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Projetos voltados à agricultura familiar estão entre os mais votados na Consulta Popular

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A agricultura teve 31 dos 62 projetos votados na Consulta Popular. Os três Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) com mais votos foram os do Médio Alto Uruguai em primeiro, com 14.529 votos, Vale do Rio Pardo, em segundo, com 6.536 e Sul, em terceiro, com 6.067 votos. Projetos nas áreas de agricultura familiar, agroindústrias familiares, bovinocultura de leite, correção do solo tiveram destaque, e serão administrados em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

“A agricultura familiar tem grande importância para a economia gaúcha, representando boa parte das movimentações comerciais do interior. As comunidades mostraram que reconhecem o esforço dos agricultores familiares ao ajudarem a escolher estes projetos que vão incentivar e melhorar a produção da agricultura e das agroindústrias familiares”, afirma o secretário Covatti Filho.

O projeto de maior votação na Consulta Popular e que vai receber R$ 371.428,57 no ano que vem é o de apoio às cadeias produtivas indutoras do desenvolvimento local e regional da Região do Médio Alto Uruguai. “Este projeto vai permitir que os municípios possam escolher qual a cadeia produtiva que vão fomentar, a partir de decisões dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento e do Conselho Agropecuário. Pode ser a bacia leiteira, a agroindústria, suinocultura, avicultura, fruticultura, enfim, tudo dentro deste escopo do desenvolvimento local e regional”, explica Márcia Faccin, presidente do Corede do Médio Alto Uruguai.

De acordo com Márcia, os projetos escolhidos na região do Médio Alto Uruguai são oriundos do Plano Estratégico de Desenvolvimento, implantando em 2017, que fez um diagnóstico daquilo que é mais importante ser estimulado, dentro da sua matriz econômica, o setor primário. O segundo projeto mais votado, que poderá receber recursos em 2022, dependendo ainda de dotação orçamentária, é o projeto jovem empreendedor rural.

A região do Vale do Rio Pardo, que teve 100% dos projetos na cédula de votação voltados para a área agrícola, vai receber também R$ 371.428,57 para fortalecer e fomentar a produção, industrialização e comercialização da agricultura familiar. De acordo com o Presidente do Corede do Vale do Rio Pardo, Heitor Petry, “a definição destes projetos está relacionada a uma visão estratégica do quanto o setor rural da agricultura familiar representa um espaço de geração de renda na produção de alimentos. Nesta lógica, já em edições passadas houve direcionamento de recursos para fomento da produção de alimentos”.

E Petry destaca um fator interessante desta eleição: o apoio da população urbana para as questões ligadas ao campo. “Nesta etapa se conseguiu conciliar muito bem a visão das lideranças e entidades ligadas com a posição da comunidade, através do voto inclusive no setor urbano, embora pudesse parecer que havia projetos para contemplar apenas o setor rural. No entanto, a compreensão é bastante clara do conceito de desenvolvimento regional nestes projetos, porquanto ao produzir alimentos em escala maior na região, contempla o consumidor urbano, aproxima ele dos produtores e se evita importar alimentos para a região com evasão de recursos”, diz Petry. O segundo projeto mais votado foi o de prevenção do êxodo rural.

O Corede Sul foi o terceiro com maior número de votos e vai receber em 2021 R$ 200.000,00, com o programa permanente de manejo e conservação do solo e da água para correção de acidez. “É um programa importante porque temos um problema grave de acidez do solo na região e assim, os recursos que vão vir, vão ser utilizados na aquisição de calcário”, afirma Ronaldo Maciel, Presidente do Corede Sul.

Maciel destaca que a mobilização para a consulta foi bastante intensa nos Conselhos Municipais de Desenvolvimento (Comudes), com apoio das prefeituras, da Emater e da Associação dos Prefeitos da Zona Sul. O segundo projeto que deve ser implantado em 2022 é o de irrigação de pastagens perenes para bovinocultura de leite. Além dos dois projetos na área de agricultura, o Corede Sul aprovou dois projetos de turismo rural, que estão sob supervisão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e que também vão receber R$ 200 mil/ano em 2021 e 2022.

“Vamos encaminhar a aplicação de R$ 20 milhões nos projetos. Desse valor, R$ 10 milhões serão quitados em 2021, os outros R$ 10 milhões avaliados de acordo com a condição financeira de 2022, conforme combinamos com os Coredes, parceiros na realização da votação”, afirma a diretora de Desenvolvimento Regional da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, Bruna Blos.

