Regiões trocam de cor, e mapa preliminar permanece com três bandeiras amarelas na 24ª semana do Distanciamento Controlado – Portal Plural
Connect with us

Destaque

Regiões trocam de cor, e mapa preliminar permanece com três bandeiras amarelas na 24ª semana do Distanciamento Controlado

Pelotas, que estava na amarela, passa a compor as 18 regiões em laranja; Cachoeira do Sul agora está em amarela

Publicado

em



Com apenas uma troca entre duas regiões, o mapa preliminar da 24ª rodada do Distanciamento Controlado, divulgado nesta sexta-feira (16/10), mantém três regiões com bandeira amarela (risco epidemiológico baixo) e as outras 18 com laranja (risco médio) – mesmos números da semana anterior.

A mudança é entre Pelotas, que estava na amarela e passa para laranja, e Cachoeira do Sul, que migra para amarela, somando-se a Bagé e Palmeira das Missões, que já estavam no menor nível de restrição previsto no sistema de bandeiras do Estado.

Como ainda cabe pedido de reconsideração, o mapa definitivo será divulgado na segunda-feira (19/10), com vigência a partir de terça (20). A versão preliminar pode ser acessada em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

O indicador que mais pesou para a região de Pelotas ter regredido para bandeira laranja é o registro de novas hospitalizações por Covid-19: mais que dobrou em relação à semana anterior, saltando de 21 para 45. Houve, ainda, agravamento do indicador que mede os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em leitos de UTI, que passou de 36 para 42 internados na comparação de uma quinta-feira para outra.

Sem apresentar internados em leitos clínicos por Covid-19 nas últimas duas quintas-feiras, a região de Cachoeira do Sul ingressa na bandeira amarela principalmente devido à melhora de indicadores que medem a ocupação de leitos de UTI. No último monitoramento dos dados, a região tinha um único paciente de SRAG que necessitava de tratamento intensivo (quando na semana anterior eram três casos). Com isso, a região ampliou de oito para 11 o total de leitos de UTI livres.

O monitoramento semanal do modelo de Distanciamento Controlado mostra que o RS segue com ligeira queda em grande parte dos indicadores. É o caso do número de internados em UTI por SARG (-4%) e por Covid-19 (-8%). Com isso, houve aumento de 5% no total de leitos livres destinados aos casos que necessitam de tratamento intensivo. A redução mais expressiva se deu no número de óbitos entre as duas semanas: queda de 16%.

No entanto, um dado que chama a atenção é o de novos registros semanais de hospitalizações de pacientes confirmados com Covid-19: aumentou 24% entre as duas últimas semanas. Embora o percentual seja expressivo e sirva de alerta para as autoridades, os números são baixos – eram 598 e passou para 739 novas internações. A título de comparação, na 14ª rodada do Distanciamento Controlado, de 11 a 18 de agosto, o total de novos registros de hospitalização chegou a 1.278 – mais alto até agora.

O alerta deve ser direcionado, principalmente, para as regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, que são Porto Alegre (186), Caxias do Sul (81), Canoas (54), Passo Fundo (49), Novo Hamburgo (46), Pelotas (45) e Santa Maria (41).

Melhora nos indicadores de óbito e hospitalização

DC semana24 população e municípios

Há duas rodadas consecutivas mais da metade dos municípios está sem registro de óbito ou hospitalização de moradores nos 14 dias anteriores à apuração dos dados do Distanciamento Controlado.

Nesta 24ª rodada, são 266 municípios que se encaixam na chama Regra 0-0, o que representa 53,5% do total de 497 cidades. Um total de 1.513.249 habitantes (13% da população gaúcha). Como nenhuma região foi classificada na bandeira vermelha, o regramento não se aplica para reduzir o nível de restrições para protocolos de laranja nestes municípios.

Com a troca da região de Pelotas por Cachoeira do Sul, subiu de 417 para 427 o total de municípios com bandeira laranja (10.583.692 habitantes, 93% do total) e caiu de 80 para 70 os municípios em amarela (745.913 habitantes, 7%).

