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Rússia registra a terceira vacina contra o novo coronavírus

Pável Bauken

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© Vladimir Gerdo/TASS/ Reuters/Direitos reservados


O Ministério da Saúde russo registrou uma nova vacina contra covid-19, a CoviVac – 3ª desenvolvida no país – anunciou hoje o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.

“Quero começar com uma notícia muito boa. Verificamos hoje que a terceira vacina, a CoviVac, produzida pelo Centro Chumakov, foi registada”, afirmou o chefe de governo russo durante reunião sobre o andamento do processo de vacinação no país.

Mikhail Mishustin disse que em meados de março entrarão em circulação as primeiras 120 mil doses da nova vacina, e acrescentou que a indústria farmacêutica russa aumentou permanentemente a produção de vacinas contra a covid-19.

“Já produzimos mais de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V e cerca de 80 mil doses da EpiVacCorona e, em breve, avançaremos com a terceira linha de produção da CoviVac”, informou.

A vice-primeira-ministra do país, Tatiana Golíkova, adiantou que a Rússia pretende produzir 88 milhões de doses de vacinas durante o primeiro semestre deste ano, sendo 83 milhões da Sputnik V. Em relação ao processo de vacinação no país, Golíkova indicou que 45% das pessoas com mais de 60 anos foram vacinadas, porcentagem que considerou “insuficiente”, tendo apelado às autoridades regionais para que intensifiquem esforços.

ebc

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Mundo

Veja o que a Perseverance registrou durante a primeira semana em Marte

Sons da atmosfera, imagens em 360 graus e enigmas chamaram a atenção

Pável Bauken

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© NASA/JPL-Caltech

Considerada a sonda mais avançada já lançada pelo homem ao infinito, a Perseverance completou sua primeira semana em Marte na quinta-feira (25) com uma vasta coleção de novos registros da superfície pouco conhecida do planeta.

Lançada no dia 30 de julho de 2020 a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, no estado da Flórida (Estados Unidos), a Perseverance alçou voo acoplada ao foguete interplanetário Atlas V – o mesmo que havia transportado outros veículos exploradores, como a InSight e a Curiosity.

A chegada ao planeta vermelho – apelidado assim por ter a superfície coberta por óxido de ferro vermelho, composto conhecido popularmente como ferrugem – foi transmitida ao vivo diretamente do centro de controle da missão na agência aeroespacial norte-americana (Nasa) no dia 18 de fevereiro e também foi acompanhada em tempo real pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com comentários do ministro Marcos Pontes. A velocidade de cruzeiro até o destino, mais especificamente a cratera de Jezero, foi de 39,6 mil quilômetros por hora (km/h).

Chegada, descida e pouso

A dificuldade de exploração de Marte não é apenas a distância, que varia entre 55 milhões e 400 milhões de quilômetros (dependendo do lugar em que a Terra e Marte estão em suas rotas orbitais em relação ao sol), mas também as diferenças atmosféricas e de gravidade – além, claro, da distância necessária para enviar e receber informações. São 22 minutos de demora para completar um ciclo completo de comunicação.

Essa demora em receber e confirmar comandos fez com que a Perseverance operasse quase todo o procedimento de descida e de pouso por uma sequência controlada por inteligência artificial. A manobra contou com um planador equipado com propulsores e com um sistema de descida gradual, além de um paraquedas para o trecho final.

A primeira imagem em alta resolução da superfície de Marte chegou no mesmo dia.

Perseverance Sol 4

Perseverance Sol 4 – NASA/JPL-Caltech/ASU

Após o reconhecimento inicial e a checagem de funcionamento de todos os sistemas, o robô explorador iniciou os trabalhos. Um registro em 360 graus da superfície da cratera de Jezero foi capturado e mostra o horizonte marciano.

Perseverance Marte Panoramica

Perseverance Marte Panoramica – NASA/JPL-Caltech/MSSS/ASU

Os sons de Marte

Você já se perguntou como seria ouvir os sons da atmosfera gelada de Marte? Como seriam os ventos de dióxido de carbono (95% do volume atmosférico) com nitrogênio e argônio? A Perseverance respondeu a estes questionamentos dos entusiastas da exploração espacial.

Ouça os sons da atmosfera de Marte capturados pelo robô explorador.

Enigma do outro mundo

A tecnologia necessária para colocar uma sonda do tamanho de um carro popular em Marte é extremamente avançada e meticulosa. Prova disso são as pequenas surpresas espalhadas em diversas partes da Perseverance, que só são percebidas pelos olhos mais atentos.

