Receita das exportações de carne suína cresce 38,4% em outubro – Portal Plural
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Economia

Receita das exportações de carne suína cresce 38,4% em outubro

Pável Bauken

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Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram receita cambial de US$ 149,6 milhões em outubro. O número é o maior saldo mensal registrado nos últimos 24 meses, e supera em 38,4% o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 108,1 milhões.

Durante o período, foram embarcadas 68,1 mil toneladas, volume 8% superior ao registrado no décimo mês de 2018, com 63 mil toneladas. No acumulado do ano (janeiro a outubro), as exportações de suínos registraram alta de 23% no resultado cambial do setor, chegando a US$ 1,230 bilhão – contra US$ 1 bilhão registrado no mesmo período de 2018.

Foram exportadas 592,3 mil toneladas nos 10 primeiros meses do ano, volume 11,66% superior ao alcançado no mesmo período do ano anterior, com 530,5 mil toneladas. “As vendas para a Ásia seguem impulsionando as exportações de carne suína, com elevação, no mês de outubro, de 81% nos embarques para a China e de 19% para Hong Kong”, analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.

Carne de frango

A receita de exportações de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) segue em alta em 2019.  Entre janeiro e outubro, totalizou US$ 5,700 bilhões, número 4,3% superior ao registrado no mesmo período de 2018, com US$ 5,463 bilhões.   Foram exportadas 3,415 milhões de toneladas, volume 0,3% inferior na comparação com o ano anterior, com 3,426 milhões de toneladas.

Considerando apenas o mês de outubro, a receita das exportações totalizou US$ 536,5 milhões, número 7,1% inferior ao alcançado no mesmo período de 2018, com US$ 577,8 milhões. Foram exportadas 334 mil toneladas, volume 8,8% menor que as 366,1 mil toneladas embarcadas no décimo mês de 2018.

“As vendas de carne de frango foram mais qualificadas em outubro deste ano, registrando preço médio 1,8% superior ao registrado em relação ao ano anterior.  Ao mesmo tempo, o quadro sanitário da Ásia segue gerando efeitos nas exportações, com elevação de 39% nas exportações para a China”, destaca Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

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Economia

Bancos com mais de 500 mil contas têm de adotar pagamento instantâneo

Pável Bauken

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Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | © Marcello Casal JrAgência Brasil

As instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas terão de oferecer a seus clientes o sistema de pagamento instantâneo, que será lançado em novembro. A determinação consta de circular editada hoje (18) pelo Banco Central (BC).

A exigência considera as contas de depósito à vista, as contas de depósito de poupança e as contas de pagamento pré-pagas das instituições financeiras. A circular também determina que as instituições ofereçam aos clientes todas as funcionalidades de iniciação e de recebimentos de pagamentos do novo instrumento.

Em fase de testes, o sistema de pagamento instantâneo permitirá a transferência de dinheiro em apenas 10 segundos e funcionará 24 horas por dia. A ferramenta será usada tanto por bancos tradicionais de varejo, como por novos tipos de instituições de pagamentos, como fintechs, tipo de instituição que trabalha com contas e com carteiras digitais. Conforme o BC, o novo sistema reduzirá custos e aumentará a concorrência, por ser aberto a qualquer instituição.

Atualmente, as duas modalidades mais usadas de transferência entre instituições diferentes, a Transferência Eletrônica Disponível (TED) e o Documento de Ordem de Crédito (DOC), têm restrições de horário e levam de 30 minutos a duas horas para serem concluídas. Mesmo o pagamento com cartão de débito não gera crédito na conta do lojista ao mesmo tempo.

O Banco Central também anunciou ter fechado acordo de cooperação técnica com o Tesouro Nacional para que os cidadãos brasileiros usem os pagamentos instantâneos para fazerem seus recolhimentos ao governo federal. Segundo o Banco Central, a quitação das obrigações com a União se dará de maneira mais simples e rápida, melhorando a experiência atual.

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Economia

Venda de combustíveis no Brasil cresce 2,89% em 2019

Dados foram apresentados pela ANP

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

Em 2019, 140 bilhões de litros de combustíveis foram vendidos no mercado brasileiro. O volume representa um aumento de 2,89% na comparação com 2018, quando foram comercializados 136 bilhões de litros. Os dados foram apresentados no Seminário de Avaliação do Mercado de Combustíveis realizado hoje (18), no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O maior aumento proporcional ocorreu no comércio de etanol hidratado, que subiu 16,2% em 2019. “O crescimento foi motivado, em grande parte, pelo ganho de competitividade em relação à gasolina C”, pontua a ANP em nota.

A gasolina C é aquela com adição de etanol anidro vendida aos postos revendedores e em seguida ao consumidor final. Sua comercialização teve, no ano passado, retração de 0,56% na comparação com 2018. O etanol anidro (misturado à gasolina) também teve essa ligeira queda de desempenho. A redução das vendas foi igualmente de 0,56%.

