R$ 56 bi em financiamentos para estados e municípios
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Economia

R$ 56 bi em financiamentos para estados e municípios

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Operações de crédito em 2023 superam a soma dos quatro anos anteriores

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (12), do anúncio de financiamento dos bancos públicos para investimentos nos estados. Em 2023, foram destinados R$ 32 bilhões para 16 estados e R$ 24 bilhões para 805 municípios de 25 estados.

De acordo com o governo, essas operações de crédito superaram em cerca de R$ 56 bilhões a soma do que foi investido pelos bancos nos quatro anos anteriores. O balanço é de contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com R$ 22 bilhões, da Caixa Econômica Federal, com R$ 15 bilhões, e do Banco do Brasil (BB), com R$ 19 bilhões.

Para Lula, a decisão de realizar empréstimos também é política. “Tem [empréstimo] porque eu sou o presidente e decidi que o BNDES é parte preponderante no investimento do desenvolvimento deste país, é parte preponderante na execução do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. O Banco do Brasil é preponderante, a Caixa Econômica, o BNB [Banco do Nordeste] e o Basa [Banco da Amazônia]. É para isso que existem bancos públicos, é para fazer aquilo que muitas vezes a iniciativa privada não quer fazer”, afirmou.

“A orientação é essa. Prefeito não é bandido, governador não é bandido. Se ele tiver as contas em dia, ele tem direito, sim, de ir ao banco e pedir um financiamento, e o banco financiar. No Nordeste, o BNB não financiava mais prefeitos, nem Estado. Ou seja, não sei então para que serve um banco se, quando o Estado, que está em condição de pagar, pede um dinheiro, ele não dá. Para que serve? Então, eu acho que isso é uma coisa muito sagrada e tem muito a ver com o presidente, tem muito a ver com a disposição”, acrescentou.

Desde o início do terceiro mandato, Lula vem defendendo a retomada do protagonismo dos bancos públicos na oferta de crédito para a população, no financiamento de obras para estados e municípios e na indução do desenvolvimento do país.

Hoje, o presidente também destacou a importância do federalismo e do diálogo entres os governantes, independente de posicionamento partidário. “Eu nunca compreendi como é que era possível você querer governar sem conversar com aqueles que, junto com você, têm a responsabilidade de dirigir este país”, disse. “Eu não quero saber de que partido é o Tarcísio [Freitas, governador de São Paulo], não quero saber de que partido é o Helder [Barbalho, governador do Pará], eu quero saber o seguinte: eles são governadores eleitos, com o mesmo povo que votou em mim. Os prefeitos, idem. Então, nós vamos tratar todo mundo com muita cidadania, com muito respeito”, acrescentou.

Aprovação de crédito

Neste ano, a área de saneamento recebeu R$ 15 bilhões em investimento dos bancos públicos, seguida por mobilidade, com R$ 13,2 bilhões; infraestrutura urbana, com R$ 10,1 bilhões; multieixos, que inclui transportes, infraestrutura urbana e social, com R$ 5,5 bilhões; e transportes, com R$ 3,9 bilhões.

Durante a cerimônia, o presidente Lula entregou cartas de aprovação para concessão de financiamento do BNDES a governadores, entre os quais, Fábio Mitidieri, de Sergipe, que recebeu R$ 180 milhões para equipamentos culturais e apoio à economia criativa de base comunitária, e Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul, que fechou contrato de R$ 2,3 bilhões para pavimentação e restauração de rodovias estaduais.

Para o governador do Pará, Helder Barbalho, foi liberado o valor de R$ 3 bilhões, que serão destinados à melhoria da infraestrutura urbana da capital, Belém. O contrato ocorre no âmbito da preparação da capital paraense para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), em 2025.

Já o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, recebeu o “maior cheque” na cerimônia de hoje, no valor de R$ 10 bilhões para investimentos em mobilidade urbana, como o projeto de extensão da Linha 2 do Metrô e a construção da linha férrea entre São Paulo e Campinas.

“São projetos que vão gerar compra de material de construção, vão movimentar o comércio, vão movimentar a indústria, vão gerar emprego. São mestres de obra, são carpinteiros, são armadores que terão a oportunidade de trabalhar”, disse Freitas, explicando que o leilão do projeto do trem intercidades está marcado para fevereiro do ano que vem. Segundo o governador, para 2025, o governo do estado já está estruturando o trem Sorocaba São Paulo.

Capacidade de pagamento

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, explicou que boa parte dos investimentos dos bancos é destinada a obras e ações contidas no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); e uma das estratégias do programa é financiar estados e municípios dentro das suas limitações de capacidade de empréstimo. Segundo Costa, o financiamento ao estado de São Paulo simboliza essa estratégia.

“Portanto, o governo federal dá as mãos a São Paulo para melhorar a mobilidade urbana, reduzir os custos das pessoas, melhorar a qualidade de vida. E essas duas obras estão no PAC”, disse o ministro, ressaltando que todos os governadores, independentemente de posicionamento político, estão tendo acesso aos recursos.

Para Rui Costa, a despeito do aumento de investimentos, o governo segue respeitando o equilíbrio fiscal e financeiro das contas públicas. “Isso não é antagônico ao investimento, ao desenvolvimento, à geração de emprego e à melhoria das condições de vida da população”, disse.

“Estamos colocando em prática todas as ferramentas para voltar à construção de escolas, parte desses empréstimos, à construção de hospitais, de unidades de saúde, de estradas, de infraestrutura. Infraestrutura que não é gastar dinheiro, é reduzir o chamado custo Brasil, é reduzir os custos e tornar as nossas cidades, os nossos estados, além de lugares melhores para a população viver, mais competitivos, o que vai implicar redução de tarifa, de transporte de carga e do tempo de deslocamento das pessoas”, acrescentou o ministro.

