Redução de homicídios se intensifica no início do ano com queda de 36% no RS – Portal Plural
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Redução de homicídios se intensifica no início do ano com queda de 36% no RS

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Dados confirmam a rápida reação das forças de segurança no combate à criminalidade - Foto: Rodrigo Ziebell / SSP


Se em 2019 o Rio Grande do Sul teve os menores índices criminais da década, os dados do primeiro mês de 2020 não apenas consolidam esse resultado como também apontam que a redução de delitos se intensificou. O acompanhamento mensal da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostra que o número de vítimas de homicídios no Estado em janeiro caiu 36,7%, de 229 no mesmo mês do ano anterior para 145 – o menor total desde 2007, quando houve 138 óbitos.

Indicadores criminalidade JAN2020 1

A melhoria de cenário é ainda mais expressiva em Porto Alegre, onde o número de vítimas de assassinatos caiu pela metade. Enquanto janeiro do ano passado havia registrado 46 mortes na capital, os 31 primeiros dias de 2020 somaram 23 óbitos por esse tipo de crime (-50%) – é o menor total desde 2010, quando os relatórios da SSP passaram a registrar os números por município individualmente.

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Os dados, além de refletirem o foco territorial do programa RS Seguro para combater o crime nos 18 municípios onde mais ocorre, traduzem a rápida reação das forças de segurança diante de acirramentos pontuais de conflitos entre grupos criminosos, detectados em meados de dezembro.

O acompanhamento constante das informações de inteligência pelo comitê de análise da Gestão de Estatística em Segurança (Geseg) permitiu a intensificação de ações repressivas nos locais que concentraram elevação de homicídios no último mês do ano, em especial o bairro Restinga, em Porto Alegre. A partir das medidas adotadas, com operações investigativas e patrulhamento ampliado, o cenário em janeiro de 2020 voltou a aprofundar a tendência de queda verificada ao longo de 2019.

Em janeiro deste ano, apenas 35 dos 497 municípios do RS tiveram mais homicídios do que no mesmo mês do ano passado, sendo que em 25 deles houve uma vítima a mais, e nos outros houve duas mortes a mais. Em 402 cidades, foi registrada estabilidade no total de assassinatos, dos quais 392 mantiveram o índice zerado. Em 60 municípios, houve redução do número de homicídios na comparação de janeiro de 2020 e 2019.

Com a diminuição de 24,1% no acumulado de homicídios em relação a 2018 (569 vidas preservadas), o ano passado registrou taxa de 15,8 assassinatos para cada 100 mil habitantes no Rio Grande do Sul – a menor da década.

Latrocínio tem queda de 28,6% no
RS e se mantém zerado na capital

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Assim como entre os homicídios, os latrocínios também reduziram no Estado em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, caindo de sete para cinco casos. O número atual é o menor para o período desde 2012, quando o total de ocorrências foi o mesmo. Frente ao pico de roubos com morte para o mês (23 em 2017), o dado de janeiro deste ano significa redução de 78,3%.

Na capital, não houve latrocínios nos 31 primeiros dias de 2020, repetindo cenário de 2019.

Roubo de veículo cai 26,3% e ataques
a transporte coletivo diminuem 47,9%

Os índices de criminalidade no Estado também comprovam o resultado positivo das ações da Segurança Pública em relação aos delitos contra o patrimônio. Os destaques foram a diminuição de 26,3% nos roubos de veículos e de 47,9% nos roubos a transporte coletivo, somadas as ocorrências envolvendo usuários e profissionais que trabalham em ônibus e lotações.

Os roubos de carros, motos, caminhões e outros automotores, que em janeiro de 2019 haviam totalizado 1.204 ocorrências, reduziram para 887 casos no mês passado – o menor número desde 2011, quando houve apenas um registro a menos. É também a primeira vez em seis anos que o índice fica abaixo de mil no total dos 31 dias iniciais do calendário.

