Puxado pela agropecuária, PIB gaúcho cresce 4,1% no primeiro trimestre de 2024
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Puxado pela agropecuária, PIB gaúcho cresce 4,1% no primeiro trimestre de 2024

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Após enfrentar estiagens severas em 2022 e 2023 seguidas por excesso de chuvas no ano passado, a agropecuária recuperou seu papel crucial na economia do Rio Grande do Sul no primeiro trimestre de 2024.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado no período, antes das inundações que afetaram o território gaúcho, registrou um crescimento de 4,1% em comparação com o último trimestre de 2023.

Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço significativo no setor agropecuário, que expandiu 59,1%. Na mesma base de comparação, a indústria cresceu 0,5% e os serviços 1,2%. Em contrapartida, no Brasil, o PIB do primeiro trimestre teve um aumento de 0,8%, com crescimento de 11,3% na agropecuária e 1,4% nos serviços, enquanto a indústria registrou uma leve queda de 0,1%.

Os dados foram divulgados pelo DEE/SPGG (Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão), nesta terça-feira (25). O documento foi apresentado pelo pesquisador Martinho Lazzari, com a presença do secretário adjunto da SPGG, Bruno Silveira, da subsecretária de Planejamento, Carolina Scarparo, e do diretor do DEE, Pedro Zuanazzi.

Na indústria, todas as quatro atividades que compõem o setor apresentaram crescimento, com destaque para a indústria de transformação, a principal do segmento, que registrou uma expansão de 0,1%. A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana cresceu 0,4%, a construção 0,2% e a indústria extrativa 1,5%, esta última de menor representatividade industrial no RS.

No setor de serviços, o comércio se destacou positivamente, com um crescimento de 3,5% no primeiro trimestre de 2024 em comparação com o último trimestre de 2023. As atividades de transportes, armazenagem e correio avançaram 1,5%, e os serviços da informação cresceram 1,3%, enquanto a intermediação financeira e seguros foi a única atividade do setor a apresentar queda, com -1,7%.

Quando comparado ao primeiro trimestre de 2023, a economia gaúcha teve um crescimento de 6,4%, enquanto o Brasil registrou um aumento de 2,5% no mesmo período. “Os números do primeiro trimestre indicam que estávamos no caminho certo. Com os eventos ocorridos em maio, o governo está concentrado em todas as ações para reagir à economia, adotando medidas estruturais que possam nos guiar neste desafio”, avalia Silveira.

Comparação anual

O crescimento nas lavouras de soja (71,2%) e milho (26,4%), ambas afetadas pela estiagem nos últimos anos, impulsionou o aumento da agropecuária no primeiro trimestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre as principais culturas agrícolas do trimestre no Estado, o arroz também teve crescimento na produção (4,3%), enquanto o fumo (-2,6%) e a uva (-22,2%) registraram queda.

Na indústria, o crescimento de 2,6% entre janeiro e março foi especialmente influenciado pela atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que cresceu 40,7%. “A estiagem registrada nos primeiros meses de 2023 limitou a produção de energia hidroelétrica, o que impactou o resultado econômico do setor. As chuvas normais no início deste ano revertendo esse quadro”, explica Lazzari.

A indústria extrativa mineral teve um aumento de 2,1% no período em relação ao ano anterior, enquanto a indústria de transformação, a principal atividade industrial do Estado, teve uma queda de 1%. A construção também registrou uma leve queda de 0,4%.

Entre as 14 atividades monitoradas na indústria de transformação, a redução nos números é explicada principalmente pelo desempenho da fabricação de máquinas e equipamentos (-26,8%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-13,5%) e produtos alimentícios (-4,9%). Entre os aumentos mais expressivos, destacam-se os produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (+93,9%) e produtos do fumo (+19,4%).

“No primeiro trimestre de 2023, a Refinaria Alberto Pasqualini teve sua produção interrompida para manutenção e investimentos. Com a retomada neste ano, a produção voltou aos padrões habituais”, relata Lazzari.

Nos serviços, o crescimento de 3,2% foi impulsionado especialmente pelo comércio (4,7%), outros serviços (5,1%) e serviços de informação (5,1%). Entre as atividades comerciais, os destaques foram as vendas em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (14,1%), comércio de veículos (18,8%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,2%). As maiores quedas foram registradas nas vendas de combustíveis e lubrificantes (-5,2%) e material de construção (-2,5%).

Com os resultados do primeiro trimestre, o PIB acumulado em quatro trimestres no RS apresenta um crescimento de 3%, enquanto no país a alta é de 2,5%.

