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Ensino

Reabertura das escolas durante pandemia é tema complexo

Pável Bauken

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Retorno de alunos para escola gera controvérsias ao redor do mundo | Foto: Philippe Lopez / AFP / CP


Paralisado pela pandemia da Covid-19, o planeta esboça um retorno tímido à normalidade que depende muito do que acontece com as escolas – um assunto muito delicado, especialmente na Europa.

As escolas devem permanecer fechadas, dificultando assim a retomada do trabalho pelos pais? Ou serem reabertas, mesmo que alguns temam que não haja garantias de saúde?

Os defensores da reabertura citam estudos, segundo os quais as crianças são menos afetadas, mas sem convencer aqueles que se opõem e temem que as considerações econômicas prevaleçam sobre a saúde.

Na Itália, o Instituto Superior de Saúde considerou que a reabertura das escolas “reativaria” imediatamente a pandemia. Assim, a Itália decidiu que não haverá aulas antes de setembro. Esta mesma decisão foi adotada por Bulgária, Irlanda, Espanha e Tunísia.

Nos Estados Unidos, o prefeito de Nova Iorque, cidade duramente afetada pelo vírus SARS-CoV2, encerrou o ano letivo, sem tomar qualquer decisão para setembro, e apesar das declarações do presidente Donald Trump a favor da reabertura.

Na direção oposta, outras crianças europeias voltaram às aulas na Dinamarca, Noruega, Islândia e Áustria, entre outros países. A reabertura costuma ser progressiva, com classes reduzidas, de acordo com a idade e sem caráter obrigatório.

A partir de segunda-feira, a Croácia vai admitir as crianças mais novas, cujos dois pais trabalham e que não sofrem de doenças crônicas. França e Alemanha também iniciam na segunda-feira um processo de desconfinamento escolar, que nem sempre convence pais, ou professores.

Sylvie, professora do ensino fundamental no sudeste da França, diz que os “gestos de barreira” para os menores são “impossíveis”, assim como é para eles manterem distância social, ou impedir que compartilhem brinquedos.

A mesma preocupação ocorre em outros países, como Portugal. Nesse país, os membros da Federação de Pais de Estudantes (CNIPE) temem que seus filhos sejam tratados como “cobaias” para “provar a imunidade coletiva”.

“Meu filho não é uma cobaia” é o slogan de uma página no Facebook na Dinamarca, que tem 40 mil membros. Mais de três semanas após a reabertura oficial de escolas e jardins de infância, porém, a grande maioria das crianças dinamarquesas frequenta as aulas e segue escrupulosamente o protocolo sanitário.

“Prioridade social”

Quando a epidemia estava mais forte, 87% dos estudantes em todo mundo – do jardim de infância à universidade – ficaram sem poder frequentar os estabelecimentos de ensino. Isso afetou mais de 1,5 bilhão de jovens e crianças em 195 países. Esse número caiu para 1,2 bilhão em 7 de maio, em 177 países.

“A decisão de saber quando e como reabrir (as escolas) está longe de ser fácil”, admitiu a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Audrey Azoulay, há alguns dias. Mas “isso deve ser uma prioridade”, porque “há muitos estudantes que ficam para trás no aprendizado”, acrescentou.

Desde o início, a Unesco se preocupa com a enorme interrupção da educação e teme consequências para as crianças mais desfavorecidas, com um ambiente familiar instável e sem meios tecnológicos que permitam o ensino a distância.

Essa preocupação é compartilhada por outras agências da ONU, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que aponta os riscos da desescolarização definitiva, com suas devastadoras consequências a longo prazo: aumento das desigualdades, violência, desemprego, ou casamentos prematuros.

Mesmo nas sociedades ricas, o fechamento das escolas teve consequências sociais, privando crianças das famílias mais precárias do almoço escolar. Isso foi evitado na Finlândia, onde os estabelecimentos fechados continuaram a distribuir refeições ao meio-dia para os estudantes.

