesquisas das duas etapas até outubro

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Os testes das fases 1 e 2 de uma das candidatas a vacina nacional contra a Covid-19 serão coordenados pelo HCor e as pré-inscrições para voluntários foram abertas nesta terça-feira (1º).

Essas etapas dos estudos com a vacina Versamune MCTI, desenvolvida pela USP Ribeirão Preto e financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), vão contar com a participação de 360 voluntários, mas o início dos testes ainda depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com os pesquisadores, ela se mostrou eficaz em testes pré-clínicos. A meta dos pesquisadores é iniciar o estudo ainda neste mês e encerrar as pesquisas das duas etapas até outubro. A expectativa é que os resultados de fase 3 sejam concluídos no próximo ano.

“Essa vacina já passou pelas fases pré-clínica, validação in vitro e em animais. Os estudos em animais demonstraram que a vacina gera uma resposta imunológica. Será um estudo que terá randomização para definir se o voluntário vai receber vacina ou placebo. A cada três participantes, dois vão receber a vacina e o outro, placebo. Vamos testar doses de 25 e de 75 microgramas com intervalo de 28 dias”, detalha Alexandre Biasi, diretor do Instituto de Pesquisa do HCor.

Parceria

Os trabalhos com o possível imunizante tiveram início em abril do ano passado, por meio de uma parceria entre a startup de biotecnologia Farmacore, a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e a empresa norte-americana PDS Biotechnology.

“A vacina tem duas partes. Uma parte é uma proteína produzida em laboratório, não é um pedaço do vírus, que é muito parecida, quase idêntica à Spike do Sars-CoV-2. Parece uma subunidade. A outra é um carregador, um tipo de esfera de lipídeo, que carrega a proteína dentro da corrente sanguínea. Quando acontece de a pessoa entrar em contato com o vírus, ela faz com que o organismo gere uma resposta imunológica”, explicou Biasi. A tecnologia também permite ajustes para que a vacina se adapte às variantes que estão surgindo.

Nos estudos pré-clínicos, segundo Helena Faccioli, CEO da Farmacore Biotecnologia, o imunizante se mostrou seguro e capaz de ativar o sistema imunológico. “A tecnologia ativa especificamente vias imunológicas críticas necessárias para poderosas respostas de células T e anticorpos neutralizantes. Ela tem capacidade de induzir níveis relevantes de células T CD8+, assassinas, específicas da doença. Além de ser uma tecnologia mais segura em relação ao processo de produção, pois não exige níveis elevados de biossegurança”, completou.

Os dados dos ensaios da Versamune MCTI foram entregues à Anvisa no fim de março e a agência solicitou informações complementares. “Atualmente, o processo aguarda a apresentação de dados e documentos para dar continuidade à exigência. O prazo para cumprimento é de até 120 dias. A empresa solicitou uma agenda de reunião, cuja pauta será a discussão para um cronograma de apresentação dos documentos”, informou.

Requisitos para ser voluntário

Para ser voluntário, é preciso ter mais de 18 anos, não ter tomado vacina contra a Covid-19 nem ter sido infectado pela doença. Os participantes serão acompanhados por um ano.

Por causa do avanço da imunização no país, caso chegue a faixa etária da vacinação dos voluntários, os dados serão abertos para que eles não percam a oportunidade de se vacinar com as opções já disponíveis, disse Biasi.

Corte no orçamento

Anunciada como vacina “100% brasileira” pelo governo federal em março, a vacina está entre as apostas do MCTI para combate ao novo coronavírus. Embora o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, tenha falado positivamente sobre a vacina, inclusive em uma das lives de Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente vetou, em abril, R$ 200 milhões que seriam usados no desenvolvimento do imunizante.

A reportagem entrou em contato com o ministério para um posicionamento, mas a pasta não respondeu.

De acordo com a CEO da Farmacore, o investimento inicial do governo federal para as pesquisas não-clínicas foi de, aproximadamente, R$ 3,8 milhões.

“Para o ensaio clínico de fase 1 e 2, o consórcio está buscando recursos com o governo federal estimados em R$ 30 milhões, que compreendem tanto o desenvolvimento do lote para o estudo quanto a definição de rendimentos de produção e estabelecimento das condições para produção industrial. Após realização desses estudos e aprovação do relatório da Anvisa, o investimento para a fase 3, em virtude do grande número de voluntários, logística de aplicação, estudos estatísticos, relatórios técnicos diversos e toda a questão logística envolvida no processo, deverá girar em torno dos R$ 300 milhões.”

Segundo Helena, o corte que atingiu o ministério ainda não atingiu o projeto da vacina. “Esse montante citado como corte do orçamento engloba parte do valor necessário para a realização do ensaio de fase 3. Ainda temos que executar os ensaios das fases 1 e 2, para, então, avançar à fase 3. Até lá, esperamos que o ministério consiga recompor essa verba de alguma forma.”

