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Produtores aproveitam potencialidades dos dejetos suínos na adubação de pastagens e lavouras

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O município de Nova Candelária, importante produtor de suínos do Noroeste gaúcho, ao reconhecer o valor dos dejetos resultantes da suinocultura tem aproveitado seu potencial a favor de resultados em áreas de pastagem e lavouras de milho. No ano de 2020 foram terminados/engordados 202.539 suínos por 149 suinocultores integrados, sendo a principal atividade na composição da produção bruta primária do município.

Preocupada em promover ações que contribuam com aspectos socioambientais ao mesmo tempo em que estimula a maior produtividade de pastagens e de lavouras, a Emater/RS-Ascar orienta sobre o aproveitamento dos resíduos desta atividade.

Tratamento dos dejetos

O extensionista da Emater/RS-Ascar Elir Paulo Pasquetti explica que na terminação dos suínos há uma grande geração de dejetos, composto por fezes, urina e água da limpeza e estes passam por um processo de tratamento que consiste na armazenagem e fermentação por um período de 90 a 120 dias em esterqueiras impermeabilizadas para evitar a contaminação do ambiente, especialmente lençóis de água subterrâneos. “Esta fermentação tem o objetivo de eliminar os microrganismos causadores de doenças e de acelerar a decomposição da matéria orgânica, deixando os nutrientes dos dejetos disponíveis para serem assimilados pelas culturas quando da sua aplicação no solo”, esclarece Pasquetti.

Após o período de armazenagem e fermentação, os dejetos dos suínos estão prontos para ser aplicados como fertilizantes.

Potencial dos dejetos suínos

As dosagens a serem utilizadas dependem da concentração de Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K) e da demanda da cultura em questão. Segundo o técnico da Emater/RS-Ascar pode-se descobrir essa concentração com análise em laboratório ou diretamente nas propriedades usando o densímetro, a partir do qual é calculada a concentração dos nutrientes e definida a dosagem por hectare.

Levantamentos realizados pela equipe municipal da Emater/RS-Ascar indicam uma densidade média de pouco mais de um quilo de NPK por metro cúbico do dejeto. O extensionista da Emater/RS-Ascar, João Alfredo de Oliveira Sampaio, que presta apoio técnico à suinocultura, destaca que esta constatação serve de base para que as orientações técnicas envolvam o manejo dos dejetos nas propriedades com cuidados relativos à redução do volume de água presente neles, como uso de lavadoras de alta pressão e baixa vazão na limpeza das instalações, observação constante na manutenção de bebedouros para evitar vazamentos, regulagem de bebedouros para evitar os desperdícios, cobertura de esterqueiras e cobertura de canais de condução de dejetos.

De acordo com estudos da Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia/SC, é possível se chegar a uma concentração de 6,7 kg de NPK em dejetos líquidos suínos por metro cúbico (N 2,8 kg; P2O5 2,4 kg e K2O 1,5 kg). Esta informação é encontrada também no Manual de Adubação e Calagem (2016).

As amostras coletadas em Nova Candelária deram como resultado que “Cada metro cúbico de dejeto possui em torno de 2,06 kg de Nitrogênio, 1,60 kg de Fósforo e 1,19 kg de Potássio, o que equivale a 4,58 kg de ureia, 3,80 kg de superfosfato triplo e 1,98 kg de cloreto de potássio”, enfatiza a equipe. Desta forma, 1m3 de dejetos de suínos atingiu o valor aproximado de R$ 30,81, se levado em conta o valor comercial dos adubos com esta concentração.

Importância econômica

Outro aspecto destacado pela equipe é de estudos que revelam que um suíno até sua fase de terminação produz em média 770 litros de dejetos, ou seja, 0,77 m3 por cabeça. “Se multiplicarmos os 202.539 suínos terminados em Nova Candelária no ano de 2020 por 0,77 m3, temos uma produção anual de 155.955 m3 de dejetos”, enfatiza Pasquetti.

Considerando a concentração de NPK nos dejetos, observa-se que o volume anual de dejetos produzidos pela suinocultura em Nova Candelária, corresponde a 14.278 sacas de ureia (45% de N), a 11.882 sacas de superfosfato triplo (42% de P2O5) e 6.186 sacas de cloreto de potássio (60% de Kcl).

Os extensionistas da equipe municipal da Emater/RS-Ascar destacam ainda que se levado em conta o preço médio da saca de ureia (R$ 144), de superfosfato triplo (R$ 160) e de cloreto de potássio (R$ 137), os dejetos oriundo da suinocultura no município representam um valor de R$ 4.804.934,00.

