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Província argentina mantém 18 mil pessoas confinadas sem distanciamento, água e comida

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Atualmente, há 18.800 moradores mantidos em ginásios, escolas e hotéis, que sofrem com a falta de água, comida e acesso a higiene e não recebem acompanhamento médico.

 

 

Os locais, trancados e vigiados pela polícia, estão lotados, o que impede que sejam cumpridas as medidas de distanciamento social.

Os testes para o diagnóstico de Covid-19 demoram dias para serem realizados e os resultados são entregues apenas oralmente, sem laudos. Também é assim, sem apresentar documentos oficiais, que as autoridades comunicam as pessoas sobre quantos dias elas devem permanecer no local -há relatos de moradores que estão há mais de um mês de quarentena.

Nas fronteiras da província, há mais de 7.500 moradores acampados de maneira precária, alguns tentando voltar para casa desde março.

Muitos deles têm os documentos necessários e, ainda assim, não conseguem entrar no território. Outros não têm dinheiro para pagar o exame de PCR. Assim, acabam ficando nos acampamentos, onde também falta comida e água -entidades de direitos humanos têm distribuído doações nesses locais.

Acusações de violações de direitos humanos vêm se acumulando, e a Anistia Internacional divulgou um comunicado afirmando que as medidas sanitárias do governo de Formosa excedem as normas de um Estado de Direito e violam os direitos humanos. A organização pede uma intervenção do governo nacional.

No dia 11 de outubro, Mauro Rubén Ledesma, 23, foi encontrado morto por um pescador no rio Bermejo, na fronteira entre Formosa e a vizinha Chaco. O rapaz havia pedido a permissão especial de voltar para casa, onde estão sua filha de 2 anos e sua mulher, mas ela foi recusada. Por meses, ficou esperando a oportunidade de cruzar a fronteira, até que se desesperou e tentou entrar na província ilegalmente, a nado.

No começo deste mês, Zunilda Gómez, grávida, o marido e seus três filhos foram retirados de casa, na cidade de Clorinda, e levados pela polícia a um centro de isolamento sanitário.

Eles fizeram o teste, e o resultado deu negativo. Ainda assim, ficaram isolados mais de dez dias em um quarto sem água ou limpeza e com poucas visitas de um médico. Zunilda perdeu o bebê.

As duas histórias são parte de uma série de depoimentos colhidos por advogados e políticos locais, que pretendem levar o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

A Igreja Católica também se pronunciou, repudiando os métodos usados em Formosa. Jornalistas estrangeiros ou de outras províncias da Argentina não podem entrar na região, mesmo com as permissões de trânsito emitidas pelo governo nacional e que, em teoria, valem para todo o país.

Na semana passada, a vereadora e advogada Gabriela Neme foi detida ao visitar vários centros de isolamento pedindo a liberação de pessoas que já estavam havia mais de um mês nesses locais com testes negativos ou sem sintomas da doença -neste caso, para cumprir a quarentena em casa.

“O ambiente é tão insalubre para todos que está levando a contágios pessoas que não tinham o vírus”, afirmou ela à reportagem.

Ela foi presa diante de câmeras de TV e solta horas depois, mas responderá a um processo. “Estou com hematomas e machucados já documentados, também entrarei com uma ação contra o Estado”, disse.

Para o senador Luis Naidenoff, o que está sendo feito em Formosa é uma demonstração de poder que não tem a ver com a saúde. “É um abuso de autoridade. Temos vários exemplos de outras medidas de quarentena, na Argentina e em outros países, em que é possível cumprir com os protocolos, evitar aglomerações, manter distância social e higiene sem causar esse sofrimento ou abusos de direitos humanos”, afirmou.

Formosa é governada desde 1995 por Gildo Insfrán, filiado ao Partido Justicialista (a sigla peronista), que comanda a província como um caudilho -a legislação regional permite a reeleição indefinida.

De acordo com os dados oficiais, 41,6% dos 630 mil habitantes de Formosa viviam abaixo da linha da pobreza em 2019, segundo pior resultado em todo o país e acima da média nacional, de 35,4% -no Brasil, o índice fica em 24,7%, aponta o IBGE. No IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), a região é a lanterna no ranking argentino.

Mais de 80% da população tem empregos vinculados ao poder público e praticamente não há oposição. Mesmo com acusações de vínculo com o contrabando (a província faz fronteira com o Paraguai) e de desvio de verbas federais, Insfrán é blindado pelo peronismo -movimento político que tem entre seus principais integrantes o presidente Alberto Fernández e sua vice, Cristina Kirchner.

Naidenoff, que pertence ao partido de oposição União Cívica Radical, afirma que “Insfrán se apoia numa das práticas mais antigas de poder na América Latina, o clientelismo e o medo. Ninguém se levanta contra ele porque aqui não há Estado de Direito. A Justiça da província está em suas mãos, o cidadão não tem proteção, não tem uma Justiça a quem recorrer e teme seu poder”.

