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RS está prestes a encerrar colheita de grãos de verão

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O cultivo da soja no Rio Grande do Sul se encaminha para o encerramento da safra, com 98% das áreas colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21/05), as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural seguem ocorrendo no Estado. Até a última terça-feira (19/05), técnicos da Emater/RS-Ascar realizaram 10.099 vistorias de Proagro em lavouras de soja. A totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 17.578 vistorias; os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019, por conta dos danos devido à estiagem. A Emater/RS-Ascar atua em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Maria, as colheitas de soja estão encerradas. Na de Ijuí, o rendimento médio obtido foi de 2.070 quilos por hectare, e na de Santa Maria chegou a 1.430 quilos por hectare. Já nas regiões de Santa Rosa, Bagé e Porto Alegre, 99% das áreas estão colhidas. Na de Santa Rosa, ainda há lavouras tardias para colher em Garruchos e em Santo Antônio das Missões. A produtividade média é de 1.960 quilos por hectare, com média de perdas em 39,9% sobre o esperado entre os municípios da região. Em Santo Ângelo, Entre-Ijuís e Caibaté, as perdas chegaram a 70%. As lavouras vistoriadas para amparo do Proagro tiveram produtividade média de 960 quilos por hectare. Na de Bagé, a sequência de dias com chuva ou garoa impediu o avanço da colheita. O rendimento médio é de 1.170 quilos por hectare, decorrente da perda de 55% na produção regional.

Na Campanha, a maioria dos contratos futuros de comercialização da soja está sendo cumprida de forma parcial, seja pela falta de produção, seja pelos preços mais baixos em até R$ 25,00/sc. Produtores que entregaram soja em volume inferior ao estabelecido nos contratos estão pagando multas junto às empresas.

No milho, o predomínio de tempo seco favoreceu as atividades de colheita, já realizada em 90% das áreas cultivadas. O retorno das precipitações em várias regiões do Estado amenizou os impactos da estiagem na cultura. Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Soledade e Bagé, 90% das lavouras já foram colhidas. Na de Santa Rosa, a produtividade média tem se mantido em 7.080 quilos por hectare, com 11% de perda em relação à produtividade inicial, em decorrência da falta de precipitação e intenso calor, principalmente na região das Missões, onde as perdas atingiram a média de 22,6%. Na região da Fronteira Noroeste, as perdas foram menores, em média 6%.

Em geral, as lavouras de milho-safrinha se apresentam desuniformes e com baixo potencial produtivo, levando os produtores a destinarem as plantas como oferta de forragem à alimentação animal. As lavouras do milho-safrinha em floração e enchimento de grão deverão se beneficiar com a ocorrência de chuvas, estancando as perdas e ainda apresentando uma produtividade que compensará a realização da colheita, estimada em 2.700 quilos por hectare. Na de Soledade, o rendimento atual é de 2.800 quilos por hectare. Lavouras de milho com semeadura tardia e que se encontram na fase de enchimento de grãos se beneficiaram com as chuvas da semana, amenizando as perdas que atingem as lavouras tardias. Atualmente, a perda média é de 51% em relação à produtividade inicial esperada.

Milho silagem – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a colheita do milho para silagem está no final. Em razão dos efeitos negativos da estiagem prolongada, muitas das áreas destinadas para grãos foram aproveitadas para elaboração de silagem. A qualidade tem sido inferior à de anos anteriores. A produtividade tem variado entre seis mil e oito mil quilos por hectare. Em São Lourenço do Sul, maior área destinada para elaboração de silagem de milho, com 6.500 hectares, os rendimentos estão em 8.750 quilos por hectare de massa verde ensilada. Isto impactará na produção leiteira e na bovinocultura de corte pelo menor ganho de peso dos animais. Alguns negócios acontecem envolvendo a comercialização de silagem na lavoura, com preços variando entre R$ 0,12 a R$ 0,15/kg de silagem. Já na forma de silagem posta via transporte a granel e na silagem ensacada, os valores chegam a R$ 0,18/kg.

Arroz – A colheita atinge 99% das lavouras, com grãos apresentando boa qualidade, favorecida pelas condições de tempo seco na fase de encerramento do ciclo. Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Bagé e Porto Alegre, a colheita está encerrada. Na de Bagé, o rendimento médio alcançou 8.500 quilos por hectare, favorecido pelas condições do tempo, pela disponibilidade de água – numa safra marcada pela estiagem – e pelo excelente estado fitossanitário das lavouras. Em Porto Alegre, a produtividade média chegou a 7.200 quilos por hectare. No pós-colheita, em ambas regiões, a atenção dos produtores concentra-se em definir áreas para a próxima safra, com operações de sistematização de terrenos e análise do reestabelecimento dos mananciais para determinar as áreas que poderão ser cultivadas.

