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Respondemos as 10 dúvidas mais comuns sobre doação de órgãos e tecidos

Reporter Plural

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Ilustração Google


No Brasil, o número de pessoas na fila por um órgão, chegou a 40 mil no ano de 2019, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

Apesar da maior publicidade nos últimos anos, do aumento do número geral de doadores de órgãos e do grande número de transplantes realizados no país, ainda existe uma deficiência de informações sobre os processos dos transplantes e das doações. Estes fatos podem afetar negativamente a compreensão dos familiares no momento da solicitação da autorização para que o familiar falecido seja declarado doador de órgãos.

Por isso, vamos esclarecer dúvidas comuns sobre esse tópico e mostrar que a doação de órgãos é uma prática que envolve muito altruísmo, além de salvar muitas vidas. As informações são da Dra. Estela Regina Ramos Figueira, médica da equipe de Transplante de Fígado do Hospital 9 de Julho.

Quais órgãos e tecidos podem ser doados?

Potencialmente, um único doador pode fornecer dois rins, um fígado, um coração ou as válvulas cardíacas, um pâncreas, dois pulmões, intestino, duas córneas, ossos, medula e pele.

Doação de órgãos podem ajudar na sobrevivência das pessoas :: Boqnews -  conteúdo de qualidade e credibilidade

Quem pode ser doador de órgãos?

O doador para fins de transplantes de órgãos (rins, fígado, coração, pâncreas e pulmões) pode ser qualquer pessoa, adulto ou criança, com diagnóstico definido de morte cerebral. A morte cerebral, ou encefálica, é irreversível e é confirmada por critérios definidos pelo Conselho Federal de Medicina, envolvendo a identificação de causa de morte irreversível, a realização do teste de apneia – teste que confirma a ausência de movimentos respiratórias – e outros exames, que confirmam a falta de fluxo sanguíneo nos tecidos cerebrais.

Quem não pode ser doador de órgãos?

Pacientes com diagnóstico de tumores malignos, doença infecciosa grave aguda ou doenças infectocontagiosas – destacando-se o HIV, as hepatites B e C e a doença de Chagas. Também não podem ser doadores os diagnosticados com insuficiência de múltiplos órgãos, situação que acomete coração, pulmões, fígado, rins, impossibilitando a doação desses órgãos.

Caso eu decida ser um doador, como minha família saberá sobre a possibilidade da doação após a minha morte?

No momento oportuno, logo após a declaração de óbito, a sua família será informada quanto à possibilidade de realizar a doação dos seus órgãos e/ou tecidos. Caso concordem, os familiares serão convidados a assinar os documentos necessários para a doação (aqui no Brasil, a retirada de órgãos só pode ser realizada após a autorização familiar). A vontade do doador declarada em vida precisa ser confirmada pela família. Caso, após sua morte, a sua família recuse a doação, os seus órgãos não serão retirados para transplante. Entretanto, em geral, quando a família tem conhecimento desse desejo, frequentemente autoriza a doação.

Para declarar a vontade de ser doador após a morte, você pode acessar o site da Aliança Brasileira pela doação de Órgãos e Tecidos (Adote), fazer seu cadastro e download do cartão de doador. Basta acessar o link: http://www.adote.org.br/.

No caso do falecimento de um familiar, o que acontece após eu autorizar a doação dos órgãos?

Após a autorização da doação, serão realizados alguns exames para confirmação da morte. Paralelamente, será realizada coleta de sangue, para análise da presença de anticorpos do HIV, hepatite B e C, HTLV, sífilis, doença de Chagas, citomegalovírus e toxoplasmose, além dos exames gerais de avaliação do fígado e rins principalmente. Depois de realizadas todas as avaliações, o doador é encaminhado para a cirurgia de retirada de órgãos.

Minha família terá custos se eu quiser doar órgãos?

Não há nenhum custo para a família quanto à doação de órgãos e tecidos, como também não há nenhum ganho material. A legislação brasileira exige que a doação seja um ato altruísta familiar sem interferência econômica.