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A capital respondeu por mais da metade da redução verificada no Estado. Foram 200 casos a menos na comparação de janeiro de 2019, com 559 registros, ante os 359 do primeiro mês de 2020 (-35,8%). No ano que passou, o roubo de veículos no Rio Grande do Sul acumulou retração de 31% em relação ao índice de 2018, com diminuição de quase 5 mil ocorrências.

Os furtos de veículo ficaram praticamente estáveis no RS. Foram apenas nove casos a mais em todo o Estado, passando de 1.063 ocorrências para 1.072 (0,8%) – ainda assim, o segundo menor total para janeiro em toda a série histórica, iniciada em 2002.

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Para passageiros, motoristas e cobradores de ônibus e lotações no RS, 2020 também começou com resultado positivo. Os roubos a transporte coletivo diminuíram de 188 em janeiro do ano passado para 98 em todo o Estado. Na capital, a queda foi ainda maior, de 84 ocorrências para 41 (-51,2%). Em abril de 2019, com a inauguração da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos em Transporte Coletivo (DRTC) de Porto Alegre, a Polícia Civil qualificou a investigação desse tipo de delito – no acumulado do ano, foram quase mil ocorrências a menos em todo o Estado, na comparação com 2018 (-31,2%).

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Outro destaque do início de 2020 é a queda pela metade dos ataques a banco em todo o Estado, que haviam totalizado oito casos em janeiro de 2019 e, no primeiro mês deste ano, caíram para quatro (-50%), considerando a soma de furtos e roubos.

No ano passado, os delitos contra estabelecimentos bancários acumularam redução de 42,9% em relação a 2018, sendo que, dos 82 casos a menos, 74 deixaram de ocorrer em municípios do interior. O resultado reflete a série de medidas adotadas pelo RS Seguro para ampliar a presença das forças de segurança nas cidades menores, desde a distribuição estratégica de novos servidores para garantir efetivo mínimo até o incremento de unidades para pronto emprego regionalizado.

Alta em feminicídios acende alerta para
incentivar denúncia de violência contra mulher

Enquanto o primeiro mês de 2020 encerrou com motivos para o Rio Grande do Sul celebrar a consolidação da queda na criminalidade em geral, no combate à violência contra mulher o cenário acende alerta pela necessidade de conscientização e engajamento dos gaúchos. O número de feminicídios no Estado em janeiro aumentou de três casos em 2019 para 10 neste ano.
Entre as vítimas, apenas uma contava com medida protetiva concedida pelo Judiciário. Ou seja, na quase totalidade os casos só chegaram às autoridades quando ações preventivas já não eram mais possíveis.

A situação reflete um dos principais obstáculos à atuação das forças de segurança para evitar feminicídios. Embora a maioria desses crimes seja o ponto final de um ciclo crescente de agressões anteriores, também na maioria dos casos nenhuma informação que permitisse a adoção de ações para preveni-los chega às polícias.

Conforme a delegada Cristiane Ramos, da Delegacia do Idoso da capital e que está respondendo pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) nas férias da titular, essa realidade reforça o papel fundamental das denúncias, seja das próprias vítimas ou de parentes, amigos ou vizinhos, para a identificação e repressão de agressores.

“A mulher, muitas vezes, está há tanto tempo inserida em um ciclo de violência que nem percebe. Por isso, o suporte da família e de amigos muitas vezes é essencial para ela romper esse ciclo e tomar coragem de fazer a denúncia. Quanto antes a comunicação às autoridades é feita, menores são as chances de se chegar ao ponto de uma tentativa de feminicídio”, explica a delegada.

As denúncias podem ser feitas por qualquer um que depare com casos de agressões, sem a necessidade de se identificar, tanto por meio do Disque 100 quanto pelo Disque Denúncia 181. Nesse último canal, também há possibilidade de fazer a comunicação pela internet, no site da SSP, no Denúncia Digital 181.

