RS tem queda no ingresso de alunos cotistas em instituições federais
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RS tem queda no ingresso de alunos cotistas em instituições federais

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Foto: Reprodução.

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O número de estudantes que ingressaram em instituições de ensino federais no Rio Grande do Sul por meio da Lei de Cotas caiu entre 2021 e 2022. É o que mostra o Censo da Educação Superior 2022, divulgado neste mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

No período, a proporção de cotistas caiu de 35% em 2o21 para 32,4% no ano passado. Foram 26,3 mil novos estudantes no Ensino Superior em federais no RS em 2021, número que subiu para 26,8 mil em 2022. Em contrapartida, o número de cotistas ingressantes diminuiu de 9,2 mil para 8,6 mil no período.

A queda no RS é menos expressiva do que no panorama nacional. Considerando o cenário do Brasil, como um todo, caiu de 39% em 2021 para 33,7% em 2022 a proporção de alunos cotistas ingressando no Ensino Superior. Em 2021, 124,8 mil cotistas se matricularam nas federais, dentro de um universo de 320,7 mil ingressantes. No ano passado, foram 322 mil ingressantes, sendo somente 108,6 mil deles pelo programa de reserva de vagas.

Atualmente, as ações afirmativas são destinadas a pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Na terça-feira (24), foi aprovado no Senado Federal o projeto que propõe a renovação da Lei de Cotas. Pendente de sanção presidencial, a proposta também prevê modificações na legislação. O projeto inclui os quilombolas entre os beneficiados pela reserva de vagas, entre outras mudanças.

 

Lacunas na escola

Segundo especialistas, assegurar o amplo acesso desses grupos ao Ensino Superior passa também pela qualidade da educação básica. Além de ampliar a lei, é fundamental garantir que essas pessoas concluam os estudos na escola, segundo a presidente do Instituto Singularidades, Cláudia Costin.

— Temos que aperfeiçoar mais a educação pública. O Rio Grande do Sul está atrasado na expansão da rede em tempo integral, além de ter um dos mais altos índices reprovação no Ensino Médio, o que gera o aumento da evasão escolar. Cada vez mais, o Enem demanda que os alunos saibam pensar cientificamente e historicamente. Isso acaba penalizando os jovens da escola pública, e consequentemente, o acesso desses grupos ao Ensino Superior — argumenta a educadora.

Claudia também destaca que os dados ainda refletem o contexto de pandemia nas escolas, o que dificultou a preparação para os vestibulares entre 2021 e 2022.

— Em termos de aprendizagem, as perdas dos alunos de escolas públicas foram muito grandes na pandemia. Em 2021, várias escolas estavam em esquema de rodízio de alunos. Nesse contexto, o número de inscrições no Enem foi muito afetado. Foi um período de retrocesso e ainda estamos vendo reflexos disso — destaca.

O pesquisador Paulo Faber, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), segue a mesma linha de pensamento. Ele acredita que teremos avanços nos próximos anos, com a reformulação das políticas públicas educacionais, como as mudanças na Lei de Cotas, mas é preciso olhar também para a educação básica.

— Uma das principais linhas de discussão do Plano Nacional de Educação é o contraste entre o número de alunos negros e brancos concluintes do Ensino Médio. Quando se trata de indígenas, boa parte dessa população não consegue concluir nem o Ensino Fundamental. Temos que pensar nessas etapas anteriores — ressalta.

Doutorando na linha de Políticas Públicas e Gestão de Processos Educacionais, Faber estuda a implementação da Lei de Cotas, especialmente sobre as dificuldades de ocupação de vagas reservadas nos institutos federais, que poderiam facilitar o percurso acadêmico de alunos de baixa renda, especialmente negros, indígenas e pessoas com deficiência.

 

Fonte: GZH.

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Mulheres e Educação: O protagonismo feminino na Unijuí e novas oportunidades acadêmicas

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Nesta quarta-feira (02), o programa D’Life recebeu Bruna Comparsi, Vice-Reitora de Graduação da Unijuí, e Taciana Enderle, Coordenadora do Campus Santa Rosa da mesma instituição. A conversa abordou o protagonismo feminino na educação e as novas oportunidades acadêmicas na Unijuí, universidade que ostenta conceito 5 no MEC.

A presença feminina na educação tem sido um fator essencial para o crescimento e emancipação das mulheres. Esse reflexo é evidente na Unijuí, onde 65% dos estudantes são mulheres, além de uma maioria feminina entre professores, técnicos e colaboradores. A ocupação de espaços antes inacessíveis para mulheres tem sido impulsionada pela educação, que se mostra um fator transformador.

