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Rio Grande do Sul sem vacinação contra febre aftosa é pauta de reunião

Pável Bauken

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Agricultores, lideranças e técnicos reuniram-se na última sexta-feira (14/02), no Sindicato Rural de Santa Rosa, para nivelar as informações sobre a situação atual da febre aftosa e discutir a possibilidade de suspender a vacinação contra esta doença no Rio Grande do Sul. Nesta mesma semana foram realizadas reuniões também em São Borja, Palmeira das Missões, Cachoeira do Sul, Glorinha, Passo Fundo e Santo Ângelo. No total foram 86 seminários em que o tema esteve em pauta.

A reunião foi coordenada pelo Sindicato Rural de Santa Rosa e pelo Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e contou com a presença de representantes da Emater/RS-Ascar, do Sindicato Rural, de cooperativas, de Inspetorias Veterinárias, da Prefeitura de Santa Rosa, de lideranças locais e pecuaristas. Foi discutido o Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa), visando compartilhar responsabilidades e fortalecer as parcerias dos agentes envolvidos.

Fernando Groff, da coordenação do Pnefa/RS, falou sobre os impactos e a importância de atingir as condições sustentáveis de garantia do status de estado livre de febre aftosa sem vacinação. “Há um Plano Estratégico 2017-2026, que vem sendo executado, dentro do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa”, destacou. Os pilares para o controle da febre aftosa são a vigilância a campo, o controle de trânsito, a capacidade de resposta, o controle cadastral e análise de risco, que devem ser reforçados após a retirada da vacinação.

Porque o assunto está em pauta

A febre aftosa é uma doença infecciosa aguda, provocada por vírus, que causa febre, seguida do aparecimento de vesículas (aftas), principalmente na boca e nos pés de animais de casco fendido. Os últimos focos registrados no Brasil foram no Rio Grande do Sul, em 2001, no Pará, em 2004, e no Mato Grosso do Sul e no Paraná, em 2005.

Groff explica que os motivos de buscar o fim da vacinação apontam para situações como conquistas de potenciais mercados importadores, além de “o Departamento de Defesa Agropecuária estar trabalhando para estruturar o sistema de vigilância com a intenção de sustentar o avanço da situação sanitária em febre aftosa”. O RS está há quase 20 anos sem foco da febre aftosa e, assim, deve seguir.

A decisão da retirada da vacinação depende do trabalho técnico do Departamento de Defesa Agropecuária; da anuência do Ministério da

Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); do interesse e do comprometimento dos setores produtivos no processo; e da articulação política – Executivo e Legislativo – na sustentabilidade do programa.

Vigilância e Educação Sanitária

Para Groff, saúde animal é um compromisso e interesse de responsabilidades compartilhadas. Desde 2018, a Seapdr executa o projeto de Vigilância Ativa de forma mais intensa em áreas de fronteira, abrangendo a cada ano em torno de 4.600 propriedades. Também está em execução um estudo de soro epidemiológico para febre aftosa em 2019-2020. São abrangidas 97 propriedades rurais com amostras coletadas em 4.780 animais. O fortalecimento do sistema de vigilância e capacitação continuada das equipes são outras estratégias adotadas.

O Projeto Fronteira, desenvolvido nos territórios fronteiriços ao Uruguai e à Argentina, também chegou à região de Santa Rosa, onde conta com o envolvimento direto da Emater/RS-Ascar. A proposta consiste em ações de conscientização sobre a retirada da vacinação da febre aftosa. Além disso, são realizadas ações de educação sanitária com foco nas obrigações sanitárias do produtor rural, incluindo orientação para que faça a notificação de doenças e mantenha suas obrigações sanitárias em dia junto à Seapdr. Diante disso, o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Ademir Renato Nedel, e o extensionista rural do Escritório Regional Jorge João Lunardi, participaram da reunião, bem como técnicos de municípios da região e o coordenador regional da Seapdr, Felipe Weiler, com quem se trabalha em parceria.

Outras informações sobre o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa podem ser acessadas no link www.agricultura.rs.gov.br/aftosa.

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Agro

Plantio de soja é finalizado no Rio Grande do Sul

Reporter Global

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Mesmo esparsas e em baixos volumes, precipitações auxiliaram na evolução dos cultivos de soja Foto: Marcela Buzatto/Emater/RS-Ascar

 

 

O plantio da soja no Rio Grande do Sul foi concluído nesta semana. As chuvas, apesar de esparsas e em baixos volumes, têm contribuído para a evolução dos cultivos.

 

 

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (14) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, 69% da área cultivada está em germinação/desenvolvimento vegetativo; 24% em floração; e 7% em enchimento de grãos.