Em resposta às críticas sobre as medidas para tentar conter o coronavírus, Insfrán responde diz que “nosso objetivo é salvar vidas” e cita dez mortos por conta da doença -o número, sobre o qual pairam dúvidas por falta de comprovação, é o menor do país. “Vocês pensam que para nós é agradável tomar essas medidas? Claro que não.”

Insfrán diz que os ataques contra ele por conta das medidas sanitárias são “uma perseguição política porque este é um ano eleitoral”, afirmou, referindo-se às eleições legislativas de outubro.

 

VACINAÇÃO

Nesta quinta-feira (28), devem chegar ao país 5 milhões de novas doses de vacina vindas da Rússia. Até agora, já receberam as duas doses da Sputnik V 200 mil argentinos que trabalham na área da saúde em todas as províncias do país.

Agora, o governo prepara o início da vacinação da população em geral, começando pelos idosos e pela população em risco.

A Argentina também fechou um acordo com a vacina de Oxford/AstraZeneca, prevista para chegar em março. E há negociações ainda em aberto com a Pfizer, a Sinovac e a Sinopharm, além da Moderna.

A Argentina, que tem 44,45 milhões de habitantes, já registrou quase 1,9 milhão de infecções e 47 mil mortes pela doença, segundo a universidade Johns Hopkins.

 

 

FONTE: Noticias ao Minuto

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Policial escalou telhado e avistou atirador antes de atentado contra Trump, relata xerife

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Foto: Reprodução/TV Globo
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Um policial da cidade de Butler, localizada na Pensilvânia, subiu no telhado e avistou Thomas Matthew Crooks antes que ele tentasse assassinar Donald Trump no último sábado (13), conforme informado pelo xerife Michael Slupe à agência Associated Press nesta segunda-feira (15).

No entanto, o policial não conseguiu impedir Crooks, que disparou contra o ex-presidente usando um fuzil AR-15 e o atingiu na orelha. Trump foi rapidamente protegido por agentes do Serviço Secreto dos EUA e retirado do local. Em sua primeira entrevista após os disparos, Trump afirmou: “Eu deveria estar morto”. O incidente está sendo investigado pelo FBI como um possível ato de terrorismo doméstico.

Antes do ataque, participantes do comício alertaram a polícia local sobre o comportamento suspeito de Crooks. Vídeos que circulam na internet mostram esses alertas sendo feitos enquanto o atirador já estava no telhado, momentos antes de atirar.

Michael Slupe explicou que um policial foi ajudado por outro a subir no telhado para alcançar Crooks. Quando avistou o suspeito, Crooks apontou o fuzil em sua direção, o que fez o policial perder o equilíbrio e cair do telhado.

Este detalhe é crucial para entender a dinâmica da tentativa de assassinato, pois o policial, ao estar pendurado no momento do encontro, não conseguiu reagir rapidamente o suficiente, segundo o xerife.

“Todos os policiais presentes fizeram o seu melhor, especialmente os policiais locais. Espero que não sejam responsabilizados injustamente, pois cumpriram seu dever da melhor maneira possível”, afirmou Slupe à AP.

Tom Knights, gerente municipal de Butler, relatou que o policial perdeu o equilíbrio e não recuou antes de cair de uma altura de cerca de 2,4 metros. Ele estava literalmente pendurado na borda do prédio e tomou uma posição defensiva necessária naquele momento, explicou Knights.

O policial, que tem 10 anos de experiência, machucou gravemente o tornozelo na queda e estava usando uma bota ortopédica, segundo Knights.

Além do policial de Butler, um membro da unidade de serviços de emergência do Condado de Beaver também avistou Crooks no telhado cerca de meia hora antes do tiroteio, conforme reportagem do jornal “WPXI”, afiliado da rede “NBC”, nesta segunda-feira (15).

Especialistas consideram o ataque uma falha significativa na segurança do comício. Embora o Serviço Secreto dos EUA estivesse encarregado da segurança do evento, agentes locais também estavam presentes, incluindo aqueles que avistaram Crooks.

Fonte: G1

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Mansão da mulher que inspirou “Mona Lisa” é vendida por R$ 106 milhões

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Foto: Sotheby's International Realty
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A mansão onde viveu Lisa Gherardini, a mulher que inspirou o quadro “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci, foi vendida por R$ 106 milhões. Localizada próxima à cidade de Florença, na Itália, a residência de 2.800 metros quadrados possui 14 quartos e 15 banheiros, em um terreno de 27 hectares. Vendida pela imobiliária Sotheby’s International Realty, a propriedade pertenceu à família de Francesco del Giocondo, marido de Gherardini e importante comerciante italiano do século 16.

Com três andares acima do solo e um subsolo, a mansão inclui salões, salas de jantar, cozinhas, banheiros, bibliotecas e varandas, além de instalações de serviço. A propriedade também dispõe de jardins, avenidas arborizadas, uma floresta e a vila principal, que conta com a casa do zelador, uma capela, uma piscina e uma quadra de tênis.