Feijão 2ª safra – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita avançou para 76% das áreas, restando 26% em maturação. Nas lavouras cultivadas sem irrigação, é baixo o potencial produtivo; além disso, a qualidade dos grãos vem sendo menor, o que compromete a valorização do produto a ser comercializado. Já nas áreas irrigadas, a produtividade compensou um pouco o volume total produzido, e o produto colhido apresentou melhor qualidade. O rendimento médio é de 1.210 quilos por hectares.

FRUTÍCOLAS

Caqui – Na regional de Caxias do Sul, encaminha-se para a reta final a colheita da safra da variedade Fuyu, conhecida como chocolate branco, que apresenta frutos de bom calibre e ótima coloração. Também está sendo colhida a variedade Kyoto, conhecida por chocolate preto. As escassas precipitações e a alta insolação durante o ciclo da cultura propiciaram ótima sanidade, tanto nos frutos quanto nos caquizeiros; assim, foi baixa a incidência principalmente da pinta preta, principal doença incidente na cultura na região serrana.

Citros – Na região de Lajeado, as chuvas amenizam o grave quadro da estiagem, apesar de já estar consolidado o prejuízo para as cultivares precoces de bergamoteiras e laranjeiras. Em muitas situações, a chuva agravou as perdas, porque grande quantidade de frutas rachou com o retorno da umidade no solo; isso ocorre pelo fato de que, durante uma estiagem, a casca das laranjas e bergamotas torna-se rígida e agora, ao chover, uma grande quantidade de água entrou nos frutos, inchando-os e provocando a rachadura da casca. Estas frutas não têm lugar na comercialização. Por outro lado, as chuvas devem beneficiar as cultivares tardias de laranjeiras, como Valência, do Céu tardia e umbigo Monte Parnaso, e também as de bergamoteiras, como a Montenegrina e a Morgote.

Entre as bergamotas, já está em colheita a cultivar Caí; os citricultores recebem em média R$ 45,00/cx. de 25 quilos de citros desta variedade. Também começam a ser colhidas as primeiras caixas de Ponkan, e os citricultores recebem em média R$ 30,00/cx. de 25 quilos. A colheita da bergamota Satsuma, também conhecida como Japonesa, está praticamente concluída, com preço médio de R$ 22,00/cx. de 25 quilos para esta variedade sem semente. Os preços recebidos pelos citricultores são bem maiores do que na safra passada, comparativamente ao final da colheita da Satsuma em 2019, quando os citricultores receberam R$ 18,00/cx. de 25 quilos. Entretanto, o melhor preço nesta safra não compensa as perdas decorrentes da estiagem, pois colhem frutas apenas aqueles citricultores que conseguiram irrigar ou cujos pomares receberam mais chuva. Na grande maioria dos cultivos, houve queda de frutos, citros não desenvolvidos, rachados e até mesmo a morte de plantas. Para as laranjeiras, a situação de perdas é a mesma.

Olivicultura – Na regional de Pelotas, os olivais ocupam uma área de 1.275 hectares, na qual predominam pomares novos e recém-implantados. A região é a maior produtora do RS e do Brasil, e há 17 propriedades rurais que desenvolvem esta atividade. Destaca-se Canguçu, com cinco propriedades e 619 hectares. Os oleicultores finalizaram as adubações pós-colheita e prosseguem as atividades de implantação das plantas de cobertura e de proteção dos solos no inverno. Realizam também o manejo fitossanitário para controle de pragas e doenças, com pulverizações de produtos à base de cobre. Seguem com o manejo da pecuária nos pomares, principalmente da ovinocultura.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Em todo o Estado, os campos nativos apresentam baixa oferta de massa verde e baixa qualidade, mesmo tendo rebrotado parcialmente após as últimas chuvas. As pastagens cultivadas de inverno apresentam três tipos de situação. A primeira pode ser observada em poucas áreas que tiveram menor deficiência de umidade no solo, propiciando a semeadura entre março e o início de abril. Nelas, as pastagens começam a apresentar condições para um pastoreio controlado. A segunda situação ocorre em áreas onde a semeadura ou ressemeadura aconteceu entre meados de abril e as primeiras semanas de maio, e nas quais houve problemas de germinação e crescimento. Nessas áreas, as pastagens começam a crescer e se desenvolver melhor, após as últimas chuvas, mas ainda não têm condições de pastejo. A terceira situação é comum a uma grande quantidade de áreas onde ou o plantio ainda não foi possível ou nas quais a germinação foi totalmente frustrada; assim, a semeadura está sendo realizada ou repetida, com considerável atraso.