• Clique aqui e acesse a lista de municípios que se enquadram na Regra 0-0

O que segue valendo é o sistema de cogestão do Distanciamento Controlado. Das 21 regiões em bandeira laranja, apenas Uruguaiana, Bagé e Guaíba não aderiram ao sistema compartilhado. As outras 18 já adotam protocolos alternativos às bandeiras definidas pelo governo – Santa Maria, Capão da Canoa, Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Palmeira das Missões, Erechim, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado.

As regiões em cogestão classificadas em bandeira laranja podem adotar regras de bandeira amarela, basta que enviem protocolos próprios adaptados à Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios (Saam).

Paralelamente aos pedidos de cogestão, o Estado aceitará pedidos de reconsideração à classificação de risco, que podem ser feitos via associação regional por meio de formulário eletrônico (pelo link https://forms.gle/jr7CGPFdMaZMbY1L8), no prazo máximo de 36 horas após a divulgação do mapa preliminar – até as 6h de domingo (18/10).

A adoção de protocolos alternativos não altera as cores do mapa definitivo, que será divulgado após análise dos recursos pelo Gabinete de Crise, na tarde de segunda-feira (19/10), por meio de notícia publicada no site do governo do Estado. A vigência das bandeiras da 23ª rodada começa à 0h de terça-feira (20/10) e se encerra às 23h59 de segunda-feira (26/10).

RESUMO DA 24ª RODADA

BANDEIRA AMARELA (3)
– Cachoeira do Sul (em cogestão)
– Palmeira das Missões (em cogestão)
– Bagé

BANDEIRA LARANJA (18)
– Santa Maria (em cogestão)
– Uruguaiana
– Capão da Canoa (em cogestão)
– Taquara (em cogestão)
– Novo Hamburgo (em cogestão)
– Canoas (em cogestão)
– Guaíba
– Porto Alegre (em cogestão)
– Santo Ângelo (em cogestão)
– Cruz Alta (em cogestão)
– Ijuí (em cogestão)
– Santa Rosa (em cogestão)
– Erechim (em cogestão)
– Passo Fundo (em cogestão)
– Pelotas (em cogestão)
– Caxias do Sul (em cogestão)
– Santa Cruz do Sul (em cogestão)
– Lajeado (em cogestão)

• Clique aqui e acesse a nota técnica com as justificativas de classificações das regiões.

NÚMEROS DA 24ª RODADA
• número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 24% entre as duas últimas semanas (598 para 739);
• número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) reduziu 4% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (760 para 732);
• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 reduziu 5% entre as duas últimas quintas-feiras (674 para 638);
• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS reduziu 8% entre as duas últimas quintas-feiras (580 para 533);
• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 aumentou 5% entre as duas últimas quintas-feiras (de 687 para 722);
• número de casos ativos reduziu 3% entre as duas últimas semanas (de 10.302 para 10.011);
• número de óbitos por Covid-19 reduziu 16% entre as duas últimas quintas-feiras (de 254 para 213).

Comparativo: situação entre 17 de setembro e 15 de outubro

• número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 reduziu 30% no período (1.061 para 739);
• número de internados em UTI por SRAG reduziu 17% no Estado no período (884 para 732);
• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 reduziu 18% no período (778 para 638);
• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 reduziu 23% no período (693 para 533);
• número de casos ativos reduziu 7% no período (de 10.793 para 10.011);
• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS aumentou 18% no período (de 614 para 722);
• número de óbitos por Covid-19 acumulados em sete dias reduziu 37% no período (de 338 para 213).

Clique aqui e acesse o levantamento completo da 24ª rodada do Distanciamento Controlado.

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Destaque

Projeto “Mãos que Ajudam” realiza entrega de doações de agasalhos

Santa Rosa e outras três cidades do noroeste gaúcho

Publicado

em



O projeto “Mãos que Ajudam” realizou uma campanha do agasalho de 17 de maio ao dia 6 de junho e agora está realizando a entrega das doações em Santa Rosa, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga e Santiago. A campanha, que envolveu membros e amigos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conseguiu arrecadar cobertores, roupas, casacos e calçados que serão destinados a famílias que não estão em condições de obter esses itens no momento.