Fonte: Jornal o Sul

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Rói as unhas? Conheça seis riscos à saúde que esse hábito pode trazer

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Foto: Reprodução
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Manter bons hábitos vai além de uma alimentação equilibrada e exercícios físicos. Também inclui ações que, muitas vezes sem perceber, podem impactar nossa saúde, como o hábito de roer as unhas.

Você é uma daquelas pessoas que roem as unhas? Saiba que não está sozinho! Cerca de 30% da população mundial compartilha essa prática, conhecida como onicofagia. Esse hábito pode afetar pessoas de todas as idades e está frequentemente relacionado ao estresse, à ansiedade e ao nervosismo.

Embora possa parecer um comportamento inofensivo, roer as unhas pode ter consequências sérias para a saúde. Segundo o Instituto Mayo Clinic, as unhas fazem parte da pele e são essenciais para proteger contra a entrada de bactérias e fungos que podem causar infecções.

Especialistas alertam que roer as unhas é prejudicial de várias formas. A dermatologista Lourdes Navarro Campoamor, da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV), enfatiza que “esse hábito não apenas danifica as unhas, mas também pode afetar os dentes, a saúde digestiva, a respiração e até mesmo a mente”.

Dados da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI) mostram que a onicofagia é comum em todas as idades, afetando aproximadamente 30% das crianças, 45% dos adolescentes e 10% dos adultos com mais de 35 anos. Além dos impactos estéticos, estudos, como o realizado pela Universidade de Montreal em 2015, sugerem que a onicofagia pode estar ligada à frustração e ao perfeccionismo.

Aqui estão seis problemas de saúde associados a esse hábito:

  1. Infecções: Roer as unhas pode causar danos aos dedos, facilitando a entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções.
  2. Impacto psicológico: Esse hábito pode ser uma resposta a situações de ansiedade e estresse, perpetuando o desconforto psicológico.
  3. Desenvolvimento de transtornos psicológicos: A onicofagia pode estar associada a transtornos de ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), sendo recomendável buscar a orientação de um profissional.
  4. Problemas digestivos: Ao roer as unhas, você pode ingerir bactérias, fungos e impurezas que afetam a saúde digestiva.
  5. Problemas dentários: Roer as unhas pode danificar os dentes, desgastar o esmalte e alterar sua posição.
  6. Problemas respiratórios: As bactérias presentes nas unhas podem alcançar o sistema respiratório, aumentando o risco de infecções como amigdalite e faringite.

Reconhecer e entender esses riscos pode ser o primeiro passo para mudar esse hábito e proteger sua saúde.

Fonte: Jornal o Sul

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“Se você não é atleta e tem uma boa alimentação, não precisa tomar suplemento”, diz médico especialista em nutrição e esporte

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Foto: Freepik
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O uso de suplementos alimentares, como whey protein, creatina e vitaminas, está crescendo no Brasil. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) revelou que pelo menos uma pessoa em 59% das famílias brasileiras inclui esses produtos na dieta, com um aumento de 10% no consumo desde 2015.

No entanto, muitas pessoas utilizam suplementos por conta própria e têm dúvidas sobre sua utilização. Em entrevista ao jornal O Globo, o médico nutrólogo e especialista em esportes, Eduardo Rauen, fundador da Liti e diretor técnico do Instituto Rauen, discute os benefícios e riscos do uso de suplementos e desmistifica algumas ideias errôneas sobre nutrição que circulam nas redes sociais.

— Quem realmente precisa de suplementos? “Suplementos são usados para complementar algo que a alimentação não fornece. Atletas frequentemente necessitam de suplementação porque não conseguem ingerir todos os nutrientes necessários apenas com a dieta. No entanto, se você não é atleta e tem uma alimentação balanceada com proteínas, carboidratos, minerais e vitaminas adequados, não precisa de suplementos. Existem exceções para pessoas com condições de saúde como a doença celíaca, que dificultam a absorção de nutrientes, ou para aqueles com dietas restritivas, como veganos ou vegetarianos, que podem precisar de suplementação de proteína ou whey protein. É fundamental procurar orientação profissional ao cortar grupos alimentares para evitar deficiências nutricionais.”

— Muitos idosos estão usando whey protein. Isso é apropriado? “Idosos podem precisar de suplementação devido à diminuição da absorção de proteínas com a idade e à necessidade de consumir mais proteínas. Na prática, no entanto, muitos idosos acabam consumindo menos proteína, em parte devido à deterioração dentária e ao custo elevado dos alimentos proteicos. O whey protein é uma excelente opção para ajudar a atender às necessidades de proteína nessa faixa etária. A creatina também pode ser benéfica, pois melhora a cognição, a força e o volume muscular, desde que não haja contraindicações.”

