Safra de 2020 deve bater recorde e chegar a 240,9 milhões de toneladas – Portal Plural
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Safra de 2020 deve bater recorde e chegar a 240,9 milhões de toneladas

Pável Bauken

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A safra nacional de grãos de 2020 deve atingir 240.913.898 milhões de toneladas, o que será um recorde. Se confirmado, o resultado vai ultrapassar em 33,6 mil toneladas o esperado para 2019. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as estimativas indicam que as safras 2019 e 2020 devem se tornar as maiores da série histórica iniciada em 1975. Vão superar o atual recorde registrado em 2017, quando somou 238,4 milhões de toneladas.

Os números estão no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (10), pelo IBGE.

Conforme as previsões, a produção de soja terá crescimento 6,7%, a de algodão 2,0% e a do arroz 1,0%, mas a do milho sofrerá redução de 7,5%. O mesmo deve ocorrer com o feijão em grão primeira safra com queda de 0,3%.

Para o milho, o IBGE estima produção de 92,7 milhões de toneladas no próximo ano. A redução de 7,5% prevista em relação à safra 2019, significa recuo de 7,5 milhões de toneladas. “Mantém-se a tendência de um maior volume de produção do milho em segunda safra, devendo essa safra participar com 72,3% da produção nacional para 2020, contra 27,7% de participação da primeira safra de milho”, observou o pesquisador do IBGE, Carlos Barradas.

Na soja, a lata de 6,7%, representa o total de 120,8 milhões de toneladas em 2020. Entre os maiores produtores, boa parte desse volume se refere ao Mato Grosso. Lá a estimativa é colher 33 milhões de toneladas. Em relação a 2019, representa crescimento de 2,2% . O Paraná, que é o segundo maior produtor, prevê aumento de 22,5%, com a produção de 19,8 milhões de toneladas. Também se confirmado, vai significar uma recuperação, uma vez que em 2019 severas restrições de chuvas e o excesso de calor durante o ciclo da cultura comprometeram a safra.

Safra de 2019

A safra nacional também deve atingir 240.880.344 milhões de toneladas em 2019. Com isso, supera o recorde de 2017, em 2,4 milhões de toneladas. Segundo o IBGE, representa alta de 6,4% na comparação do que foi produzido em 2018, quando atingiu 226,5 milhões de toneladas.

Os números do LSPA indicam que o resultado foi influenciado pela produção do milho, que deve registrar recorde de 100,2 milhões em 2019, atingindo 25,9 milhões de toneladas na primeira safra e 74,3 milhões de toneladas na segunda. O volume significa aumento de 23,2%, se comparado ao ano anterior. Na visão do pesquisador, a conjuntura de preços que incentivou o plantio do milho de segunda safra foi um dos fatores que favoreceram a elevação. “O clima também se comportou de forma favorável”, explicou.

A melhora dos preços também favoreceu o possível recorde na produção de algodão diante da série história do IBGE. Deve chegar a 6,9 toneladas, na safra deste ano, representando aumento de 39,8% na comparação com o ano anterior.

A soja e o arroz, no entanto, devem apresentar queda de produção. A colheita de 113,2 milhões de toneladas de soja em 2019, é equivalente ao recuo de 4%, se comparado a 2018. No arroz, a redução de 9,5% na área plantada e de 12% na área a ser colhida provocaram queda na produção. O IBGE estima total de 10,3 milhões de toneladas, resultado 12% menor que o do ano passado. Com a previsão de 63,2 milhões de hectares na área a ser colhida, em 2019, o cálculo é de crescimento de 3,7% ante a de 2018. O percentual equivale ao aumento de 2,2 milhões de hectares. Foi também em 2017, o recorde anterior da produção. Foram produzidas 238,4 milhões de toneladas.

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Agro

Roda de Conversa Virtual debate alternativas para comercialização de produtos

Pável Bauken

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Com o tema Crédito e Seguro Rural para o Agronegócio com foco no milho e demais culturas, a quarta edição do Webinar Técnico Pró-Milho será realizado na próxima quinta-feira (20/08), às 9h, com transmissão simultânea pelo Facebook e pelo Youtube do Programa Rio Grande Rural da Emater/RS-Ascar.

A abertura será realizada pelo diretor do Departamento de Política Agrícola e Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ivan Bonetti, e pelo diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri.

Os palestrantes desse encontro são os gerentes de agronegócio do Banrisul, Robson Oliveira Santos e Odir Zalamena; o gerente de Negócios Agro do Banco do Brasil, Anderson Nascimento; o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sul/Sudeste do Sicredi, Edison Newald Silva, a superintendente de Agronegócio do Badesul, Joana Liska Bock e o gerente de Operações Rurais no RS do BRDE, Augusto Barros.

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Agro

Boa carga de flores nos cachos indica um ótimo rendimento da canola

Pável Bauken

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Deise Froehlich

O ciclo de desenvolvimento da canola avança e 39% das lavouras já estão em enchimento de grãos na região de Santa Rosa. De acordo com o Informativo Conjuntural produzido pela Gerência de Planejamento (GPL) da Emater/RS-Ascar e divulgado nesta quinta-feira (13/08), a cultura apresenta boa carga de flores nos cachos, fator que possivelmente irá resultar em um ótimo rendimento, se não houver geadas após a ocorrência das chuvas previstas para os próximos dias.