As precipitações no Estado têm contribuído para o desenvolvimento dos cultivos nos municípios produtores de milho e para o avanço no plantio do segundo cultivo. Nas áreas onde não tem chovido, há registro de prejuízos e perdas. O plantio do milho também se encaminha para o final, atingindo 96% da área total estimada; 15% da cultura já está colhida; 24% em fase de maturação; 24% em enchimento de grãos; 16% em floração e 21% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A predominância de tempo firme, com elevadas temperaturas e dias ensolarados, e a disponibilidade de água via irrigação contribuem para o desenvolvimento do arroz. No entanto, a ocorrência de chuvas esparsas e de baixo volume no Estado tem acarretado menor capacidade de recarga dos níveis de água dos mananciais. A cultura encontra-se 73% em germinação e desenvolvimento vegetativo; 21% em floração e 6% em enchimento de grãos.

 

 

FONTE: O Sul

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Agro

Produção agropecuária de 2020 alcança R$ 871 bilhões

Reporter Global

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É a maior da série histórica desde 1989. Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

 

 

O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) de 2020 alcançou R$ 871,3 bilhões, tornando-se o maior da série histórica desde 1989.

 

 

O crescimento real foi de 17%. O segundo melhor resultado ocorreu em 2015, com R$ 759,6 bilhões. Os dados já incluem as estatísticas de dezembro do ano passado.

As lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões, alta de 22,2%, e a pecuária, de R$ 290,8 bilhões, incremento de 7,9%. De acordo com nota técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os produtos que mais contribuíram para o resultado foram o milho, com crescimento real de 26,2%, a soja, com 42,8%, a carne bovina, com 15,6%, e a carne suína, com 23,7%.

O faturamento da soja, do milho e da carne bovina foi de R$ 243,7 bilhões, R$ 99,5 bilhões e R$ 126,3 bilhões, respectivamente. Destaca-se ainda a contribuição positiva da produção de ovos em 2020.

Segundo a pasta, as variáveis determinantes para os resultados estão relacionadas aos preços dos produtos no mercado interno, às exportações favoráveis para grãos e carnes e à produção da safra de 2020.

 

 

Produção

As primeiras estimativas para 2021 indicam crescimento do VBP de 10,1% (R$ 959 bilhões). Os principais destaques são arroz (17,3%), batata inglesa (22,1%), cacau (14,7%), mandioca (10,9%), milho (17,7%) e soja (24,4%). Há ainda boas expectativas para a pecuária, em especial bovinos, suínos, frangos e leite.

O ranking dos principais produtos em 2021 aponta para a soja, o milho, café e algodão, responsáveis por 82,6% do faturamento esperado para as lavouras.

Na pecuária, bovinos, frangos e leite devem liderar os resultados do VBP, com participação de 85,9% no faturamento.

A lista dos Estados campeões na agropecuária deve permanecer com Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

 

 

VBP

O Valor Bruto da Produção Agropecuária mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) da Fundação Getulio Vargas. A periodicidade é mensal, com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

 

 

 

FONTE: O Sul

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Agro

Abacaxi tem boas expectativas para esta safra

Pável Bauken

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Terra de Areia tornou-se um referencial na produção de abacaxi no Rio Grande do Sul em razão de 95% da produção estadual ser proveniente do município. O abacaxi pérola já é conhecido no Estado como “abacaxi de Terra de Areia”, apesar de outros locais também terem o cultivo desta variedade. O diferencial é o sabor muito doce e isto acontece em função da fruta ser colhida madura, na hora certa, afirma o extensionista da Emater/RS-Ascar em Terra de Areia, Wolnei Fenner, diferentemente do que acontece com abacaxis que vêm de outros estados e que foram colhidos mais verdes em função da logística.

Neste ano, o clima está contribuindo e o calor está fazendo com que o fruto seja de excelente qualidade. Por isto, a expectativa é que sejam colhidas 6,5 mil toneladas de abacaxis, o que gera uma receita considerável ao município, em torno de R$ 9 milhões por ano. “É uma fruta economicamente significativa para nós”, salienta Fenner.

Em Terra de Areia, 330 hectares são cultivados com o abacaxi pérola e cerca de 130 famílias são envolvidas diretamente. De acordo com o extensionista, o cultivo tem muita potencialidade para a região já que ela possui um microclima diferenciado e o cultivo tornou-se uma tradição, pois há muitos anos o pessoal cultiva e tem habilidade para isto.

A Emater/RS-Ascar, vinculada à secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), tem contribuído para trazer inovações para que os produtores consigam melhorar os resultados tanto em quantidade quanto em qualidade e também para que o trabalho seja menos oneroso. “Temos incentivado novas técnicas e tecnologias e o uso de equipamentos para tornar o trabalho mais leve para o agricultor e sua família”, ressalta.

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