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Medicina & Saúde

Rio Grande do Sul registra primeiros casos de sarampo no ano

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A Secretaria da Saúde (SES) divulgou nesta quinta-feira (12) uma nota técnica sobre o sarampo. Os primeiros casos do Rio Grande do Sul foram confirmados nesta semana. São sete casos que tiveram início de sintomas entre a primeira e a última semana de agosto. Seis deles foram em residentes em Porto Alegre e um em Dois Irmãos. As medidas de bloqueio, com a vacinação de contatos próximos, já foram realizadas pelos municípios. Todos possuem histórico de viagem a locais com circulação do vírus (São Paulo e Europa) ou vinculação a esses, por isso são considerados importados.

Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo (exantemas) acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação, principalmente aqueles que estiveram nos 30 dias anteriores em viagem a locais com circulação do vírus. No Brasil, são 2,7 mil casos somente nos últimos 30 dias, mais de 98% deles em São Paulo. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, por intermédio do número 150.

O primeiro caso do ano no RS foi de uma jovem de 18 anos, residente em Porto Alegre, que em julho esteve em viagem à Itália e São Paulo, dois locais onde há a circulação do vírus. Apesar dos sintomas, ela não teve o diagnóstico inicial para sarampo. O caso foi identificado após a confirmação de outros três com os quais ela teve contato e que residem na mesma moradia: duas delas também de 18 anos e uma de 25. Assim que houve as confirmações, a vigilância do município realizou uma ação de bloqueio, com a vacinação de 53 pessoas (contatos próximos) que não estavam vacinados e nenhum apresentava sintomas da doença.

Outros dois homens residentes em Porto Alegre, de 21 e 30 anos, também tiveram o sarampo confirmado após viagens a São Paulo. O mais velho, inclusive, relatou contato com colegas de trabalho que posteriormente confirmaram a doença. Nos dois episódios a vigilância da Capital também realizou ações de bloqueio, com a vacinação e acompanhamento de mais de 90 pessoas, todas sem sintomas. Por último, uma jovem de 21 anos, de Dois Irmãos, também com histórico de viagem a São Paulo no último mês, teve o caso confirmado. A Secretaria de Saúde do município acompanha 14 contatos da pessoa, todos assintomáticos.

A mais efetiva forma de prevenção é a vacinação. Para ser considerada vacinada, a pessoa precisa ter o registro em caderneta de vacinação conforme esquema vacinal. A rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente a vacina tríplice viral para a população de 6 meses a 49 anos de idade e para profissionais de saúde e demais pessoas envolvidas na assistência à saúde hospitalar.

São considerados vacinados:

– Pessoas de 12 meses a 29 anos que comprovem duas doses de vacina com componente sarampo/caxumba/rubéola;

– Pessoas de 30 a 49 anos que comprovem uma dose de tríplice viral;

– Profissionais de saúde, independente da idade, que comprovem duas doses de tríplice viral.

Histórico do sarampo no RS:

2019: 7 casos (até 10/09)

2018: 47 casos

2012-2017: sem casos registrados

2011: 8 casos

2010: 7 casos

1999: último caso autóctone do RS

Há 20 anos o Rio Grande do Sul não registra casos autóctones de sarampo. Depois de 1999, todos as confirmações são referentes a pessoas que pegaram a doença em viagem ao exterior ou a outros estados ou que tinham ligação com essas. Por isso, as cadeias de transmissão são consideradas importadas.

Situação da doença no país e mundo

Somente nos últimos 90 dias, o Brasil já registrou 2,7 mil casos de sarampo, mais de 98% deles no estado de São Paulo. Outros 13 estados (o RS entre eles) também já tiveram casos confirmados. Foram confirmados quatro óbitos por sarampo no Brasil, três em São Paulo e um em Pernambuco.

O mundo vem enfrentando surtos de sarampo desde 2018, com a confirmação de mais de 300 mil casos. A região das Américas encerrou o ano de 2018 com a confirmação de 16.514 casos, distribuídos em 12 países. Em 2019, até agosto, o continente já registrou 3 mil confirmações de sarampo, em 14 países, sendo 1,2 mil nos EUA.

O Brasil havia recebido o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em setembro de 2016, contudo a confirmação de casos ainda em 2019, levou a perda do título, tendo em vista que o vírus permanece circulando por mais de 12 meses no país.

Dose zero

Uma das ações para o enfrentamento ao surto do sarampo no país é a vacinação das crianças de 6 a 11 meses. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. No Rio Grande do Sul, são cerca de 70 mil crianças dentro da faixa etária. A medida preventiva indica a aplicação como uma “dose zero”, já que ela não substitui a primeira dose contra o sarampo no Calendário Básico Infantil, dada aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral (que também protege contra a rubéola e a caxumba). A proteção é completada aos 15 meses com a tetra viral (que previne ainda contra a varicela, também conhecida como catapora).

Esta vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente da criança ter tomado a “dose zero”. A medida deve permanecer enquanto o país não interromper a transmissão do vírus, que seria permanecer 90 dias sem novos casos.

