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Produção orgânica e processamento de frutas são temas de Seminário na região de Santa Rosa

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Técnicos, agricultores e consumidores de alimentos orgânicos vindos de diferentes pontos do Noroeste gaúcho reuniram-se nesta quinta-feira (24/10), em uma oportunidade de troca de experiências e construção de conhecimento sobre a produção, processamento e comercialização de alimentos orgânicos. O espaço para o debate foi oportunizado através da realização do 2º Seminário de Produção Orgânica, Uso e Processamento de Frutas Nativas e a Plenária do Núcleo Missões da Rede Ecovida de Agroecologia, realizados concomitantemente, no auditório do Instituto Federal Farroupilha (Iffar), campus Santa Rosa.

Diante da abrangência e da relevância do tema, o Seminário foi promovido pelo Iffar e pela Associação Regional de Educação, Desenvolvimento e Pesquisa (Arede), contando com o apoio do Núcleo Missões da Rede Ecovida de Agroecologia, Emater/RS-Ascar, Embrapa Clima Temperado, Cooperluz, Unicooper e Cáritas.

Segundo a diretora do Iffar, campus Santa Rosa, Renata Rotta, o evento revela a importância da união de esforços entre diversas instituições que convergem para temas que contribuem com o desenvolvimento regional. “O grande objetivo do projeto de extensão Sistema Agroflorestal e Processamento de Frutas Nativas, realizado em parceria com outras entidades, de consolidar e fortalecer os grupos e organizações de agricultores familiares, culminou na realização deste segundo Seminário”, destacou Renata, ao lembrar também que ações como estas colocam a Instituição em uma posição de vanguarda em temas como a bioeconomia, especialmente quando se apresentam novas formas de produção, “que sejam boas para quem produz e para quem consome”.

A coordenadora da Arede, Carine Giehl, afirmou que o Seminário é o momento de celebrar a construção que ocorre ao longo de todo o ano, com o protagonismo dos agricultores e apoio das entidades. Sob esta ótica, o analista da Embrapa Clima Temperado, Alberi Noronha, destaca que essas ações são resultado de um curso histórico e não de um fato isolado. Neste sentido, ele convidou todos a participarem de dois eventos que serão realizados em novembro: o curso de controle biológico de pragas, com ênfase em hortaliças, nos dias 21 e 22/11, na Unijuí, campus Santa Rosa, e o encontro de guardiões da sociobiodiversidade: sementes crioulas, frutas nativas e agroflorestas, que ocorre paralelamente ao 7º Seminário de Agrobiodiversidade e Segurança Alimentar, de 26 a 28/11, em Pelotas.

O engenheiro agrônomo André Camargo, integrante do Núcleo Missões da Rede Ecovida de Agroecologia, destaca a estratégia que vem sendo construída para a consolidação da cadeia das frutas nativas, através da Rede Eco Vida, em articulação com pesquisa. “Levamos em conta os aspectos produtivos, a comercialização e a geração de renda, ao mesmo tempo em que visualizamos também a restauração ambiental como fundamental para o desenvolvimento do processo”, afirmou.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Ademir Renato Nedel, reiterou que as ações da Emater, como das demais entidades parceiras, tem o compromisso de contribuir com a qualidade de vida, diante disso, eventos como este são relevantes, pois “uma boa qualidade de vida passa também pela alimentação”, importante para as famílias dos produtores e dos consumidores.

Certificação participativa e Produção Orgânica
O técnico da Arede, Ademir Ribeiro do Amaral, destacou os avanços do processo participativo de certificação orgânica que ocorre na região, desde 2013, coordenado pelo Núcleo Missões da Rede Ecovida de Agroecologia. Oitenta agricultores já possuem o certificado de conformidade orgânica de seus produtos, renovado anualmente, e outros seis estão em processo de transição, no sistema participativo.

São parceiros no processo de estímulo à produção e certificação orgânica na região, Emater/RS-Ascar, Unicooper e suas cooperativas associadas, Agência Regional de Educação, Desenvolvimento e Pesquisa (Arede) e Rede Ecovida de Agroecologia.

A partir das visitas de vistoria, realizadas ao longo do ano, são debatidos e avaliados os critérios que definem a adequação à Instrução Normativa nº 46, de 6 de outubro de 2011, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que deve ser seguida para fins de emissão de certificado e também do selo de produto orgânico. Nos casos em que o parecer do Comitê de Verificação é positivo, o certificado de conformidade orgânica, válido por um ano, é expedido pela Rede Ecovida.

Além do certificado, o produtor que participa deste processo é autorizado a utilizar um selo orgânico para anexar nos seus produtos, o que também configura maior segurança ao consumidor em relação à procedência dos alimentos.

Palestras
Comercialização de produtos alimentares: a heterogeneidade entre grupos de consumidores foi o tema da palestra conduzida pelo pesquisador Carlos Thomé, do Iffar, campus Santa Rosa.

Os desafios para a comercialização de produtos agrícolas alimentares, os principais canais de comercialização, relações de confiança na venda direta, alternativas de mercados locais e o perfil do público consumidor do Mercado Público de Santa Rosa receberam ênfase na fala de Thomé.