 

Fonte: Agencia Brasil

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Destaque

Mais de 450mil pessoas que planejavam viajar para o RS estão sem passagem garantida devido fechamento do aeroporto Salgado Filho

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Enquanto continuam as análises e testes para avaliar a extensão dos danos no Aeroporto Salgado Filho, o Rio Grande do Sul se encontra isolado, mesmo com a implementação de uma malha aérea emergencial desde o dia 10 de maio, após a enchente. A expectativa de resolução do impasse financeiro entre o governo e a concessionária Fraport, que poderia agilizar as obras necessárias para a retomada das operações em Porto Alegre, está sendo alimentada por uma reunião marcada para esta terça-feira (18).

Um relatório da Secretaria Estadual do Turismo (Setur) lança luz sobre a gravidade da situação. Entre 3 de maio, quando ocorreu o alagamento e a interrupção das operações no Salgado Filho, e 30 de novembro, estavam programados 18,5 mil voos, com capacidade para 3 milhões de assentos. Além disso, o estudo aponta que 451 mil pessoas que planejavam viajar para o Estado estão sem passagem garantida. De janeiro a abril, o Estado mantinha conexões com sete países, em 657 voos semanais operados por sete companhias aéreas, totalizando mais de 1,7 milhão de assentos programados.

Comparado a esse desempenho, houve um crescimento de 15% na capacidade de assentos internacionais. No entanto, com o fechamento do Salgado Filho, os voos semanais previstos para junho caíram drasticamente de 444 mil assentos, em 2023, para pouco mais de 70 mil em 2024 – uma redução de 84% na oferta, impactando significativamente as companhias aéreas e o setor turístico do Estado.

Realocação de Assentos

Segundo o material da Setur, entre 20 de maio e 30 de junho, a realocação de capacidade de assentos para outros aeroportos da região Sul será distribuída da seguinte forma:

  • Canoas: 25,6 mil assentos
  • Florianópolis: 33,7 mil novos assentos
  • Caxias do Sul: 8 mil assentos
  • Passo Fundo: 4 mil assentos
  • Jaguaruna (próximo a Criciúma, em SC): 2 mil assentos

Absorção da Demanda

Atualmente, a malha emergencial oferece uma média semanal de 116 voos em sete aeroportos gaúchos e dois de Santa Catarina. A autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deverá aumentar essa oferta para 151 voos semanais nos próximos dias. Mesmo assim, isso representa apenas 65% da média de operações do Salgado Filho antes do fechamento, que era de 180 voos diários, conforme o Anuário 2023 do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Impacto no Turismo

Antes da enchente, cerca de 60% dos hóspedes em Porto Alegre chegavam via aérea, índice que sobe para 70% na Serra, de acordo com dados do Sindicato de Hospedagem e Alimentação (Sindha). Sem o aeroporto funcionando normalmente, a previsão é de uma queda significativa na ocupação hoteleira. Além disso, 37 hotéis foram forçados a fechar devido às inundações, e mais de 20 ainda não têm previsão de reabertura.

A situação crítica do transporte aéreo no Rio Grande do Sul ressalta a necessidade urgente de uma solução financeira e operacional para o aeroporto Salgado Filho, visando restabelecer a normalidade e minimizar os impactos no turismo e na economia local.

Fonte: GZH

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Economia

Dólar abre em alta e retorna ao patamar acima de R$ 5,40

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Foto: Divulgação
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O dólar iniciou em alta nesta segunda-feira (17), ultrapassando novamente a marca de R$ 5,40, em meio à expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que decidirá sobre a taxa Selic, a taxa básica de juros.

O mercado financeiro projeta que o Copom manterá a Selic inalterada em 10,50% ao ano, devido à alta inflação no Brasil e aos juros elevados nos Estados Unidos. Confira abaixo o panorama dos mercados:

Dólar Às 09h40, o dólar subia 0,46%, sendo negociado a R$ 5,4069. Durante o dia, chegou a atingir R$ 5,4117. Veja outras cotações.

Na sexta-feira passada, a moeda americana registrou alta de 0,28%, fechando a R$ 5,3819.

Com isso, acumulou os seguintes aumentos:

  • 0,80% na semana;
  • 2,24% no mês;
  • 10,60% no ano.

    Fonte: G1

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Economia

Consumo de energia no Brasil deve crescer 4,2% em junho em comparação anual, aponta ONS

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Foto: Divulgação
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O consumo de energia no Brasil deve alcançar 74.399 megawatts médios (MWmed) em junho, de acordo com o relatório mais recente do Programa Mensal da Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esse valor é 4,2% maior em comparação com o mesmo mês de 2023.

No Sudeste/Centro-Oeste, responsável por mais da metade da carga de energia do país, a projeção é de 41.648 MWmed, representando um aumento de 3,8% em relação a junho do ano passado. Para o Sul, a previsão é de 12.575 MWmed, um crescimento anual de 3,1%. No Nordeste, a estimativa é de 12.451 MWmed, um aumento de 4,3%. No Norte, a perspectiva é de uma carga de 7.725 MWmed, um crescimento de 8,8%.

Em termos de geração de energia, o ONS estima que a Energia Natural Afluente (ENA) no Sul, é de que alcance 110% da média, com os níveis de água nos reservatórios chegando a 81,1% ao final do período.

Diante deste cenário, o Custo Marginal da Operação (CMO) para a semana de 15 a 21 de junho foi fixado em R$ 18,01 por megawatt-hora (MWh). O CMO representa o custo para produzir 1 MWh para atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Fonte: CNN Brasil

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