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Região pode perder 41 policiais

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Com votação final prevista para terça-feira (22), no Senado, a reforma da Previdência deve ter impacto na gestão do serviço público estadual. Servidores que por anos ocuparam postos de liderança e gerência, tendem a encaminhar o pedido de aposentadoria, por receio de perder benefícios.

Na região do CRPO Fronteira Noroeste, 41 policiais da Brigada Militar estão aptos a solicitar aposentadoria, mas continuam na ativa, o que gera benefícios na carreira. Com a reforma previdenciária alguns benefícios podem ser retirados, com isso funcionários estaduais estão antecipando a aposentadoria. A região pode sofrer uma redução de 6% no efetivo. Em Santa Rosa 27 policiais estão aptos a solicitar aposentadoria, 4 em Frederico Westphalen e 10 em Três Passos.

Sindicatos do funcionalismo e a Secretaria de Planejamento do Estado reconhecem a debandada, mas têm avaliações divergentes sobre seu tamanho. Hoje no estado quase 8 mil funcionários civis e militares estão em condições de se aposentar e que, por continuarem na ativa, recebem algum tipo de adicional de permanência do Estado.

O principal motivo de atenção em torno desse grupo é um dos pontos da proposta de emenda à Constituição (PEC) em discussão no Senado, que prevê o fim da incorporação de vantagens de caráter temporário às aposentadorias.

Embora Estados e municípios tenham ficado fora do texto, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sustenta que, nesse caso, todos os servidores serão atingidos de forma automática. A interpretação é questionada por sindicalistas, que acusam o discurso oficial de “terrorismo” e dizem que os colegas temem o pacote que o governo Eduardo Leite planeja enviar para a Assembleia Legislativa nas próximas semanas.

– As pessoas estão se aposentando agora para evitar prejuízos depois, mas essa briga vai acabar na Justiça – prevê o presidente da Federação Sindical dos Servidores (Fessergs), Sérgio Arnoud.

Na dúvida, entidades estão orientando filiados a encaminharem os papéis. Na área da segurança, pelo menos 2,3 mil PMs cumprem os requisitos para ingressar na reserva. Eles recebem uma gratificação específica de permanência, que Leite quer reduzir.

– Nos últimos dias, tivemos mais de 700 pedidos protocolados na diretoria administrativa da Brigada Militar. Calculamos que o número pode chegar a 2 mil. Considerando que 9 mil policiais atuam na linha de frente, é muita gente. Quem vai aplaudir é o crime – diz José Clemente da Silva Corrêa, presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), de cabos e soldados da BM.

O contingente de inativos contará, inclusive, com o comandante-geral da corporação, coronel Mario Ikeda, para o presidente da Abamf, a decisão do oficial de 53 anos comprova a gravidade da situação:

– O comandante é um servidor como qualquer outro. E ele está certo no que está fazendo. Todos temos de garantir nossos direitos. Não temos alternativa.

Entre professores, o sentimento é o mesmo. À frente do Cpers-Sindicato, Helenir Schürer diz que as consultas à assessoria jurídica da entidade se multiplicaram.

– A falta de professores na rede estadual é crônica. Estamos em outubro e está faltando gente. Infelizmente, isso vai piorar e muito diante dos ataques que estamos sofrendo – lamenta Helenir.

“Corrida por aposentadorias era esperada”, diz secretária de Planejamento

Titular da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos afirma que o governo do Estado já esperava a reação do funcionalismo frente às mudanças previdenciárias:

— É natural. Sempre que há reforma, há corrida por aposentadorias. Sabíamos que isso iria ocorrer. O que nos surpreendeu foi perceber que os sindicatos se deram conta só agora de que o fim das incorporações terá aplicação imediata.

Embora reconheça o risco de debandada, a secretária faz ressalvas. Ela diz que, dificilmente, os 8 mil aptos a se aposentar buscarão esse destino de forma imediata por, pelo menos, três razões (leia mais no fim do texto). Ela também discorda de que PMs e professores sejam amplamente afetados.

— Vai haver uma corrida, sim, mas a maioria dos servidores não recebe vantagens que podem ser incorporadas. Vai se aposentar quem está na gestão, em atividades-meio. Eu mesma vou perder muita gente boa aqui — diz.

