Produção de frutas no RS garante alimentos leves e nutritivos no verão
Connect with us

Agro

Produção de frutas no RS garante alimentos leves e nutritivos no verão

Publicado

em

portal plural produção de frutas no rs garante alimentos leves e nutritivos no verão

15 topo humberto pluralNuveraFAST AÇAÍ

O verão é uma estação que requer escolhas alimentares mais leves. Nosso corpo pede por alimentos refrescantes e nutritivos, além de maior ingestão de água. E para garantir tudo aquilo que o organismo precisa, nada melhor do que aproveitar a estação mais quente do ano com frutas da época, que ajudam a manter a hidratação, além de fornecerem vitaminas essenciais e mais sabor à mesa.

A Emater/RS-Ascar apoia e desenvolve ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) junto aos agricultores de todas as regiões do Estado durante o ano inteiro. E, nesta época, acompanha as colheitas e a comercialização desses produtos nos mais variados mercados. As safras dos meses contemplados pelo verão incluem abacaxi, melancia, melão, figo e uva.

O abacaxi gaúcho é quase todo produzido no Litoral Norte, especialmente no município de Terra de Areia, que concentra 90% da produção estadual. “É um abacaxi diferenciado, um fruto menor e com mais concentração de açúcar. A safra deste ano está em plena colheita e já é 30% maior em relação ao ano passado, com uma produção acima da média”, afirma o extensionista rural da Emater/RS-Ascar Gervásio Paulus. A produtora rural Sanlenária Lopes, de Terra de Areia, comercializa sua produção em feiras no Litoral e em Porto Alegre. “A colheita de janeiro apresentou frutos melhores e mais doces, que oferecem melhor sabor”, relata.

De acordo com o Levantamento Frutícola 2023 da Emater/RS-Ascar, o Rio Grande do Sul conta com 164 unidades produtivas, totalizando 367,33 hectares e uma produção de 7,24 mil toneladas do fruto. Depois de Terra de Areia, os maiores produtores de abacaxi são Três Cachoeiras, Novo Machado, Torres, Esperança do Sul, Venâncio Aires, Arroio do Sal, Três Forquilhas, Porto Mauá e Crissiumal.

A melancia é outra fruta sazonal que apresenta grande procura no verão. Segundo Gervásio, no início da estação a produção vem da região de Montenegro, Triunfo e em torno no Rio Jacuí. Atualmente a fruta está em produção em quase todo o Estado, mas no decorrer dos meses a cultura vai migrando para o Centro e Sul, culminando com o fim da colheita no final do mês de fevereiro em Pedro Osório, região de Pelotas.

“A melancia teve uma safra muito boa neste verão e está sendo oferecida no mercado com preços mais baixos que no ano passado”, destaca Gervásio.  O produtor rural de Pareci Novo, Eduardo Schroder, que participa de feiras em Porto Alegre, lembra que a produção precisa de solo com boa drenagem para resultar em uma melancia doce e suculenta.

Em todo o RS, 1.231 unidades produtivas produzem 145.133 toneladas de melancia em 6,52 mil hectares, conforme o Levantamento Frutícola 2023 da Instituição. Os maiores municípios produtores são Encruzilhada do Sul, Rio Pardo, Rosário do Sul, São Jerônimo, Arroio dos Ratos, Bagé, São Francisco de Assis, Montenegro, Barão do Triunfo e Rio Grande.

Melão e figo também merecem destaque nesta estação com boas safras. De acordo com o Levantamento de 2023, o Estado conta com 763 unidades produtivas em 581 hectares e uma produção de mais de 8,5 mil toneladas de melão. Os maiores produtores são Nova Santa Rita, Barão do Triunfo, Feliz, São Sebastião do Caí, São Jerônimo, Portão, Rio Pardo, Ijuí, Bom Princípio e Porto Alegre.

De acordo com o extensionista da Emater/RS-Ascar, Luciano Ilha, o figo terá protagonismo nos próximos dias 8 e 9 de fevereiro, na Serra Gaúcha, durante a 50ª Festa do Figo de Nova Petrópolis. Depois de Feliz, a cidade é a segunda maior produtora da fruta no Estado, seguida por São Lourenço do Sul, Pelotas, Caxias do Sul, Gramado, Encantado, São Pedro da Serra, Piratini e São Sebastião do Caí.

“A qualidade da fruta é muito boa e os produtores realizam a comercialização com facilidade, seja para indústria, mercados ou venda direta ao consumidor”, avalia Luciano. O RS produz mais de 4,4 mil toneladas de figo, em 669 unidades produtivas e 554 hectares, de acordo com o Levantamento Frutícola.

