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RS bate recorde na redução de crimes violentos pelo 3º ano consecutivo

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Imagine todos os 932 habitantes de Engenho Velho, na Região Norte, mais os 1.084 residentes de União da Serra, riscados do mapa. Ou que a população inteira de Pedras Altas, de Doutor Ricardo ou de São José do Inhacorá deixasse de existir. Essa a dimensão do resultado alcançado nos três anos do governo Eduardo Leite e Ranolfo Vieira Júnior, com a implantação do Programa RS Seguro, na redução dos crimes violentos letais e intencionais (CVLI) no Rio Grande do Sul. Somados os homicídios, latrocínios e feminicídios, as quedas em sequência nas ocorrências do tipo desde 2018 alcançam a marca de 2.056 vidas preservadas no período – número maior que a população de 52 municípios gaúchos, conforme a estimativa populacional do IBGE. É o que revelam os dados do balanço de indicadores criminais do Estado, divulgado nesta quinta-feira (13/1) pelo vice-governador, também secretário da Segurança Pública, na praça central de Alvorada. O governador Eduardo Leite participou por videoconferência.

“Esses indicadores falam por si só. São os melhores índices da última década e isso mostra os acertos do nosso programa RS Seguro, com estratégia e integração das nossas forças de segurança, dos investimentos que estamos fazendo e da abnegação, esforço e comprometimento dos operadores da nossa segurança pública que, lá na ponta, fazem a diferença”, comemorou Ranolfo, que apresentou os números durante o evento.

Realizada pela primeira vez fora da Capital, a apresentação dos índices de criminalidade escolheu como palco a cidade ao lado, também na Região Metropolitana, por outra marca histórica. Alvorada, que já foi considerado o sexto município mais violento do Brasil, conforme o Atlas da Violência produzido pelo Fórum Brasileiro da Segurança Pública (FBSP) com dados de 2017, teve a maior redução de vítimas de homicídio em 2021 entre as 497 cidades gaúchas. Foram 69 mortes por assassinato, 47 a menos que as 116 ocorridas em 2020, uma queda de 40,5%.

O resultado dos indicadores reflete ainda os esforços do governo em qualificar a estrutura disponível para as forças e o compromisso na reposição e qualificação do efetivo. Em três anos, foram entregues mais de 1 mil viaturas zero quilômetro para renovar as frotas, sendo mais de 400 semiblindadas, modelo adotado como obrigatório para todas as compras a feitas desde março de 2020 pelo governo, como política para oferecer mais segurança àqueles que fazem segurança.

Com o cronograma de chamamento de aprovados em concursos, apresentado ainda no primeiro ano da gestão, o Estado assegurou a reposição programada e responsável, permitindo a manutenção de efetivo e evitando a criação de uma defasagem futura, por conta de aposentadorias em massa, que resultasse na precarização de serviços. Entre 2019 e 2021, houve o ingresso de mais de 7,9 mil novos servidores nas instituições vinculadas à Secretaria da Segurança Pública (SSP) e à Secretaria de Justiça e dos Sistemas Penal e Socioeducativo (SJSPS). 

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Calor acima de 50ºC em Peregrinação a Meca causa mais de mil mortes

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Foto: Rafiq Maqbool/AP
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O número de visitantes mortos durante a peregrinação anual a Meca devido a uma onda de calor já ultrapassa 1.000, conforme um balanço da agência de notícias AFP nesta quinta-feira (20).

Ao todo, 1.081 pessoas de quase dez países morreram desde o início da peregrinação, que começou na semana passada com temperaturas acima de 50ºC.

Meca é a principal cidade sagrada do Islã e um dos cinco pilares do islamismo. Apenas muçulmanos podem entrar na cidade, e, durante o período de peregrinação, o governo saudita distribui vistos para estrangeiros com base em um sistema de cotas.

No entanto, entre as vítimas, mais de 630 estavam em situação irregular no país, de acordo com o balanço da AFP, que se baseou em registros das autoridades locais e comunicados de embaixadas dos países afetados.

Este ano, a peregrinação anual, determinada pelo calendário lunar islâmico, ocorre em meio a uma onda de calor e no início do verão no Hemisfério Norte, que costuma ser bastante intenso na Arábia Saudita.

O centro meteorológico nacional informou esta semana que a temperatura atingiu 51,8ºC na Grande Mesquita de Meca. Na quarta-feira, o governo egípcio havia divulgado que mais de 600 cidadãos do Egito morreram durante o hajj deste ano. O balanço da AFP inclui mais 58 peregrinos egípcios.

Além do Egito, também morreram peregrinos da Malásia, Paquistão, Índia, Jordânia, Indonésia, Irã, Senegal, Tunísia e do Curdistão iraquiano. A Arábia Saudita tem um sistema de cotas de peregrinos por país, mas todos os anos milhares de pessoas viajam ao país por canais irregulares, devido à falta de recursos para pagar os custos dos trâmites oficiais.

Essas pessoas são mais vulneráveis ao calor extremo, pois, sem documentos oficiais, não podem acessar os espaços com ar-condicionado disponibilizados pelas autoridades sauditas, que este ano receberam 1,8 milhão de peregrinos autorizados.

Segundo o diplomata, a principal causa de morte entre os peregrinos egípcios foi o calor, que provocou graves problemas de saúde.

Fonte: G1

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Baleias-Cinzentas reduzem de tamanho devido ao impacto das mudanças climáticas

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Foto: Instituto de Mamíferos Marinhos/Universidade Estadual de Orego
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Um estudo recente da Universidade Estadual do Oregon revelou que as baleias-cinzentas diminuíram em mais de 13% de tamanho nos últimos 25 anos, atribuído às mudanças nas condições ambientais. Além de serem afetadas pelo aquecimento global, que tem gerado recordes de temperaturas tanto no ar quanto nos oceanos, esses mamíferos são considerados sentinelas do ecossistema marinho.