BOVINOCULTURA DE LEITE – Na maior parte do Estado, os rebanhos bovinos de leite apresentam queda da condição corporal e do volume e da qualidade da produção leiteira, em função da severidade do atual vazio forrageiro outonal, decorrente do longo período de estiagem. A situação se torna mais preocupante porque a silagem, utilizada pelos criadores como principal fonte de suplementação alimentar conservada e de baixo custo, teve a produção bastante prejudicada pela estiagem. Esse prejuízo ocorreu não só na quantidade produzida, mas também na qualidade alimentar da silagem. Como as quantidades utilizadas atualmente estão bem acima do normal, projeta-se que esse suplemento possa faltar durante o transcorrer do inverno.

APICULTURA – Na maioria dos apiários do RS, as abelhas apresentam boas condições alimentares e sanitárias. As principais práticas de manejo executadas na semana foram a retirada de melgueiras, eliminação de favos e caixilhos danificados, a colocação de cera alveolada, a execução de roçadas no entorno e nos acessos aos apiários, o monitoramento das reservas alimentares das colmeias. A colheita de mel da safra de outono já foi encerrada na maior parte das regiões e se encaminha para o final nas demais, com resultados diferenciados. As melhores produções são relatadas nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Lajeado, Frederico Westphalen, Soledade e Erechim.

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Agro

Tempo seco reduz intensidade de plantio da soja que atinge 5% da área total estimada

Reporter Plural

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Ilustração Google

O tempo seco fez produtores de soja reduzirem a intensidade da implantação da cultura no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento (GPL) da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), e divulgado nesta quinta-feira (22/10), em algumas regiões, foi necessária inclusive a paralisação do plantio que já atinge 5% da área total estimada.
A umidade dos solos foi o fator condicionante para a continuidade dos plantios nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Soledade, Santa Rosa, Bagé, Frederico Westphalen, Santa Maria, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre e Caxias do Sul. Na de Ijuí, a semeadura praticamente paralisou, sendo realizada apenas nas áreas com irrigação, ainda pouco expressivas em relação à área total a ser cultivada na região.
Com vários dias sem precipitações, a umidade do solo está muito abaixo da ideal para a semeadura e germinação das sementes. Assim, os produtores não realizam semeadura para evitar perda de sementes. Nas áreas com irrigação, os cultivos estão com bom desenvolvimento inicial. Nas de sequeiro, a emergência é desuniforme e já ocorre morte de plântulas.
Na região de Soledade, a semeadura está paralisada; alguns produtores semearam durante a semana na perspectiva do retorno das chuvas, sob o risco de a semente iniciar a germinação e não ter as condições de umidade para o início do desenvolvimento vegetativo. Na região de Santa Rosa, os agricultores esperam a retomada da umidade para efetivar a semeadura; alguns já o fizeram na expectativa de que houvesse chuva, o que não aconteceu. A baixa umidade do ar e do solo tem impedido a realização da dessecação das áreas que receberão a oleaginosa. Os produtores aproveitam o momento de paralisação dos plantios para intensificar a colheita do trigo e liberar as áreas para a semeadura da soja.
A sequência de dias com tempo seco reduziu a umidade do solo e, em algumas regiões do Estado, já há lavouras de milhho com sintomas de estresse hídrico. O plantio da cultura já chega a 70% a área total estimada. O predomínio de tempo bom, com temperaturas médias entre 13 e 25°C, permitiu a execução das atividades de semeadura do arroz, principalmente em áreas de maior dificuldade de drenagem, que agora se encontram com umidade ideal. O plantio da cultura já atinge 50% da área total estimada. Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Ijuí e Porto Alegre, os plantios da primeira safra de feijão foram concluídos. Na de Frederico Westphalen, 5% das áreas já alcançam a fase de enchimento de grãos. A escassez de chuvas nos últimos dias está prejudicando o desenvolvimento da cultura. Produtores realizam adubação em cobertura, tratamento fúngico e controle de pragas e ervas daninhas.

