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Medicina & Saúde

Psicólogos podem atender de forma online durante isolamento social

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© Marcello Casal JrAgência Brasil


Os atendimentos por psicólogos podem ser feitos a distância em momentos como o isolamento social devido à pandemia de covid-19, por meio de ferramentas online. Pacientes que já estavam em tratamento e, mesmo quem quiser iniciar um acompanhamento psicológico, podem ser atendidos remotamente. As ferramentas a serem utilizadas variam entre os profissionais da área.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) inclui a realização de psicoterapia online desde 2018, com a exigência de que o profissional faça um cadastro na plataforma e-Psi, o que possibilita a fiscalização dos trabalhos.

“O cadastro permite que o conselho saiba quem são os psicólogos que estão oferecendo essa modalidade de atendimento, além de outras coisas que considera importantes. Eles precisam informar ao conselho que tipo de precaução e segurança vão tomar para prestar o serviço, para fazer esses atendimentos, considerando que independentemente de o serviço ser presencial ou remoto, o psicólogo está submetido ao mesmo regulamento ético”, disse a presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes.

Ela acrescentou que o profissional precisa garantir a questão do sigilo, da proteção e da confidencialidade das informações referentes ao atendimento, assim como deve ocorrer na sessão presencial. “Existem esses regramentos e o psicólogo, mesmo nessa situação de pandemia, nessa situação de crise, precisa observar a resolução que regulamenta o atendimento online e todo atendimento tem que ser pautado na ética e nas normas da profissão. Isso não muda em função da situação de pandemia”.

Antes da pandemia, o atendimento remoto era feito por alguns profissionais como ferramenta auxiliar. “Hoje, em função dessa realidade, se mostrou uma ferramenta importante. No caso das pessoas que já vinham fazendo atendimento presencial, a gente sempre orienta que seja avaliada a possibilidade de continuar esse atendimento [de forma online ou presencial]. Sobretudo, porque, se já era feito o trabalho psicoterápico antes, muito provavelmente já havia questões anteriores que vinham sendo analisadas”, disse Ana.

Ela ressaltou que não há proibição para atendimento presencial, mas que deve haver respeito às orientações das organizações de saúde para garantir a segurança tanto do paciente quanto do psicólogo.

Apesar do relato de algumas dificuldades, como falta de um espaço em casa em que a pessoa se sinta segura para realizar a sessão online, já que famílias podem estar isoladas no mesmo espaço, Ana afirmou que a orientação é que haja um esforço para que o atendimento continue.

“Principalmente entendendo que este é um momento que, por si só, produz naturalmente uma situação de muita ansiedade, muito estresse. Às vezes, as pessoas relatam que se sentem mais angustiadas, a gente sente muito medo, as notícias que chegam são cada vez mais angustiantes, então elas produzem uma sensação de insegurança muito grande, a gente sente a vida muito ameaçada. Então, precisam e pode ser que venham a precisar ainda muito mais desse suporte, desse acompanhamento, que é bem importante neste momento”, disse.

Ana avalia que é preciso compreender que o isolamento social refere-se à presença física, mas que as pessoas não precisam se isolar do contato virtual com as outras. “As tecnologias, de forma geral, trazem a possibilidade de estar conectado com os outros. Então, eu não posso ver alguém, não posso abraçar uma pessoa que eu gosto muito, isso é ruim, mas eu posso ligar, eu posso criar alternativas virtuais para não estar só. Que as pessoas observem suas redes de amizade, de contato, de apoio. É muito importante que a gente não fique isolado, sozinho no nosso próprio mundo”.

“Que a gente de fato não se afaste emocionalmente das pessoas e procure criar, resgatar ou restabelecer canais de comunicação, de aproximação, mesmo que a distância, com pessoas que possam estar junto neste momento”, acrescentou.

ebc

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Medicina & Saúde

Protocolos de prevenção são intensificados na UBS Balneária em Santa Rosa

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A Unidade Básica de Saúde da Balneária intensificou os cuidados de prevenção ao COVID-19. Com a chegada da pandemia, houve a necessidade da implantação de vários protocolos de prevenção. Além do uso constante da máscara e do álcool gel, restrição do número de pessoas na unidade, como também a verificação da temperatura ao chegar no posto e o agendamento prévio para vacinação, evitando assim, a aglomeração de pessoas.

A UBS Balneária disponibiliza diversos serviços que atendem em torno de 4.240 habitantes da comunidade local. O atendimento começa com o acolhimento, no período da manhã, onde ocorre uma triagem dos pacientes que logo são encaminhados aos profissionais indicados. Também são realizadas na unidade, as vacinas do calendário vacinal. Vacinas da gripe com livre demanda nos grupos prioritários e vacinas da COVID-19 conforme agendamento e faixa etária estipulada pela FUMSSAR.

Para a coordenadora da Balneária, Clair Maria Werepkowski, a missão da UBS é oferecer prevenção e promoção de saúde para as famílias, “Fazer parte da enfermagem, sendo integrante da família FUMSSAR, é muito desafiador por estarmos vivendo um momento diferente, onde tivemos que encontrar novas formas de organização para atendimento a pacientes, definindo prioridades. Contudo, não esquecendo o cuidado continuado aos que precisam destes serviços tão importantes para a comunidade local”. O posto conta com uma equipe multidisciplinar composta por: 01 médico, 01 enfermeira, 03 técnicas de enfermagem, 04 agentes de saúde, 02 agentes de endemias, 01 estagiária de administração e 01 auxiliar de serviços gerais. Além desta equipe, a unidade dispõe de outras especialidades: psicóloga, nutricionista e fonoaudióloga. Também é oferecido serviço odontológico por 01 dentista e 01 auxiliar de saúde bucal.