 

BOA EXPECTATIVA PARA A FRUTA MAIS PRODUZIDA NO RS

Conforme levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar a estimativa para esta safra 204/2025 é de uma produção de 860 mil toneladas em 55 municípios (49 que compõem a região de Caxias do Sul e outros seis das regiões administrativas de Lajeado e de Passo Fundo). Isso representa um aumento de 55% em relação à safra anterior (2023/2024) e de 5% se comparada a uma safra “normal”. Esses números se referem a fruta com destino comercial (86%), doméstico e para consumo in natura. A colheita da variedade mais cultivada na Serra (Bordô) foi antecipada em 20 dias e a vindima poderá encerrar ainda em fevereiro.

Nem mesmo os desastres naturais que atingiram o Estado em 2024 comprometeram a safra. O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Enio Todeschini, destaca que esse bom resultado se deve também a uma prática que vem sendo trabalhada há décadas pelos extensionistas da Instituição, que é o uso de planta de cobertura do solo. “É a prática cultural de maior adesão e efeitos a médio e longo prazo, reduzindo o uso de herbicidas e fertilizantes, as perdas do solo, nutrientes e água. A cada ano o manejo imprimido aos pomares vem sendo aperfeiçoado, refletindo-se em aumento da produtividade ou na redução das perdas”, enfatiza.

A uva de indústria é a fruta com maior área, produção e propriedades produtoras no RS. A cultura conta com uma área de mais de 41,5 mil hectares, 13,31 mil unidades produtivas e uma produção de mais de 863 mil toneladas segundo o Levantamento Frutícola 2023. Os maiores produtores são os municípios de Flores da Cunha, Bento Gonçalves, Farroupilha, Caxias do Sul, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Cotiporã, Antônio Prado e Nova Pádua.

Em relação à uva de mesa, em 3,4 mil hectares de área cultivada de 2,69 mil propriedades, foram produzidas 62,5 mil toneladas. As principais cidades produtoras são Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Alpestre, Vale Real, Flores da Cunha, Alto Feliz, São Marcos, Cotiporã, Ametista do Sul e Planalto.

Compartilhe

Agro

John Deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em Horizontina

Publicado

em

portal plural john deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em horizontina

FAST AÇAÍ15 topo humberto pluralNuvera

A John Deere realizou nesta sexta-feira, 4, em Campinas, o lançamento de 15 novos produtos, entre eles a megacolheitadeira S7.

No anúncio, os executivos da companhia também revelaram que ela será fabricada no Brasil, na planta de Horizontina, no Rio Grande do Sul, a partir do mês de maio.

O grande diferencial da Série S7 é a automação de colheita, que conta com duas  principais tecnologias. Uma delas é a automação preditiva de velocidade, que conta duas câmeras frontais instaladas na cabine mapeando o terreno até oito metros e meio à frente da  plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura. Assim, a máquina ajusta a velocidade de colheita de acordo com o rendimento 3,6 segundos antes do corte, mantendo a  alimentação sempre constante, oferecendo 20% mais produtividade. Apesar das automações, a colheitadeira não dispensa a figura do condutor.

“Isso não será uma onda passageira, mais movimentações de atualização do portfólio vão acontecer”, prometeu o diretor de vendas da John Deere no Brasil Horácio Meza. 

A companhia norte-americana não divulgou quanto a máquina custará.

 

Juros altos prejudicam a indústria 

Segundo dados da Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos caiu 8,6% em 2024. Antonio Carrere, Vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere na América latina, acredita que esse cenário deve continuar frio em 2025 por conta dos juros elevados no país

“Hoje a gente está vivendo um cenário em que o produtor está pensando muito bem antes de investir o seu dinheiro. Acreditamos que 2025 será muito parecido com 2024 para o setor. Mas estamos sentindo que os produtores de algumas culturas, como café e laranja, já estão investindo um pouco mais”, afirmou.

“Vemos que o setor de tratores, principalmente os menores, que representam 55% desse mercado, está apresentando uma melhora. No setor de colheitadeira a gente vê uma estagnação”, disse Horácio Meza.

 

Brasil no centro da estratégia 

Apesar do cenário de queda, a companhia aponta que o Brasil vai seguir sendo o principal mercado fora dos Estados Unidos.

“Independente deste cenário a gente vê que o mercado Brasil é chave para nós. Os maiores investimentos da John Deere estão vindo pra cá”, reforçou Meza.

Nos últimos anos a John Deere realizou vários investimentos no país: R$ 700 milhões em em adaptações na fábrica na cidade da Catalão, em Goiás e R$ 180 milhões no maior centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, na cidade de Indaiatuba, focada em desenvolver produtos para agricultura tropical. No total, foram R$ 3,3 bilhões investidos nos últimos cinco anos.

A empresa também adquiriu um galpão de 40 mil m2 para duplicar a capacidade de seu centro de distribuição. Os investimentos na construção e o prazo para a entrega do novo espaço não foram divulgados.

 

Conectividade no campo 

Além dos novos equipamentos, a companhia apresentou novos serviços que vão melhorar a conectividade e o uso de dados pelos produtores.