Nos primeiros 17 dias de outubro, chegaram até a Secretaria de Planejamento 577 pedidos. Como as solicitações são feitas nos órgãos de origem, leva alguns dias até a contabilização geral. Além disso, a tendência é de que, com a aproximação da votação, o volume aumente. Ainda que nem todos deixem suas funções, Leany prevê dificuldades, porque as saídas serão concentradas em curto prazo. Em razão de dificuldades financeiras e de limitações legais, será impossível repor as vagas na mesma velocidade.

— Vamos ter de dar conta com as pessoas que temos — sintetiza.

A secretária reconhece que há forte resistência dos servidores às alterações federais e ao pacote do governo Eduardo Leite, que replica as mudanças na Previdência. Apesar disso, reafirma que não há saída.

— Ou a gente faz o que tem de ser feito, ou o Estado entra em colapso — adverte a secretária.

A polêmica em quatro pontos

1) Até agora, havia entendimento de que as mudanças previstas na reforma da Previdência (PEC nº 6 de 2019) não atingiriam Estados e municípios.

2) Mas, segundo a PGE, um ponto atingirá a todos, relacionado ao artigo 39 da Constituição, que trata da remuneração dos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

3) Se a PEC for aprovada, o artigo receberá novo item: “É vedada a incorpo­ração de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo”.

4) Segundo a PGE, isso valerá para todos os servidores, civis e militares. Exemplo: quem tem função gratificada (FG) há cinco anos consecutivos ou há 10 intercalados não poderá mais levar o valor para a aposentadoria. O mesmo vale para quem recebe a gratificação de incentivo às atividades sociais, administrativas e econômicas (Gisae), paga em diferentes secretarias.

Categorias mais afetadas, de acordo com o governo

– A maioria dos servidores com vantagens “incorporáveis” atua nas chamadas “atividades-meio” (de gestão), nas mais diversas áreas.

– Professores e brigadianos só serão afetados nesses casos (exemplos: direção de escola, comando de batalhão, etc.).

O que dizem os sindicatos

Argumentam que há temor generalizado de perda de direitos, não só pela reforma federal, mas também devido às propostas do governo Eduardo Leite, entre as quais a redução de gratificações de permanência.

Prometem ir à Justiça, mas informam que, na dúvida, os servidores que podem já estão encaminhando pedidos de aposentadoria.

O que pode atenuar a debandada, segundo o governo

– Nem todos os aptos a se aposentar ganham vantagens de caráter temporário que seriam incorporadas (número não divulgado). Nesses casos, poderá ser mais vantajoso seguir trabalhando e recebendo abono de permanência (que é diferente das gratificações citadas acima). O abono é pago a todos os servidores civis que poderiam estar em casa e prosseguem no exercício de suas funções, de forma indistinta (são 5.641 pessoas). O adicional tem valor igual ao desconto da Previdência no contracheque.

– O governo Leite pretende cobrar alíquotas de contribuição dos aposentados que ganham até R$ 5,8 mil (teto do INSS). Hoje eles não contribuem. Se a proposta for aprovada, aqueles que se aposentarem terão de avaliar se vale a pena, pois perderão o abono e poderão ser descontados da Previdência.

Portal Plural / Gaúcha ZH

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Grêmio anuncia a saída do técnico Felipão após derrota para o Santos

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Treinador deixa o clube após 21 jogos e na penúltima posição do Brasileirão

 

Luiz Felipe Scolari não é mais técnico do Grêmio. O ídolo tricolor não resistiu à derrota para o Santos neste domingo, na Vila Belmiro, que manteve o time na zona de rebaixamento do Brasileirão, e deixou o clube em “comum acordo”. O anúncio foi feito na madrugada desta segunda-feira.

A decisão foi tomada após reunião em São Paulo. O treinador vem de uma sequência de quatro jogos sem vitória (derrotas para Athletico, Sport e Santos e empate com o Cuiabá) e enfrentava um ambiente de pressão interna e externa. Horas antes, ainda em Santos, o presidente Romildo Bolzan Jr. foi questionado sobre o futuro do treinador e não bancou sua manutenção no cargo.

Junto com Felipão deixam o Grêmio os auxiliares Carlos Pracidelli e Paulo Turra e o preparador físico Anselmo Sbragia. O time será comandado interinamente pelo auxiliar Thiago Gomes na próxima quarta-feira, contra o Fortaleza.