Durante a descida para a superfície marciana, a Perseverance contou com um paraquedas com círculos concêntricos de padrões brancos e vermelhos – algo que, para os incautos, não significava nada. Apenas algumas horas depois, internautas haviam desvendado o mistério da mensagem secreta: “dare mighty things”, ou “ouse coisas poderosas” (em tradução livre).

O engenheiro chefe da missão Perseverance usou as redes sociais para confirmar a solução do enigma e congratulou os detetives da internet. “Oh, internet. Será que não há nada que você não consiga fazer?”, afirmou o cientista.

A frase tem um forte significado para a equipe. Ela está grafada nas paredes do Laboratório de Propulsão a Jato – departamento responsável pelo paraquedas e por parte significativa do sistema de descida e pouso do robô explorador.

Mapa interativo

A Perseverance é um laboratório ambulante. A rota do robô explorador dentro da cratera de Jezero em busca de sinais de vida há bilhões de anos aguça a curiosidade científica de quem torce para achar pistas sobre a origem da vida no universo. Para quem não quer perder a sonda bilionária de vista, a Nasa preparou um mapa interativo que mostra a exata localização do robô atualizada regularmente.

Veja aqui onde está a Perseverance neste momento.

ebc

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Mundo

Antártica: degelo provoca separação de iceberg

Iceberg é 12 vezes maior que a área de Lisboa

Pável Bauken

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© Arquivo/Ana Nascimento/Agência Brasil

Um iceberg, com área 12 vezes maior que a área metropolitana de Lisboa, separou-se de uma plataforma na Antártica.

Há vários anos que a Nasa, a agência espacial norte-americana, vinha acompanhando a situação.

iceberg que se formou na sexta-feira (26) tem área de 1.270 quilômetros quadrados.

A separação ocorre quase uma década depois de os cientistas terem detectado, pela primeira vez, fraturas na plataforma de gelo, que tem 150 metros de espessura.

ebc

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Mundo

Satélite brasileiro Amazonia-1 é lançado com sucesso e já está em órbita

Pável Bauken

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Sucesso! O primeiro satélite brasileiro foi lançado neste domingo (28) a bordo do foguete PSLV-C51, na Índia, às 01h54h pelo horário de Brasília. O lançamento aconteceu no Centro Espacial Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, e o satélite tem como objetivo observar e monitorar o desmatamento da região amazônica.

O Amazonia-1 pesa 640 quilos, tem 2,5 metros de altura e operará a 750 km de altitude. Foram 13 anos de desenvolvimento para que chegássemos ao lançamento bem-sucedido e, com isso, o Brasil entra para o grupo de apenas 20 países capazes de desenvolver um satélite próprio dessa maneira. É composto por duas partes principais: A Plataforma Multimissão – PMM e o Módulo de carga útil. A PMM é um módulo de serviço que reúne todos os equipamentos necessários a sobrevivência do satélite, ele fornece energia, propulsão, controle térmico e gerenciamento de dados.

O módulo de carga útil é plataforma principal do Amazonia-1 e abriga câmera imageadora (uma câmera WFI, semelhante as usadas em outras missões como nas dos satélites CBERS-4 E A4) e equipamentos de gravações (DDR – Subsistema Gravador de Dados Digital), processamento (SPE – Unidade de processamento) e transmissão de dados (AWDT – Subsistema de transmissão de dados da câmera).

Este é o primeiro satélite de observação da Terra completamente brasileiro, sendo projetado, desenvolvido, testado e operado pelo Brasil. Apenas o lançamento aconteceu em outro país. Mas por que em outro país? O Brasil não tem um foguete grande o suficiente para levar o nosso satélite à órbita, e Alcântara também não tem uma plataforma com dimensões e estruturas adequadas para lançar um foguete do tamanho que seria necessário para transportar o Amazonia-1. Enquanto o foguete indiano PSLV-C51 tem 44,4 metros, o foguete brasileiro VLS (sigla para Veículo Lançador de Satélites) tem apenas 19,7 metros de altura.

A órbita do satélite foi projetada para proporcionar uma alta taxa de revista (5 dias) com capacidade de disponibilizar uma quantidade significativa de dados de um mesmo ponto do planeta. O Amazonia-1 poderá fornecer dados de um ponto específico em dois dias.

Fonte: MCTIC, INPE

 

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