Indicadores criminalidade JAN2020 7

Para incentivar as mulheres a procurarem ajuda, a Polícia Civil lançou no ano passado o programa Sala das Margaridas, que tem implantado em Delegacias de Polícia de Pronto Atendimento (DPPAs) espaços de acolhimento especial e individualizado para vítimas de violência. O ambiente reservado e com profissionais especificamente capacitados para lidar com casos dessa natureza oportuniza o atendimento qualificado para receber os relatos, que são o primeiro e fundamental passo para proteção das vítimas.

Além disso, as DPPAs adotaram um questionário padrão de avaliação de risco que aumenta a precisão no momento de identificar o grau de violência e perigo ao qual às vítimas estão expostas.

As perguntas direcionadas ajudam a contextualizar o histórico da mulher e da relação com o agressor, buscando detalhes e informações que, em muitos casos, ela julga irrelevantes para a comunicação de um episódio recente, mas que podem ser fundamentais na tomada de ações preventivas. Os dados ainda incrementam o embasamento da solicitação de medidas protetivas de urgência, ampliando as possibilidades de concessão pelo Judiciário.

A colaboração da sociedade por meio das denúncias também é essencial porque a repressão posterior de feminicídios gera menos resultado do que ação preventiva. Entre os homicídios, a prisão de autores geralmente resulta na contenção de ocorrências futuras, uma vez que cerca de 80% dos envolvidos têm ligação com rivalidades entre grupos criminosos, em especial do tráfico de drogas.

De outro lado, nos casos de feminicídio, embora o índice de resolutividade seja de mais de 90%, a prisão dos autores têm pouco efeito na proteção de novas vítimas, já que a motivação costuma ter vinculo exclusivo com a mulher alvo do ataque. O efeito pedagógico da punição é essencial, mas ainda mais importante é levar casos de violência às autoridades para que se possa agir antecipadamente.

Apesar da alta significativa entre os feminicídios consumados, nos outros quatro indicadores de violência contra a mulher monitorados pela SSP o resultado foi positivo em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As tentativas de feminicídio no RS caíram de 44 para 32 (-27,3%), os estupros reduziram de 184 para 134 (-27,2%), as ameaças diminuíram de 3.765 para 3.359, e as ocorrências de lesão corporal passaram de 2.116 para 2.083 (-1,6%).

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Observação: os números citados no texto acima representam um recorte temporal, retratando os fatos registrados na data da extração de dados do sistema do Observatório Estadual da Segurança Pública, e estão sujeitos a alterações provenientes da revisão de ocorrências, apuração de informações de investigações, diligências, perícias e correção do fato no final da investigação policial. Em relação aos números na planilha referente ao ano de 2019, disponível na página de estatísticas, pode haver pequenas divergências em razão de a extração para esse texto ser mais atual e conter mudanças ocorridas após 31/12/2019. A planilha do ano passado será atualizada juntamente com toda a série temporal, no início de 2021.

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Deserto do Saara tem registro de gelo e neve nas dunas em fenômeno raro

Reporter Global

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Imagens feitas no deserto do Saara, no norte da África, registraram um fenômeno raro: gelo e neve no local.

 

 

O fenômeno foi visto em meio às dunas de areia do deserto, na região que fica na Argélia.

Neste mês de janeiro as temperaturas no Saara chegaram a -3°C. Apesar de o mês ser tradicionalmente o mais frio no deserto, o registro de neve é raro. A última vez que isso aconteceu foi há 40 anos.

Já no verão, os termômetros podem se aproximar dos 50°C no Saara, considerado o maior deserto quente do mundo.

 

 

FONTE: CNN

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Supremo afirma que nunca proibiu o governo federal de atuar contra a pandemia de coronavírus

Reporter Global

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"É responsabilidade de todos os entes da Federação adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia", diz a Corte Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

 

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou uma nota afirmando que a Corte nunca proibiu o governo federal de estabelecer medidas de combate ao coronavírus.

 

 

No texto, o STF informa que “não é verdadeira a afirmação que circula em redes sociais” nesse sentido. Apoiadores do governo e o próprio presidente Jair Bolsonaro vêm fazendo afirmações desse tipo para rebater cobranças sobre a atuação do Palácio do Planalto no combate à pandemia.