A Unidade Básica de Saúde também possui Grupos de Ginástica, Atividades com Escolares, através do Programa Saúde na Escola, Oficina Terapêutica e Reuniões com a Comunidade. Todas estão suspensas devido a pandemia e devem voltar assim que houver liberação. A UBS Balneária fica localizada na Rua Castro Alves, 47, Vila Balneária – Santa Rosa. O horário de funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 07h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30. Os telefones para contato são: (55) 3513-5168 | 99632-8485.

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Medicina & Saúde

Baixas temperaturas reforçam necessidade de vacinar grupos prioritários contra a gripe, alerta Secretaria da Saúde

A vacina contra a gripe é aplicada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios

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- Foto: Gustavo Flores

Com a chegada das baixas temperaturas do inverno gaúcho, a Secretaria da Saúde (SES) reforça que os integrantes dos grupos prioritários devem fazer a vacina contra a Gripe Influenza H1N1. Iniciada em 12 de abril, a Campanha Estadual de Vacinação contra a Gripe se encerra em 9 de julho e tem como meta a imunização de 90% de um contingente de 5.013.082 pessoas que formam o público-alvo no RS.

O Vacinômetro da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2021, do Ministério da Saúde, mostra que os índices ainda estão baixos no Estado, principalmente entre os grupos de gestantes, com 55,6%, idosos, com 55,9%, e crianças de zero a seis anos com 59,1%.

A secretária da Saúde, Arita Bergmam, destaca que o Estado, em 2020, cumpriu a meta de 90%. “No ano passado, as pessoas fizeram a sua dose e, neste ano, precisamos avançar na cobertura vacinal”. Ela cita os idosos como um público prioritário que deve ser vacinado imediatamente. “Estamos com menos de 60% de cobertura entre os idosos, então peço que se mobilizem procurando um posto de saúde para fazer a vacina”, explica. “Tomar a vacina é evitar doenças graves que podem levar as pessoas à hospitalização, e os hospitais ainda estão com uma taxa de ocupação elevada em função da Covid-19”.

A Chefe da Divisão de Epidemiologia do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Tani Ranieri, reafirma que, entre a população acima dos 60 anos, a vacina contra a influenza reduz o número de casos que podem evoluir para Síndromes Respiratórias Agudas (SRAG) e internação hospitalar.

A vacina contra a gripe é aplicada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios. Nesse ano, a campanha é paralela à campanha de vacinação contra a Covid-19. A orientação é que deve ser respeitado o intervalo mínimo de 14 dias entre a aplicação das duas vacinas.

Atenção:  Pessoas que fazem parte de grupos prioritários em que as datas das etapas já passaram ainda podem se vacinar contra a influenza. Todas as doses das vacinas estão disponibilizadas nas unidades de saúde dos municípios gaúchos.

Grupos prioritários e datas das etapas

1ª etapa: de 12 de abril até 10 de maio
Crianças acima dos 6 meses e menores de 6 anos – 765.827
Gestantes e puérperas – 117.541
Trabalhadores da saúde – 361.210
Povos indígenas – 30.347

2ª etapa: de 11 de maio até 8 de junho
Pessoas acima dos 60 anos – 2.143.707
Professores – 141.254

3ª etapa: de 9 de junho até 9 de julho
Pessoas com comorbidades – 777.224
Pessoas com deficiência permanente – 399.436
Caminhoneiros – 111.289
Trabalhadores de transporte coletivo – 42.831
Trabalhadores portuários – 4.051
Forças de segurança e salvamento – 31.489
Forças Armadas – 38.899
Funcionários do sistema prisional – 4.881
População privada de liberdade – 40.099

TOTAL DOS GRUPOS PRIORITÁRIOS NO RS: 5.013.082

Acesse o Painel da Campanha de Vacinação da Influenza

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Medicina & Saúde

RS recebe mais de meio milhão de vacinas contra Covid-19 nos próximos dias

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Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

Nos próximos dias, o Rio Grande do Sul receberá 526.490 vacinas contra a Covid-19, em três remessas diferentes. Na madrugada de sábado (3/7), à 0h25, chegam 136.890 doses da Pfizer. Ainda no sábado, às 17h55, desembarcam 186.750 doses da AstraZeneca. Sem data confirmada, também se somam ao estoque 202.850 doses de Janssen. Informações sobre destinação, rateio das doses por município e data de distribuição ainda não foram definidas pela Secretaria da Saúde (SES) até a manhã desta sexta-feira (2/7).

A secretária adjunta Ana Costa reafirma a importância de todos buscarem a segunda dose do imunizante contra a Covid-19: “As vacinas estão disponíveis nos municípios, e eles estão prontos para vacinar. As doses estão sendo distribuídas com agilidade assim que chegam ao Estado. As pessoas precisam se conscientizar que o esquema vacinal não está completo sem a segunda dose, que a imunização completa só se dá com a segunda aplicação. Exceção à vacina da Janssen, que é dose única, todas as outras requerem a dose de reforço”, explicou.

O Estado alcançou a marca de 53,7% de toda a população acima de 18 anos que já recebeu, pelo menos, a primeira dose, e 21,5% está com o esquema vacinal completo, sendo um dos estados brasileiros que mais aplicou a vacina contra a Covid-19. O total de doses aplicadas até esta sexta-feira (2/7), entre dose 1 e 2 ou dose única, é de 6.675.151 desde o início da campanha.

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