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Resistiram à abordagem, após foram encaminhados UPA

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Após receber denúncia de tráfico no Parcão no centro de Santa Rosa, policiais da Brigada Militar foram ao local, em patrulhamento perceberam que no interior de um dos banheiros haviam dois suspeitos. Foi dado ordem de abordagem, os suspeitos resistiram, vindo em direção a guarnição empurrando os policiais, segundo relatado no Boletim de Ocorrência foi necessário utilizar os meios moderados para conte-los.

Após imobilização foi encontrado uma porção de cocaína no chão do banheiro, sendo que ambos assumiram que compraram para usar juntos, os nervosinhos foram encaminhados para UPA para exames posterior a DP para registro.

O caso ocorreu na noite de sexta-feira (08/11), por volta das 20h.

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Projeto “Mãos que Ajudam” realiza entrega de doações de agasalhos

Santa Rosa e outras três cidades do noroeste gaúcho

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O projeto “Mãos que Ajudam” realizou uma campanha do agasalho de 17 de maio ao dia 6 de junho e agora está realizando a entrega das doações em Santa Rosa, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga e Santiago. A campanha, que envolveu membros e amigos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conseguiu arrecadar cobertores, roupas, casacos e calçados que serão destinados a famílias que não estão em condições de obter esses itens no momento.

Em Santa Rosa, as doações foram entregues na última sexta-feira, dia 11 de junho, à Cruz Vermelha e no sábado, dia 12, à Assistência Social. Nas outras três cidades os agasalhos estão sendo entregues junto à Assistência Social local, a instituições que colaboram com a Assistência ou diretamente a famílias necessitadas. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações que o projeto “Mãos que Ajudam” está realizando a nível nacional para tentar amenizar os efeitos da pandemia.

Para o líder da igreja na região, o presidente Vanderlei Machado, a campanha do agasalho, bem como outras ações voluntárias já realizadas, cumpre um dos objetivos da igreja: “Uma das missões da igreja é ajudar o próximo, ajudando a aliviar o fardo dos que sofrem. Já participamos de campanha de doação de sangue no início deste ano e continuamos seguindo o mandamento do Salvador de amar o próximo como a nós mesmos. Sabemos que muitos sofrem com a pandemia e queremos ajudar”.

No Rio Grande do Sul, A Igreja de Jesus Cristo já realizou a doação de 70 mil cestas básicas desde o início da pandemia. Outras ações voluntárias em diferentes cidades do país têm incluído a montagem de kits de higiene, kits para maternidades, pequenas reformas em postos de saúde e arrecadação de alimentos para doação.

Para conhecer mais ações do projeto “Mãos que Ajudam” para aliviar os efeitos da pandemia é possível acessar o Facebook do programa: www.facebook.com/maosqueajudambrasil/

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Servidores da Susepe participam de seminário sobre cinotecnia em Santa Rosa

Servidores se qualificam na área de cinotecnia

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Foto de Susepe

Durante três dias, no último fim de semana, foi realizado, na cidade de Santa Rosa, o Seminário K9 Missões, sobre cinotecnia. O curso ocorreu nas dependências do Centro de Recreação da Brigada Militar.

Os instrutores foram o policial militar de Santa Catarina Portinho Cardoso e Nodier de Oliveira Machado.

Estiveram presentes no evento os agentes da Susepe Claudinei Borges, do Presídio de São Luiz Gonzaga (Missões), e Tiago Feltraco, da Penitenciária Modulada de Montenegro, que é especialista em cinotecnia.

Também participaram o comando Rodoviário da Brigada Militar (BM), policiais militares de Santa Catarina, policiais civis, entre outros. Conforme os servidores da Susepe, os representantes do canil da BM de Santa Rosa organizaram um evento de primeiro mundo.

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Primeira infância: família de classe D sofre mais impacto na pandemia

Pesquisa mapeou comportamento de responsáveis por crianças até 3 anos

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© TV Brasil

Famílias da classe D – com renda familiar média mensal de R$ 720 – foram as mais negativamente impactadas pela pandemia de covid-19 no que diz respeito aos cuidados com as crianças de até 3 anos.

Esse grupo (famílias da classe D) se sente mais triste, ansioso, sobrecarregado, exausto, impaciente e assustado que os demais. As famílias destacam que o fator financeiro é um ponto de atenção na forma como cuidadores têm lidado com a pandemia.

As informações fazem parte da pesquisa Primeiríssima Infância – Interações na Pandemia: Comportamentos de pais e cuidadores de crianças de 0 a 3 anos em tempos de covid-19, que será divulgada na íntegra nos próximos dias.

