Rio Grande do Sul registra a menor taxa de crescimento vegetativo em 2018 – Portal Plural
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Rio Grande do Sul registra a menor taxa de crescimento vegetativo em 2018

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Com um número de nascimentos que voltou a cair depois de dois anos de estabilidade, a população do Rio Grande do Sul apresentou em 2018 a sua menor taxa de crescimento vegetativo. A diferença entre nascidos e o registro de óbitos resultou em 51,5 mil novos habitantes no Estado, o que significa um aumento de apenas 0,46% na comparação com o ano anterior. São os menores patamares ao longo da série histórica iniciada em 2010, o que reforça uma tendência gradativa de redução ao longo dos próximos anos da faixa etária entre 15 e 59 anos, que constitui o grupo de pessoas consideradas potencialmente ativas.

Os principais aspectos da evolução populacional do RS foram detalhados nesta quarta-feira (4/9), quando a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) apresentou as estimativas que permitem conhecer o perfil das 497 cidades por faixa etária, sexo e percentual de pessoas potencialmente ativas para atuar no mercado de trabalho.

Estas informações já estão disponíveis e atualizadas através do PopVis: Portal Demográfico, ferramenta desenvolvida pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE/Seplag) e que permite a visualização de maneira interativa dos dados da população do RS, incluindo pirâmides etárias de todos os municípios, Coredes e regiões funcionais, numa série histórica entre 2010 e 2018. Pelas estimativas, o número de habitantes no Estado em 2019 ficará em 11.377.239, com uma taxa de crescimento ainda menor do que em 2018 (0,42%).

Mais gente ativa

A região do Vale dos Sinos concentra a metade dos 10 municípios (com população acima de 20 mil habitantes) com o maior percentual de moradores potencialmente ativos. Dois Irmãos lidera o ranking: dos 32.614 habitantes ao final de 2018, um total de 22.684 (69,55%) se encontravam nesta faixa etária. Na sequência, estão Charqueadas (68,34%), Nova Hartz (67,79%), Ivoti (67,78%) e Parobé (67,74%). “A média estadual fica ao redor de 63% da população nesta faixa etária, o que possivelmente traz reflexos para a economia destas cidades que ficam com percentuais acima”, observou o estatístico Pedro Zuanazzi.

Já duas cidades do Litoral Norte (Imbé-59,23% e Tramandaí-60,07%) apresentam os menores percentuais em termos de população hipoteticamente apta a produzir, com índices que são muito próximos de alguns municípios das regiões que enfrentam baixo nível de crescimento econômico, como a Fronteira Oeste e Campanha. Em compensação, o Litoral tem as duas cidades com maior presença de jovens (até 14 anos de idade) na lista dos municípios que reúnem mais de 20 mil habitantes: Capão da Canoa (24,05%) e Tramandaí (23,13%).

Para Zuanazzi, o acesso a essas informações caracteriza o PopVis como uma importante ferramenta para as áreas de planejamento. “Estão ali dados que podem nortear as políticas públicas de responsabilidades do governo do Estado e das prefeituras, assim como podem servir de orientação para a tomada de decisão em projetos da iniciativa privada. É preciso conhecer onde está o seu público alvo”, acrescentou ele.

O Corede do Litoral também chama a atenção por registrar o maior crescimento populacional entre 2010 e 2018: 15,49%, seguido do Vale do Taquari (10,61%) e do Vale do Caí (10,33%). Em compensação, o Corede Fronteira Oeste apresenta a maior perda populacional no período (5,19%).

Predominância feminina

As mulheres são maioria entre a população total do RS: para cada grupo de 100 pessoas do sexo feminino, são apenas 94,8 homens. Os meninos são maioria entre os nascimentos, porém as mulheres se tornam majoritárias já a partir da faixa dos 30 anos, situação que fica mais evidente com o avanço da idade. Entre a população com mais de 80 anos, a relação para cada 100 mulheres despenca a 53,5 representes do sexo masculino. “É uma decorrência da expectativa de vida entre as mulheres, mas também por conta da maior incidência de óbitos de homens pela violência e trânsito”, apontou o estatístico.