Os dias secos, bastante ensolarados e com grande amplitude térmica da semana anterior, aliados às boas condições de umidade no solo, também propiciaram ótimo desenvolvimento do trigo no Estado, estando 11% das lavouras em floração enquanto que 89% permanecem em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Pelotas, Frederico Westphalen e Santa Rosa, os cultivos estão com bom desenvolvimento. Na de Pelotas, as lavouras se apresentam bem implantadas e com bom estande. O tempo seco tem contribuído para a recuperação das áreas cujo desenvolvimento atrasou sob os efeitos dos dias mais frios.

Nas regiões de Santa Maria, Ijuí e Frederico Westphalen, os cultivos de aveia branca se encontram com bom desenvolvimento e bom estande de plantas. Na de Santa Maria, 5% das lavouras já entraram na fase de enchimento de grãos. Na de Ijuí, as primeiras lavouras semeadas em Tenente Portela foram colhidas durante a semana. Nessas áreas, a tradição é de plantio no cedo, para na sequência entrar a cultura do milho. Nas regionais de Ijuí, Erechim e Frederico Westphalen, as lavouras de cevada estão com bom desenvolvimento, e a perspectiva é de boa produtividade. Na de Ijuí, o tempo seco beneficiou a cultura, com menor pressão de doenças e pragas.

Já em relação às culturas de verão, o Informativo Conjuntural estima que a metade dos produtores de soja da região de Bagé que utilizam financiamento já encaminharam projetos aos agentes financeiros. Alguns já acessaram os recursos e parte dos projetos se encontra em fase de contratação. Na regional de Pelotas, ocorrem negociações para a ampliação dos prazos, que eram de um a dois anos. Os sojicultores seguem manejando forrageiras de inverno, principalmente com pastoreio de bovinos de corte e ovinos, nas áreas a serem implantadas com a cultura. As plantas espontâneas de soja que haviam germinado após a colheita e estavam vegetando foram controladas naturalmente pelo frio intenso e pela formação de geadas. Seguem o manejo e controle de invasoras, a amostragem de solo para análise e a compra de insumos.

Intensifica-se o planejamento das atividades para a cultura do milho, e foi iniciada a semeadura nas regiões da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Frederico Westphalen, Soledade e Bagé. Na de Ijuí, o plantio iniciou nos municípios situados mais ao Norte, onde a probabilidade de geadas tardias é pequena e o período recomendado pelo zoneamento de risco climático iniciou no primeiro dia deste mês. Com umidade do solo adequada, a semeadura vem sendo realizada de modo muito eficiente, com excelente deposição de sementes, em adequada profundidade e baixo revolvimento de solo no sulco.

Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Bagé e Soledade, a sequência de dias ensolarados da última semana permitiu as atividades de preparo de áreas de arroz para a próxima safra. Na de Bagé, as várzeas apresentam boas condições de umidade do solo para os trabalhos de preparo e construção de taipas de contenção de água nas lavouras. Os volumes de chuvas abaixo da média histórica em julho, associados às reduzidas precipitações em agosto, preocupam os rizicultores, pois o volume armazenado nos reservatórios está abaixo do ideal.

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Agro

Agricultores de São Miguel das Missões recebem acompanhamento para inclusão social e produtiva

Pável Bauken

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Em trabalho continuado, agricultores de São Miguel das Missões de baixa renda recebem Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) da Emater/RS-Ascar para estimular sua permanência no meio rural, com melhoria na produção de alimentos para consumo, mais oportunidades de renda e qualidade de vida. O trabalho iniciou em 2014, através do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, em parceria com os Governos Estadual e Federal, e teve continuidade a partir de 2017, com o Programa de Inclusão Social e Produtiva, com participação da Prefeitura.

Nos primeiros dois anos, 30 famílias do meio rural receberam acompanhamento para que pudessem superar a situação de vulnerabilidade econômica e social. A partir de um diagnóstico e de projeções da família foram elaborados projetos socioprodutivos implantados nas propriedades e executados com recursos liberados pelo Governo Federal, que tiveram sequência com a participação do Município.

“As propriedades eram mantidas em pequenas áreas de terra, com baixa fertilidade e prestação de serviços a terceiros para geração de renda, não havendo sobras de recursos para investir na propriedade”, lembra a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Fátima Zink Primaz.

Para contribuir com a mudança de realidade, o Conselho Municipal de Agropecuária aprovou a alocação de recursos para que 20 famílias recebessem insumos como adubo e calcário, mudas frutíferas e caixas de abelhas para diversificar a produção em suas propriedades. Cada família recebeu insumos conforme área utilizada, aptidão para atividade apícola e necessidades.

Nos anos de 2019 e 2020 foram incluídas novas famílias no Programa, após visita de diagnóstico e levantamento de necessidades na área da produção. A partir disso, adquiriram materiais para implantação de hortas, pequenos aviários, mudas frutíferas, sementes e adubos, com recursos aportados pelo Município.

A Emater/RS Ascar segue o acompanhamento às famílias beneficiárias, através de orientações referentes ao pomar, à horta, criações de animais e acompanhamento da aplicação dos insumos recebidos.

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