CULTURA DE INVERNO – TRIGO
Foi aberta oficialmente na última sexta-feira (16/10), em Cruz Alta, a colheita do trigo no Rio Grande do Sul, que já está com mais de 30% da área colhida, e o tempo seco e as altas temperaturas favoreceram a maturação e colaboraram com o avanço da colheita.
A produtividade das lavouras apresenta grande variabilidade devido aos danos causados pelas geadas correlacionados com o período de semeadura, a localização das lavouras e ciclo das cultivares. Nas áreas plantadas mais tarde, a tendência é de redução da produtividade devido à falta de chuvas, que resulta em grãos miúdos e chochos. O trigo tem se apresentado no atual momento como uma boa alternativa entre as culturas de inverno, especialmente quando implantado com vistas a melhorar a fertilidade do solo.
A cultura do trigo, integrada em sistemas de rotação de culturas, contribui efetivamente para a manutenção e melhoria da fertilidade química e física do solo, para o controle de doenças, pragas e plantas daninhas e para uma maior eficiência de maquinário, mão de obra e insumos na propriedade rural, condições fundamentais para a sustentabilidade da agricultura brasileira.

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Agro

Sicredi libera R$ 7,6 bi para custeio nos três primeiros meses da safra 20/21

Reporter Plural

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Foto: Pixabay/montagem

De acordo com a entidade, produtores da região que abrange os Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, já contrataram R$ 1,8 bilhão para custeio, 86% do volume planejado para o período.

A instituição financeira cooperativa Sicredi liberou R$ 7,6 bilhões para custeio agropecuário nos três primeiros meses da safra 2020/2021 – julho a setembro -, 17% a mais do que em igual período da safra 2019/20. Produtores da região que abrange os Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, já contrataram R$ 1,8 bilhão para custeio, 86% do volume planejado para o período.

“Os números reforçam o excelente desempenho do agronegócio nacional, mesmo durante o cenário adverso enfrentado pela economia devido à pandemia (de covid-19). A fase positiva do setor se reflete na procura por crédito”, disse em nota o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias.

“Estamos conseguindo atender 100% da demanda para custeio agropecuário”, acrescentou. Para investimentos em máquinas agrícolas, equipamentos e projetos avícolas, de bovinos e suínos, o Sicredi emprestou R$ 2,6 bilhões a agricultores associados, o equivalente a 61% do valor planejado para os três meses. Os resultados positivos das safras recentes estimulam produtores a se planejarem para o longo prazo e fazerem investimentos, segundo Farias.

O montante concedido a associados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, de pouco mais de R$ 1 bilhão, representa 82% do estimado pela instituição financeira cooperativa para linhas de investimento no período. Farias informou no comunicado que não tem sido possível atender integralmente à demanda por crédito para investimentos, em virtude do esgotamento de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Sicredi lembrou que o banco suspendeu, a partir de 9 de outubro, pedidos de novos financiamentos para o Moderagro, alegando altos índices de comprometimento de recursos ofertados para a safra 2020/21. No fim de setembro, o BNDES já havia bloqueado novas solicitações de financiamento ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), ao Inovagro e à linha com taxa de juros prefixada de 4% ao ano do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), destinada à aquisição de máquinas e implementos agrícolas.

 

FONTE   CANAL RURAL

 

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Agro

MetSul alerta para estiagem severa no Rio Grande do Sul

Reporter Plural

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Açude secou no interior de Herveiras, em registro de março de 2020 | Foto: Clécio da Silva / Defesa Civil

Meteorologistas estimam que seca que está por vir pode ser pior que a registrada no começo do ano.

Segundo dados da MetSul, o fenômeno La Niña atua desde agosto no Oceano Pacífico Equatorial e deve seguir impactando o clima do Sul do Brasil durante os próximos meses. Hoje, o La Niña tem intensidade moderada, mas a expectativa é que entre dezembro e janeiro atinja forte intensidade trazendo estiagem.

As tendências indicadas por modelos de clima são preocupantes, segundo os meteorologistas. Quase todos os modelos de clima internacionais apontam para o período da safra de verão 2020/2021 uma perspectiva de chuva abaixo a muito abaixo da média, em particular no Rio Grande do Sul.

Na Metade Norte, habitualmente, tende a chover mais no verão pela latitude e maior proximidade do canal de umidade do Sudeste e do Centro-Oeste do país, mas no Sul e no Oeste a climatologia aponta menos precipitação nos meses de verão.

A MetSul Meteorologia adverte que o Sul do Brasil passará por mais uma estiagem que pode ser, em alguns locais, mais severa do que a de 2019/2020, porque não houve recomposição hídrica suficiente. Com isso, pode ocorrer perda de produtividade, inclusive com quebra de safra em diferentes localidades, escassez de água para consumos humano e animal com racionamento em alguns municípios, baixa acentuada de níveis de rios e outros mananciais como barragens e açudes, além de risco de fogo em vegetação.

 

 

Fonte: Portal Gaz

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