Em Santa Rosa, as doações foram entregues na última sexta-feira, dia 11 de junho, à Cruz Vermelha e no sábado, dia 12, à Assistência Social. Nas outras três cidades os agasalhos estão sendo entregues junto à Assistência Social local, a instituições que colaboram com a Assistência ou diretamente a famílias necessitadas. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações que o projeto “Mãos que Ajudam” está realizando a nível nacional para tentar amenizar os efeitos da pandemia.

Para o líder da igreja na região, o presidente Vanderlei Machado, a campanha do agasalho, bem como outras ações voluntárias já realizadas, cumpre um dos objetivos da igreja: “Uma das missões da igreja é ajudar o próximo, ajudando a aliviar o fardo dos que sofrem. Já participamos de campanha de doação de sangue no início deste ano e continuamos seguindo o mandamento do Salvador de amar o próximo como a nós mesmos. Sabemos que muitos sofrem com a pandemia e queremos ajudar”.

No Rio Grande do Sul, A Igreja de Jesus Cristo já realizou a doação de 70 mil cestas básicas desde o início da pandemia. Outras ações voluntárias em diferentes cidades do país têm incluído a montagem de kits de higiene, kits para maternidades, pequenas reformas em postos de saúde e arrecadação de alimentos para doação.

Para conhecer mais ações do projeto “Mãos que Ajudam” para aliviar os efeitos da pandemia é possível acessar o Facebook do programa: www.facebook.com/maosqueajudambrasil/

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Destaque

Servidores da Susepe participam de seminário sobre cinotecnia em Santa Rosa

Servidores se qualificam na área de cinotecnia

Publicado

em

Foto de Susepe

Durante três dias, no último fim de semana, foi realizado, na cidade de Santa Rosa, o Seminário K9 Missões, sobre cinotecnia. O curso ocorreu nas dependências do Centro de Recreação da Brigada Militar.

Os instrutores foram o policial militar de Santa Catarina Portinho Cardoso e Nodier de Oliveira Machado.

Estiveram presentes no evento os agentes da Susepe Claudinei Borges, do Presídio de São Luiz Gonzaga (Missões), e Tiago Feltraco, da Penitenciária Modulada de Montenegro, que é especialista em cinotecnia.

Também participaram o comando Rodoviário da Brigada Militar (BM), policiais militares de Santa Catarina, policiais civis, entre outros. Conforme os servidores da Susepe, os representantes do canil da BM de Santa Rosa organizaram um evento de primeiro mundo.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Destaque

Primeira infância: família de classe D sofre mais impacto na pandemia

Pesquisa mapeou comportamento de responsáveis por crianças até 3 anos

Publicado

em

© TV Brasil

Famílias da classe D – com renda familiar média mensal de R$ 720 – foram as mais negativamente impactadas pela pandemia de covid-19 no que diz respeito aos cuidados com as crianças de até 3 anos.

Esse grupo (famílias da classe D) se sente mais triste, ansioso, sobrecarregado, exausto, impaciente e assustado que os demais. As famílias destacam que o fator financeiro é um ponto de atenção na forma como cuidadores têm lidado com a pandemia.

As informações fazem parte da pesquisa Primeiríssima Infância – Interações na Pandemia: Comportamentos de pais e cuidadores de crianças de 0 a 3 anos em tempos de covid-19, que será divulgada na íntegra nos próximos dias.

A pesquisa foi realizada pela Kantar Ibope Media, a pedido da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, e contou com a participação de famílias das classes sociais A, B, C e D, que convivem e são responsáveis por crianças de 0 a 3 anos. Ao todo, 1.036 pessoas participaram das entrevistas, feitas, em sua maioria, de forma online com o auxílio de uma plataforma, em março deste ano.

“Uma primeira infância de qualidade, de estímulos adequados propicia oportunidades para a criança. Ao mesmo tempo, há um efeito negativo quando não há oportunidade de disponibilizar o ambiente adequado”, diz a CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz.