O próximo passo, de acordo com Bruna, é a reunião com os Coredes para definir a data de entrega dos projetos, o que deve acontecer entre janeiro e fevereiro, já com os novos prefeitos. E depois, o encaminhamento para as secretarias responsáveis pelos 62 projetos.

Clique aqui e veja os projetos selecionados na Consulta Popular 2020.

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Agro

Emater/RS-Ascar orienta sobre implantação de sistemas de irrigação em pastagens

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Foto: Deise Froelich

Quem acompanhou o Seminário de Irrigação em Pastagens, promovido pela Emater/RS-Ascar e pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), nesta quinta-feira (10/06), teve a oportunidade de acompanhar orientações práticas sobre elementos decisórios, viabilidade e custos de sistemas de irrigação. As palestras virtuais, mediadas pelo extensionista do Escritório Central da Emater/RS-Ascar Carlos Gabriel Nunes dos Santos, foram transmitidas e seguem disponíveis no Canal do Rio Grande Rural, no YouTube, e na página oficial da Emater/RS-Ascar no Facebook.

O coordenador das Câmaras Setorias e Temáticas da Seapdr, Paulo Lipp, frisou que o seminário sobre irrigação é de fundamental importância “haja vista que nós temos passado no RS por frequentes estiagens danosas aos agricultores e precisamos avançar muito na irrigação, sendo que com a parceria da Emater, a Secretaria de Agricultura tem atuado bastante nesta área. Temos o Programa Mais Água, Mais Renda, que desde 2011 contribuiu para duplicar a área irrigada no RS, por exemplo, além da construção da abertura de poços e construção de açudes e o Programa Segunda Água, que atende a famílias em situação em vulnerabilidade social construindo o açude e disponibilizando pequenos kits de irrigação por gotejamento”.

O diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, destaca que a irrigação é aquilo que se preconiza como sucesso e segurança da produção. “Irrigação ajuda a controlar um dos principais fatores de risco da agricultura, que é a disponibilidade de água. Aquele produtor que está com a atividade bem remunerada, principalmente em grãos, pode estar vivendo um momento ímpar de fazer o investimento para ter sucesso na atividade, com planejamento, profissionalismo e gestão”, enfatizou.

Elementos decisórios para irrigar

Aspectos que envolvem a decisão de irrigar foram abordados na palestrada conduzida pelo extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Alecrim, Carlos Olavo Neutzling, que lembrou a importância da discussão do tema, uma vez que levantamento realizado recentemente pela Emater/RS-Ascar apontou que 94% dos produtores de leite gaúchos adotam o sistema de produção a pasto. Desta forma, a irrigação pode ser uma grande aliada nos resultados da produção de alimentos aos animais, influenciando também na produtividade de leite e de carne alcançada nas propriedades. “De todos os projetos elaborados na região de Santa Rosa, mais de 70% foram voltados à irrigação de pastagens. A média das áreas irrigadas de pastagens é de três hectares, com foco principal em garantir alimentação dos animais”, lembra. A disponibilidade de água associada a nutrientes vindos do solo e a luz solar são elementos decisivos para o desenvolvimento de plantas forrageiras.

Para melhorar a disponibilidade e o aproveitamento das águas, a irrigação pode ser uma equalizadora. É uma tecnologia que, segundo Neutzling, contribui na melhoria da distribuição da água, no aumento da produtividade das culturas, na redução do risco de investimentos realizados, na ampliação da eficiência dos fertilizantes utilizados, na possibilidade de introduzir culturas de maior valor e influencia inclusive na valorização das propriedades.

Aspectos técnicos necessários para a implantação do sistema de irrigação também foram esclarecidos com exemplos, como a avaliação do módulo de água disponível, licenciamento ambiental, fonte de energia para movimentação da água – seja elétrica, oriunda de combustíveis, sistemas fotovoltaicos ou pela produção de metano.

A instalação de sistemas de irrigação requer recursos e deve ser considerada um investimento na propriedade, por isso algumas fontes foram apresentadas, lembrando da existência de programas governamentais que a Emater/RS-Ascar operacionaliza em seus Escritórios Municipais, profissionais preparados para orientações sobre as diversas linhas de financiamento, bem como, para elaboração de projetos de crédito para os agentes financeiros.

