Salários dos prefeitos nas capitais variam de R$ 17,6 mil a R$ 31 mil. – Portal Plural
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Economia

Salários dos prefeitos nas capitais variam de R$ 17,6 mil a R$ 31 mil.

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Um levantamento feito pelo G1 revela que os salários dos prefeitos das 26 capitais dos país chegam a variar 76% dependendo da cidade. A remuneração bruta dos chefes do Executivo municipal oscila de R$ 17,6 mil (em Rio Branco) a R$ 31 mil (em Belo Horizonte). Já o valor pago aos vereadores pode superar o dobro de acordo com a capital. Isso ocorre, por exemplo, na comparação da menor remuneração – em Vitória (R$ 8,9 mil) – com a maior – em Aracaju, Campo Grande, Rio e São Paulo (R$ 18,9 mil, o teto do cargo).

Os prefeitos e os vereadores tomaram posse no início de janeiro de 2021 e vão exercer um mandato de quatro anos. Durante esse tempo, porém, os salários ainda podem sofrer alterações.

Em São Luís, capital do Maranhão, o salário do prefeito chega a ser 13 vezes o rendimento médio da população que vive na cidade. Em Teresina (PI), os vereadores ganham 10 vezes mais do que a média da população. Os dados são do primeiro trimestre de 2020 da Pnad Contínua, do IBGE.

Apesar de o salário já estar bastante distante da realidade brasileira, cinco prefeitos de capitais sancionaram aumento ou reajuste de salário nos últimos 12 meses, mesmo com a pandemia da Covid-19.

Em São Paulo e Manaus, o aumento foi de 46,6% e 50%, respectivamente, mas só passa a valer a partir de 2022 – quando isso ocorrer, SP terá o maior salário de prefeito entre as capitais (R$ 35,4 mil). Em Curitiba, Salvador e Fortaleza, o reajuste foi bem menor, mas também incrementou os salários dos prefeitos.

Já os vereadores de Cuiabá, Fortaleza, Manaus e Natal também conseguiram elevar o salário nos últimos meses. Em Manaus e Cuiabá, por exemplo, o percentual foi de 25,75% e 25,2%, respectivamente. Apenas em Teresina (PI) os vereadores ganham mais do que o prefeito.

O economista Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas, lembra que um estudo da Firjan, publicado em 2019, mostra que a situação fiscal de 3 a cada 4 municípios é “crítica” ou “difícil”. Ele vê com preocupação o aumento dos salários, já que isso cria um efeito cascata ao subir também os salários de outros cargos do Executivo municipal e elevar ainda mais o gasto com pessoal.

“É injusto porque a maioria da população brasileira, praticamente a metade, estava em lares contemplados pelo Auxílio Emergencial. Além disso, temos 14 milhões de desempregados, então não me parece justo conceder aumento de salário para aqueles que, com certeza, foram os menos prejudicados na pandemia. Eles ainda têm estabilidade como políticos, mesmo que de forma temporária, assim como os servidores públicos, e não tiveram qualquer tipo de redução de salário. Foram os menos atingidos.”

“Os políticos dizem que não é aumento, e sim reposição salarial. Mas quantos brasileiros estão conseguindo repor as perdas salariais? É socialmente injusto. A enorme maioria dos brasileiros não tem uma reposição automática decorrente da inflação. E isso é pago por todo mundo, por quem está desempregado, por quem recebe o Auxílio Emergencial”, afirma Gil Castello Branco.

 

O fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas acrescenta ainda que, além do salário, em alguns casos, prefeitos e vereadores de capitais também contam com a verba indenizatória, usada para despesas de locomoção, alimentação, entre outros.

Situação fiscal

 

Para ele, o aumento de salário ocorre principalmente quando não há preocupação com a situação fiscal e também quando há um corporativismo mais elevado na administração pública. O remédio, segundo Gil Castello Branco, é estimular a participação da sociedade para conter esses aumentos, em especial durante a pandemia.

Ele lembra ainda que a situação fiscal dos estados também não é boa. Segundo o Tesouro Nacional, nove estados superaram o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal com os gastos com pessoal em 2019. São eles: Acre, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Paraíba.

“Os trabalhadores da iniciativa privada tentam, a duras penas, manter o seu emprego, até aceitando a redução dos seus salários. Se todos os trabalhadores no país estivessem conseguindo a correção salarial gerada pelas perdas inflacionárias, a atualização dos salários dos servidores públicos faria algum sentido. No entanto, não é isso que está acontecendo.”

Fonte: G1.

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Economia

Taxa de informalidade no mercado de trabalho sobe para 40%, diz IBGE

Entre 86,7 milhões de pessoas ocupadas, 34,7 milhões eram informais

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

A taxa de informalidade no mercado de trabalho do país subiu para 40% da população ocupada no trimestre finalizado em maio deste ano. O dado, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foi divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, entre os 86,7 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, 34,7 milhões eram trabalhadores sem carteira assinada, pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ e aqueles que trabalham auxiliando a família.

A taxa de informalidade de maio é superior aos 39,6% do trimestre imediatamente anterior (encerrado em fevereiro deste ano) e aos 37,6% do trimestre findo em maio de 2020.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 29,8 milhões de pessoas, uma queda de 4,2% (menos 1,3 milhão de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.

Já os empregados sem carteira assinada no setor privado somaram 9,8 milhões de pessoas, contingente 6,4% maior (mais 586 mil pessoas) ante a igual trimestre de 2020.

Os trabalhadores por conta própria chegaram a 24,4 milhões, 3% acima do frente ao trimestre anterior (mais 720 mil pessoas) e 8,7% superior (mais 2 milhões de pessoas) ao trimestre findo em maio de 2020.