“Com o isolamento social e uma natural crise socioeconômica, a gente percebe, pela pesquisa, o agravamento dessas oportunidades, os efeitos perversos da desigualdade e como esses ambientes e estímulos conseguem fazer o desenvolvimento [da criança] avançar ou retroceder.”

Mariana explica que os primeiros anos de vida das crianças representam uma oportunidade única e decisiva para o desenvolvimento de todo ser humano. Nessa etapa, são feitas conexões que formam a base das estruturas cerebrais e contribuem para a aprendizagem, além de criar condições para a saúde e a felicidade delas no presente e no futuro. Por isso, tanto a primeiríssima infância, até os 3 anos, e a primeira infância, até os 6 anos, precisam de atenção.

A especialista enfatiza ainda a necessidade de cuidar de quem cuida. “Os cuidadores e pais precisam estar bem para conseguir oferecer e estar disponíveis para que a interação aconteça. O desenvolvimento acontece por meio da interação”, diz.

No Brasil, cabe aos municípios fornecer a educação de base, que inclui as creches para crianças até 3 anos de idade.

Resultados
As situações vividas pelas famílias na pandemia são distintas, e a percepção em torno do trabalho de cuidar de crianças pequenas também muda, de acordo com a classe social de quem respondeu ao estudo.

Aqueles que puderam trabalhar em casa, por exemplo, relataram mais tempo de convivência das mães, pais e responsáveis com as crianças durante a pandemia. Isso ocorreu, sobretudo, nos segmentos de classe e educação mais elevados: 51% da classe AB1 – com renda familiar média mensal acima de R$ 11,3 mil – relataram que tiveram boas oportunidades de convivência com as crianças na pandemia. Essa porcentagem cai para 33% entre as famílias da classe D. Nesse grupo, a maioria, 52%, relatou que não houve alteração no tempo de convivência.

A pesquisa alerta que, apesar do tempo de convivência dos pais com os filhos não ter sido alterado para classe D, ele pode estar mais precário devido à sobrecarga e ao acúmulo de funções.

As mudanças na rotina tiveram efeitos também nas crianças. Cerca de uma em cada quatro (27%), de todas as classes, apresentou regressão neste um ano de pandemia. Isso significa que voltaram a ter comportamentos de quando eram mais novos, como chorar muito, fazer xixi na roupa sem pedir para ir ao banheiro e falar menos. O uso mais frequente de equipamentos eletrônicos também pode ter impactado no desenvolvimento.

O acesso à informação e a políticas públicas e a sensação de amparo também foram sentidas de forma diferente a depender da classe social da família. A maior parte (64%) da classe B2C Básica – que corresponde às famílias com renda média mensal entre R$ 1,7 mil e R$ 5,6 mil que cursaram até o ensino médio – e da classe D (70%) tiveram acesso à renda emergencial. O índice de visita domiciliar por programas sociais, como o Saúde da Família, ficou em cerca de 20% em todos os grupos.

Os benefícios recebidos dão, no entanto, sensação de amparo principalmente para os grupos de educação elevada. Na classe AB1, 58% sentiram-se amparados. A menor porcentagem, 32%, é de famílias da classe D. Já com relação a informações recebidas durante esse período, a classe AB1 se destaca como a que mais recebeu enquanto a D foi a com menor percentual registrado, respectivamente 22% e 10%.

Acolhimento
Segundo Mariana, os impactos negativos da pandemia podem ser revertidos e amenizados com acolhimento e atenção às crianças, o que exigirá a ação de toda uma rede que envolve familiares e escola. “Essa rede precisa estar pronta, de forma segura, para acolher as nossas crianças, para acolher também os desafios e retrocessos com naturalidade, como parte de um processo de desenvolvimento”.

Ainda em meio à pandemia, dentro do possível, dedicar tempo e atenção às crianças pode ajudá-las a passar por esse momento de estresse e medo.

“Em casa, a gente precisa continuar oferecendo esses estímulos, de brincadeiras, de ouvir, de identificar sentimentos, de entender, de explicar, de ajudá-los a identificar o que estão sentindo, de se expressar. Fazer isso por meio de contação de histórias, da leitura de livros, da conversa, da música”, defende Mariana.

ebc

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

© 2021 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×