Além disso, o uso da matéria orgânica tem importante interferência na melhoria das qualidades químicas, físicas e biológicas do solo e, consequentemente, na produtividade das áreas. Contudo, é importante que sejam adotadas práticas conservacionistas do solo onde são aplicados estes dejetos para evitar escorrimentos e contaminação de mananciais hídricos.

Estas ações de conhecimento do valor nutricional e comercial dos dejetos líquidos são importantes para que sendo monitorados permitam o uso correto destes sendo utilizados para a reposição da extração pelos cultivos, assim como de ações de aumento da concentração pela avaliação da densidade e manutenção das estruturas de produção dando o destino correto aos dejetos e evitando impactos ambientais.

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Agro

RTC e cooperativas iniciam projeto pioneiro na prevenção de doenças da soja

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Com o objetivo de aprimorar o conhecimento técnico e prático na área da fitopatologia, a Rede Técnica Cooperativa – RTC promoveu o treinamento sobre a utilização de coletores de esporos para monitoramento de oídio e ferrugem na cultura da soja.

O treinamento simboliza o início de um projeto pioneiro conduzido entre a RTC e as cooperativas, baseado em uma rede de coletores de esporos distribuídos pelo Estado, com o propósito de monitorar a flutuação do inóculo de Phakopsora pachyrhizi e Microsphaera diffusa, fungos causadores de ferrugem e oídio, respectivamente.

O evento ocorreu no dia 05 de outubro, na área de pesquisa e tecnologia da CCGL, e contou com 12 das cooperativas associadas participantes da primeira fase do projeto.

Participam da primeira fase do projeto as cooperativas: Coopatrigo, Cotripal, Agropan, Cotrijal, Cotriel, Cotrisal, Coopermil, Cotricampo, Cotrisul, Cotrijuc, Cotribá e Coasa, além da CCGL, cooperativa que coordena a iniciativa por meio do projeto da RTC.

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Agro

Otimismo marca abertura oficial da colheita do trigo no RS

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Em meio a um cenário positivo para a safra de trigo, com aumento de área e de preço, foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (18/10) a colheita do trigo no Rio Grande do Sul. A cerimônia aconteceu na Fazenda Santa Terezinha, em Cruz Alta. Até o momento, as máquinas já colheram mais de 5%, ou seja, aproximadamente 60 mil hectares de uma produção estimada pela Emater/RS-Ascar em 3,59 milhões de toneladas.

Puxado pela demanda aquecida, o preço do trigo subiu. A saca de 60 kg, em média, vale R$ 80,70. No mesmo período do ano passado o produto era cotado em R$ 62,13.

A confiança dos produtores no cereal elevou o trigo à principal safra de inverno, à frente da aveia branca grãos (799.714 t), cevada (129.934 t) e canola (55.672 t). A área cultivada com o grão no Estado superou um milhão de hectares, o que não acontecia desde 2014. Dos 915,7 mil hectares cultivados na safra do ano passado neste ano a área cultivada foi de 1.177.487 hectares.

Em que pesem perdas registradas, principalmente no Noroeste gaúcho, o cenário é “positivo”, na avaliação de Tarcísio Minetto, coordenador da Câmara Setorial do Trigo, uma das 23 câmaras setoriais da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

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Agro

Massey Ferguson lança revista da Turma da Mônica sobre a evolução da agricultura no Brasil

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Publicação será distribuída gratuitamente para produtores rurais

A história da Massey Ferguson no Brasil será contada em quadrinhos pela Turma da Mônica. Referência no mercado agrícola brasileiro, a marca lança no mês das Crianças um gibi especial sobre a trajetória e a evolução da agricultura brasileira. A iniciativa é parte das celebrações dos 60 anos da inauguração da sua primeira fábrica no Brasil.

Com o título “Plantando tecnologia e colhendo boas histórias”, a aventura se passa no sítio de Chico Bento, que também comemora 60 anos em 2021. Cebolinha, Mônica e Magali conhecem um pouco do dia a dia do campo e a importante contribuição da marca para o processo de mecanização agrícola e desenvolvimento da agricultura de precisão no país.

A produção da revista especial em quadrinhos, pelo estúdio Mauricio de Sousa, teve assessoria da equipe da empresa de tratores e equipamentos agrícolas passando, em uma linguagem simples e bem humorada, esta história que se mistura com o desenvolvimento da agricultura no Brasil.

As publicações serão distribuídas gratuitamente a partir de outubro para produtores rurais, filhos de funcionários e escolas de algumas regiões do país. Os gibis ainda estarão disponíveis, também gratuitamente, nas concessionárias da Massey Ferguson.

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