De outro lado, houve crescimento de óleo diesel B (2,97%) e biodiesel (8,61%). Nesse segundo caso, o aumento já era esperado. Em setembro do ano passado, a ANP aprovou um aumento do percentual de adição de biodiesel ao óleo diesel.

Segundo o diretor da ANP, Felipe Kury, a expectativa é que a tendência de crescimento se mantenha em 2020 e acompanhe a economia do país. “Se a economia crescer a 2 ou 3%, você terá o reflexo disso na venda de derivadas. Não tenho dúvidas disso. A principal preocupação são os gargalos de infraestrutura. Não é tanto a oferta de produto. Será que a infraestrutura logística suporta um crescimento de 2 a 3%? Será que portos, ferrovias, rodovias estão preparados para escoar a produção? Essa é uma questão importante, mas acho que o governo está tratando disso com bastante afinco e dedicação”, disse.

Outros produtos
Os dados da ANP também revelaram uma queda na comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 0,3%. Também houve redução, de 2,57%, nas vendas de querosene de avião. A ANP avalia que a suspensão das operações da Avianca no Brasil impactaram nos negócios.

O óleo combustível também sofreu queda, de 18,25%. “Saiu de 2,312 bilhões de litros para 1,890 bilhões de litros em função da continuidade do processo de substituição tecnológica por combustíveis mais limpos”, diz a ANP.

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Economia

Programa Brasil Mais pretende atender 200 mil empresas até 2022

Reporter Cidades

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© José Paulo Lacerda/CNI/Direitos reservados

Concebido como um programa para melhorar a gestão e a produção das micro e das pequenas empresas, o Brasil Mais pretende atender 200 mil empregadores até 2022, informou o Ministério da Economia. O decreto de criação do programa foi assinado hoje (18) pelo presidente Jair Bolsonaro.

O programa usará metodologias e ferramentas de baixo custo para melhorar a capacidade de gestão e de produção, reduzir desperdício e aprimorar processos, em um cenário de transformação digital. Os setores beneficiados serão a indústria, o comércio e os serviços.

Para participar do programa, as empresas devem se cadastrar no portal Brasil Mais e responder a uma avaliação do grau de maturidade, de produtividade e de gestão. Depois dessa etapa, a companhia será encaminhada para o atendimento assistido do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no caso das indústrias, ou para o Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para as empresas dos demais setores que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.

Segundo o Ministério da Economia, o programa se baseia em experiências internacionais e em iniciativas de impacto para melhorar a produtividade das empresas. Coordenado pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade da pasta, o Brasil Mais será gerido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e executado pelo Senai e pelo Sebrae.

Atendimento

O Senai atenderá indústrias de 11 a 499 funcionários. Fará a capacitação profissional, promovendo o aprendizado coletivo em grupos de seis a oito empresas, e conduzirá consultorias especializadas em práticas e tecnologias que potencializem os resultados da produção, com base nas metodologias de manufatura enxuta. Ao todo, 1,3 mil consultores atuarão em todo o país, além de professores e tutores dos cursos de capacitação, online e presenciais e equipes de suporte.

O Sebrae oferecerá orientação técnica e consultorias individuais, para que os micro e pequenos empresários aperfeiçoem habilidades e práticas gerenciais. Após um diagnóstico aprofundado da gestão da firma, será desenhado um plano de ação personalizado, com medidas de gestão e inovação. O órgão disponibilizará 1,1 mil Agentes Locais de Inovação (ALI) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para acompanhar as empresas individualmente e centenas de consultores para atendimentos especializados.

O programa terá três etapas. A primeira será a otimização, que busca reduzir desperdícios, aumentar e produtividade e estabelecer metas e indicadores para as empresas. Batizada de transformação digital, a segunda etapa estimulará o uso de tecnologias digitais para aperfeiçoar a produção e a gestão. As empresas com maturidade avançada passarão para a terceira fase, a acelerar a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 por meio de projetos pilotos. Caso a tecnologia seja bem sucedida, o método será estendido a outras empresas.

Repercussões

Em nota, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, destacou que o aumento da produtividade brasileira passa pelas micro e pequenas empresas, que concentram 99% dos negócios do país. “Acreditamos que o Brasil Mais será a porta de entrada para disseminar melhorias gerenciais e inovações tecnológicas de modo a aumentar a participação dos pequenos negócios no Produto Interno Bruto (PIB), de 27% para 40% na próxima década”, ressaltou.

Em comunicado, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, informou que o programa ajudará a tornar as empresas brasileiras mais competitivas. “Acreditamos que o programa estimulará o aumento dos investimentos necessários à tão desejada retomada do desenvolvimento econômico e social do país, viabilizando a geração de mais e melhores empregos para os brasileiros”, declarou.

EBC

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