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RS tem primeira experiência de televisita no sistema prisional

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Apenados puderam conversar com familiares, sem contato direto - Foto: Ascom Seapen


As primeiras experiências de televisita na história do sistema prisional do Rio Grande do Sul ocorreram nesta segunda-feira (13/4). O projeto-piloto foi testado no parlatório da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas, e contou com a supervisão e o acompanhamento de profissionais da Secretaria da Administração Penitenciária (Seapen) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), além da direção do Tratamento Penal da PEJ. Ao todo, oito familiares, de dez agendamentos previstos, foram localizados e tiveram a possibilidade de conversar durante dez minutos com o detento de sua relação.

“Vivemos hoje um momento histórico. Apesar das limitações impostas pelo distanciamento social, pelos riscos da pandemia, que levaram à proibição das visitas desde 23 de março, propiciamos esse contato fundamental das pessoas presas com suas famílias, mostrando que é possível superar essas barreiras físicas”, comemorou o secretário da Administração Penitenciária, Cesar Faccioli.

O titular da Susepe, Cesar da Veiga, espera que essa primeira iniciativa possa ser replicada, em breve, em outras casas prisionais. “A experiência mostrou que é possível em determinados casos, então vamos tratar de viabilizar novas frentes”, adiantou. As televisitas foram implantadas na rede prisional do Estado na quarta-feira passada (8/4), com a publicação de uma portaria conjunta da Seapen e da Susepe regulamentando o tema. A portaria indica que as visitas podem ocorrer mediante agendamento prévio, conforme regramento de cada estabelecimento, de segunda a sexta-feira, por meio de chamada de áudio ou vídeo, observada a capacidade operacional de cada unidade prisional.

Além disso, a portaria ressalta que permanece suspenso o procedimento de cadastro para novos visitantes no período da pandemia, sendo permitida a realização de chamada somente para os visitantes já inscritos no Sistema Infopen/RS.

A chamada de áudio ou vídeo entre os apenados e seus familiares tem a duração máxima de dez minutos. Ela é feita por servidores penitenciários, seguindo orientações de procedimentos das áreas de segurança e tratamento penal. Nesse primeiro dia, os contatos foram feitos por Skype, com o apoio tecnológico da equipe de tecnologia da informação da Seapen/Susepe e da PEJ.

A psicóloga Carolina Lessa, da Susepe, fez a intermediação com as famílias, agendando os contatos. Ela relatou que a reação dos apenados que conseguiram conversar com seus familiares foi a melhor possível. Por meio de uma seleção, houve prioridade para os detentos que tinham contato frequente com as famílias e, por isso mesmo, sentiram mais esses mais de 20 dias sem visitas. “Eles ficaram bastante emocionados com o reencontro, mesmo que virtual”, contou Carolina.

O agendamento das próximas visitas já está em curso.

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Destaque

Dia do Orgulho LGBTQIA+

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No dia 28 de junho, é comemorado o Dia do Orgulho LGBTQIA+. A data celebra o amor, o respeito e a diversidade. Em todo o mundo, o dia marca a resistência na revolta de Stonewall Inn, nos Estados Unidos. Após uma violenta abordagem policial no bar, que deu nome à rebelião, o público LGBTQIA+ que estava no local se insurgiu.
A sigla que representa esse orgulho foi evoluindo ao longo do tempo e ganhou letras conforme os anos. Mas você sabe o que significa cada uma? A seguir, saiba mais sobre todas as pessoas que a sigla abraça.
Lésbicas: mulheres (cis ou trans) que sentem atração por outras mulheres (cis ou trans). É uma orientação sexual (e não “opção”, porque não é algo que se escolhe).
Gays: também é orientação sexual, mas de homens (cis ou trans) que sentem atração por outros homens (cis ou trans).
Bissexuais: também se trata de orientação sexual, mas no caso de pessoas que têm atração por dois ou mais gêneros (cis ou trans).
Trans: se refere a identidade de gênero, ou seja, como a pessoa se identifica enquanto indivíduo com relação aos gêneros (feminino e masculino). Representa os transexuais, que se identificam com o gênero diferente daquele designado ao nascer, e também travestis.
Queer: são as pessoas que transitam entre os gêneros feminino e masculino ou que não seguem a binaridade masculino-feminino (não binário).
Intersexuais: é usado para descrever pessoas que possuem características sexuais biológicas que não se encaixam em categorias binárias de feminino ou masculino.
Assexuais: pessoas que não sentem atração sexual por outra pessoa, apesar de existir afetividade.
+: representa as inúmeras outras possibilidades de orientação sexual e identidade de gênero (um exemplo são os pansexuais, que sentem atração afetivo-sexual independente da identidade de gênero).
Em entrevista para o programa Bem Viver, Gabriela Augusto, fundadora da Transcendemos, iniciativa que oferece consultoria para auxiliar organizações a se tornarem mais inclusivas, afirmou que é importante, primeiramente, que a sociedade entenda que a população LGBTQIA+ existe desde sempre e que a sigla pode até ser considerada nova, mas que a existência dessas pessoas sempre foi de resistência.
“Antes, era bem mais comum que as pessoas se referissem a esse grupo como GLS (gays, lésbicas e simpatizantes). Mas, em determinado momento, se percebeu que essa sigla não era suficiente. Porque eu, por exemplo, sou uma mulher trans. Onde eu estaria ali? No G? Não. No L? Não. No simpatizante? Também não. Então, houve um esforço e ainda há esse esforço de trazer mais visibilidade para as pessoas que fazem parte desses grupos”, afirmou.
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Geral