A principal novidade é que os novos equipamentos da companhia já vão vir com um modem instalado, que coleta dados das máquinas, incluindo informações operacionais e agronômicas, que são enviados para um terminal satelital. Em seguida, o terminal transmite essas informações para a nuvem e esses dados ficam disponíveis um uma central, que vai permitir ao agricultor  acessá-los e tomar decisões em tempo real.

Para ter acesso a essa funcionalidade, o agricultor precisará pagar uma licença de uso. O sistema permitirá que máquinas de outras empresas também possam se conectar.

 

Fonte: Dinheiro Rural.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Agro

Quebra na safra de soja impacta Fronteira Noroeste e Missões, com perdas bilionárias

Publicado

em

portal plural quebra na safra de soja impacta fronteira noroeste e missões, com perdas bilionárias

15 topo humberto pluralFAST AÇAÍNuvera

A safra de soja nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões enfrenta um cenário desafiador nesta temporada. De acordo com estimativas da Emater, a produtividade média deve ficar em torno de 25 sacas por hectare, um número abaixo do esperado pelos produtores rurais. A informação foi confirmada por Valmir Thume, gerente do Escritório Regional da Emater, responsável por acompanhar a situação agrícola nos 45 municípios das duas microrregiões.

O avanço da colheita reforça essa projeção. Até o momento, 10% da safra já foi colhida, e aproximadamente 45% das lavouras estão prontas para a colheita. A partir desses dados, a Emater ajustou suas previsões para apresentar uma estimativa mais realista sobre o desempenho da produção agrícola.

Ao todo, os agricultores da região cultivaram 782 mil hectares de soja nesta safra. No entanto, a forte quebra de 55% na produção traz um impacto econômico expressivo. Segundo cálculos da Emater, as perdas financeiras podem ultrapassar R$ 3,5 bilhões, afetando diretamente a economia local, desde os produtores até os setores que dependem da soja, como transporte, comércio e agroindústrias.

A redução na produtividade é reflexo de diversos fatores, incluindo as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura. A falta de chuvas regulares em momentos críticos do desenvolvimento da lavoura comprometeu o enchimento dos grãos, resultando em um rendimento bem abaixo do esperado.

Diante desse cenário, agricultores buscam alternativas para minimizar os prejuízos, como renegociações de dívidas e estratégias para otimizar a comercialização da produção restante.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Agro

1 Ano de conexão entre o campo e cidade: Podcast A Voz do Agro celebra aniversário

Publicado

em

portal plural 1 ano de conexão entre o campo e cidade podcast a voz do agro celebra aniversário

FAST AÇAÍ15 topo humberto pluralNuvera

O PodCast A Voz do Agro, apresentado por Roger Selau, celebrou nesta quinta-feira (20) um ano de histórias, informações e relatos sobre o setor agropecuário. Para marcar essa data especial, um episódio comemorativo foi transmitido diretamente da revenda de veículos da Nicola, em Santa Rosa, contando com um sorteio de um iPhone 15 para os internautas.

Criado em 13 de março de 2024, o podcast surgiu da experiência de Roger Selau na área do agro e da percepção da necessidade dos produtores rurais de terem voz. O programa se propôs a dar visibilidade às histórias de quem trabalha no campo, mostrando os desafios diários da produção de alimentos e aproximando o público urbano da realidade do agro.

Ao longo deste primeiro ano, o PodCast A Voz do Agro superou a marca de 50 episódios, ainda que oficialmente sejam 42, contando com as coberturas de eventos e feiras do setor. Desde o primeiro episódio, que teve como convidado o Sr. Sérgio Luiz Carpenedo, o programa se consolidou como uma referência no meio, impulsionado pelo apoio de empresas como Chevrolet Nicola, e Cresol, contando com um incentivo de Eduardo Nicola (Chevrolet Nicola) e do presidente Vitoldo Scharneck (Cresol).

Um dos momentos marcantes desta trajetória foi a cobertura da primeira Amostra de Azeite e Vinhos, apenas dois meses após o lançamento do podcast. Em 2025, a equipe retornará para acompanhar a segunda edição do evento que ocorre na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, o programa conquistou reconhecimento ao ser eleito o Melhor Podcast do Ano de 2024 e realizou a primeira cobertura da Fenasoja, durante a emblemática edição dos 100 anos da feira.

Encerrando o primeiro ano com êxito, o podcast também foi homenageado na Fenasoja e iniciou 2025 com a cobertura da ExpoDireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O planejamento para os próximos meses inclui a participação na ExpoAgro em Santo Cristo e a ampliação da presença em eventos do setor agropecuário.

Com o apoio do Grupo Plural de Comunicação e dos novos patrocinadores, o PodCast A Voz do Agro segue com a missão de compartilhar histórias inspiradoras e valorizar o trabalho dos produtores rurais.

 

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

×

Entre em contato

×