Lisa Gherardini, conhecida como “La Gioconda”, fazia parte da burguesia de Florença. Seu retrato, pintado por Leonardo da Vinci entre 1503 e 1506, está exposto no Museu do Louvre, em Paris, na França. O quadro foi encomendado por seu marido, Francesco del Giocondo, um comerciante de seda e tecidos.

Fonte: CNN Brasil

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Destaque

Tudo o que se sabe sobre o atentado sofrido por Donald Trump

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Foto:REBECCA DROKE / AFP
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Na tarde deste sábado (13), o ex-presidente e candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, foi retirado às pressas de um comício eleitoral nos Estados Unidos. Durante o evento, foram ouvidos disparos, e o político, após colocar a mão na orelha direita, se abaixou rapidamente atrás do palanque. Momentos depois, Trump foi cercado por agentes do Serviço Secreto e apareceu com sangue na orelha.

O atentado ocorreu na cidade de Butler, na Pensilvânia, por volta das 18h15min (horário local). Trump estava discursando para apoiadores durante sua campanha eleitoral.

O FBI identificou o atirador como Thomas Matthew Crooks, um jovem de 20 anos de Bethel Park, Pensilvânia, de acordo com o jornal The New York Times. O porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, afirmou que Crooks atirou “em direção ao palco de uma posição elevada”, sendo considerado um franco-atirador.

Crooks não possuía antecedentes criminais. A polícia recuperou um fuzil AR-15 semiautomático no local do atentado, que o FBI confirmou ter sido comprado pelo pai do atirador. Ainda não se sabe se o pai estava ciente das intenções do filho. Crooks morava a cerca de 70 km de Butler. O FBI acredita que ele agiu sozinho, mas investiga possíveis cúmplices.

O sistema de votação da Pensilvânia mostra que Crooks estava registrado como republicano, mas fez uma doação de US$ 15 a um comitê progressista que apoia os democratas no dia em que Joe Biden foi empossado presidente, em 2021. Crooks se formou em 2022 na Bethel Park High School e recebeu um prêmio de US$ 500 da Iniciativa Nacional de Matemática e Ciências.

O pai do atirador afirmou à CNN que estava tentando entender o que aconteceu e que falaria com as autoridades antes de conversar com a imprensa.

Duas pessoas morreram no atentado: um espectador do comício e o próprio atirador. O Serviço Secreto informou que duas pessoas ficaram feridas e o caso está sendo investigado como “tentativa de assassinato”.

A vítima fatal foi identificada como Corey Comperatore, ex-chefe do corpo de bombeiros de Butler. Ele deixou esposa e duas filhas. Segundo o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, Comperatore morreu ao proteger sua família dos disparos.

Os ferimentos de Trump não foram especificados. O porta-voz da campanha do republicano informou que ele “está bem” e foi encaminhado para um centro médico local. De acordo com o Bloomberg, Trump deixou o hospital no final da noite de sábado.

Em sua rede social, Truth Social, Trump relatou o ataque: “Nada se sabe ainda sobre o atirador, que está morto. Fui atingido por uma bala que perfurou a parte superior da minha orelha direita. Eu sabia que havia algo de errado no momento em que ouvi um som de assobio, disparos, e imediatamente senti a bala rasgando minha pele. Vi muito sangue e então percebi o que estava acontecendo. Deus abençoe a América.”

Trump enviou condolências às famílias das vítimas e expressou gratidão pela rapidez do Serviço Secreto.

No início da madrugada de domingo (14), Trump desembarcou no aeroporto de Newark, em New Jersey, cercado por agentes do Serviço Secreto. Ele passou a noite em seu clube de golfe em Bedminster, New Jersey.

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, telefonou para Trump após o atentado. A Casa Branca confirmou a ligação, mas não revelou detalhes. No sábado, Biden se manifestou no X (antigo Twitter), dizendo: “Não há lugar para esse tipo de violência na América.”

O atentado contra Trump é mais um na história de ataques a presidentes e candidatos à presidência nos Estados Unidos. O Estado de S. Paulo relembrou os casos de assassinato de quatro presidentes:

  1. Abraham Lincoln: Assassinado em 14 de abril de 1865 no Teatro Ford, em Washington.
  2. James Garfield: Baleado em 2 de julho de 1881, morreu em setembro daquele ano.
  3. William McKinley: Baleado em 6 de setembro de 1901, morreu em 14 de setembro de 1901.
  4. John F. Kennedy: Assassinado em 22 de novembro de 1963 em Dallas, Texas.

Outros atentados notáveis incluem tentativas contra Theodore Roosevelt, George C. Wallace, Franklin D. Roosevelt, Harry S. Truman, Gerald Ford, Ronald Reagan e George W. Bush.

Políticos do mundo inteiro se manifestaram sobre o atentado contra Trump. Em mensagens no X, eles declararam apoio ao republicano. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou o episódio como “inaceitável”.

Fonte: GZh

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