É possível saber para quem foi doado o órgão?

Por questões éticas, não é possível que a família do doador saiba para quem o órgão foi doado. Tanto o paciente transplantado como o doador devem permanecer no anonimato.

Como é a cirurgia para retirada dos órgãos?

A cirurgia para retirada dos órgãos é realizada com processos semelhantes aos das demais cirurgias. O doador é encaminhado à sala de cirurgia, sendo realizada a assepsia e a colocação de campos estéreis. Os médicos cirurgiões também são paramentados com aventais estéreis. Após o preparo inicial, são realizados os procedimentos para a retirada dos órgãos doados. Ao final dos procedimentos, todo o cuidado é aplicado para a realização de adequada reconstituição do corpo, de acordo com a Lei n° 9.434/1997. O corpo fica como antes, sem qualquer deformidade. Não há necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.

É possível doar em vida?

Sim, é possível. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, medula óssea e, mais raramente, parte do intestino, parte do pulmão ou parte do pâncreas. Potencialmente, qualquer pessoa saudável maior de 18 anos pode ser uma doadora de órgãos. Entretanto, o doador deve ser parente do receptor em até quarto grau e possuir compatibilidade sanguínea. Caso o doador não seja um parente relacionado é necessária autorização judicial.

Se doar um órgão, terei problemas de saúde no futuro?

A ideia do transplante intervivos, com doação de órgão ou parte do órgão, pressupõe que o doador não tenha nenhum problema futuro. As avaliações pré-operatórias, a avaliação clínica e a técnica cirúrgica são empregadas com esse fim. No entanto, é preciso se ter em mente, que todo o procedimento cirúrgico tem risco de complicações graves, ainda que seja um risco pequeno.

A importância desse gesto

A doação de órgãos é fundamental para a manutenção e crescimento do número de transplantes no Brasil. É maravilhoso ver a recuperação do paciente após o transplante, principalmente em alguns tipos de transplante, como o transplante de fígado, onde o paciente transplantado, literalmente, ganha a vida. Pensamos que as famílias dos doadores sente-se de algum modo confortadas, pois, no meio de tanta dor, possibilita-se o prolongamento da vida de outras pessoas muito doentes, que, sem o transplante, poderiam vir a óbito em curto espaço de tempo. Manifeste seu desejo de fazer parte dessa corrente do bem!

 

 

Setembro Verde - Doação de Orgãos

 

 

 

FONTE H9J

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Pensando em morar no exterior? Senac Santa Rosa realiza live sobre oportunidades de trabalho fora do Brasil

Pável Bauken

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O total de brasileiros que moram no exterior, segundo o Ministério das Relações Exteriores, varia de 2 milhões a 3,7 milhões ou de 1 milhão a 3 milhões, segundo a Organização Internacional para as Migrações – 0,5% a 1,7% da população. Ciente do interesse de muitos brasileiros em morar fora do País, no dia 14 de maio, às 20h, o Senac Santa Rosa realizará a live gratuita “Trabalhe Legalmente Fora do Brasil”.

O evento será transmitido no Facebook do Senac Santa Rosa e tem como objetivo abordar o tema de como exercer algum tipo de função legalmente fora do Brasil, em uma conversa super descontraída. O encontro on-line será ministrado pela coordenadora de Idiomas do Senac Santa Rosa, Raquel Fernandes, e a coordenadora de idiomas do Senac Rio Grande, Élie de Olveira, que contarão como foi trabalhar de Au Pair em Connecticut (EUA) e em Dublin (Irlanda). Agende-se!

Mais informações podem ser obtidas no site da escola www.senacrs.com.br/santarosa ou pelo WhatsApp (55) 99117-7531.

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Idosa caída dentro de casa há dois dias é salva por cães

Ela tropeçou em um chinelo e caiu, quebrando o fêmur e não conseguindo se movimentar. Segundo informações da polícia, aposentada passou dois dias sem comer ou beber água.