Exportação do RS à China despenca a menos da metade

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Explodiram nos números da exportação gaúcha os efeitos da estiagem e dos lockdowns na China. Os embarques para o país asiático acumulam um tombo de 54,2% em 2022. Isso representa uma queda de US$ 1,37 bilhão no faturamento das exportações do Rio Grande do Sul. O que efetivamente foi embarcado, US$ 1,15 bilhão, representa menos da metade do que no mesmo período do ano passado. Os dados foram consultados pela coluna no sistema do governo federal.

Apesar de as compras terem despencado, a China continua como o principal destino das exportações gaúchas. Porém, sua participação passou de mais de 40% para 13,9%. Cada vez mais perto, estão os Estados Unidos, comprando 10,1% do que os gaúchos exportam em produtos. Aliás, os norte-americanos também estão com dificuldades de importar da China e substituem diversos itens asiáticos por brasileiros, como calçados.

Só em maio sobre o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 25% no faturamento dos embarques gaúchos ao Exterior como um todo. No acumulado do ano, porém, ainda consegue sustentar um crescimento de 15%, mas muito menor do que vinha sendo apresentado.

Pelo sistema do Panorama Comercial Brasileiro, da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, Luciano D’Andrea, identificou que, só no mês passado, as exportações gaúchas à China caíram 78,98%. Soja e carne lideraram as perdas.

– Da pauta gaúcha em maio, os dois itens representam quase 65%. Qualquer efeito sobre eles gera uma variação significativa na balança comercial – completa D’Andrea.

No caso do grão, o recuo foi de 89,77% e também sofre o impacto forte da estiagem sobre a safra de verão. Segundo o economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, as perdas na soja giram em torno de 10 milhões de toneladas. 

– As quedas começam a aparecer a partir de abril para o Brasil e de forma mais expressiva para o Rio Grande do Sul. A retomada vai depender da normalidade logística e de consumo chinês – contextualiza o executivo da Fiergs, lembrando que o gargalo de transporte mundial continua e foi agravado pelos fechamentos de portos chineses e, claro, pela guerra no leste europeu. A política de covid zero na China também provocou confinamentos que pararam indústrias e fecharam o comércio nos últimos meses. A flexibilização teve início agora em junho.

 

GZH
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Destaque

2.373 casos confirmados em Santa Rosa

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Segundo Boletim divulgado pela Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa , o município atingiu na sexta-feira(17) a marca de 2.373 casos de dengue confirmados. A cidade ainda tem 198 casos suspeitos. Desde janeiro já foram registrados 2.615 notificações, além de uma morte.

Nesta manhã Santa Rosa não registrava internações em decorrência da dengue.

A FUMSSAR orienta a população para que faça uso do repelente e realize as medidas de prevenção. Caso sejam observados sintomas da doença, o cidadão deve manter a hidratação e procurar a Unidade Básica de Saúde de referência. Se houver algum sintoma grave, a orientação é para procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

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