As baleias-cinzentas, conhecidas por sua coloração cinza ou preta e por serem frequentemente cobertas por parasitas externos, atingem cerca de 13 metros de comprimento máximo e são encontradas no Oceano Pacífico, sendo classificadas como criticamente ameaçadas. A redução de tamanho, conforme apontam os pesquisadores, pode ter sérias repercussões na saúde e no sucesso reprodutivo desses animais, além de afetar a cadeia alimentar da qual fazem parte.

O estudo, publicado na revista científica Global Change Biology, acompanhou um subgrupo de cerca de 200 baleias-cinzentas no Pacífico Norte Oriental desde 2016, utilizando drones para medir seus tamanhos. Os resultados indicaram que baleias adultas nascidas recentemente estão em média 1,65 metros menores do que as nascidas antes de 2000, representando uma perda de mais de 13% no comprimento total.

Enrico Pirotta, pesquisador da Universidade de St. Andrews e autor principal do estudo, ressalta que o tamanho é crucial para esses animais, influenciando seu comportamento, fisiologia e sucesso reprodutivo. Ele alerta que a diminuição pode tornar os filhotes mais vulneráveis durante o desmame e comprometer a capacidade das adultas de reproduzirem eficientemente, devido à redução de suas reservas energéticas.

Além das mudanças climáticas, o estudo também analisou os padrões de ressurgência e relaxamento nos oceanos, que regulam a disponibilidade de alimentos para as baleias. Mudanças nestes padrões afetam diretamente a capacidade do ecossistema de produzir presas suficientes para sustentar esses grandes mamíferos marinhos.

Os pesquisadores alertam que, sem um equilíbrio adequado entre os ciclos de ressurgência e relaxamento, o ecossistema pode não ser capaz de suportar as necessidades alimentares das baleias-cinzentas no longo prazo.

Fonte: G1

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Geral

Benin quer conceder nacionalidade a todos os afrodescendentes do mundo; entenda

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Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
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Um país na África Ocidental com litoral no Oceano Atlântico e uma população de pouco mais de 13 milhões de habitantes, o Benin tem discutido uma ideia inovadora nos últimos meses: conceder nacionalidade a todos os afrodescendentes do planeta.

O projeto, enviado pelo governo e ainda em análise no parlamento beninense, foi mencionado pelo presidente Patrice Talon durante sua visita oficial ao Brasil na última semana, em um discurso ao lado do presidente Lula.

“Na nossa visão, todos os brasileiros afrodescendentes são beninenses. E isso deveria ser motivo de orgulho para eles. Por esse motivo, será votada nos próximos dias uma lei para conceder a nacionalidade beninense a todos os afrodescendentes que assim o desejarem. Portanto, de agora em diante, senhor presidente, o senhor será beninense também”, declarou Talon, sob aplausos dos presentes.

Se aprovado, o projeto terá abrangência global, mas terá especial relevância para o Brasil – principal destino do tráfico de negros escravizados e que hoje abriga a maior população preta e parda fora da África.

Entenda abaixo como funcionaria essa lei e quais seriam os impactos para o Brasil, para a África e para os negros em todo o mundo.

O que diz o projeto de lei?

De acordo com o texto a que o g1 teve acesso, se o projeto virar lei, o Benin concederá nacionalidade a todos os afrodescendentes que fizerem o pedido e “comprovarem” sua afrodescendência.

Segundo o governo, essa nacionalidade será de uma modalidade “limitada” prevista nas leis do país. Os novos cidadãos terão passaporte beninense, mas não poderão participar das eleições (como eleitores ou candidatos), por exemplo.

Para obter a cidadania “plena”, os afrodescendentes beneficiados teriam que seguir o mesmo processo exigido atualmente para quem se muda para o país ou se casa com um cidadão beninense: entre os requisitos, é preciso morar no Benin por pelo menos cinco anos.

O projeto define como afrodescendente “toda pessoa que, em sua genealogia, tem um ascendente africano subsaariano deportado para fora do continente no contexto do tráfico negreiro”.

O texto também estabelece que “a prova de afrodescendência é fornecida pelo demandante por meio de qualquer estado civil ou documentação oficial, de testemunhos que constem em escritura autêntica, de um teste de DNA realizado por órgãos chancelados pelo Benin ou por qualquer outro meio técnico ou científico”.

Como assim, ‘todos os afrodescendentes são beninenses’?

A declaração do presidente do Benin, Patrice Talon, resulta de um pensamento social chamado “panafricanismo” – uma ideologia que prega a união do continente africano para superar o subdesenvolvimento imposto pela colonização.

O panafricanismo busca superar, por exemplo, as fronteiras artificiais criadas pelas colônias europeias (hoje países independentes) na África, que geraram conflitos étnicos que se estendem por séculos.

Durante a escravidão, negros de diferentes grupos sociais eram capturados e enviados nos mesmos navios para as Américas. Nesse processo, a maior parte de sua identidade era apagada ou suprimida, incluindo sobrenomes, idiomas, religiões e outros vínculos culturais.

Por isso, enquanto descendentes de italianos no Brasil podem usar seus sobrenomes e árvores genealógicas para solicitar cidadania europeia, o mesmo não ocorre com os netos e bisnetos de escravizados.

É difícil saber se um antepassado foi escravizado e enviado ao Brasil saindo de Angola, do Congo, da Guiné ou do Benin (na época, Daomé), por exemplo.

Atualmente, parte desses descendentes tenta descobrir sua origem geográfica por meio de documentos e testes genéticos – e o pensamento panafricanista defende “superar” essa questão.

Fonte: G1

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