A pesquisa foi realizada pela Kantar Ibope Media, a pedido da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, e contou com a participação de famílias das classes sociais A, B, C e D, que convivem e são responsáveis por crianças de 0 a 3 anos. Ao todo, 1.036 pessoas participaram das entrevistas, feitas, em sua maioria, de forma online com o auxílio de uma plataforma, em março deste ano.

“Uma primeira infância de qualidade, de estímulos adequados propicia oportunidades para a criança. Ao mesmo tempo, há um efeito negativo quando não há oportunidade de disponibilizar o ambiente adequado”, diz a CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz.

“Com o isolamento social e uma natural crise socioeconômica, a gente percebe, pela pesquisa, o agravamento dessas oportunidades, os efeitos perversos da desigualdade e como esses ambientes e estímulos conseguem fazer o desenvolvimento [da criança] avançar ou retroceder.”

Mariana explica que os primeiros anos de vida das crianças representam uma oportunidade única e decisiva para o desenvolvimento de todo ser humano. Nessa etapa, são feitas conexões que formam a base das estruturas cerebrais e contribuem para a aprendizagem, além de criar condições para a saúde e a felicidade delas no presente e no futuro. Por isso, tanto a primeiríssima infância, até os 3 anos, e a primeira infância, até os 6 anos, precisam de atenção.

A especialista enfatiza ainda a necessidade de cuidar de quem cuida. “Os cuidadores e pais precisam estar bem para conseguir oferecer e estar disponíveis para que a interação aconteça. O desenvolvimento acontece por meio da interação”, diz.

No Brasil, cabe aos municípios fornecer a educação de base, que inclui as creches para crianças até 3 anos de idade.

Resultados
As situações vividas pelas famílias na pandemia são distintas, e a percepção em torno do trabalho de cuidar de crianças pequenas também muda, de acordo com a classe social de quem respondeu ao estudo.

Aqueles que puderam trabalhar em casa, por exemplo, relataram mais tempo de convivência das mães, pais e responsáveis com as crianças durante a pandemia. Isso ocorreu, sobretudo, nos segmentos de classe e educação mais elevados: 51% da classe AB1 – com renda familiar média mensal acima de R$ 11,3 mil – relataram que tiveram boas oportunidades de convivência com as crianças na pandemia. Essa porcentagem cai para 33% entre as famílias da classe D. Nesse grupo, a maioria, 52%, relatou que não houve alteração no tempo de convivência.

A pesquisa alerta que, apesar do tempo de convivência dos pais com os filhos não ter sido alterado para classe D, ele pode estar mais precário devido à sobrecarga e ao acúmulo de funções.

As mudanças na rotina tiveram efeitos também nas crianças. Cerca de uma em cada quatro (27%), de todas as classes, apresentou regressão neste um ano de pandemia. Isso significa que voltaram a ter comportamentos de quando eram mais novos, como chorar muito, fazer xixi na roupa sem pedir para ir ao banheiro e falar menos. O uso mais frequente de equipamentos eletrônicos também pode ter impactado no desenvolvimento.

O acesso à informação e a políticas públicas e a sensação de amparo também foram sentidas de forma diferente a depender da classe social da família. A maior parte (64%) da classe B2C Básica – que corresponde às famílias com renda média mensal entre R$ 1,7 mil e R$ 5,6 mil que cursaram até o ensino médio – e da classe D (70%) tiveram acesso à renda emergencial. O índice de visita domiciliar por programas sociais, como o Saúde da Família, ficou em cerca de 20% em todos os grupos.

Os benefícios recebidos dão, no entanto, sensação de amparo principalmente para os grupos de educação elevada. Na classe AB1, 58% sentiram-se amparados. A menor porcentagem, 32%, é de famílias da classe D. Já com relação a informações recebidas durante esse período, a classe AB1 se destaca como a que mais recebeu enquanto a D foi a com menor percentual registrado, respectivamente 22% e 10%.

Acolhimento
Segundo Mariana, os impactos negativos da pandemia podem ser revertidos e amenizados com acolhimento e atenção às crianças, o que exigirá a ação de toda uma rede que envolve familiares e escola. “Essa rede precisa estar pronta, de forma segura, para acolher as nossas crianças, para acolher também os desafios e retrocessos com naturalidade, como parte de um processo de desenvolvimento”.

Ainda em meio à pandemia, dentro do possível, dedicar tempo e atenção às crianças pode ajudá-las a passar por esse momento de estresse e medo.

“Em casa, a gente precisa continuar oferecendo esses estímulos, de brincadeiras, de ouvir, de identificar sentimentos, de entender, de explicar, de ajudá-los a identificar o que estão sentindo, de se expressar. Fazer isso por meio de contação de histórias, da leitura de livros, da conversa, da música”, defende Mariana.

ebc

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