Subutilização

A população subutilizada, isto é, os desempregados, aqueles que trabalham menos do que poderiam e as pessoas que poderiam trabalhar mas não procuram emprego, chegou a 32,9 milhões de pessoas, estável em relação a fevereiro deste ano mas 8,5% superior a maio de 2020 (mais 2,6 milhões de pessoas).

A taxa de subutilização ficou em 29,3% em maio deste ano, estável em relação a fevereiro deste ano e superior aos 27,5% de maio de 2020.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,36 milhões de pessoas) foi recorde da série histórica iniciada em 2012, com altas de 6,8% (mais 469 mil pessoas) ante fevereiro deste ano e de 27,2% (mais 1,6 milhão de pessoas) na comparação com maio de 2020.

EBC

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Economia

Taxa de desemprego fica em 14,6% no trimestre encerrado em maio

O índice é estável em relação ao trimestre anterior: 14,4%, diz IBGE

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

A taxa de desemprego no país ficou em 14,6% no trimestre encerrado em maio deste ano, segundo dados divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é estável, em termos estatísticos, em relação ao trimestre imediatamente anterior (encerrado em fevereiro deste ano): 14,4%.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, houve uma alta, no entanto, na comparação com o trimestre findo em maio de 2020, quando a taxa era de 12,9%.

A população desocupada no trimestre encerrado em maio deste ano, chegou a 14,8 milhões, ou seja, manteve-se estável em relação ao trimestre anterior mas cresceu 16,4% na comparação com o trimestre encerrado em maio do ano passado (mais 2,1 milhões de desempregados).

A população ocupada (86,7 milhões de pessoas) cresceu 0,9% em comparação com o trimestre anterior (mais 809 mil pessoas empregadas) e ficou estável ante o trimestre encerrado em maio de 2020.

O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 48,9%, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior (48,6%) e caindo ante o trimestre finalizado em maio de 2020 (49,5%).

EBC

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Economia

Brasil gera 309 mil empregos formais em junho

Governo deve lançar programas para inclusão de jovens no mercado

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil gerou 309.114 postos de trabalho em junho deste ano, resultado de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2021, o saldo positivo é de 1.536.717 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério da Economia, que divulgou hoje (29) as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.899.685, em junho, o que representa uma variação de 0,76% em relação ao mês anterior.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, é a primeira vez desde a crise de 2015 que o país ultrapassa o patamar de mais de 40 milhões de postos formais de trabalho. Ele acredita que a retomada da economia brasileira e o retorno seguro ao trabalho continuarão em ritmo acelerado com o avanço da vacinação da população contra covid-19, em especial nos setores de serviços e comércio, os mais afetados pelas medidas de enfrentamento à crise sanitária.

A próxima divulgação do Caged já deve acontecer sob o comando do ministro Onyx Lorenzoni, que vai assumir o Ministério do Trabalho e Previdência, que está sendo recriado. Guedes destacou que a equipe da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que hoje está na Economia, seguirá o trabalho na nova pasta.

Segundo ele, o foco será a geração de oportunidades de trabalho aos jovens e formalização de cerca de 38 milhões de trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial do governo. Em breve, ainda de acordo com Guedes, serão lançados novos programas, como o serviço social voluntário e os bônus de inclusão produtiva (BIP) e de incentivo à qualificação profissional (BIQ).

“Tememos muito o efeito cicatriz, que é a mutilação de uma geração em função de uma pandemia dessa, já no setor educacional, já temos esse receio no setor educacional. E queremos, então, acelerar a absorção desses jovens, seja com treinamento de qualificação profissional, seja com serviço social voluntário para que eles se preparem para o mercado formal de trabalho”, disse o ministro, durante coletiva virtual para divulgar os dados do Caged.

A expectativa é que o BIP e o BIQ gerem cerca de 2 milhões de empregos para jovens de 16 a 22 anos. As vagas deverão ser de meia jornada de trabalho, com bônus de meio salário mínino. Parte do bônus, o BIP, será pago inicialmente com dinheiro público e depois com recursos do Sistema S, e a outra parte, o BIQ, pago pelo empregador.

Dados do emprego

No mês passado, os dados apresentaram saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 125.713 postos, distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; comércio, que criou 72.877 novos empregos; indústria geral, saldo positivo de 50.145 postos, concentrados na indústria de transformação; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, mais 38.005 postos de trabalho gerados; e construção, que registrou 22.460 novos trabalhadores.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego, sendo que houve aumento de trabalho formal nas 27 unidades da Federação. Em termos relativos, dos estados com maior variação em relação ao estoque do mês anterior, os destaques são para o Piauí, com a abertura de 4.597 postos, aumento de 1,5%; Alagoas que criou 4.651 novas vagas (1,36%); e Maranhão, com saldo positivo de 6.745 postos (1,31%).

Os estados com menor variação relativa de empregos em junho, em relação a maio, são Rio Grande do Sul, que teve criação de 11.446 postos, aumento de 0,44%; Bahia, com saldo positivo de 7.604, alta de 0,43%; e Sergipe, que encerrou o mês passado com mais 1.107 postos de trabalho formal, crescimento de apenas 0,41%.

Em todo o país, o salário médio de admissão em junho de 2021 foi de R$ 1.806,29. Comparado ao mês anterior, houve redução real de R$ 1,59 no salário médio de admissão, uma variação negativa de 0,09%.

As estatísticas completas do Novo Caged estão disponíveis na página do Ministério da Economia. Os dados também podem ser consultados no Painel de Informações do Novo Caged.

ebc

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