Taciana Enderle enfatizou a importância da educação para todas as idades e destacou o programa 40 MAIS da Unijuí, que oferece descontos proporcionais à idade do estudante, incentivando a educação continuada e a inclusão acadêmica.

Novos Cursos e Expansão Acadêmica

Bruna Comparsi e Taciana Enderle também trouxeram novidades sobre os cursos que serão implementados na Unijuí em 2025. O campus Santa Rosa recebeu sua primeira turma nos cursos de Biomedicina, Farmácia e Fisioterapia, ampliando as opções na área da saúde.

A grande novidade anunciada foi a oferta dos cursos de Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Gestão do Agronegócio (tecnólogo), este último com duração de dois anos e meio, tornando-se uma opção atrativa para quem busca formação rápida e direcionada ao mercado de trabalho. As inscrições já estão abertas, e nos próximos dias ocorrerá o vestibular de inverno.

Curso de Medicina: Expectativa pelo Resultado

Outro ponto destacado foi o curso de Medicina, que possui um edital diferenciado. No Rio Grande do Sul, quatro regiões receberão o curso, com 11 regiões concorrendo e 19 projetos apresentados. Inicialmente, o resultado estava previsto para março, mas foi adiado para o dia 27 de junho, aumentando a expectativa dos candidatos e da comunidade acadêmica.

Com essas iniciativas, a Unijuí reforça seu compromisso com a educação inclusiva e inovadora, promovendo o crescimento profissional e pessoal de seus estudantes e consolidando-se como uma instituição de excelência no ensino superior.

 

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A importância da Escola de Educação Profissional e Técnica como fundamento no desenvolvimento de nossos cidadãos

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Por Liziana Pfarrius Ladeira Karam – diretora do Senac Santa Rosa, formada em Administração de Empresas com Especialização em Liderança, Coaching e Gestão Pessoas

Nos meus mais de 10 anos de experiência no ramo da educação profissional e técnica, posso afirmar que a escola desempenha um papel fundamental na formação de profissionais qualificados e competentes. A escola não é apenas um local de ensino, mas sim um ambiente de aprendizado e desenvolvimento que prepara os alunos para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.

A educação profissional e técnica é essencial para o desenvolvimento econômico e social de um país, fornecendo aos alunos as habilidades e competências necessárias para exercer uma profissão, contribuindo com o crescimento da produtividade e a competitividade das empresas.

Para além disso, o papel da escola na educação ajuda a reduzir a desigualdade social e a promover a mobilidade social através de projetos inovadores, diversos e inclusivos. A escola é um ambiente motivador para ações positivas e que enriquecem a cultura, reduzem a violência e a criminalidade e no caso da escola profissionalizante, é protagonista importantíssima na redução do desemprego.

No mês em que se comemora o dia da Escola cabe a todos nós enquanto sociedade refletir sobre a importância dessa instituição em nossa sociedade e cada vez mais contribuir para que ações sejam realizadas para fortalecer a educação básica, fundamental e profissional em nosso país.

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Escolas da Rede Municipal de Ensino recebem novos materiais de raciocínio lógico-matemático

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A Prefeitura de Santa Rosa adquiriu novos materiais de raciocínio lógico-matemático para as escolas do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino. O objetivo é reforçar a compreensão dos alunos em relação aos conteúdos matemáticos, promovendo a resolução de problemas de forma ativa, prática e dinâmica. Os itens foram distribuídos nas 13 EMEFs do município e irão auxiliar os professores no desenvolvimento de atividades pedagógicas.

O material, que será utilizado como apoio no trabalho desenvolvido em sala de aula, influencia diretamente na aprendizagem dos alunos, favorecendo a socialização, a organização do pensamento, a concentração e a resolução de problemas matemáticos e do cotidiano. A Secretária de Educação, Josyane Heck, destacou a importância da ação, “Estamos constantemente renovando nosso acervo de materiais pedagógicos, sempre com o foco em estimular novas habilidades. Com certeza, serão bem aproveitados e vão promover, de forma lúdica e prática, o aprendizado dos nossos estudantes”.

Ao todo, 3.800 alunos serão contemplados com o material de raciocínio lógico-matemático, que irá auxiliar em disciplinas que exigem habilidades analíticas, como matemática, ciências exatas e programação.

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