Pável Bauken

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Dupla de vira-latas salvou idosa caída ao chamar a atenção de vizinhos — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Uma idosa de 76 anos que mora sozinha foi encontrada caída dentro de casa após seus cachorros conseguirem chamar a atenção dos vizinhos em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Segundo apurado pelo G1 nesta segunda-feira (10), policiais se surpreenderam quando ouviram pedidos de socorro vindo de residência. De acordo com eles, a aposentada estava há dois dias caída no mesmo lugar.

Ao G1, o sargento Ismael Pinheiro, que atendeu a ocorrência junto com o cabo Rogério Lopes da Silva, contou que a Polícia Militar foi acionada pelos vizinhos da idosa para um caso de atitude suspeita, já que suspeitavam que algo pudesse estar acontecendo na residência devido à agitação dos dois vira-latas.

“Os vizinhos perceberam que os cachorros estavam muito agitados, latindo muito. Eles iam para os fundos e voltavam o tempo todo”, contou. Então, chegando perto do portão, os dois policiais militares perceberam o motivo da preocupação dos animais: a idosa estava pedindo socorro, mas baixo demais para ser ouvida pelas pessoas na rua.

Os policiais conseguiram entrar na residência forçando a porta e, dentro da casa, encontraram a idosa caída no chão. Ela contou que tropeçou em um chinelo e caiu, quebrando o fêmur. Como estava com muitas dores, não conseguia se levantar há dois dias e ficou sem comer, beber ou se mover para qualquer outra coisa.

“Os cachorros que pediram socorro por ela e chamaram os vizinhos. Estavam muito preocupados, acompanharam o atendimento. Se não fosse por eles aqui ela teria falecido, sem sombra de dúvidas. Ninguém iria escutar ela. Estava muito baixo”, contou o sargento.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que também prestou atendimento à idosa. Ela estava consciente, mas abalada pela situação. Por nota, a Diretoria Administrativa da UPA informou que a paciente chegou ao setor de emergência onde foi constatada lesão no fêmur.

Ela segue internada na unidade, com quadro estável, aguardando vaga pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços (CROSS) para um hospital referência para avaliação do quadro ortopédico.

G1

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Meio Ambiente realiza plantio de árvores em Santa Rosa

Pável Bauken

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Nesta semana, a equipe da Secretaria de Meio Ambiente realizou o plantio de mudas. As árvores foram plantadas no novo passeio da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cívico-Militar Coronel Raul Oliveira, em Cruzeiro.

A escola coordena o projeto Raul, 61 anos de história: unindo gerações e preservando a natureza. O plantio ocorreu devido ao projeto do município para execução de um novo passeio público para adequação e acessibilidade. Houve a remoção de árvores, e com isso, ocorreu a reposição florestal obrigatória que foi realizada pelo serviço de compensação ambiental. Foram 18 mudas entre elas pitangueira, cerejeira, araçá e quaresmeira.

As mudas foram produzidas no viveiro municipal.

O Secretário de Meio Ambiente, João Carlos Dorneles, destaca que diversos locais da cidade estão recebendo plantio de árvores, “Na escola, tivemos cuidado com o porte adequado para evitar conflitos com a rede elétrica e calçadas, outros locais também estão recebendo mudas e solicitamos a ajuda da comunidade para manter elas”. A parceria ocorreu entre o município, escola e comunidade. O plantio teve participação ativa dos alunos da 5 série e da comunidade do entorno, que se comprometeram em auxiliar nos cuidados com as mudas.

Participaram da atividade Ana Paula Jung, Engenheira Florestal da Prefeitura, Diretora Adriana Escobar, Vice diretora Meiri Gomes, Coordenadora Lisandra Beutler, Professora do 5° Ano Andressa Perius, Orientadora Maritê Oliveira, Presidente CPM Joceli Lima, Lauri José kranez da comunidade e alunos.

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