Bloqueio vacinal

Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, o Ministério da Saúde também orienta estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, quando identificado um caso da doença, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou têm contato com aquele caso suspeito em até 72 horas. Neste caso, recomenda-se que a vacinação seja realizada de forma seletiva, em que não há necessidade de revacinação das pessoas que já foram vacinadas anteriormente e que têm comprovação vacinal. Não é orientada dose extra para a pessoa já vacinada.

No final do último mês o Estado recebeu do Ministério da Saúde cerca de 138 mil doses de vacina tríplice viral para as ações de vacinação de rotina, dose extra das menores de 1 ano de idade e ações de bloqueio. Assim, todos os municípios estão abastecidos da vacina. Um novo lote é previsto para a segunda quinzena do mês, dentro da programação normal de envio de imunobiológicos do Ministério da Saúde aos estados.

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Destaque

Comissões iniciam a construção de mais um Hortigranjeiros

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Em clima de integração e inovação, as comissões que preparam o 34º Encontro Estadual de Hortigranjeiros, que acontece de 9 a 13 de agosto de 2023, reuniram-se nesta quinta-feira (23/06), no Parque Municipal de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa.
O presidente da edição, Marcos Eduardo Servat, recepcionou integrantes de comissões e familiares, oportunidade em que foram realizadas dinâmicas de apresentação e com vistas à criação de vínculos afetivos e de parceria entre os participantes. O encontro contou também com a participação do prefeito Anderson Mantei, do vice-prefeito Aldemir Ulrich e do presidente da Fenasoja 2024, Dário Germano Jr, que manifestaram seu apoio. “Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar nossas três grandes feiras e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do nosso município”, destacou Mantei.
Numa retrospectiva da feira que completa 40 anos em 2023, quando ocorre a próxima edição, Servat lembrou e destacou a importância de valorizar o legado daqueles que construíram a história, resgatando a essência do evento, ao mesmo tempo que se busca inovar com a diversidade de ideias e talentos que compõem as comissões do Hortigranjeiros.
Na última edição o evento – promovido pela Prefeitura de Santa Rosa, Emater/RS-Ascar e Associação dos Produtores de Hortigranjeiros de Santa Rosa (Aphrorosa), com a participação de diversos parceiros – alcançou um público de 120 mil visitantes e envolveu mais de 500 expositores que movimentaram 9 milhões de negócios no total.
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Destaque

Vida & Saúde recebe doação da campanha Troco Amigo

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O Hospital Vida & Saúde recebeu na última sexta-feira (18), a doação do valor arrecadado na campanha Troco Amigo da Panvel Farmácias. Neste ano, foram arrecadados R$ 11.253,06.

A entrega do valor foi realizada pela gerente geral, Roseli de Liss e por Eonice Tozi, funcionária que representou a Unidade Panvel da Avenida Expedicionário Weber. Recebida pelo presidente Rubens Zamberlan e pela equipe do Programa Voluntariado do Hospital, a doação representou um gesto importante de apoio, carinho e confiança da comunidade.

“A nossa casa valoriza muito o voluntariado e todas as ações realizadas em torno deste importante projeto. Ficamos muito felizes com a lembrança e com o carinho da comunidade que destina esses valores, demonstrando a confiança no trabalho de nossa Instituição”, destacou o presidente Rubens Zamberlan.

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Geral

Trabalho da Odontologia Hospitalar integra apoio importante na recuperação do paciente

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No dia 20 de Março é celebrado o Dia Internacional da Saúde Bucal. Aproveitando esta data, o Hospital Vida & Saúde apresenta um segmento pouco citado entre as especialidades, a Odontologia Hospitalar. No HVS, a odontóloga Ana Regina Martins é a responsável pelo serviço, atuando no cuidado ao paciente junto a equipe multidisciplinar.A Odontologia Hospitalar tem por objetivo prestar ações odontológicas preventivas, diagnósticas, terapêuticas e paliativas em saúde bucal, executadas em ambiente hospitalar junto com as demais áreas na atuação multiprofissional. “O cirurgião dentista atuante no Serviço de Odontologia Hospitalar está focado no cuidado ao paciente cuja doença sistêmica possa ser fator de risco para agravamento e ou instalação de doença bucal, ou cuja doença bucal possa ser fator de risco para agravamento e ou instalação de complicação sistêmica”, explica a odontóloga.A atuação do profissional se dá nos mais variados setores do âmbito Hospitalar, com mais ênfase na Oncologia, UTI Adulto e Maternidade. Em conjunto com a fonoaudióloga é realizado também a frenectomia, já na maternidade, propiciando a melhor sucção do bebê durante a amamentação. O profissional também realiza avaliações, orientações e tratamento em pacientes internados nos demais setores hospitalares quando necessário.“A presença do dentista no hospital favorece a realização de procedimentos de pacientes com maior segurança, além de permitir a solicitação de exames específicos e mais detalhados, facilitar o atendimento do paciente com impossibilidade de frequentar o consultório odontológico e de oferecer a possibilidade de acompanhamento clínico e tratamento específico e relacionamento integral entre equipe, paciente e instituição”, destaca a gerente assistencial, enfermeira Rosa Zorzan.
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