— Crianças e adolescentes podem tomar suplementos? “Embora o uso de suplementos entre jovens esteja crescendo, é recomendável esperar até pelo menos os 16 anos, pois não há estudos suficientes sobre os efeitos a longo prazo. As sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira e Americana de Medicina do Exercício e do Esporte, recomendam o uso de whey protein e creatina após os 18 anos. Exceções podem ser feitas para jovens atletas que estão sob a supervisão de um nutrólogo, médico do esporte ou nutricionista e têm uma alta demanda nutricional.”

— Muitas pessoas tomam suplementos sem orientação. É necessário consultar um especialista ou existem suplementos que podem ser usados sem supervisão? “Há uma tendência de consumir vitaminas sem necessidade específica. Por exemplo, o excesso de vitamina E pode aumentar o risco de morte cerebral, a vitamina A em excesso pode elevar o risco de fraturas e a vitamina C pode aumentar a incidência de cálculos renais. A suplementação deve ser acompanhada por um profissional de saúde, que avaliará a necessidade real e os possíveis riscos. Suplementos como whey protein, embora benéficos, devem ser usados com orientação para evitar riscos desnecessários. É essencial consultar um médico nutrólogo, médico do esporte, endocrinologista ou nutricionista para avaliar as necessidades individuais e evitar problemas associados ao uso inadequado de suplementos.”

Fonte: Jornal o Sul

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Cientistas descobrem caverna na Lua que pode servir de abrigo para humanos

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Foto: Nasa/GSFC/Arizona State University
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Há mais de 50 anos, astrônomos especulam sobre a existência de cavernas na Lua, mas até agora não havia evidências concretas para confirmar essas formações rochosas. Recentemente, um novo estudo revelou a localização de uma caverna lunar e sugere que ela poderia se tornar um abrigo ideal para futuras explorações humanas.

A descoberta foi feita pelos pesquisadores Lorenzo Bruzzone e Leonardo Carrer, da Universidade de Trento, na Itália. Eles identificaram o local após analisar dados da missão Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA. O artigo detalhando a descoberta foi publicado na revista Nature Astronomy em 15 de julho.

Em 2010, a NASA usou o Miniature Radio-Frequency (Mini-RF) para fotografar possíveis entradas de cavernas, mas as imagens da época não foram suficientes para confirmar sua existência. No entanto, as tecnologias mais recentes permitiram novos insights sobre essas formações.

O novo estudo foca em uma abertura na planície rochosa Mare Tranquillitatis, onde a missão Apollo 11 pousou em 1969. As imagens detalhadas de 2022, obtidas com o LROC (Câmera de Reconhecimento do Orbitador Lunar), mostraram características que agora foram confirmadas como uma caverna.

“Reanalisamos os dados da missão Lunar Reconnaissance Orbiter usando técnicas avançadas de processamento de sinais que desenvolvemos recentemente. Descobrimos que certos padrões de sinais são melhor explicados pela presença de uma caverna subterrânea no local”, afirmou Bruzzone. “Isso representa a primeira evidência direta de um ‘tubo acessível’ sob a superfície lunar.”

Usando os registros do Mini-RF, os pesquisadores criaram um modelo da estrutura, que inclui uma claraboia na superfície e paredes verticais com um piso inclinado que pode se estender para o subsolo. Acredita-se que a caverna se formou há milhões ou bilhões de anos, durante a atividade vulcânica da Lua.

Formações semelhantes na Terra são as cavernas vulcânicas de Lanzarote, na Espanha.

Embora a caverna lunar ainda não tenha sido totalmente explorada, Bruzzone e Carrer esperam que futuras investigações com radares de penetração no solo, câmeras e robôs possam oferecer um mapeamento mais detalhado.

O estudo tem implicações significativas para missões lunares, pois o ambiente da Lua é extremamente hostil à vida humana, com temperaturas que variam de 127°C (no lado visível) a -173°C (no lado escuro), além de frequentes quedas de meteoritos e altos níveis de radiação cósmica.

Encontrar locais seguros para construir infraestrutura lunar é crucial para suportar a exploração humana, e cavernas como a descoberta oferecem uma solução promissora.

“Assim como a vida na Terra começou nas cavernas, faz sentido que os humanos iniciem a ocupação lunar vivendo dentro delas também”, comentou Carrer à BBC.

Além de sua utilidade para futuras missões, a caverna lunar pode oferecer insights sobre a história da Lua e do Sistema Solar, já que as rochas subterrâneas podem conter informações geológicas preservadas por bilhões de anos.

Fonte: Jornal o Sul

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