“Na verdade, o Plenário decidiu, no início da pandemia, em 2020, que União, Estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. Esse entendimento foi reafirmado pelos ministros do STF em diversas ocasiões”, afirmou o STF na nota divulgada na segunda-feira (18).

“Ou seja, conforme as decisões, é responsabilidade de todos os entes da Federação adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia”, completou a Corte.

Desde que o STF analisou ações que discutiam a competência de Estados e municípios para tomar providências no combate à Covid-19, no ano passado, Bolsonaro tem dito que foi impedido pelo tribunal de tomar ações mais efetivas contra a pandemia.

O Supremo estabeleceu que o governo federal não pode derrubar as decisões de Estados e municípios sobre isolamento social, quarentena, atividades de ensino, restrições ao comércio e à circulação de pessoas.

Na última semana, quando a crise do oxigênio em Manaus (AM) se acentuou, o presidente voltou a usar o argumento. Em entrevista, ele reafirmou que as decisões do STF o impedem de tomar providências contra a pandemia.

 

 

FONTE: O Sul

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CLASSMANN FALA DO FUNCIONAMENTO DA PASTA DE ESPORTES

Nova sede da pasta será no Ginásio Moroni

Pável Bauken

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A prefeito Anderson Mantei, em sua nova estrutura de governo, aprovada pela Câmara de Vereadores, desmembrou da Secretaria de Desenvolvimento de Cultura e Esporte e criou a Secretaria de Esportes

Para assumir essa nova secretaria foi convidado o ex-Superintendente de Governança do Governo Vicini, Fernando Classmann.

Em entrevista ao programa Imprensa Livre, do Portal Plural, nesta quarta-feira, 15, o novo Secretário de Esportes disse que, “com esta questão da pandemia, que ainda permanece, em 2020, tivemos poucos eventos.

VERÃO MÁGICO

Em 2021, um dos principais eventos que é o Verão Mágico, não vamos dizer que está cancelado, mas suspenso, e caso, com a vinda da vacina o cenário mude, em maio se estiver em condições de realizar este evento com público, ele será realizado.

Nós desenvolvemos mais de 20 campeonatos por ano na secretaria, nas mais diversas modalidades, e nosso desafio é realizarmos todos estes eventos, dentro das limitações impostas por decreto nesta pandemia.

CUSTOS COM EVENTOS

Às vezes, observando de fora, você não tem a noção de como são caros. E o que mais custa caro é a arbitragem, por exemplo, em 2019 foram gastos R$ 180 mil com arbitragem. Temos também custos de zeladoria, a aquisição de materiais esportivos não é tão cara. Auxiliamos também no deslocamento das equipes para competições em entro municípios.

PROPOSTAS E ORÇAMENTO 2021

O prefeito Anderson e o vice Taquari querem fazer mais com da vez menos recursos, buscando minimizar as despesas, mas nunca desamparando dos desportistas.

O projeto que segue para a Câmara de Vereadores prevê um orçamento de R$ 1.59 milhões para este ano, que deste, 50% é para pagamento de salários, sobrando R$ 800 mil para os eventos.

Além da realização dos eventos queremos melhorar as estruturas dos locais onde são praticados, criação de campos de futebol.

AQUISIÇÃO DE MATERIAIS ESPORTIVOS

Através de um projeto da Lei Pelé, na época em que o vereador Rufino respondia pela pasta, temos depositado na conta R$ 20 mil, mais R$ 5 ml de contrapartida, para aquisição de materiais esportivos novos.

ATENÇÃO AS VILAS E BAIRROS

A promessa foi de dar uma atenção as vilas e bairros, o que será feito e depois vindo para o centro, contando com o apoio de outras secretarias.

Também o auxílio as escolinhas de esporte que existem no município, e que ajudam tanto as crianças que necessitam.

Quanto as academias abertas, tentar fazer uma parceria com as universidades no sentido de colocarmos um instrutor em alguns horários, coordenados pelos profissionais de educação física, “ relatou o secretário.

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