Sistemas, manejo e custos

A abordagem do extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa Claudemir Gilberto Ames esclareceu sobre sistemas de irrigação, custos, análise de viabilidade e manejo. Microaspersão, hidroponia, hidroponia em substrato, gotejamento, carretel autopropelido, pivô central e aspersão convencional são os mais usuais.

Ames esclareceu, com exemplos, o cálculo dos custos operacional e financeiro da implantação, abordando também a estimativa da viabilidade de um hectare de pastagem irrigada, se levadas em conta a durabilidade do sistema e a capacidade de carga e produção.

O extensionista lembrou que vivemos um contexto climático oportuno para a decisão sobre irrigar. “A hora de pensar em implantar um sistema de irrigação é agora, quando está chovendo bem, quando é possível fazer a reservação, para evitar efeitos da estiagem como as enfrentadas na safra passada. É preciso trabalhar com prevenção”, reiterou.

A quem tem sistema de irrigação implantado, observou que normalmente existe a preocupação de acioná-lo somente quando os sintomas de estiagem já aparecem visualmente, quando já há indícios de prejuízo. Contudo, a recomendação é de que após uma boa chuva, de aproximadamente 30 a 35mm, já no terceiro dia após a precipitação seja iniciada a suplementação com a irrigação. “Irrigação é tecnologia de produção, irrigação não é método de combate à seca. As estiagens são cíclicas, nos cabe buscar alternativas para mitigar seus efeitos”, reiterou.

 

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Agro

Agricultores de Cândido Godói diversificam alimentação dos animais com BRS Capiaçu

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Forrageira com baixo custo de implantação e expressivos resultados a campo, a BRS Capiaçú passa a fazer parte do cenário de um número cada vez maior de propriedades do Noroeste gaúcho. De 2 a 8 de junho, a Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), realizou a distribuição de mudas da forrageira em frente ao Escritório Municipal de Cândido Godói ao longo de todo o dia. Com isso, mais de 70 produtores do município acessaram as mudas com o intuito de ampliar a oferta de forragem aos animais.

O extensionista da Emater/RS-Ascar Elton Luís Naumann lembra que a BRS Capiaçú é uma forrageira desenvolvida pela Embrapa, sendo uma planta com alto valor nutricional e com alta produtividade. Conforme a Embrapa Gado de Leite, a cultivar pode atingir uma produção média de 300 toneladas/ha/ano em três cortes.

Pode ser colhida manualmente e fornecida picada verde no cocho, com 50 a 70 dias de idade, podendo chegar ao máximo valor nutricional e PB 9,7%. Outra forma de aproveitamento é a produção de silagem.

A BRS Capiaçú pode ser fornecida para vacas com produção diária de até 20 litros de leite e para outras categorias, como vacas secas, novilhas, terneiras e bovinos de corte. Também é aproveitada na alimentação de ovelhas e peixes.

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Agro

Cotrirosa capacita funcionários da Central de Tratamento de Sementes

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Os funcionários da Cotrirosa participam nesta quarta e quinta-feira, 09 e 10 de junho, na modalidade on-line, do curso de formação de novos operadores da máquina de tratamento de sementes industrial.

O curso de 12 horas ministrado por profissionais da Bayer, tem como objetivo capacitar os participantes para atuar com a máquina de tratamento de sementes que integra a Central de tratamentos de sementes da Cotrirosa, localizada junto ao Centro Administrativo, em Santa Rosa.

Atualmente, são tratadas 450 sacas de semente por hora, com precisão e eficiência no tratamento. Para o engenheiro agrônomo da Cotrirosa, Jairton Dezordi, “a capacitação dos profissionais é parte importante para continuarmos oferecendo aos produtores uma semente de qualidade, que nos dá a tranquilidade e a garantia de termos um bom desempenho da cultura nas lavouras e um ótimo resultado na safra”.

A Cotrirosa atua com a Central de tratamento de sementes desde 2015 com a industrialização de sementes de soja, trigo e milho. No mês de abril, a Cooperativa recebeu o selo de excelência Bayer SeedGrowth no tratamento de sementes. A certificação foi entregue pela Bayer para dez, das 60 empresas que tem a máquina de tratamento de sementes instaladas em todo o Brasil.

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