As mulheres representam 51,33% da população (5.815.522 habitantes). Das cidades com mais de 20 mil habitantes que ficam acima desta média, Porto Alegre leva o título da mais feminina. Dos moradores da capital, 53,76% são mulheres. Na sequência, estão Pelotas (52,97%) e Cruz Alta (52,77%).

Entre aqueles com mais de 20 mil moradores, os municípios com maior concentração masculina são Charqueadas (59,26%), São Francisco de Paula (51,22%) e São José do Norte (50,97%). Da população geral do RS, 48,67% são do sexo masculino.

Presente à divulgação, o secretário-adjunto de Planejamento e Orçamento da Seplag, Gilberto Pompílio Filho, ressaltou a importância das informações nas ações de governo. “Toda política pública é focada nas pessoas, mas para isso precisamos conhecer as pessoas”, destacou ele, ao lembrar que os estudos sobre a evolução populacional do RS servem também para orientar empreendedores e acadêmicos. O diretor do DEE, Liderau Marques Junior, igualmente acompanhou o evento.

Para visualizar o resumo da apresentação, clique aqui.

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Entrevista pré-candidato a deputado Charles Schulle

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A Rádio Plural FM, na 100.3 FM, em uma parceria com a Rádio Vera Cruz de Horizontina, passa a levar para praticamente todas as cidades da região, um jornalismo plural e extremamente sério através das ondas do rádio.

​✅​ Desta vez o analista Leonardo Vicini trouxe para o debate o candidato a deputado Charles Schulle.

 

Confira a entrevista no link ​👇​👇​

https://www.facebook.com/portalpluralnews2/videos/6228545663829031

 

O PORTAL é parceiro da Rádio Vera Cruz 100.3 FM 💕

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Propaganda de Bolsonaro terá ‘nomes malditos’ do PT; veja quais

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O horário eleitoral dedicado a campanha para a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) irá resgatar rostos do escândalo do Mensalão, que marcou os governos PT e ficou associado ao nome do ex-presidente Lula (PT), principal adversário do atual chefe do Executivo no pleito deste ano. As informações são da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo.

De acordo com a colunista, entre os nomes que vão aparecer na propaganda eleitoral do PL estão os dos ex-ministros Antonio Palocci, José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o delator Pedro Barusco, ex-Petrobras que denunciou propina de até US$ 200 milhões em contratos com a estatal.

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Economia

Leite vira vilão do café da manhã com alta de 25,4% em julho; entenda

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Em 12 meses, o produto acumula aumento de 66,46%; nesta época de poucas chuvas, pastagens ficam mais secas, o que afeta o gado
 
A inflação em julho caiu 0,68%, mas o grupo dos alimentos e bebidas avançou 1,3%, a maior alta do índice, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A sazonalidade de itens, como leite e frutas, e problemas na oferta externa, caso do trigo, têm impactado toda a cadeia de derivados, o que contribui para a persistência dos altos preços dos alimentos que compõem o café da manhã da maioria dos brasileiros.
 
Dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mostram que o leite e derivados dispararam 14,06% em julho e 41,22% nos últimos 12 meses. André Braz, economista do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) no núcleo de Índice de Preços ao Consumidor, explica que o efeito sazonal atinge os alimentos. “Nesta época do ano chove pouco, nessas condições as pastagens pioram, os animais acabam perdendo peso e o volume de leite diminui. Então é normal que o preço suba. Toda a família de derivados também sobe, fica tudo mais caro, e isso causa uma pressão inflacionária destacada pela importância desses itens na dieta.”
 
O leite longa vida subiu em julho 25,46%, o segundo item com a maior alta mensal. Já em um ano, o produto registrou aumento de 66,46%. Outros derivados também tiveram uma elevação considerável no mês, como leite condensado (6,66%), manteiga (5,75%), leite em pó (5,36%), queijo (5,28%), margarina (3,65%), requeijão (3,22%) e leite fermentado (2,87%).
 
“Sem contar ainda que existe aumento de outros itens, como frutas, que apresentaram uma alta importante”, afirma Braz. O aumento desses itens, no geral, foi de 4,40% em julho, de acordo com o IPCA. Em 12 meses, 35,36%.
 