O argumento foi adotado pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, que mencionou, na última segunda-feira, “uma prioridade social e republicana”, embora “a vida econômica deva retomar rápida e imperativamente”.

Como prevenir o contágio do novo coronavírus 

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, há pelo menos cinco medidas que ajudam na prevenção do contágio do novo coronavírus:

• lavar as mãos com água e sabão ou então usar álcool gel.

• cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.

• evitar aglomerações se estiver doente.

• manter os ambientes bem ventilados.

• não compartilhar objetos pessoais

Correio do Povo
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Ensino

Vestibular de Verão 2021 acontece nesta sexta e sábado

Pável Bauken

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As provas presenciais do Vestibular de Verão da FEMA acontecem nos dias 04 e 05 de dezembro, na Unidade III. Há vagas para os Cursos Superiores em Administração, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Gestão de Recursos Humanos e Gestão da Tecnologia da Informação.

Quem optou pela prova de redação online receberá o link www.fema.com.br/processoseletivo/prova no comprovante de inscrição e no e-mail. O link vai permitir o acesso ao ambiente da redação que deverá ser feito com o preenchimento do nome e do CPF. O link, quando acessado, ficará aberto por duas horas para concluir a redação. Esgotado o período, o ambiente será fechado e a prova será considerada concluída. A prova de redação, tanto online como presencial, será do tipo NARRATIVA.

Vale destacar que as inscrições podem ser feitas até sexta-feira, dia 04 de dezembro no site www.fema.com.br.

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Destaque

Unijuí aplica prova do Vestibular de Verão no domingo

Pela primeira vez, processo seletivo de Verão será online

Pável Bauken

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Com o encerramento das inscrições na última segunda-feira, a Unijuí agora prepara-se para a aplicação da prova do Vestibular de Verão neste domingo, dia 6 de dezembro. Pela primeira vez, o processo seletivo será online, em razão da pandemia de covid-19. Os candidatos terão das 8h às 14h para desenvolver uma redação, a partir de um tema que será sorteado.

“Teremos um banco de temas para a redação. A nossa sugestão é que, até o dia da prova, os candidatos confiram quais são as principais notícias do momento”, explicou a vice-reitora de Graduação, Fabiana Fachinetto, destacando, ainda, a procura positiva pelos cursos da Instituição. Medicina Veterinária, Agronomia e Direito foram os cursos que apresentaram o maior número de inscritos.

E não foi apenas o processo seletivo que acabou repaginado neste ano. Por meio da Graduação Mais, a Unijuí é pioneira, na região, na reformulação dos projetos dos cursos, levando a comunidade para dentro da Universidade, a partir de práticas que serão desenvolvidas desde o primeiro semestre pelos estudantes. “A partir do próximo ano, os acadêmicos terão disciplinas que possibilitarão a vivência da prática profissional, juntamente com os conhecimentos teóricos. Acreditamos muito nessa reinvenção. Também estamos levando, para dentro dos cursos, disciplinas relacionadas ao mercado profissional, que envolvem iniciativas ligadas ao empreendedorismo, à oratória, ao conhecimento de marketing, entre várias outras”, reforçou a vice-reitora.

Outra novidade é que, com a reformulação dos projetos, o preço dos cursos reduziu em aproximadamente 15 e 20%. “Passamos por um momento de crise e entendemos a importância da educação para podermos superá-la. Por isso, além dessa reinvenção pedagógica e redução dos preços, todos os acadêmicos ingressantes em 2021 poderão ter acesso ao CrediUnijuí, que é um financiamento próprio da instituição. Por meio dele, possibilitamos que o estudante pague o seu curso no dobro do tempo, sem ter atrelada uma taxa de juros mensal. O único reajuste que ocorrerá é o reajuste anual da mensalidade”, destacou Fachinetto.

