Santa Rosa já foi terra de bandidos – Portal Plural
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Santa Rosa já foi terra de bandidos

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Quando o promotor Manuel Figueiredo Antunes, em debate aqui no Portal Plural, elogiou Santa Rosa e a colocou em nível de igualdade com cidades europeias no que se refere à segurança, certamente o faz com conhecimento de causa, afinal é um homem viajado e que conhece a fundo os problemas dos presídios, tráfico e organizações criminosas.

Quando a imprensa e a comunidade festejam o cercamento eletrônico da cidade e afiançam que o tempo é de paz, o fazem com base na sensação real de paz que se instalou no santa-rosense nos tempos atuais. Temos segurança, sim.

Chegamos a esse resultado elogiável de segurança pública após três décadas de investimentos pesados, de projetos audaciosos e de união da sociedade civil, governo municipal, polícias e entes do Estado em torno de um mesmo ideal: dar à população uma real sensação de segurança.

Todavia, nem sempre foi assim…

O promotor Manuel Figueiredo Antunes citou cidades pacíficas que se tornaram violentas. Claro, qualquer sabe que a bandidagem se fortaleceu na omissão ou ineficiência do Estado. Aqui em Santa Rosa ocorreu o contrário.

No entanto, Santa Rosa já foi território muito violento sim, com mortes semanais à bala ou faca, assaltos, latrocínios, estupros. E não faz muito que era assim. Há 30 anos, na maioria das vilas periféricas da cidade entrava apenas quem era da comunidade ou tinha trânsito lá. Era pedreira sim. Mudou depois de 1993, quando assassinaram o caminhoneiro Ademar Pereira da Luz na Vila Planalto. Aí o Osmar Terra, que era prefeito, pediu a intervenção do Batalhão de Operações Especiais da Brigada e o “pau comeu”.

Mudou por isso, mas mudou também porque as vilas ganharam ruas decentes, lotes regularizados, postos de saúde, escolas, ou seja, entrou a presença social dos Governos com políticas efetivas e não mais aqueles meros assistencialismos politiqueiros. Pobreza somente gera violência e caos. Se quisermos algo melhor, é preciso olhar para as periferias e produzir igualdade, introduzir mudanças sociais.

Esse texto é para essa piazada que sabe nada da vida, viveu nada, e arrota tosquice por aí, achando que está ruim e violento. Sabem nada de história esses fedelhos.

Em tempo: AULINHA BÁSICA para fedelhos.

O primeiro nome de Santa Rosa não foi Vila 14 de Julho, como querem atestar e registrar atualmente. Perguntem à professora Tereza Christensen que ela lhes dirá: “Picada Refúgio”. Traduzindo, terra de bandidos. Ali perto do Cemitério era o caminho que levava para a costa do Rio Uruguai, e dali para a Argentina. Bandido que chegasse até a Picada Refúgio estava quase salvo.

Abraço

Clairto Martin – Jornalista, escritor, professor e dono da Editora Café Pequeno.

Confira o programa:

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DRACO SANTA ROSA com novidades

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Uma novidade foi lançada em Santa Rosa/RS a DRACO agora conta com um número de whats próprio para denúncias e informações, 24hrs, 7 dias por semana.

”A idéia é proporcionar um canal para a comunidade se comunicar com a Polícia Civil de forma fácil e sigilosa.” destacou o delegado Tiago Tescke.

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Ensino

O CRA/RS promove a interiorização e discute a sua inserção nas comemoração dos 100 anos da Setrem

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Capitaneados pelo Delegado Regional do CRA, o Administrador Carlos Norberto Filipin, a Setrem sediou reunião de interiorização do Conselho Regional de Administração do RS, e discutiram junto com a Amufron ações para comemoração dos 100 anos da instituição.

No último dia 01 de outubro de 2021, as 14 horas, realizou-se uma reunião de interiorização do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul – CRA/RS na cidade de Três de Maio, capitaneados pelo Delegado Regional do CRA/RS, o administrador Carlos Norberto Filipi, tendo como local o Campus da Setrem, e teve a representação da Direção da instituição, citando a presença dos administradores, Sandro Ergang, Mauro Alberto Nuske e Alexandre Chapoval Neto, e ainda contou com a presença de toda a Diretoria do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul – CRA/RS, liderados pela presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, na oportunidade este participando o prefeito de Boa Vista do Buricá e Presidente da Amufron, Joãozinho Sehnem, onde se discutiu a inserção do CRA/RS nos 100 anos da Setrem, reafirmando a importância do trabalho da representação do Conselho, que registra um marco importante para a profissão.

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Câmara aprova repasse adicional a municípios; impacto em 2022 é de R$ 1,6 bilhão

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Porcentual vai se elevando ano a ano até atingir 1% em 2025, quando o repasse será o equivalente a R$ 4,6 bilhões

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (6) um repasse adicional de 1% das receitas com Imposto de Renda e IPI aos municípios. Como a proposta de emenda à Constituição (PEC) foi votada em segundo turno e já foi aprovada pelos senadores, o texto vai à promulgação. Não cabe possibilidade de veto do presidente da República.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) celebrou a aprovação da proposta, que significará um incremento de R$ 1,6 bilhão no caixa das prefeituras em setembro de 2022, o equivalente a 0,25% das receitas com IR e IPI. O porcentual vai se elevando ano a ano até atingir 1% em 2025, quando o repasse será o equivalente a R$ 4,6 bilhões (em valores de hoje).

A proposta teve apoio massivo no plenário da Câmara, inclusive da base governista. O texto foi aprovado por 456 votos a três. O resultado da votação, porém, foi considerado ruim pela área econômica, pois resulta em menos receitas para a União.
Os municípios já recebem hoje um repasse de 22,5% das receitas com IR e IPI por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Além disso, nos últimos anos foram aprovados 1% adicional nos meses de dezembro e mais 1% nos meses de julho.

As investidas das prefeituras para abocanhar mais 1% de FPM nos meses de setembro vêm desde 2015. O texto foi aprovado no Senado em 2017 e recebeu aval dos deputados em primeiro turno no fim de 2019.
Em dezembro do ano passado, a proposta foi pautada para o segundo turno de votação a pedido da própria base do governo, o que levou a uma mobilização no Ministério da Economia para barrar a medida.

Fonte : estadão

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