A melancia, a maior alta mensal da inflação (31,26%), continua em safra e, por isso, pode ficar mais barata em novembro, dezembro e janeiro. Já o mamão, que subiu 13,52%, deve ter queda no preço de outubro a janeiro. Com alta em julho de 11,36%, a época da banana-nanica começa em setembro e, geralmente, dura mais quatro meses.
 
A sazonalidade pode ajudar a reduzir o preço das frutas nos próximos meses, que acumulam inflação elevada nos últimos 12 meses. No período, o mamão subiu 99,39%; a melancia, 81,6%; o morango, 73,86%; o melão, 61,15%; a manga, 47,51%; e a banana-nanica, 42,87%.
 
É esperado que pressão inflacionária desses itens diminua em breve. “O que sustenta a alimentação como o grande vilão dos preços são alguns efeitos sazonais. A boa notícia é que eles são passageiros. No caso do leite, por exemplo, ele já deve ceder em setembro com a aproximação da primavera, quando começa a chover. O produto deve começar a devolver esses aumentos acumulados até agora”, analisa Braz.
 
Fatores externos
A guerra no Leste Europeu tem ajudado a manter elevados os preços do café da manhã. A Ucrânia é um dos maiores produtores de trigo do mundo, mas a produção está sendo afetada pelo conflito. A queda na oferta do grão no mercado global fez o preço da commodity disparar. “Isso afeta também o pão francês, o biscoito e o macarrão”, comenta Braz. 
Em julho, os derivados de trigo continuaram subindo. Entre eles o biscoito (2,71%), pão doce (2,66%), farinha de trigo (2,29%), pão de forma (1,9%), macarrão (1,65%) e o pão francês (1,58%).
 
“No caso do trigo, mesmo com a guerra, estamos vendo acordos para que haja liberação de grãos da Ucrânia. A oferta de trigo no mercado internacional está aumentando aos poucos. A gente já começa a ter uma pressão menor”, completa o economista.
 
A invasão na Ucrânia aconteceu em fevereiro. Dados do IBGE indicam que, somente em 2022, a farinha de trigo disparou 27,47%. Outros derivados também acumulam alta elevada no período, como o pão de forma (18,74%), macarrão (16,17%), biscoito (16,03%), pão francês (15,35%) e o pão doce (13,85%).
 
O preço de outras commodities e de insumos agrícolas usados na produção também são influenciados por fatores externos. Segundo Hugo Garbe, professor do Mackenzie e economista-chefe da G11 Finance, “eles têm uma cotação internacional. Mesmo que a inflação caia, ele [o valor] vai continuar resistindo no preço anterior”.
 
O que influenciou a queda na inflação em julho?
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou a primeira deflação desde maio de 2020. É o menor resultado da série histórica do índice, iniciada em janeiro de 1980. Apesar da queda em julho, o índice acumula nos últimos 12 meses alta de 10,07%, percentual acima da meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,5%.
 
Para Hugo Garbe, “a inflação está cedendo por conta dos subsídios do governo, a redução do ICMS, já era esperado que teríamos uma deflação. Ela aconteceu devido a uma política fiscal para conter o avanço dos preços, principalmente, dos combustíveis”, explica.
 
Mesmo com os preços persistentes dos alimentos, a queda do IPCA pode ser explicada pela redução das alíquotas do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias). A energia elétrica residencial e a gasolina, que tiveram a redução da tarifa, recuaram em julho 5,78% e 15,48%, respectivamente. Somente transportes (-4,51%) e habitação (-1,05%) tiveram variação negativa e puxaram a inflação do período para baixo. Também foi reduzido até o fim de 2022 o PIS/Confins sobre a gasolina e o etanol, que registrou queda no preço de 11,38%.
 
As frutas tiveram os maiores aumentos do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) em julho. A prévia da inflação, calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que, dos dez itens com maior alta no preço, mais da metade são frutas. O índice perdeu ritmo no mês (0,13%), mas, apesar de também ter caído no acumulado de 12 meses, o percentual registrado, 11,39%, ainda segue acima do patamar de dois dígitos
 
Fonte:R7
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