Até o dia 6 de dezembro, as inscrições seguem abertas para o Vestibular de Medicina, cuja prova será aplicada no dia 13 de dezembro, de forma presencial – seguindo todos os protocolos de segurança e distanciamento.

Informações sobre os dois processos seletivos estão disponíveis em www.unijui.edu.br/vestibular.

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Ensino

Egresso da Unijuí recebe homenagem e reforça nome de prêmio nacional

Jean Rodrigo Ferri, ex-aluno do curso de Informática da Unijuí, foi homenageado pela Associação Python Brasil

Pável Bauken

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Um egresso do curso de Informática da Unijuí (atualmente denominado como Ciência da Computação) recebeu uma importante homenagem em âmbito nacional. Jean Rodrigo Ferri, ex-servidor do Senado Federal, reforçará o nome do Prêmio Dorneles Tremeá – criado em 2011 pela Associação Python Brasil para homenagear aqueles profissionais que se dedicaram a ensinar e a compartilhar a linguagem de programação. O prêmio passará a se chamar Dorneles Tremeá & Jean Ferri, marcando a trajetória e empenho do jovem que, em 29 de junho de 2017, perdeu a luta contra o câncer, aos 41 anos.

“O Jean foi um excelente aluno e sempre se destacou dentro da Universidade. Foi uma pessoa que, já na graduação, se envolveu na pesquisa e, dentro da comunidade, teve seu trabalho reconhecido”, destacou o coordenador do curso de Ciência da Computação da Unijuí, professor Edson Luiz Padoin.

Jean ingressou na Unijuí em 1996, no então curso de Informática, mesmo ano em que a sua futura esposa, Rafahela Bazzanella. Eles se conheceram durante a graduação, mas a conclusão dos cursos aconteceu em anos distintos: ela se formou em 2000, ele em 2003.

Jean começou a trabalhar no Interlegis em 2004, na equipe de gestão tecnológica e desenvolvimento de sistemas para as casas legislativas. Foram 13 anos de dedicação e empenho até a data de seu falecimento. Entusiasta da missão do Interlegis, de modernizar e integrar as Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas, ele foi um dos idealizadores do domínio do Legislativo na internet (.leg.br). O servidor também teve participação efetiva na gestão e no desenvolvimento da maioria dos produtos ofertados pelo Interlegis e foi líder na criação do Portal Modelo.

Gaúcho de Santa Bárbara do Sul, Jean criou o primeiro site sobre Zope e Plone em português, o TcheZope.org, e foi responsável pelo desenvolvimento do PloneGov.Br. Além disso, realizou palestras em dezenas de eventos na América do Sul sobre o sistema de gerenciamento de conteúdo Plone, utilizado por todo o Governo, Senado Federal e Câmara dos Deputados.

“Para nós, enquanto Universidade e enquanto curso, foi uma grande honra ter um egresso se destacando em nível nacional. Isso dá visibilidade para o curso e mostra aos atuais alunos possibilidades de atuação. No entanto, lamentamos profundamente que uma doença tenha interrompido a sua vida”, reforçou o professor Padoin.

Rafahela Bazzanella, viúva de Jean Ferri e egressa da Unijuí, também é membro da comunidade Python Brasil e servidora do Interlegis. Eles se transferiram para Brasília em 2004, a convite do então diretor-executivo do Interlegis, Paulo Fernandes.

Sobre o Prêmio

Criada em 2011, a premiação é uma oportunidade para a comunidade Python homenagear, anualmente, as pessoas que mais se destacaram e contribuíram para manter vivo o espírito de colaboração, empreendedorismo e entrega à comunidade. Dorneles Tremeá, que também dá nome ao prêmio, foi fundador da Debian-RS, da Associação Python Brasil, membro e palestrante da Plone Foundation e Big Kahuna da PythonBrasil. Era o presidente da Associação Python Brasil, quando faleceu em um acidente de carro, em 10 de fevereiro de 2011, aos 31 anos.

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