CNN

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Medicina & Saúde

Medicamentos do kit intubação começaram a ser entregues nesta terça-feira (1/6)

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Entrega de medicamentos para Fundação Hospitalar de Sapucaia do Sul ocorreu na manhã desta terça feira - Foto: Soldado Gustavo Henrique de Souza

Os 42 hospitais e serviços de emergência que fazem parte das rotas de entrega do lote de medicamentos do kit intubação de pacientes com Covid-19 e outras doenças respiratórias já começaram a receber os itens na manhã desta terça-feira (1/6).

No total, são mais de 13 mil unidades sendo transportadas pelo 3º Grupamento Logístico, a partir do 3º Batalhão de Suprimentos, em Nova Santa Rita por dez rotas, sendo que a mais próxima leva a Sapucaia, Esteio, Canoas, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão e Porto Alegre. As mais distantes como Três Passos e Tenente Portela receberão os medicamentos na quarta-feira (2/6).

As caixas com as  ampolas de remédios saíram  de Nova Santa Rita na manhã desta terça feira

As caixas com as ampolas de remédios saíram de Nova Santa Rita na manhã desta terça feira – Foto: Soldado Gustavo Henrique de Souza

Neste lote serão entregues embalagens de Haloperidol, Lidocaína, Suxametônio e Dexmedetomidina, itens que fazem parte do chamado kit intubação. As instituições contempladas prestam serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e foram escolhidas para receber os medicamentos com base em um levantamento semanal dos estoques destes insumos realizado pela SES junto à rede hospitalar.

Desde o início da pandemia, já foram entregues aos hospitais gaúchos mais de 630 mil unidades de medicamentos, adquiridos pelo Ministério da Saúde e pelo governo do Estado.

O levantamento semanal realizado pela SES busca acompanhar a quantidade dos 22 itens do kit intubação na rede hospitalar. Já foram adquiridos medicamentos no mercado nacional e internacional, tanto pelo Ministério da Saúde quanto pelo Estado do RS.

Veja aqui a lista de remédios por hospital e onde serão entregues

 

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Ensino

Governador anuncia início da vacinação dos trabalhadores da educação no RS

“Queremos escolas abertas, funcionando, com protocolos e todos os cuidados necessários”, afirmou Leite

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- Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Após a divulgação da nota técnica emitida nesta sexta-feira (28/5) pelo Ministério da Saúde (MS) com orientações sobre a continuidade da vacinação contra a Covid-19, o governo do Estado anunciou que incluirá os trabalhadores da educação de todo o Rio Grande do Sul no planejamento da distribuição de vacinas da próxima remessa a ser recebida do governo federal.

O governador Eduardo Leite destacou que o Estado vinha há muitas semanas buscando, junto ao governo federal e até na Justiça, incluir com prioridade os profissionais envolvidos nas atividades de ensino no cronograma de imunização.

“Queremos escolas abertas, funcionando, com protocolos e todos os cuidados necessários, para cuidar das crianças enquanto os pais estão trabalhando, para dar a essas crianças e jovens os estímulos fundamentais para que se desenvolvam em seu pleno potencial. E queremos fazer isso com cuidado com as crianças, com cuidado de professores e trabalhadores da educação, que são patrimônio importante para nosso Estado”, afirmou Leite.

“O Rio Grande do Sul é sempre um dos Estados que mais vacina no Brasil. Temos ficado sempre no topo do ranking, às vezes oscilando posições, mas nunca deixou de estar entre os três Estados que mais vacinam, tanto na primeira quanto na segunda dose. Nosso compromisso é, o mais rápido possível, ter os trabalhadores da educação imunizados, acreditamos que já nas primeiras semanas de junho, para que possamos ter a tranquilidade e o ensino funcionando para todos aqui no Rio Grande”, projetou o governador.

No Estado, há cerca de 217 mil pessoas neste público, dos quais, segundo levantamento da Secretaria da Saúde, aproximadamente 20 mil já foram imunizados por iniciativa dos municípios.

Entre aqueles que ainda estão aguardando, serão priorizados os profissionais de creches e pré-escolas, de forma concomitante com os outros grupos prioritários da lista, ou seja, pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades, deficientes, pessoas em situação de rua e população privada de liberdade.

O documento do MS informa que “serão enviados percentuais do total de doses para o seguimento do ordenamento dos grupos pré-definidos e em paralelo serão enviados quantitativos para o início da vacinação dos trabalhadores da educação”.

A nota esclarece ainda que, após a finalização dos grupos de comorbidades, pessoas em situação de rua, funcionários e pessoas do sistema penal e trabalhadores de educação, a lista de prioridades deve continuar sendo seguida, com o acréscimo, de forma concomitante, da vacinação por idade da população em geral (59 a 18 anos).

“Assim que conseguirmos contemplar todos esses grupos prioritários no Estado, especialmente os profissionais envolvidos na educação, o que nos possibilitará um retorno mais seguro das aulas presenciais, iremos avançando por idade para a população em geral. Estamos na expectativa de um novo lote de doses nas próximas semanas, que nos permita seguir na imunização de forma mais rápida”, explicou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

• Clique aqui e acesse a nota técnica do MS.

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