A quarta passagem do técnico pelo clube do coração foi iniciada em 7 de julho, quando foi contratado no lugar de Tiago Nunes e assinou vínculo até o fim de 2022. Apesar dos números razoáveis, as fracas atuações e o risco cada vez maior de rebaixamento deixaram a pressão insustentável.

Felipão estreou no empate em 0 a 0 no Gre-Nal 433. Ao todo, comandou o time por 21 partidas. Foram nove vitórias, três empates e nove derrotas, com 47,6% de aproveitamento. O time marcou 22 gols e sofreu 23 no período.

Na “Era Felipão”, algumas situações ficaram marcadas. Rafinha acabou fixado na lateral esquerda. Gabriel Chapecó chegou a desbancar Brenno, mas a hierarquia foi alterada contra Cuiabá e Santos.

Alisson, apesar da contestação que sofre por parte da torcida, seguiu com prestígio, assim como Douglas Costa, principal contratação da temporada, mas que não mostrou o esperado até o momento. Campaz, reforço contrato por R$ 21 milhões, recebeu poucas oportunidades.

Felipão pelo Grêmio

21 jogos
9 vitórias
3 empates
9 derrotas
22 gols pró
23 gols contra
47,6% de aproveitamento

A queda do comandante do pentacampeonato pela Seleção em 2002 ocorre dias após Scolari alcançar mais um feito pelo Tricolor. No empate com o Cuiabá, o profissional superou Oswaldo Rolla, o Foguinho, ao completar 384 jogos à frente do time e virar o segundo técnico com mais partidas pelo Grêmio. O primeiro é Renato Portaluppi, com 411.

Felipão foi o terceiro treinador do Grêmio na temporada. Antes, o clube teve Renato Gaúcho e Tiago Nunes, sem contar os interinos. Agora a direção procura um substituto ao ídolo para liderar o time no restante do Brasileirão e tentar manter a equipe na elite nacional em 2022.

Confira a nota oficial do Grêmio:
“O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que, após reunião esta noite, chegou a um comum acordo com o técnico Luiz Felipe Scolari para o encerramento do vínculo. Felipão deixa o Grêmio com os auxiliares Carlos Pracidelli e Paulo Turra e o preparador físico Anselmo Sbragia.

Nesta quarta passagem pelo Tricolor, o técnico bicampeão da América tornou-se o segundo treinador com mais jogos à frente do Grêmio, completando 385 jogos na casamata. No último mês, perpetuou-se na história gremista ao marcar seu nome na Calçada da Fama.

O Clube agradece o comprometimento e respeito do técnico e sua equipe com a instituição durante o período de trabalho. Ao mesmo tempo, Luiz Felipe deixa registrado o seu agradecimento ao Grêmio: “E continuarei sendo gremista, como sempre fui e sempre serei”.

 

FONTE: GE

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Continua vacinação para pessoas acima dos 14 anos (1ª dose) em Santa Rosa

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A fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa, continua, nesta segunda-feira, 11, a vacinação da 1ª dose da vacina contra a COVID-19, para pessoas a partir dos 14 anos de idade.

Para vacinar é preciso fazer o agendamento prévio por telefone, presencial, ou conforme o gerenciamento dos Postos de Saúde, até acabar o estoque.
As segundas doses e a dose de reforço também devem ser agendadas.

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Petrobras reajusta gasolina e gás de cozinha

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A Petrobras anunciou reajustes para o GLP, o gás de cozinha, e para a gasolina tipo A. O reajuste médio do GLP será de R$ 0,26, com o quilo passando de R$ 3,60 para R$ 3,86. O litro da gasolina nas distribuidoras passará de R$ 2,78 para R$ 2,98. Os reajustes valem a partir de amanhã (9).
A gasolina tipo A corresponde a 73% da gasolina comum que chega ao consumidor. Os 23% restantes são de etanol. Segundo a Petrobras, a parcela no preço da gasolina na bomba passará a ser, em média, de R$ 2,18 por litro. Uma alta de R$ 0,15.
O preço médio do GLP para as distribuidoras passará de R$ 3,60 para R$ 3,86 por kg, equivalente a R$ 50,15 por 13 kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,26 por kg.
Segundo a Petrobras, o GLP não era reajustado há 95 dias. O último aumento do litro da gasolina tipo A ocorreu há 58 dias.

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