Uma breve introdução às agroflorestas foi apresentada pelo pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Ernestino de Souza Gomes Guarino. O sistema agroflorestal consiste em uma forma equilibrada de uso da terra, com a combinação de diferentes espécies de plantas, com diferentes estruturas e funções, em que árvores, agricultura e/ou animais ocupam uma mesma área de uma só vez ou numa sequencia de tempo. Com isso, se apresentou as agroflorestas como uma forma de aproveitar a terra para a produção e também como uma maneira para restauração de ecossistemas florestais. A agrofloresta contribui para o equilíbrio do ecossistema, ao mesmo tempo em que se tem uma produção diversificada que favorece a recuperação de solos degradados, por meio da utilização de espécies vegetais que adubam o solo. Também se tem a possibilidade de evitar o uso de químicos e oferecer uma alimentação de maior qualidade para as famílias dos agricultores e dos consumidores.

Oficinas de Processamento de Alimentos Orgânicos
À tarde foi a vez das oficinas de uso e processamento de alimentos orgânicos. A produção e o consumo de batata-doce foram tema da explanação conduzida pelas instrutoras Adriana Michelotti e Richeli Estephanello e estudantes do Iffar. As receitas de um pão-de-queijo produzido com o tubérculo e cupcakes com farinha de casca de laranja puderam ser degustadas.

O processamento de frutas nativas foi demonstrado na prática na oficina conduzida pelo engenheiro agrônomo André Camargo, onde se apresentou o passo-a-passo para produção de polpas.

Outro grupo acompanhou orientações, do engenheiro agrônomo Cézar Alexandre Bourscheidt. sobre o uso de insumos para agricultura orgânica.

Na oficina de uso de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs), a extensionista social da Emater/RS-Ascar Ivânia Polaczinski e a agricultora Rosane Oliveira, apresentaram uma tapioca de flores comestíveis e apresentadas geleias de hibisco e sabugueiro e pães feitos, entre outros ingredientes, com ora-pro-nóbis e beldroega.

Quem participou do evento também teve a oportunidade de degustar picolés de frutas nativas e participar da troca de sementes crioulas e mudas de plantas, comercialização de produtos orgânicos e feira de produtos da agricultura familiar.

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Audiência Pública debate Feminicídio e Violência Doméstica em Santa Rosa

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Sexta-feira, 22, 18h30m, Câmara de Vereadores

Será realizada nesta sexta-feira, dia 22 de outubro, a partir das 18h30min, na Câmara de Vereadores de Santa Rosa, uma Audiência Pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para discutir o Feminicídio e a Violência Doméstica no Município de Santa Rosa.

As pessoas também poderão acompanhar o evento de forma virtual pelo canal da Assembleia Legislativa no YouTube.

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Caminhada Outubro Rosa

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Evento se realizará sexta-feira, 22, às 16h

Nesta sexta-feira, dia 22 de outubro, , às 16 horas, o Grupo Mama Viva e a FUMSSAR realizarão a tradicional CAMINHADA OUTUBRO ROSA.
O ponto de encontro inicial da caminhada será na Praça da Bandeira, em frente ao Centro Cultural (antiga Prefeitura).

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O Senado aprovou hoje (19) a criação do Programa Gás para os Brasileiros, o chamado auxílio gás

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O programa vai auxiliar famílias de baixa renda na compra do gás de cozinha. O projeto de lei (PL) prevê que cada família receba bimestralmente o equivalente a 40% do preço do botijão de gás. O projeto retorna à Câmara.

De acordo com o PL aprovado, serão beneficiadas famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo, ou que morem na mesma casa de beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O programa será financiado com recursos dos royalties pertencentes à União na produção de petróleo e gás natural sob o regime de partilha de produção, de parte da venda do excedente em óleo da União e bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural. Além disso, serão utilizados outros recursos que venham a ser previstos no Orçamento Geral da União e dividendos da Petrobras pagos ao Tesouro Nacional.

Entre as justificativas do autor do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), está o aumento do preço do gás de cozinha nos últimos meses o que tem feito com que famílias optem pelo o uso de lenha, carvão e, até mesmo, etanol para o preparo dos alimentos o que provocou o aumento de doenças pulmonares e acidentes com queimaduras.

Para ele, o projeto traz “justiça social”, devolvendo à população parte do lucro da Petrobras obtido no mercado. “Estamos fazendo uma justiça social quando estabelecemos fontes de financiamento que não são fiscais. A fonte de financiamento diz respeito aos dividendos que a União recebe pelas suas ações da Petrobras, pelo lucro que a União obtém. Estamos pegando o lucro das ações da Petrobras e devolvendo pro povo humilde.”

Na avaliação do relator do projeto no Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), a mais recente política de preços da Petrobras, adotada na gestão do presidente Michel Temer, com a estatal sob comando de Pedro Parente, pavimentou a crise dos combustíveis vivida hoje.

“A primeira providência que ele [Parente] tomou foi eliminar os subsídios, deixar de controlar os preços da Petrobras e atrelou os preços dos combustíveis ao mercado internacional, ao preço em dólar do barril de petróleo. Então, eliminando o subsídio dos combustíveis, evidentemente, eliminou o subsídio do GLP, do gás de cozinha”, disse o senador.

“Com a política que foi feita, nós sabemos das consequências, da greve dos caminhoneiros. Mas o fato é que, à medida em que o petróleo aumenta de preço, imediatamente, de 15 em 15 dias, aumenta de preço aqui no Brasil. Se o dólar se valoriza e o nosso real se desvaloriza, aumenta de preço também. E isso levou ao que nós estamos vivendo hoje: uma gasolina de R$ 7 o litro e o GLP de R$ 100, R$ 120, R$ 130”, acrescentou.

O PL retorna para nova apreciação dos deputados porque Castro alterou a forma de financiamento do programa. O texto que saiu da Câmara previa o uso de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto sobre a importação e a comercialização de gasolina. Mas o relator entendeu que o aumento de tributos provocaria “um indesejável impacto inflacionário”.

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